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4. ALUMİNYUMUN MİKRO ARK OKSİDASYONU

6.1 Yüzey İncelemeler

A declaração de que “Jesus Cristo é Senhor”, apresenta um reconhecimento para quem a declara, de convicção e aceitação de Jesus como Deus. John D. Davis (1993, p. 552) define a palavra “Senhor” da seguinte forma:

(Senhor) em referência a Deus, assim se traduz a palavra hebraica Adon. Com mais frequência se traduz do mesmo modo o vocábulo Adonai no sentido de meu Senhor. A palavra grega Kurios tem igual significado. YHVH é no hebraico o nome por excelência que representa a divindade que traduzimos por Jeová.

Ao dizer que Cristo é Senhor, significa aceitá-lo como Deus, o que acontece entre os cristãos. J. Stott, apresenta Jesus como Senhor, porque ele morreu e reviveu para ser senhor dos mortos e dos vivos. Quem o confessar e crer será salvo. É somente pelo Espírito Santo que alguém pode dizer: “Jesus é o Senhor”. Entendo que as

colocações de Stott são tradicionais e, como ele mesmo expressa em seu livro, têm base nos escritos do apóstolo Paulo ao referir-se a Jesus como Senhor. Ele inclui Jesus na Trindade, com o Pai e o Espírito Santo. Não é possível para pessoas com crenças diferentes da cristã fazer tal declaração, porque quem a faz, assume que Jesus é Deus, mesmo tendo ele vivido e morrido na terra, e depois ser ressuscitado por Deus Pai (para alguns ele próprio se ressuscita).

Stott (1997, p. 99) faz referência às palavras do apóstolo Paulo, concordando com elas, ao dizer que

Os cristãos primitivos deram a Jesus um título divino (Senhor), transferiram para ele textos divinos (concernentes a salvação que ele confere e à honra que ele merece) e lhe renderam culto divino (o dobrar dos joelhos). Além disso, convém notar que os autores do NT nem argumentaram se era certo ou não identificar tão ousadamente Jesus como Deus, pois não havia necessidade alguma de o fazerem. As duas afirmações, Jesus é Senhor e Jesus salva, são virtualmente sinônimos. Para Stott, não basta que Jesus Cristo seja o salvador. É necessário que ele seja também Senhor. Entendo que não se pode desassociar de Jesus sua marca de salvador da condição de Senhor. Quem crer que ele é salvador, deve crer também que ele é Senhor, sem separar uma condição da outra ou de aceitar uma e rejeitar outra.

Para Stott, o compromisso de quem crê que Jesus é Senhor e Deus, deve ser radical, isto é, estar comprometido intelectualmente com ele, submetendo-lhe sua mente, não duvidando em suas reflexões que Jesus é Deus. Na dimensão moral deve ser também comprometido, demonstrando um comportamento condizente com o evangelho, respeitando as leis instituídas pelo Estado e as leis morais referentes ao bom convívio com todas as pessoas. Deve ter uma vida que considere a dimensão vocacional, porque, segundo Stott (1997, p. 104), o dizer que “Jesus é Senhor nos compromete a servir a vida inteira”. E este compromisso precisa ser visto com alegria, a de ser servo do Deus Universal.

Stott inclui a dimensão social no senhorio de Jesus Cristo. Isto remete à questão missionária, em que a proclamação da palavra deve estar associada à ação da responsabilidade social. O lado social do evangelho não é para Stott algo central na missão, como tenho percebido em seus escritos, mas nem por isso ele deixa de fazer menção à responsabilidade que a igreja, de forma pessoal ou coletiva, deve ter com o

cuidado humano imediato. Sua forma de entender a missão é muito focada na escatologia e na vida eterna. Esta aparenta compensar, por seu gozo infinito, as mazelas do sofrimento humano presente, decorrentes das principais coisas que assolam a vida humana, provocando infelicidade: as doenças do corpo, as limitações na velhice, a fragilidade da idade infantil e juvenil, e as questões que envolvem a falta crônica de dinheiro. Compreendo que Stott ao priorizar na missão evangélica os fatores ligados ao espírito e colocar em segundo plano as necessidades do corpo, o faz por razões ligadas a seu ponto de vista, que parte de uma região desenvolvida, a Inglaterra, numa cidade evoluída, Londres, em uma igreja que precisa lidar mais com as questões do espírito que com as questões do corpo. Percebo que uma teologia tem como influências marcantes o ponto de vista econômico, que pode e molda o fazer de uma reflexão sobre Deus.

Analisando a forma como Stott (1997, p. 105) comenta a questão do cuidado social, dizendo que “isto significa, em parte, que os seguidores de Jesus têm responsabilidades, tanto individuais como sociais”, ele não esconde a vontade que tem de que o mundo todo fosse cristão. Ele adiciona a sua vontade todos os demais cristãos (1997, p. 106) dizendo que “nós bem que gostaríamos que aquele que é Senhor fosse reconhecido como tal; esta é nossa tarefa evangelística”. O reconhecimento de Jesus como Deus, é um propósito que Stott reafirma em todo instante, apontando para uma necessidade de conversão mundial. Em minha leitura, isto mostra sempre uma teologia da missão alicerçada na proclamação da palavra com caráter salvífico da alma, numa perspectiva escatológica, mesmo quando ele trata do assunto da ação social, a qual, dependendo da situação, seria uma oportunidade de conquistar as pessoas para Cristo, ou seja, apresentar o plano da salvação e centrar na questão da vida eterna por meio da conversão.

A dimensão política que envolve a questão de Jesus ser Senhor, ser Rei, (STOTT, 1997, p. 107) contribuiu muito para que ele fosse crucificado, como veremos em seguida:

Não podemos esquecer que Jesus foi condenado tanto por uma ofensa política quanto por uma ofensa religiosa. Na corte judaica ele foi considerado culpado de blasfêmia, por ter chamado a si mesmo Filho de Deus, enquanto que na corte romana ele foi condenado por sedição, por se haver declarado rei, e Roma não reconhecia outro rei além de César.

Portanto, as reivindicações de Jesus tinham implicações políticas inevitáveis.

Na época, não se podia fazer rei alguém que não fosse um imperador romano. Os religiosos judeus, aproveitando-se do fato de que Jesus se declarara rei, por ser filho de Deus e o próprio Deus encarnado, deram a isto uma conotação política, que levaria Cristo ao tribunal romano e colocaria o governador em uma situação delicada se não o deixasse ser crucificado, já que ele, pela conotação judaica, faria frente ao poder do imperador.

Voltando a Stott (1997, p. 109), o compromisso com Cristo tem uma dimensão global, pois para ele “afirmar que Jesus é Senhor” é reconhecer seu senhorio universal. Só Jesus é Senhor. “Ele não tem rivais”. Aqui fica clara a unificação entre Deus e Jesus como sendo um único Deus. Acrescente-se a isto o Espírito Santo que em Atos vem inaugurar a igreja cristã, assunto este que passo a tratar no contexto da missão mundial.

Benzer Belgeler