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YÖNETİM SİSTEMİ

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E. YÖNETİM SİSTEMİ

As complicações podológicas associadas ao Diabetes mellitus (DM) constituem, hoje, um dos maiores problemas enfrentados pelo sistema de saúde em todo o Mundo. Seu tratamento tem elevado custo social e econômico, apresentando características variáveis nas diversas populações e regiões geográficas envolvidas. (CAIFA, 2002). A ulceração ocorre em 15% dos diabéticos e é responsável por 6 a 20% das hospitalizações (ARMSTRONG, 1998; OLIVEIRA, 2002). Nos hospitais universitários brasileiros, 51% dos pacientes internados, nas enfermarias dos serviços de endocrinologia, o são por lesões graves nos pés. (PEDROSA, 1997; OLIVEIRA, 2002).

Os problemas em pés de diabéticos causam importantes impactos econômicos e sociais. O custo direto de uma cicatrização primária é estimado entre 7.000 e 10.000 dólares, enquanto com uma amputação associada ao pé diabético é de 30.000 a 60.000 dólares. (CONSENSO INTERNACIONAL SOBRE PÉ DIABÉTICO, 2001). Os custos indiretos, com perda da produtividade e aposentadoria precoces, são difíceis de avaliar, mas, nos Estados Unidos, os custos totais para esse problema estão estimados em U$ 4.000.000.000. No Estado do Rio de Janeiro, no ano de 1996, foram gastos U$ 10 milhões com amputações. (SPICHLER, 1998; OLIVEIRA, 2002).

Além do período de vida ser encurtado, a qualidade de vida das pessoas com DM e de suas famílias sofre profundo impacto. Contribui também para isso a freqüente e injusta discriminação do indivíduo diabético no acesso ao trabalho e aos planos de saúde. (BISSON, 2003). A experiência do dia-a-dia também revela que o pé diabético está associado com taxas importantes de ocupação e permanência hospitalar, com repetidas intervenções cirúrgicas, recorrentes intervenções anuais e, lamentavelmente, com freqüencia, culminam em algum tipo de amputação de membro inferior (AMI), acarretando prejuízos para pacientes, familiares, instituições mantenedoras de saúde e previdência. (LOPES, 2002).

Associado à problemática do pé diabético, não pode ser esquecido o elevado índice de morbidade e mortalidade relacionada com os medicamentos, que tem, sem dúvida, uma magnitude que requer uma atenção urgente. Atualmente a morbimortalidade relacionada a medicamentos é um relevante problema de saúde pública e um determinante de internações hospitalares. As internações relacionadas

a medicamentos podem ser atribuídas a fatores intrínsecos à atividade do fármaco, falhas terapêuticas, não-adesão ao tratamento e eventos adversos. (JOHNSON; BOOTMAN, 1995; ROUGHEAD et al., 1998; EASTON et al., 1998; MALHOTRA et al., 2001; REIS, 2003).

Einarson (1993) publicou uma revisão de 37 estudos realizados em países desenvolvidos e encontrou a incidência média de internação relacionada a medicamentos de 5% variando de 0,2 a 21,7%. (REIS, 2003).

Na Austrália, no período de 1988 a 1996, foram publicados 14 trabalhos que analisaram as internações hospitalares determinadas por medicamentos. Os trabalhos foram realizados em diferentes contextos e a comparação entre os estudos envolvendo populações diversas pode trazer confusão, dificultando o conhecimento da extensão real do problema. Para elucidar esses estudos, Roughead et al. (1998) publicaram uma revisão, demonstrando que as taxas de internações relacionadas a medicamentos corresponderam a 2 a 4 % do total de internações, 6 e 7 % das admissões em emergências, 12% das admissões em unidades de clínica médica e 15 – 22 % das admissões de emergências em geriatria. (REIS, 2003).

Wintenstein et al. (2002) publicaram uma metanálise de artigos sobre internações hospitalares relacionadas a medicamentos. Segundo os resultados, as taxas de prevalência podem variar de 3 a 9 % das internações. Os autores ressaltam que cerca de 50% das internações relacionadas a medicamentos podem ser prevenidas. (REIS, 2003).

A prevalência e os custos da morbidade e da mortalidade relacionados a medicamentos são de grande relevância para os gestores dos sistemas de saúde, pacientes e a sociedade como um todo. (MALHOTRA et al., 2001; JOHNSON; BOOTMAN, 1995; REIS, 2003).

A redução da morbidade evitável relacionada a medicamentos tem um impacto positivo na qualidade de vida do paciente, na segurança do sistema de saúde e na eficiência no uso de recursos. (MORRIS et al., 2002, REIS, 2003).

Segundo Hepler (2000), a morbidade prevenível relacionada a medicamento é um problema para muitos sistemas de saúde. Os resultados inadequados da farmacoterapia devem ser prevenidos sob um ponto de vista clínico e humanitário. Os recursos financeiros gastos com a morbidade prevenível relacionada a medicamentos são suficientes para evitar o problema e permitir outras intervenções no sistema de saúde, tornando-o mais eficiente. (REIS, 2003).

As principais causas de morbidade prevenível relacionadas a medicamentos são: prescrição inadequada; reações adversas a medicamentos inesperadas; não- adesão ao tratamento; superdosagem ou subdosagem; falta da farmacoterapia necessária; inadequado seguimento de sinais e sintomas; e erros de medicação. (HEPLER, 2000; HENNESSY, 2000; REIS, 2003).

