3.4. Eğitim Sistemi’nin Genel Yapısı
3.4.1. Eğitim Sistemi’nin Yasal Temelleri
Após a classificação explicada no item anterior, fundamentada na observação da representação dos espaços comuns em projeto, foi possível proceder a classificação dos CHIS quanto à sustentabilidade destes (LAKATOS e MARCONI, 2003). Enquanto na etapa 02 se procedeu a análise de elementos, na etapa 03 foi feita a análise de relações.
A última fase exigiu uma análise crítica, utilizando um processo sistemático e controlável. Portanto, além das escalas espaciais estabelecidas por Ferreira (2012), os dados foram analisados utilizando-se como base metodológica as cinco dimensões de desempenho propostas por Kevin Lynch (2007) em a Boa Forma da Cidade, cuja explanação encontra-se no Capítulo 4 desta dissertação. Tais dimensões de desempenho foram escolhidas por funcionarem como um instrumento de avaliação de um assentamento por seu sentido mais amplo, o que faz com que a avaliação evite modelos ou índices de qualidade pré-determinados (ALCÂNTARA, 2002). Além disso, o desenvolvimento destas categorias, apesar das limitações de pesquisa, permite abarcar todos os aspectos possíveis e importantes da forma urbana (ALCÂNTARA, 2002).
Foi construído um quadro com um checklist baseado nos indicadores de sustentabilidade levantados no Capítulo 4. Os elementos deste checklist, dispostos nos Quadros 2.11 e 2.12, podem ser percebidos através de análise de projetos, atitude importante considerando que muitas características são possíveis de ser levantadas somente em visitas de campo, através de observação direta ou contato com os moradores. Vale ressaltar que o
checklist adotado nesta pesquisa contém indicadores de insustentabilidade. A opção por levantar indícios insustentáveis é justificada por dois motivos: primeiro, os CHIS analisados não passaram por certificação ambiental durante a fase de projeto. Segundo, considerando a hipótese que os projetos de CHIS priorizam o suprimento de demandas quantitativas em detrimento da qualidade projetual, acredita-se que a baixa qualidade dos espaços comuns é mais recorrente que o bom tratamento destes espaços. A presença de cada característica nos CHIS analisados foi demarcada no quadro de checklist no Capítulo 5.
Foram eleitos dezoito indicadores referentes à escala da inserção urbana, sendo dois contemplando a vitalidade, dois o sentido, nove a adequação, três o acesso e dois o controle. Na escala da implantação, foram considerados vinte e seis indicadores de insustentabilidade, sendo quatro referentes à vitalidade, cinco ao sentido, oito à adequação,
23 seis ao acesso e três ao controle. Portanto, foram somados quarenta e quatro indicadores. Os indicadores de insustentabilidade utilizados estão dispostos nos Quadros 2.11 e 2.12.
Quadro 2.11. Indicadores de insustentabilidade: Escala Inserção urbana.
Indicadores de INSUSTENTABILIDADE Prejudicam a VITALIDADE
01 Localização em área sujeita a desabamentos e alagamentos. 02 Localização em local afetado por poluição, ruídos, odores.
Prejudicam o SENTIDO
03 Contato restrito/inadequado com a malha urbana 04 Ausência de equipamentos âncora no bairro
Prejudicam a ADEQUAÇÃO
05 Distância a mais de 15km do Centro
06 Implantação a mais de 10km do antigo assentamento.
07 Ausência de infraestrutura
08 Ausência de equipamentos de educação (raio de 500m) 09 Ausência de equipamentos de saúde (raio de 500m) 10 Ausência de equipamentos de lazer num (raio de 500m) 11 Ausência de equipamentos de comércio (raio de 500m) 12 Ausência de equipamentos de segurança (raio de 500m) 13 Ausência de equipamentos institucionais (raio de 500m)
Prejudicam o ACESSO
14 Acessos principais do CHIS desligados da malha viária
15 0 a 5 paradas de ônibus (raio 500m)
16 0 a 5 linhas de ônibus (raio 500m)
Prejudicam o CONTROLE
17 Ocupando Zona Ocupação Restrita (PDP-For) 18 Ausência de delegacia/ posto policial no bairro Fonte: Elaboração Própria.
