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Um dos domínios cognitivos mais importantes para as sociedades humanas é a categorização do tempo, que torna possível o registro da história da Humanidade. Segundo

Vendler (1967), as explicações que são dadas sobre o uso tempo nas línguas naturais estão relacionadas ao modo como as línguas materializam em sua estrutura linguística a divisão do tempo. O fato de as línguas codificarem o tempo, por meio de seus elementos morfológicos, é uma forte evidência de que se trata de conceito relevante para os seres humanos, que não está restrito à distinção óbvia entre presente, passado e futuro, mas a um modo particular de uso. A divisão do tempo parece ser tão importante que as línguas humanas dispõem de certa abundância de instrumentos linguísticos (como advérbios, flexões verbais, expressões temporais etc) e uma série de unidades de medida de tempo (ano, mês, dia, hora, minutos, segundos), de forma que sempre há como determinar o tempo cronológico com a exatidão desejável quer pelos instrumentos de medição de tempo, quer pelos meios flexionais e lexicais de que dispõe a língua. Uma discussão sobre tempo, no entanto, não está restrita a essas expressões nem a essas marcas morfológicas, mas também ao modo como o processo verbal se realiza, isto é, ao aspecto.

Quando tratamos da codificação do tempo nas línguas naturais, é comum imaginar-se que eventos, estados e ações se deslocam no tempo da esquerda (passado) para a direita (futuro), seguindo alguns pontos de orientação. É a partir das contribuições de Reichenbach (1947) que os estudos sobre a categoria tempo têm girado sempre em torno de três pontos para uma interpretação linear do tempo: momento do evento (ME), momento de fala (MF) e momento de referência (MR). O autor usou um sistema de retas paralelas para representar os tempos verbais que permite localizar a situação expressa pelo verbo em um diagrama.

O momento de fala, na perspectiva de Reichenbach, é o elemento central em relação ao qual se podem localizar os três tempos verbais básicos: presente, passado e futuro, também chamados de tempos verbais absolutos, que lhe são concomitante, anterior ou posterior, respectivamente. Fleischman (1982) define o momento de fala como aquele ponto em que o falante produz a sentença em questão, é o presente do falante, o aqui-e-agora, que serve como centro dêitico ou ponto zero para o conteúdo proposicional da sentença e pode ou não coincidir com o momento de referência (MR). O momento de referência é uma espécie de cenário temporal em relação ao qual uma situação pode ser localizada. O momento do evento é aquele ponto cuja localização, na linha do tempo, pode ser especificada em relação ao MR e ao MF. Para os tempos absolutos, conforme Fleischman, o MR coincide com o MF; para os

tempos relativos, o MR funciona como um suplente para o MF, estabelecendo por ele mesmo a base para a sequência de eventos.

Comrie (1985) também afirma que o tempo pode ser representado como uma linha reta contínua, na qual o passado é representado à esquerda, o futuro à direita e o presente é o marco zero entre um e outro. Então, dizer que um evento é passado é localizá-lo à esquerda desse ponto zero; e dizer que um evento é futuro é afirmar que ele ocorre à direita desse mesmo ponto. Para o autor, uma representação desse tipo é um tanto vaga e parece não ter relação com a análise do tempo como uma categoria linguística, porque deixa em aberto se a linha do tempo é limitada pela esquerda (o passado) ou pela direita (futuro), e qualquer passo que se dê é irrelevante linguisticamente, embora tenha importância filosófica, e não representa o fluxo do tempo, isto é, se o presente é visto como se deslocando ao longo da linha do tempo ou se o tempo é visto como um passado fluindo em direção a um presente estático. Uma representação desse tipo coincide com uma ingênua conceptualização de tempo, mas pode expressar, por exemplo, diferentes estágios da vida humana: primeiro, os seres humanos nascem, atingem a maturidade, envelhecem e morrem. Segundo Comrie (1985), se não tivéssemos um conceito de tempo, seria possível um desenvolvimento natural de modo que os humanos primeiro aparecessem como mortos, depois como pessoas vivas idosas e gradualmente se tornassem jovens e desaparecessem no útero de sua mãe. O que é verdadeiro para muitas culturas é a conceptualização em progresso.

