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YÖNETİM KURULU 1 Yönetim Kurulunun İşlevi

KAYI 1 GÜNEŞ ENERJİ SATRALİ KARŞILAŞTIRMALI ÜRETİM GRAFİĞİ

4. YÖNETİM KURULU 1 Yönetim Kurulunun İşlevi

Indagamo-nos como a obra, sendo esfera do absoluto, toca o espírito, e em que nível se dá a ocupação do espírito com as obras de arte. Essa reflexão nos dará uma maior dimensão da função da arte no processo da tomada de consciência de si do espírito. Retomamos os argumentos de Hegel em relação ao belo natural e ao belo artístico no que diz respeito à cópia da natureza, mas com o propósito de argumentarmos sobre a finalidade da arte.

Com relação à finalidade da arte, descartamos a opinião popular sobre a arte como imitação da natureza, pois este ponto de vista faz perder o belo objetivo. Para Hegel, a cópia traz em si apenas o caráter formal da arte, um fazer pela segunda vez. É um esforço supérfluo, pois já temos diante de nós o real; além do mais, tal imitação torna-se um “jogo presunçoso que fica aquém da natureza” (Est, I, p. 62). Nesse objetivo, a arte é limitada e produz apenas ilusões unilaterais, e não oferece a vitalidade efetiva da vida. Para o autor, tal imitação a princípio impressiona, mas logo entedia.38 “O artifício não é produção livre da natureza, nem uma obra de arte”. (Ibidem, p. 62) Não se trata do que deve ou não ser imitado, mas apenas que seja imitado corretamente.

Sobre o gosto na imitação, a escolha do belo ou do feio recai sobre o singular do eu ou até de uma nação, constituindo um gosto subjetivo, que não se submete a regras nem pode ser discutido:

37 “Tal tipo de imaginação baseia-se antes na memória de situações e experiências vividas. A memória guarda e renova a singularidade e o aspecto exterior da ocorrência de tais fatos, assim como todas as suas circunstâncias, e não permite que a universalidade se imponha por conta própria.” (Ibidem, p. 60-61)

38 “Por meio de mera imitação, a arte não poderá subsistir na competição com a natureza, mas será semelhante a um verme que empreende a perseguição de um elefante.” (Ibidem, p. 63)

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Quantas vezes já não ouvimos falar que uma beleza européia irá desagradar um chinês ou mesmo um hotentote, dado que o chinês possui um conceito de beleza totalmente diferente daquele do negro e que o conceito deste é, por sua vez, diferente do conceito europeu de beleza e assim por diante. (Ibidem, p. 64)

De acordo com esta afirmação, ambas as etnias podem achar a cultura da outra insignificante ou desprovida de beleza; eis a dificuldade de um critério subjetivo. Assim, o autor não aceita a mera formalidade da cópia descritiva da natureza. Um mero artifício técnico não é obra. Hegel diz que, em sua época, a busca de naturalidade, daquilo que é firme, regular e imediato da natureza, contra o que é feito de modo arbitrário, fez a arte se perder.

Na busca por qual deve ser o conteúdo da arte e do porque expressá-lo, a arte tem a finalidade de “trazer ao nosso sentimento e entusiasmo tudo o que possui um lugar no espírito humano” (Est, I, p. 66).39

A arte acrescenta à nossa experiência exterior e, através das aparências, não da experiência efetiva, ela nos toca em nossas paixões, sensibilizando. A possibilidade da ilusão da aparência artística vem da necessidade de toda efetividade do homem passar pelo medium da intuição e da representação, só assim, via esse medium, penetra no ânimo e na vontade. Mesmo sendo ilusão, ela nos toca, nos comove, nos abala. Para o nosso ânimo, diante desse fim, é indiferente que a arte seja ilusão ou real. Assim, o poder peculiar da arte é o despertar de todos os sentimentos em nós, a passagem de nosso ânimo pelos conteúdos da vida. A efetivação de todos esses movimentos interiores através da ilusão artística exterior nos fortifica no que é mais nobre, dissipando os sentimentos [Gefühlen] mais sensíveis e egoístas de prazer. Mas gravar coisas boas ou más no ânimo é uma tarefa apenas formal; a arte fornece apenas a Forma vazia para o conteúdo [Inhalt] e Conteúdos [Gehalt]. O retorno a si mesmo da música também contribui para essa finalidade, oferecendo ao espírito a resolução de uma

