EŞLER VE CİNSELLİK
B. Tüp Bebek Yöntemi
O Projeto analisado, pelo seu importante papel em prol da comunidade de Vila Retiro, conseguiu uma notoriedade ultrapassou os limites do lócus da sua implementação e realização. Vale enfatizar, que o projeto “Tecnomoda no Semi- Árido: Uma escola de design de moda e artesanato” foi divulgado positivamente nos meios de comunicação local e até nacional, mais importantes. É fato comprovado que, o primeiro meio de divulgação, a se interessar na concretização de uma reportagem, foi o jornal impresso “Diário do Nordeste”, sendo publicado no dia 1º de novembro de 2004, no caderno “Regional” com o título: “Jovens participam de curso sobre modelagem e costura”. Conforme Malfitano (2008, p. 59), “os jornais desempenham a função de ampliar e fazer com que sejam ouvidas a uma boa distância e, sobretudo, nos planos elevados da pirâmide social, as transformações que agitam a coletividade e modificam a sua estrutura”. Então, sendo a intenção da reportagem alcançar uma distância maior, o texto da reportagem se inicia evidenciado o talento da geração atual, como apresentado abaixo:
Que o Ceará é um celeiro de talentos para as artes ninguém mais duvida, seja no campo do humor, da música, dança ou pintura. Esbanjando muito potencial uma nova geração “teen” se prepara também para disputar seu lugar no sol. São os novos técnicos especializados em moda do curso
básico de modelagem e costura (DIÁRIO DO NORDESTE, 2004)33.
A partir desse início, pode-se tirar apropriadas conclusões sobre a relevância do projeto para a vida de todos na comunidade, principalmente, para os jovens que estavam participando com interesse das oficinas. Na reportagem, ressaltam a parceria entre a AACRSM e Sebrae, afirmando que o projeto só foi possível de acontecer a partir do prêmio conferido a ONG BrazilFoundation, gerenciado pela associação. No curso do registro do jornal, consta ainda uma declaração que vale ser citada:
O curso técnico em moda se destina a especializar mão-de-obra local para atender a demanda do mercado competitivo e globalizado. Isso tudo tendo em vista o grande crescimento do setor da indústria de confecção no estado, gerando a necessidade de profissionais qualificados (DIÁRIO DO NORDESTE, 2004).
Este trecho reforça bem o que foi comentado, sobre a intenção primeira dos gestores em relação ao mercado atual, no que diz respeito às áreas mais específicas do curso, ou seja, das especificidades das oficinas ofertadas.
Conforme segue, numa parte do texto encontra-se um importante comentário sobre o pioneirismo do curso numa região do semi-árido do nordeste, onde é destacado que este fato conseguiu transformar a rotina dos moradores da pequena comunidade. Em seguida, verifica-se um breve comentário sobre o espaço das oficinas, sendo um galpão improvisado e adaptado para atender às necessidades do projeto. Sendo interessante explanar a observação sobre as criações inspiradas no cotidiano do lugar, desenvolvidas pelos participantes durante a oficina de Pesquisa e Planejamento de Coleções.
Mais adiante, é acentuada a participação dos profissionais da UFC, como uma forma de exaltar melhor, a qualidade da execução do projeto. Assim, também são citadas todas as oficinas e sendo exaltado o desfile das peças na finalização do curso. Consegue-se detectar, a partir da apreciação do texto, que esta reportagem, serviu como canal disseminador para outras mídias. Segundo Mascio (2008), as mensagens difundidas pela mídia contêm informações que se refere a mundos distintos, causando no leitor a consciência da vivência de diversos espaços e tradições, tanto imediatas como também, distantes. Certamente, que o objetivo foi atingido quanto a força que esta reportagem gerou tão imediatamente, como foi o caso da reportagem na “TV”, que será abordado adiante.