Segundo Comrie (1985), o tempo físico não fornece um ponto de referência para se localizar as situações na linha do tempo, visto que o tempo físico tem um começo, mas não sabemos exatamente em que ponto ele começou, e tem um fim, mas não sabemos qual é a sua localização, o que torna necessário estabelecer alguns pontos de referência arbitrários e a partir deles localizar as situações no tempo. É o caso, por exemplo, do calendário que estabelece o nascimento de Cristo como ponto de referência para contar os anos antes e depois deste ponto, há também a possibilidade de se tomar eventos importantes como ponto de referência: Revolução Francesa, Independência do Brasil, Segunda Guerra Mundial, Fim da Ditadura no Brasil, etc. Desse modo, no que diz respeito ao tempo verbal, o ponto de referência é o momento presente, a partir do qual se localizam as situações que ocorrem no presente momento ou que o incluam, situações que ocorrem antes dele e situações que lhe são subsequentes.

Para Comrie (1985), a ideia de localizar as situações no tempo é uma noção puramente conceptual e comum a todas as línguas, que diferem uma das outras por dois parâmetros: a) o primeiro é o grau de exatidão da localização temporal realizável em diferentes línguas; b) o segundo é o modo como cada situação é localizada no tempo, em particular, o peso atribuído ao léxico e à gramática no estabelecimento de tal localização. Assim, as expressões de localização do tempo podem ser divididas em três classes, de acordo com a sua importância para a estrutura das línguas: a) uma classe composta de expressões lexicais, que são potencialmente infinitas na linguagem e dispõem de meios linguísticos para medir intervalos de tempo e dar-lhes uma especificação exata: em cinco minutos, meia hora etc; b) um conjunto de itens lexicais que expressam uma localização do tempo: agora, hoje, ontem, amanhã; c) as categorias gramaticais, que acabam por ser a menos sensível das três e servem para dividir o tempo em: presente, passado (perfeito e imperfeito), futuro (do presente e do pretérito).

Para Comrie (1985), há dois meios de se tratar uma situação na linha do tempo: a) localizando a situação na linha do tempo em relação a outro ponto, ao qual esse tempo será relativo; b) discutindo o contorno temporal da situação, isto é, se deve ser representado como um ponto no tempo ou como uma extensão na linha do tempo (aspecto). O autor reorganiza a linha do tempo de modo que: as situações pontuais são representadas por pontos e as que não são pontuais (isto é, que têm certa extensão de tempo) são extensões na linha do tempo. Figura 3: Diagrama de representação da linha do tempo

Fonte: Comrie, 1985, p.6.

A partir da discussão em torno da noção de ponto de referência e da localização da situação de tempo, Comrie (1985) divide o tempo em: tempo absoluto, tempo relativo e tempo

relativo-absoluto. Para o autor, tempo absoluto é um termo tradicional um tanto enganoso,

que tem sido usado para se referir aos tempos que tomam o momento presente como centro dêitico. É enganoso porque, estritamente falando, é impossível uma referência de tempo absoluto, uma vez que uma situação de tempo é relativa a outras que são estabelecidas como ponto de referência de tempo. O momento presente é apenas um entre uma infinidade de pontos que podem ser escolhidos como referência de tempo, embora desempenhe o papel principal na definição de tempos nas línguas humanas. Assim, Comrie define os tempos

A B C D G H

absolutos como aqueles em que uma situação é localizada antes, depois ou no momento presente (momento de fala), tomando-o como ponto de referência.