De acordo com Hepler (2000), a morbidade prevenível relacionada a medicamento é uma epidemia que deve ser controlada, empregando as seguintes estratégias: 1) aumentar a consciência dos profissionais de saúde e população

sobre o problema; 2) desenvolver e disseminar estratégias de controle para os programas de saúde; 3) identificar e determinar o relacionamento dos problemas na utilização de medicamentos na população; 4) fornecer meios para solucionar ou evitar a evolução dos problemas; 5) aprimorar os critérios de utilização de medicamentos. (REIS, 2003).

Para Gharaibeh et al. (1998) a internação hospitalar relacionada a medicamentos reflete as interações de medicamentos com profissionais de saúde, comunidade, sistema educacional e organização dos serviços de saúde e outras ações governamentais.

Os estudos de morbidade induzida por medicamentos têm grande relevância em saúde pública. Os resultados devem ser divulgados para médicos, pacientes e gestores de saúde para conscientizar e prevenir a morbimortalidade. Apesar das limitações das extrapolações dos resultados, estes podem justificar esforços para melhorar a qualidade da assistência. São índices de magnitude, gravidade e tipos de problemas que podem ocorrer durante a utilização de medicamentos. (GHARAIBEH et al., 1998; REIS, 2003).

Nos EUA, o custo de doenças relacionadas aos medicamentos triplicou entre 1997 e 2001 e, neste último ano, o valor excedeu U$ 175 bilhões. (STRAND, 2001). No Brasil, segundo os dados publicados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, os medicamentos ocupam a primeira posição entre os três principais agentes causadores de intoxicação em seres humanos desde 1996, sendo que, em 1999, foram responsáveis por 28,3% dos casos registrados. (SINITOX,

2000). Estes dados, além de preocupantes no que se refere à necessidade de adoção de medidas que previnam os agravos à saúde da população, originam reflexos sobre os custos inerentes às ações desenvolvidas no próprio Sistema Único de Saúde, nas quais se pode incluir a atenção farmacêutica. (OPAS, 2001).

Assim, resta claro que os trabalhos realizados no Brasil, até hoje, ainda são incipientes e pouco efetivos. Um impacto duradouro e positivo sobre os resultados clínicos da farmacoterapia requer maior compromisso dos farmacêuticos e gestores, bem como dos pacientes, com o uso dos medicamentos em todos os níveis. Tanto os farmacêuticos, médicos, enfermeiros, dentistas e demais profissionais de saúde estão moral e eticamente obrigados a assegurar que o paciente siga uma terapia farmacológica individualizada, que esta esteja adequadamente indicada, sendo a mais efetiva, segura e conveniente possível.

A prática da atenção farmacêutica se desenvolveu com o propósito de otimizar os resultados da farmacoterapia de forma individual. Portanto, esse processo implicará, segundo Strand (2001), a implantação das práticas de atenção em grande escala. Para isto, de acordo com a OPAS/OMS, é preciso maior rapidez na difusão dessa prática, com maior disciplina e forma sustentável, do que tem sido feito até agora. (OPAS, 2001).

Ressalta-se que há uma série de recomendações internacionais, voltadas para o repensar do papel do farmacêutico no Sistema de Atenção à Saúde, antes simplesmente considerado o responsável pelo abastecimento de medicamentos, e atualmente como co-responsável pela terapia do paciente e promoção do uso

racional dos fármacos, tais como os informes da Organização Mundial de Saúde, de Nova Delhi (1990), de Tóquio (1995), de Vancouver (1997) e de Haia (1997), além do Fórum Farmacêutico das Américas (OPAS, 2001).

A harmonização dos conceitos e implantação/implementação de estratégias (como exemplo, a elaboração e adequação de instrumentos) para a efetivação da atenção farmacêutica poderá contribuir para que os profissionais envolvidos adotem um conjunto de novas condutas em suas práticas diárias, baseadas em diretrizes comuns, possibilitando a troca de experiências e a avaliação sistemática dos resultado. Além disso, podem contribuir para que outros profissionais que também proporcionam cuidados aos pacientes se possam beneficiar dessa prática e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos usuários do sistema de saúde e da comunidade como um todo. Com a disseminação dessa atividade, será ainda possível subsidiar outros processos de mudanças na profissão farmacêutica em suas diversas interfaces, como na educação/formação acadêmica, na pesquisa e regulamentação.

Além do mais, se tem a clareza de que parte importante da solução desse problema se dará com a prestação de atenção farmacêutica e que os farmacêuticos são os profissionais especialmente preparados para prover uma contribuição importante na resolução deste grave problema de saúde pública. Sua formação, habilidade e disponibilidade o situa na melhor posição possível para identificar, resolver e prevenir os problemas relacionados com os medicamentos (PRM), que podem pôr em perigo a vida dos pacientes. (HEPLER, 1987).

Pelo exposto, acredita-se que é justificada uma discussão mais profunda do problema e a elaboração de um programa de cuidados dos pés de pacientes diabéticos. (LOPES, 2002) no sistema de saúde local, a partir de um modelo multiprofissional de assistência, no qual se tem na adequação do Método Dáder de Seguimento Farmacoterapêutico um importante instrumento e estratégia para inserção e operacionalização das atividades do farmacêutico hospitalar na busca de melhor qualidade de vida aos paciente com pé diabético, configurando a atenção farmacêutica uma resposta profissional a uma necessidade social evidente.

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2 OBJETIVOS

2.1 Geral

Estudar a utilização da Metodologia Dáder de Atenção Farmacêutica, mediante o seguimento farmacoterapêutico dos pacientes internados com pé diabético, no Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), observando aspectos descritivos, de adequação e operacionalização do método.

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