39 Finalidade da arte: “despertar e avivar as impressões [Gefühlen], as inclinações e paixões adormecidas de todo

tipo; preencher o coração; permitir que os homens possam sentir – desenvolvido ou não – tudo o que o ânimo humano possa ter, experimentar e produzir em seu ser mais íntimo e secreto; permitir que os homens possam sentir o que pode mover e excitar o peito humano em sua profundidade e em suas múltiplas possibilidades e aspectos; oferecer para o prazer dos sentimentos [Gefühle] e da intuição o que o espírito possui de essencial e de superior em seu pensamento e na Idéia, a saber, a magnificência do nobre, do eterno e do verdadeiro; igualmente tornar apreensível o infortúnio e a miséria, o mal e o crime; ensinar a conhecer intimamente tudo o que é horrível e horripilante assim como o que é prazeroso e beato; e por fim, deixar a fantasia livre no jogo da imaginação assim como deixar as intuições e sentimentos sensivelmente excitantes se regalarem num canto sedutor.” (Ibidem, p. 66)

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contradição através do júbilo do retorno à tônica. Isso acalma, mas é sem conceito, é puramente formal.

A arte, através das várias matérias que podem ser adornadas – como, por exemplo, o som –, coloca diante da intuição e dos sentimentos o formal. O problema para Hegel é que, frente a esta multiplicidade de conteúdos, os sentimentos e representações por ela estimulados e consolidados se entrecruzam, contradizem e se suprimem [aufheben]. Quando os sentimentos estimulados são opostos, o resultado são contradições entre os sentimentos e paixões, o que nos “cambaleiam baquicamente” (Ibidem, p. 67). Diante da multiplicidade da própria matéria, o autor busca não se ater às determinações tão formais, pois “a racionalidade que penetra nesta diversidade heterogênea estabelece a exigência de ver sair destes elementos contraditórios ainda uma finalidade superior, em si mesma mais universal e que possa ser por ela alcançada” (Est, I, p. 67). Faz-se necessário haver uma finalidade em comum às partes singulares e uma finalidade substancial superior. A questão é saber em qual unidade essas formações diversas devem se reunir, e que objetivo único devem possuir como seu conceito fundamental e finalidade última.

Enquanto finalidade substancial, a arte pode “ameniza a selvageria dos apetites” (Ibidem, p. 68)40 onde, na paixão, o que vale é o eu particular e nunca o eu universal.41 Um apetite brutal pode apodera-se do homem, fazendo-o, enquanto ser universal, perder o poder de ser para si; é quando a paixão singular guia suas vontades.

A arte, quando expõe externamente para a intuição do espírito suas paixões como representações, permite ao espírito vê-las externas a si e passar a tomar consciência delas. Nisso já residiria uma força de suavização. Com isso, ele se torna consciente do que ele é imediatamente. O fato do espírito ver suas paixões representadas externamente a si, objetivamente à sua frente, o faz considerar seus impulsos e inclinações, o que o permite libertar-se delas. É a arte mostrando ao homem, de modo imediato, o seu interior (a dor, um infortúnio, etc). Para o artista, expressar uma dor nas formas externas artísticas42 já é um alívio maior do que apenas chorar. Essa forma é um sair da unidade imediata com a natureza, e caminhar para um ocupar-se dos objetos da arte de forma puramente teórica.

40 “Que encontram seu fundamento num egoísmo direto dos impulsos.” (Ibidem, p. 68)

41 “Por meio disso, o homem pelo menos tomaria consciência do que ele é imediatamente.” (Ibidem, p. 68) 42 “A arte nos liberta da potência da sensibilidade por meio de suas representações [Darstellungen] dentro da esfera possível.” (Ibidem, p. 68)

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A suavização da potência das paixões encontra, por conseguinte, seu fundamento universal no fato de o homem se livrar do aprisionamento imediato provocado por um sentimento e se torna consciente dele como algo que lhe é exterior, com o qual ele apenas deve relacionar-se de um modo ideal. (Ibidem, p. 68)

Como consequência, a purificação das paixões, a instrução e o aperfeiçoamento moral surgiam como a finalidade artística por excelência, pois são princípios formais e universais, onde a questão é a separação do puro e do impuro nas paixões. Para tal objetivo ser alcançado, está em jogo a dignidade da obra, e disso depende de seu conteúdo, que deve ser capaz de manifestar essa força purificadora; deve tornar o conteúdo consciente segundo sua universalidade e essencialidade. Esse é o seu caráter de instrução, ou de “tornar consciente por meio da obra de arte um conteúdo espiritual e essencial em si e para si” (Ibidem, p. 69). É a obra como essa potência negativa, onde o espírito “assenhoreando-se dela, fez do phatos sua matéria, e se deu o conteúdo dela. Essa unidade emergente como obra: [é] o espírito universal individualizado e representado” (HEGEL, 2005a, p. 476).43