Já os tempos relativos são definidos por Comrie como aqueles em que o ponto de referência para a localização de uma situação é algum ponto dado pelo contexto e não necessariamente pelo momento presente. Os advérbios de tempo assumem papel decisivo na interpretação entre tempo absoluto e tempo relativo: há advérbios que servem para especificar uma situação de tempo em relação ao momento presente, tais como hoje, ontem e amanhã e há expressões adverbiais que localizam uma situação em relação a alguma referência dada pelo contexto, tais como em algum dia, no dia anterior, no dia seguinte. Contudo, Comrie afirma que a diferença entre tempo absoluto e tempo relativo não está restrita à oposição

momento presente x outro ponto de tempo tomados como pontos de referência, mas está

relacionada à forma, cujo significado especifica o momento presente como ponto de referência (tempo absoluto) ou não especifica se o momento presente pode ser tomado como ponto de referência (tempo relativo), uma vez que, a menos que o contexto exclua, o momento presente pode ser tomado como ponto de referência para tempo relativo. Assim, uma estratégia sugerida pelo autor é a seguinte: se a interpretação de uma aparente referência de tempo absoluto pode ser avaliada como um caso especial de referência de tempo relativo, a estratégia é assumir que o significado básico da forma em questão é uma referência de tempo relativo, com a aparente referência de tempo absoluto, cuja interpretação é contextualmente dependente.

Os tempos verbais relativo-absolutos são assim chamados porque seus significados combinam localização de tempo absoluto de um ponto de referência com localização de tempo relativo de uma situação. Os tempos relativo-absolutos são determinados por ter um ponto de referência antes ou depois ao momento de fala e a situação sendo localizada antes ou depois desse ponto. Um ponto de referência que coincide com o momento de fala simplesmente dá uma referência de tempo absoluta, não uma referência de tempo relativo-absoluta. Em tempos verbais como o mais-que-perfeito, essa noção fica muito clara, visto que primeiro se identifica uma situação no passado, por exemplo, o pretérito perfeito, e depois outra situação de passado em relação a esse passado, o mais-que-perfeito.

O tempo presente pode ser identificado como o ponto zero na linha do tempo. Há de se levar em consideração, contudo, que nem sempre uma situação coincide exatamente com o momento presente, isto é, é possível que ela não ocupe um único ponto, literalmente, na escala de tempo. Em se tratando das construções com gerúndio, há exemplos em que o tempo presente descrito pela oração gerundiva não pode ser concebido como um único ponto na escala de tempo, mas se refere a situações que ocupam um período mais longo que o presente momento. No exemplo a seguir, a perífrase gerundiva descreve uma situação de tempo presente que teve início em algum ponto anterior ao momento de fala e se estende para além dele:

(97) – Só se a quizessem como tema o estudo que estou fazendo: o alcoolismo e as doenças contagiosas como motivo do divorcio (E 20 1 DM 71)

Segundo Comrie (1985), uma situação referida por um verbo no presente é, necessariamente, uma situação que inclui o momento presente, se essa situação é parte de uma situação mais ampla que começa no passado ou que se estende para o futuro, trata-se de uma implicatura que depende da interpretação de outros traços da estrutura da sentença e de nosso conhecimento de mundo. Neste caso, é relevante a interpretação aspectual para decidir se uma situação mais ampla deve ser interpretada apenas no momento presente ou não. Se o aspecto progressivo, fundamentalmente, descreve situações que não devem ser interpretadas como pontuais, o uso de uma forma verbal com essa acepção permitir-nos-á interpretar que o presente momento é apenas um dos muitos momentos que a referida situação abarca. No exemplo em questão, a descrição é válida para uma interpretação no presente, mas não coincide, exata e necessariamente, com o estado de coisas descrito, isto é, o enunciador não está fazendo o estudo no momento em que enuncia a referida sentença.

Não podemos, contudo, restringir tal interpretação ao aspecto progressivo. Uma situação descrita no presente, com denotação de habitualidade, pode fazer referência a uma situação mais ampla que inclui o momento presente, tal como:

(98) Meu amigo jornalista escreve crônicas policiais.65

65

A interpretação que devemos dar à sentença acima é semelhante a que fizemos no exemplo anterior, descreve uma situação presente, que não coincide necessariamente com o momento presente, mas o inclui inevitavelmente. Segundo Comrie (1985, p. 39, tradução nossa), “sentenças com significado aspectual de habitualidade referem-se não apenas a uma sequência de situações que acontecem em intervalos, em vez disso se referem a um hábito, uma situação característica que abarca todos os tempos”.66