Ainda analisando o conteúdo do jornal, me deparei com um trecho que merece ressaltar, por tratar-se dos “causos” ou “lendas”, extraídos do imaginário popular regional:
Pelo menos, seis “lendas” que, no passado, mudaram o cotidiano dos moradores do Retiro, ganharam vida e formam a coleção dos alunos. A padronagem das peças foi desenvolvida a partir das histórias contadas pelos moradores. O “Cigano”, “A cobra Anaconda”, “ O E.T.”, O Juazeiro Mal Assombrado” e “ A Onça e o Cangaceiro” fazem parte desse roteiro (DIÁRIO DO NORDESTE, 2004).
Na finalização da matéria, tem-se um comentário sobre o comportamento dos jovens quanto ao seu desempenho e interesse pelo curso, a partir da confirmação por parte da coordenadora e idealizadora do Projeto.
Assim que foi publicada a reportagem do jornal impresso, logo em seguida, a editora-chefe do Núcleo de Reportagens de Rede da “TV Verdes Mares” Ana Quezado, entrou em contato. Então, foi marcada uma reportagem no local das oficinas do Projeto, onde seriam realizadas algumas entrevistas: comigo, na qualidade de coordenadora e com alguns dos jovens que mais se destacavam no momento. Assim, foram feitas filmagens com cenas no espaço das oficinas, onde os jovens encenaram suas atividades na oficina de padronagem e outras cenas foram realizadas nas casas dos cursistas, desempenhando atividades do seu cotidiano diário. Na verdade, a matéria foi apresentada dia 15/11/2004, pelo repórter César Menezes, a nível nacional, sendo publicada, primeiro no “Jornal Nacional” da Rede Globo, depois, nos dias subseqüentes, a mesma matéria saiu no jornal “CE-TV 2ª Edição” da TV Verdes Mares, afiliada da Rede Globo e em outros mais, que não foi possível acompanhar. A matéria foi denominada de “Bordado no Semi-árido”, disponível em DVD e transcrita a fala do repórter como se encontra abaixo:
Agricultura é o coração da base de economia de Tejuçuoca. Se não fosse o bordado que as mulheres fazem, a vida seria pior. A necessidade de dinheiro para comer e de vestir revelou a vocação para o bordado. Agora com essa habilidade pode render mais que dinheiro para sobrevivência. Uma ONG financiou 10 máquinas de costuras e a parceria com o Sebrae, trouxe profissionais da moda para ensinar o segredo dos tecidos, dos desenhos e dos moldes. O curso foi batizado de “Tecnomoda no Semi- Árido”, ninguém paga nada e ninguém pensa mais em fugir do sertão (CÉSAR MENEZES, Repórter, 2004).
Logo após a publicação da reportagem, com uma repercussão rápida e ampliada, pessoas de várias partes do Brasil me telefonaram, no sentido de conhecer melhor como funcionava o Projeto. Como canal de divulgação, ainda vale mencionar outros periódicos e anais de congresso, como os artigos publicados por mim, sobre o trabalho realizado no semi-árido cearense na Vila Retiro. Uma das matérias foi publicada no jornal de circulação local “O Povo”, caderno Opinião, com o título: “A Moda e seus Benefícios”.
A importância dada a esta capacitação e resultados da pesquisa, ainda foi objeto de publicação nos anais do evento de nome Colóquio de Moda IV, em outubro de 2006, Salvador-BA com o título de: “Moda, Artesanato e Tecnologia: Sustentabilidade e Benefícios”. Muitos professores e estudantes assistiram a minha apresentação sobre as múltiplas possibilidades que a moda pode proporcionar para os jovens que buscam oportunidades de se inserir no mercado de trabalho.
Diante destes fatos, invocando a importância social que o Projeto foi desenhado e realizado, retornou-se a esta questão para replicar uma avaliação atual definitiva, elegendo a pesquisa aqui apresentada com o título “Tecnomoda no Semi- Árido: Escola de Moda para Transformação no Campo do Trabalho”.