A arte tem como finalidade a instrução; a questão para Hegel é que tal instrução ou a natureza universal do Conteúdo exposto não pode ser “explicitada diretamente por si como enunciado abstrato, reflexão prosaica e doutrina universal” (Ibidem, p. 70), porque assim a obra se tornaria apenas um invólucro, um acréscimo ocioso. Para ele, tal instrução deve vir contida na obra apenas de forma indireta; ela deve estar implicitamente contida na configuração artística concreta. Se a instrução vier de forma prosaica, a natureza da arte se torna deturpada, pois “a obra de arte deve tornar consciente um conteúdo não em sua universalidade enquanto tal, mas nesta universalidade pura e simplesmente individualizada, sensível e singular” (Ibidem, p. 70). O elemento sensível da obra não pode ser apenas um adorno exterior e supérfluo, se assim for, a obra se tornaria algo fracionado. Na obra autêntica, o Conteúdo e o formal devem aparecer como amalgamados um ao outro. Nesta relação de autonomia da obra, o deleite, o comprazimento com a obra deve ser essencial, do contrário, a finalidade da obra se torna mero meio. Ela não pode ser um simples meio de mostrar aquilo que é útil. Se assim for, ela se rebaixa a um mero jogo de entretenimento ou a um meio de instrução. Esse é o limite da obra.

Acima, Hegel valoriza a questão formal da obra, pois é através dela que os sentimentos serão tocados, e sua finalidade moral virá à tona. A partir desse ponto, o retorno

43 “E assim chegamos ao limite em que a arte precisa deixar de ser arte, deixa de ser finalidade para si mesma, já que foi rebaixada a mero jogo de entretenimento ou a um mero meio de instrução.” (Est, I, p. 70)

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ao si mesmo passa a fazer mais sentido para nossa investigação. Ao mesmo tempo, Hegel delimita o campo de atuação da arte, uma vez que ela precisa do sensível formal para se mostrar. Eis sua condição e seu limite. Nesse sentido “a arte foi o primeiro mestre dos povos” (Ibidem, p. 70). Sua superação virá quando seu conteúdo se tornar extremamente prosaico.

Assim, temos a arte poética, como arte autêntica, e a arte prosaica, que se distancia da autêntica, onde “os limites do mundo do belo são a prosa da finitude e da consciência habitual, a partir da qual a arte se liberta para a verdade; do outro lado, são as esferas elevadas da religião e da ciência, nas quais ela passa para uma apreensão menos sensível do absoluto” (Est, IV, p. 20). Como já dito pelo autor, o espírito de seu tempo se tornou mais reflexivo, e a arte já não seria o conceito puro em si, e sim um desenvolvimento em busca do mais espiritual. A poesia, em outros momentos da humanidade, já cumpriu a função de manifestar o absoluto: “a tarefa principal da poesia é trazer à consciência as potências da vida espiritual”. (Est, IV, p. 20) Cabe ao poético superar as paixões, ou seja, a consciência só irá agir de acordo com a lei quando ela souber e experimentar aquilo que ela é. Diante da questão ética,

o homem existe adequadamente à lei de sua existência apenas quando ele sabe o que ele mesmo é e aquilo o que está ao seu redor; ele deve conhecer as potências que o movem e o dirigem, e um tal saber é o que a poesia fornece em sua Forma substancial primeira. (Ibidem, p. 24)

O poético, ao tornar-se prosaico, esgota-se em seu próprio significado. Uma lei prosaica exerce a função de conduzir o espírito ao ético, mas não é via arte. Tal solução Hegel considerou mais conveniente à sua época, onde o espírito se tornou mais reflexivo. Assim, ou superamos a arte e vamos para as leis, ou teremos uma arte como mero invólucro. Nesses dois sentidos temos o fim da arte para Hegel.44 A arte na estética de Hegel, portanto, encontra-se em um processo de superação, que vem de um ponto e caminha para outro, tendo assim virtudes e limites em sua finalidade.

Considerando o tema da busca pelo conceito sob o ponto de vista da Fenomenologia do Espírito, Hegel descreve o caminho percorrido pelo espírito em busca da formação de sua consciência. Nesse caminho, o conceito é que melhor elucida a consciência nesta busca pelo verdadeiro saber, que é o próprio espírito absoluto, e que se manifesta em três esferas: a arte,

44 Aqui surge um problema que não pretendemos resolver, mas que vale a pena ser citado. Na música, sendo a tonalidade o verdadeiro, ela leva, com a resolução na tônica, o ouvido à beatitude. O não retorno à tônica, ou uma dissonância sem resolução, como na Grande Fuga, não pode oferecer tal experiência, estando assim fora dessa finalidade moral. Adorno retoma essa questão moral na música serial, mas não nos cabe aqui tal investigação. Podemos também interpretar essa passagem pelo excesso de razão presente na forma sonata.