3.2.1.2 O tempo passado

O tempo passado codifica uma situação que ocorre à esquerda do ponto zero (o momento presente), seu significado, portanto, é sua localização em um ponto anterior ao momento presente. Essa definição não menciona se a localização de tempo no passado incorpora um extenso período de tempo passado ou até mesmo todo o tempo passado que se estende até o presente ou ainda se essa situação continua no presente ou no futuro, para além do presente. No caso da codificação de tempo por meio das perífrases gerundivas, o tempo passado não pode ser localizado como um ponto fixo, mas pode ser entendido como uma situação contínua, que pode ter as seguintes interpretações:

a) situação de passado que se estende até a referência de presente:

(99) (...) agora deixara de ser estudante, já estava lendo nas aulas (E 20 2 MC 95) b) situação de passado que é cenário de outra situação de passado:

(100) Quando Sete-Sóis chegou a Aldegalega, estava anoitecendo. (E 20 2 MC 21)

c) situação de passado que é distante da referência de presente:

(101) – Quando lutei contra piratas turcos estava apenas defendendo nossos celeiros de trigo, disse Donato Serotino (B 20 2 BI 77)

66

Sentences with habitual aspectual meaning refer not to a sequence of situations recurring at intervals, but rather to a habit, a caracteristic situation that holds at all times.

d) situação de passado que é futuro em relação à outra situação de passado: (102) Saiu dali sem dizer a ninguém onde estava indo (B 20 2 BI 82) e) situação de passado que é referência para outra situação de passado:

(103) Preparou a cama de Bernardina Ravasco e após certificar-se de que ela estava dormindo trancou a porta do solar dos Ravasco e foi para sua casa. (B 20 2 BI 94)

3.2.1.3 O tempo futuro

O tempo futuro, em termos de análise, é apresentado como aquele que descreve uma situação subsequente ao momento presente, isto é, à direita do ponto zero, no diagrama proposto por Comrie (1985). O autor argumenta que essa definição é uma oposição temporal da simetria de tempo, à semelhança da definição de passado, embora o futuro seja mais especulativo que o passado, já que qualquer previsão que façamos sobre o futuro pode ser alterada por outros eventos intervenientes, incluindo a nossa própria intervenção consciente, o que torna o passado um tempo verbal mais definido que o futuro. Isso o leva a afirmar o seguinte:

pode-se argumentar que enquanto a diferença entre o passado e o presente é certamente uma questão de tempo verbal, a diferença entre o futuro por um lado e passado e presente por outro deve ser tratada como uma questão de modo, em vez de tempo (COMRIE, 1985, p. 44, tradução nossa).67

Segundo Comrie (1985), tratar a referência de futuro como modo ou como tempo é uma questão empírica que apenas pode ser respondida com base na investigação de expressão da referência de futuro em grande número de línguas. Pode-se se chamar de futuro, contudo, uma clara predição sobre um estado de coisas futuro que é claramente distinta de uma construção claramente modal:

Portanto vai chover amanhã é uma afirmação bem definida sobre um estado de coisas que abarca certo tempo subsequente ao momento presente e sua verdade pode

67

one might argue that while the difference between past and present is indeed one of tense, that between future on the one hand and past and present on the other should be treated as a difference of mood rather than one of tense.

ser testada no tempo futuro pela observação se, de fato, chove ou não. Isso pode ser contrastado com pode chover amanhã, que é simplesmente uma afirmação sobre um mundo possível em que há chuva amanhã, o valor de verdade dessa afirmação não pode ser avaliado pela observação se chove ou não amanhã (uma vez que tanto a presença quanto a ausência da chuva são compatíveis com pode chover) – na verdade, a avaliação da verdade de uma afirmação modal é extremamente difícil, envolvendo a demonstração da existência ou não existência de certo mundo possível que pode não coincidir com o mundo atual (COMRIE, 1985, p. 44, tradução nossa).68

