1.3 Yıllık Plan
1.3.2. Yıllık Planda Yer Alan Eğitim Etkinlikleri
O artigo, publicado na revista Engenharia Sanitária Ambiental, volume 12, n 3, do ano de 2007, recebeu o título de “Avaliação de tecnologias avançadas para o reuso de água em indústria metal-mecânica”6
(OENNING et al., 2007).
Os autores tinham por objetivo a avaliação técnica e econômica de cinco tecnologias de tratamento que pudessem proporcionar a reutilização do efluente de uma indústria metal-mecânica. Esse estudo buscava reduzir o consumo de água e o descarte do efluente. Estudos que propõem o reuso da água na indústria tem como motivação, como ressalta os autores “A necessidade de reduzir o desperdício e minimizar o consumo de água na indústria, aliada à leis como a 9.433 de 9 de janeiro de 1997 que institui a cobrança pela captação de água e o lançamento de efluentes” (OENNING et al., 2007). Essas regulamentações, como mostra o artigo, “vem forçando o setor mudar costumes e processos relacionados ao consumo de água abrindo, assim, caminho ao uso de efluente e de águas de qualidade inferior em suas instalações” (OENNING et al., 2007). Os autores também apontam que para a realização de pesquisas que objetivavam encontrar técnicas de tratamento de efluentes para o reuso em indústrias foi necessário seguir critérios e diretrizes elaboradas e organizadas em publicações de órgãos governamentais
6 Airton Oenning Junior Engenheiro Civil pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (1997). Especialista em Administração Industrial pela UFPR (2001). Mestre em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental pela UFPR (2006). Gerente de projetos da empresa Inotec do Brasil Ltda; Urivald Pawlowsky Engenheiro Químico pela UFPR (1965). Mestre em Ciência pela COPPE /UFRJ (1967). Ph.D pela State University of New York (1972). Professor Titular de Engenharia Ambiental da UFPR. Professor Sênior do Programa de Pós-Graduação de Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental da UFPR. Consultor da OMS/OPS, da GTZ do Governo Alemão, de Indústrias e de Órgãos Governamentais.
como a EPA americana (Ano) e a WHO (Ano) e de empresas de consultoria como Metcalf & Eddy (2003) e pesquisadores como Takashi Asano (1998). A partir da análise da bibliografia do artigo percebe-se que grande parte das referências mobilizadas trata-se produções norte-americanas.
Para a realização da pesquisa tomou-se como estudo de caso uma indústria de assentos automotivos localizada na região metropolitana de Curitiba. O efluente gerado na indústria provém do esgoto sanitário compreendido pelos banheiros e refeitório com vazão de 25 m3/dia e da linha de produção, gerado pelo excedente dos enxágües e banhos7 que caem em calhas de coleta e de descartes programados de efluente concentrado com vazão de 35 m3/dia.
O tratamento do efluente ocorre em três etapas: (1) tratamento por fossa séptica e lodos ativados do esgoto sanitário; (2) tratamento físico-químico do efluente industrial proveniente da linha de pintura e (3) a mistura das duas correntes para tratamento final em duas lagoas aeradas em série e lagoa de polimento.
Na Tabela 11 são apresentadas as características do efluente tratado utilizado para os estudos, efluente esse coletado na saída da lagoa de polimento. São também apresentadas as características desse efluente quando tratado com filtração, onde foi utilizado papel filtro quantitativo8.
Tabela 11 - Características físico-químicas e microbiológicas do efluente
7 No processo de fabricação e pintura de bancos as estruturas metálicas dos bancos são entregues pelos
fornecedores e estas peças recebem banhos para desengraxe em um TTS – Túnel de Tratamento de Superfície e posteriormente seguem para tanque de imersão onde recebem a pintura pelo processo cataforético.
8 O papel filtro utilizado possuía as seguintes características:marca: Framex; dimensões: diamentro 12,5 +- 0,10 cm; especificações: 3892 – Faixa branca – 6,0 m.10-6; cinza:<=0,0009g.