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a religião e a filosofia. Desta forma, a arte manifesta em seu conteúdo o próprio espírito absoluto. Segundo Hegel:

O conceito, contudo, é a unidade ideal mediada de seus momentos particulares [...]. Esta é a potência do conceito que não renuncia ou perde sua universalidade na objetividade dispersa, mas justamente revela [offenbar] esta sua unidade por meio da realidade e nela. Pois constitui seu próprio conceito conservar a unidade consigo em seu outro. Apenas assim ele é a totalidade efetiva e verdadeira. (Est, I, p. 125)

De acordo com Henri Launer, na religião da arte, o “espírito é artista. É aquele que sabe o espírito da eticidade que sabe a si mesmo – portanto o espírito verdadeiro” (LAUENER, 2004, p. 75). Mas, na religião da arte, há mesmo é uma busca pelo conceito, que é a certeza absoluta de si. Existe um desenvolvimento que vai da pedra arquitetada em direção à certeza absoluta do conceito. O movimento dialético leva a obra objetiva à obra subjetiva, da natureza ao espírito. A questão da linguagem surge como uma existência “que é imediata existente consciente” (LAUENER, 2004, p. 75).

A arte é essa consciência manifestada no sensível, consciência essa que é a essência da obra. Ela é uma substância que é luminosidade; que “ao contrário (das castas, da dominação entre povos) é o povo livre, no qual os costumes constituem a substancia de todos, e cuja efetividade e ser-aí, todo e cada Singular sabe como sua vontade e seu ato” (Hegel, 2005, p. 475). É onde o espírito ético eleva esse espírito acima da efetividade. Ele tem o princípio da singularidade pura, da consciência de si. A religião só aparece em sua perfeição ao separar-se de sua subsistência: é a obra. A arte, assim, caminha para o ideal de ter o seu conceito como figura.45 É onde o espírito puro tem existência fora de seu corpo, “mas aquela potência positiva da universalidade é subjugada pelo puro si do indivíduo, como a potência negativa” (Ibidem, p. 476). O pathos é a matéria da arte, e o seu espírito é seu conteúdo. Eis a obra como o espírito universal individualizado e representado.

Esta totalidade é a ideia, ou seja, “o conceito, a realidade do conceito e a unidade de ambos” (Est, I, p. 122). A ideia só se manifesta como belo artístico quando, em efetividade, ela é particular. O ideal, por sua vez, é a ideia configurada efetivamente segundo seu conceito. De acordo com Gadamer, a verdade da lógica de Hegel é que “não há idéia isolada, e é tarefa

45 “A substância retornou de seu ser-aí à sua pura consciência-de-si, é esse o lado do conceito ou da atividade, com que o espírito se produz como objeto. Atividade que é a forma pura [...]. Essa forma é a noite, em que a substância foi traída e se transformou em sujeito; e dessa noite da pura certeza de si mesmo é que ressuscita o espírito ético, como a figura que se libertou da natureza e de seu ser aí imediato.” (Ibidem, p. 475)

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da dialética destruir a falsidade de sua absoluta separação […]. A identidade sem diferença não seria absolutamente nada” (GADAMER, 2007, p. 82). A ideia hegeliana da lógica

pretende conceber em um nexo unitário esta tradição da doutrina das categorias como doutrinas dos conceitos básicos do ser, que constituem o objeto da experiência, juntamente com os conceitos puros da reflexão, que são meras determinações formais do pensar. (Ibidem, p. 84)

Hegel reúne a doutrina do ser e da essência na doutrina do conceito. Para Bourgeois, a solução da dialética hegeliana para o problema dos opostos conduz a uma unidade, à totalidade de ambos.

Para o autor, Hegel identifica o saber absoluto ao saber de si e da identidade que só existe “ao alienar-se ela mesma como tempo” (BOURGEOIS, 2004, p. 192). Assim, o tempo é a eternidade, que nele vive, o que na teologia cristã pode ser o Deus que está vivo, que se faz homem. Aqui, o tempo tem que se manifestar como eternidade, mas levando em conta que só no fim da história ele pode conceber-se nessa verdade de si mesmo, fora disso ele é simples fenômeno ligado ao conceito, expressis verbis.

Benzer Belgeler