Torres (2009) fez um estudo variacionista da codificação de tempo futuro em Língua Portuguesa por perífrases gerundivas, a partir das seguintes regras variáveis: futuro iminente – que incorpora o momento de fala e se estende para além dele, apresentando-se sob o ponto de vista do início do evento durativo; o futuro médio – que codifica situações que ocorrem à direita do momento de fala, sem definições de início e término da duração do evento, e o

futuro resultativo – que descreve situações localizadas à direita do momento de fala, mas sob

o ponto de vista do término do evento durativo, conforme diagrama a seguir:

Tempo Futuro

[futuro iminente] [futuro médio] [futuro resultativo]

Figura 2: Codificação do tempo futuro por perífrases gerundivas (TORRES, 2009, p. 111)

Vejamos em que consiste cada uma dessas divisões de tempo, segundo Torres (2009).

a) tempo futuro iminente – caracteriza-se pela ocorrência de continuar (no

presente) juntamente com outro verbo no gerúndio ou pela ocorrência de um verbo auxiliar ou modal + continuar (infinitivo) + gerúndio. Descreve ações que incorporam o momento presente e continuam seu desenvolvimento no futuro.

i) presente + gerúndio – futuro iminente perifrástico simples69

68

Thus it will rain tomorrow is a very definite statement about a state of affairs to hold at a certain time subsequente to the presente moment, and its truth can be tested at that future time by seeing whether it does in fact rain or not. This can be contrasted with it may rain tomorrow, wich is simply a claim about a possible world in which there is rain tomorrow; the truth value of this statement cannot be assessed by observing whether or not it rains tomorrow (since both presence and absence of rain are compatible with may rain) – indeed, evaluation of the truth of such a modal statement is extremely difficult involving demonstrating the existence or non-existence of a certain possible world which may not coincide with the actual word.

69

O termo simples é empregado pelo autor em oposição a estendido, para se referir à complexidade da perífrase (dois ou três verbos).

(104) Com certeza muita gente mesmo muita gente confia na igreja e creio eu que continua moldando a sociedade sim.70

ii) verbo auxiliar ou modal (presente) + continuar + gerúndio – futuro iminente perifrástico estendido

(105) Mas que já existia já existia sempre existiu e vai continuar existindo.

b) tempo futuro médio – compreende os casos de ocorrência dos verbos estar e ir como auxiliares flexionados no presente e qualquer outro verbo no gerúndio. Caracteriza-se

por descrever situações futuras sem que se possa perceber a delimitação de início, fim e duração dessas situações, apresentando a seguinte sistematização:

i) presente + gerúndio – futuro médio perifrástico simples

(106) Vai acontecer sim eu creio que vai diminuindo o gelo né da parte fria e vai aumentar o nível do mar.

ii) verbo auxiliar ou modal (presente) + infinitivo + gerúndio – futuro médio perifrástico estendido

(107) Eu acho que no futuro vai ser mais liberado isso porque afinal a igreja vai ta lutando de qualquer maneira né?

c) tempo futuro resultativo – descreve situações de tempo futuro sob o ponto de

vista do término do evento durativo, caracterizando-se pela ocorrência dos verbos terminar ou

acabar (presente) + gerúndio ou pela ocorrência de um verbo auxiliar ou modal na primeira

posição (presente), terminar ou acabar na segunda posição (infinitivo) e qualquer outro verbo no gerúndio, podendo ser sistematizada como segue:

i) presente + gerúndio – futuro resultativo perifrástico simples

(108) Se a providência divina não vier antes a gente acaba dando conta do resto e destruindo tudo.

70

ii) verbo auxiliar ou modal (presente)+ infinitivo + gerúndio – futuro resultativo perifrástico estendido

(109) Eu acho que vai ficar pior sabe eu acho que as pessoas vão acabar fazendo.

3.2.1.4 A expressão de tempo verbal nas construções gerundivas

As construções gerundivas têm amplo emprego na Língua Portuguesa e apresentam paradigma verbal bastante diversificado, semelhante às perífrases com infinitivo, desempenhando funções análogas às formas simples do verbo. Vejamos:

Benzer Belgeler