24 Quadro 2.12. Indicadores de insustentabilidade: Escala Implantação.
Indicadores de INSUSTENTABILIDADE Prejudicam a VITALIDADE
01 Compactações, cortes e aterros excessivos. 02 Desrespeito às APPs nas margens cursos d'água
03 Baixa permeabilidade do terreno
04 Ausência da vegetação
Prejudicam o SENTIDO
05 Presença de resíduos e áreas sem uso definido
06 Ausência de pontos de referência
07 Padronização excessiva blocos/residências
08 Malha urbana monótona
09 Ausência de sinalização.
Prejudicam a ADEQUAÇÃO
10 Ausência de blocos voltados para ruas e praças
11 Ausência de mobiliário urbano
12 Ausência de equipamentos urbanos e áreas de lazer 13 Ausência de comércio e serviços no CHIS
14 Ausência de áreas institucionais
15 Ausência de estacionamentos
16 Densidade abaixo de 0,05 hab/m²
17 Dimensão CHIS incoerente com infraest e serviços Prejudicam o ACESSO
01 Obstáculos e desníveis o conjunto à rua 02 Ausência de calçadas e vias nos espaços comuns
03 Ausência de calçadas rebaixadas
04 Largura das calçadas menor que 1,95m
05 Ausência de vias internas
06 Ausência de blocos/casas voltados para vias Prejudicam o CONTROLE
07 Ausência de janelas para espaços comuns
08 Ausência de postes de iluminação
09 Limites CHIS indefinidos
25 Após o preenchimento da tabela com o checklist de indicadores de insustentabilidade que, segundo Lakatos e Marconi (2003), consistiu numa forma de tabulação dos dados, o que possibilitou uma maior facilidade na verificação das inter-relações entre eles, foi feita a categorização dos conjuntos. A classificação foi feita com base no número de marcações que cada conjunto apresentou no checklist. Assim, os conjuntos puderam ser classificados em situação de "alta sustentabilidade", "média sustentabilidade", "baixa sustentabilidade" e "insustentabilidade" (ver Quadro 2.14). É interessante afirmar que cada classificação recebeu uma cor, segundo o Quadro 2.13.
Quadro 2.13. Classificação dos CHIS segundo cores.
Classificação Cor
1 Insustentabilidade Vermelho
2 Baixa Sustentabilidade Laranja
3 Média Sustentabilidade Amarelo
4 Alta Sustentabilidade Verde
Fonte: Elaboração Própria.
Quadro 2.14. Critérios para a classificação dos CHIS segundo a sua sustentabilidade.
Ranking Situação Critério para atender a situação 01 Alta Sustentabilidade Apresenta até 16,66% dos 44 indicadores de
insustentabilidade levantados
02 Média Sustentabilidade Apresenta entre 16,66% a 33,33% dos 44 indicadores de insustentabilidade levantados
03 Baixa Sustentabilidade Apresenta entre 33,33% a 50% dos 44 indicadores de insustentabilidade levantados
04 Insustentabilidade Apresenta acima de 50% dos 44 indicadores de insustentabilidade levantados
Fonte: Elaboração Própria.
A categorização, apesar de ser uma simplificação de uma realidade complexa, foi a forma encontrada para facilitar a análise de determinada situação e, consequentemente, seu entendimento. Lima (2011) afirma que, no mundo real, as coisas, ou os atos ou o quer que seja, não existem por si só, mas em categorias. Além disso, a riqueza da análise não esteve na identificação das categorias em si, mas na relação entre elas e, em última instância, na relação entre as evidências.
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