N.A.: Não avaliado
Fonte: OENNING et al., 2007
Foram também levantadas às atividades potencias que poderiam utilizar o efluente após o tratamento. Também foram observados aspectos relacionados à disponibilidade de efluentes, a demanda de água exigida e a qualidade da água recomendada para cada atividade. Foram apontadas como possibilidades para o reuso, as atividades que envolviam o processo de pintura, reposição de perdas em torres de resfriamento, lavagem de pisos, irrigação de áreas verdes industriais e descarga sanitária.
Para o estudo do tratamento dos efluentes foram utilizadas cinco estações experimentais, sendo elas: carvão ativado, oxidação com ozônio, oxidação com dióxido de cloro, osmose reversa, coagulação-floculação.
As análises para pH, turbidez, cor, DQO, DBO5, carbono orgânico total (COT), carbono inorgânico, carbono total, sólidos totais (ST), sólidos suspensos totais (SST), sólidos dissolvidos totais (SDT), condutividade, coliformes totais e coliformes fecais foram realizadas de acordo com o Standard Methods for the Examination of Water and
Wastewater (APHA, 1998).
Tabela 12 - Comparativa da eficiência da remoção das tecnologias de tratamento
avançado em relação aos critérios de reuso
SE: Sem Especificação encontrada; NA: Parâmetro e eficiência não avaliados; (1) Considerado os valores para o tempo de contato de 20 minutos e uma concentração de carvão ativado de 0,60 gramas (máxima adsorção). (2) considerado os valores do Teste 02 com o tempo de 15 minutos. (3) considerado os valores do Teste 02. (4) Considerado a media dos valores do Teste 02. (5) considerado o Teste 03 com jarro contendo 150 ppm do coagulante Bufloc 5122 e 0,5 ppm de auxiliar de coagulação Bufloc 565 (6) Não houve eficiência na remoção do parâmetro.
Fonte: OENNING et al., 2007
Foram levantados quatro locais para reuso e sugeridos critérios para cada um deles. Constatou-se que na adsorção com carvão ativado e na osmose reversa o efluente tratado por estes dois processos poderia ser reutilizado nos locais propostos e, com vazão de reuso de 2,5m3/h, os custos ficaram em US$ 1,14/m3 e US$ 1,70/m3, respectivamente. Esses dois tratamentos forneceram os melhores resultados em termos de qualidade do efluente para reuso. Para o ozônio e o dióxido de cloro, mesmo desinfetando o efluente, obteve-se apenas resultados satisfatórios em termos de qualidade do efluente para reuso, com custo de US$ 0,54/m3 e US$ 0,71/m3, respectivamente. Na coagulação/floculação todos os parâmetros analisados atenderam a dois locais de reuso, com exceção dos SDT, que se obteve custo de US$ 1,57/m3.
Analise do Artigo
O artigo “Avaliação de tecnologias avançadas para o reuso de água em indústria metal-mecânica” trata de um tema que vem sendo o principal estímulo para a difusão do reuso de águas residuárias na indústria, que se baseia na necessidade da economia de água no processo de produção.
Os autores utilizaram técnicas modernas de tratamento de efluentes, conhecidas como tratamento terciário, técnicas essas empregadas após um tratamento físico e biológico, visando a recuperação desse efluente em alguma fase do processo produtivo ou mesmo como descarga de sanitários.
O estudo realizado foi de grande valia, pois pelos experimentos realizados foi possível avaliar o desempenho desses tratamentos terciários, tratamentos esses não tão comuns no Brasil devido seu alto custo e complexibilidade operacional.
Através dos resultados da pesquisa foi possível comprovar a eficiência do ozônio e do dióxido de cloro como desinfetantes, confirmada pela alta remoção de coliformes, além da remoção de cor.
Os estudos mostraram também a eficiência do tratamento por coagulação e floculação e também por carvão ativado. Ambos conseguiram enquadrar seus efluentes no que diz respeito aos parâmetros de qualidade, a exceção dos SDT, especificados para o reuso nas torres de resfriamento e processo de pintura, conforme exposto na Tabela 8.
Como forma de complementar o estudo de viabilidade técnica, o autor apresentou também uma comparação dos custos de cada processo. Essa comparação é de fundamental importância nesse caso, pois tendo como meta a redução de custos pela redução do consumo de água, faz-se necessário tal comparação, para a aferição da viabilidade econômica da implantação do tratamento.