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Baseando-se na metodologia acima, a pesquisa se classifica como descritiva quanto ao objetivo geral e aos específicos, bibliográfica e documental quanto aos procedimentos e quanto à abordagem do problema terá tratamento quantitativo.

Na concepção de Gil (1999) a pesquisa descritiva tem como principal objetivo descrever características de determinada população ou fenômeno, ou ainda, estabelecer relações entre as variáveis. Uma de suas características básicas e significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados.

E, complementando, Andrade (2002) enfatiza que a pesquisa descritiva preocupa-se em observar os fatos, registrá-los, analisá-los, classificá-los e interpretá-los e o pesquisador não interfere neles. Desta forma, os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não são manipulados pelo pesquisador.

Tipo de pesquisas aplicadas à contabilidade Estudo de caso Levantamento ou survey Bibliográfica Experimental Documental Participante Quanto aos procedimentos (meios) Quanto aos objetivos (fim) Quanto à abordagem do problema Exploratória Descritiva Explicativa Qualitativa Quantitativa

Para Gil (1999), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida mediante material já elaborado, principalmente livros e artigos científicos. Apesar de praticamente todos os outros tipos de estudos exigirem trabalhos dessa natureza, há pesquisas exclusivamente desenvolvidas por meio de fontes bibliográficas. A pesquisa documental vale-se de materiais que ainda não receberam nenhuma análise mais aprofundada. Esse tipo de pesquisa visa selecionar, tratar e interpretar a informação bruta, buscando extrair dela algum sentido e introduzir-lhe algum valor, podendo desse modo contribuir com a comunidade científica, a fim de que outros possam voltar a desempenhar futuramente o mesmo papel.

Pode-se inferir também, que é através do arcabouço teórico existente sobre determinado tema, desde artigos, boletins, jornais, livros, dissertações e teses, que se toma conhecimento do que já foi desenvolvido e que se tem, a partir daí, a oportunidade de perceber alguma lacuna existente, ou seja, algo que ainda não foi explorado e ou explicado.

E, por fim a quantitativa, que se utiliza de descrição matemática como uma linguagem para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre as variáveis, bem como a comparação de dados. Estabelece relação entre o modelo teórico proposto e os dados observados no mundo real.

Richardson (1989, p. 70) afirma que a abordagem quantitativa:

“Caracteriza-se pelo emprego de quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas, desde as mais simples como percentual, média, desvio-padrão, às mais complexas, como coeficiente de correlação, análise de regressão etc..”

A coleta de dados é uma das tarefas características da pesquisa descritiva. Entre outros, nesta pesquisa os dados são coletados para a determinação do endividamento de curto prazo das empresas brasileiras, que se encontram listadas na Bovespa e faz parte do segmento novo mercado de Governança Corporativa.

Como já apresentado, esse estudo busca obter respostas à questão do retorno para a empresa, por meio de duas análises, quais sejam: i) comparando os retornos das empresas de maior porte, perante as de menor porte e as de porte intermediário para o atributo ativo total, em relação ao seu endividamento de curto prazo e ii) comparando o retorno obtido pelo grupo de empresas que operam com CCL negativo em relação as que operam com CCL positivo e, também, com o seu endividamento de curto prazo. Com relação ao endividamento de curto prazo, serão utilizados dois índices, um que mede a qualidade da dívida e outro que determina o volume de ativos que estão sendo financiados por esse tipo de dívida.

Nesse sentido, foi possível, como já apresentado, formular as seguintes hipóteses: a) Para o primeiro estágio – porte da empresa

- H0: não há relação entre a rentabilidade, o porte, o nível e a qualidade do

endividamento de curto prazo das empresas.

- H1: há relação entre a rentabilidade, o porte, o nível e a qualidade do

endividamento de curto prazo das empresas.

- H2: há relação entre a rentabilidade e o porte das empresas.

- H3: há relação entre a rentabilidade e o nível do endividamento de curto prazo

das empresas.

- H4: há relação entre a rentabilidade e a qualidade do endividamento de curto

prazo das empresas. Resumidamente, temos:

Quadro 5: Variáveis – dependentes e independentes para atributo AT ROA – Retorno sobre o ativo AT – Ativo Total

ENDCP_AT – Relação entre dívida de curto prazo e ativo total QUALDIV – Relação entre dívida de curto prazo e dívida total

Considerando a variável objeto deste estudo e as variáveis que supostamente explicam os objetivos a serem alcançados, poder-se-a traduzir na seguinte expressão:

) QUALDIV , AT _ ENDCP , AT ( f ROA =

b) para o segundo estágio – tamanho do CCL

- H0 : não há relação entre a rentabilidade, o CCL, o nível e a qualidade do

endividamento de curto prazo das empresas.

- H1 : há relação entre a rentabilidade, o CCL, o nível e a qualidade do

endividamento de curto prazo das empresas.

- H2 : há relação entre a rentabilidade e o CCL das empresas.

- H3 : há relação entre a rentabilidade e o nível de endividamento de curto prazo

das empresas.

- H4 : há relação entre a rentabilidade e a qualidade do endividamento de curto

prazo das empresas. Resumidamente, temos:

Quadro 6: Variáveis – dependentes e independentes para atributo CCL

ROA – Retorno sobre o ativo CCL – Capital Circulante Líquido Médio

ENDCP_AT – Relação entre dívida de curto prazo e ativo total QUALDIV – Relação entre dívida de curto prazo e dívida total

Novamente, levando em consideração a variável objeto deste estudo e as variáveis que supostamente podem explicar os objetivos pretendidos, poder-se-a traduzir na seguinte expressão: ) QUALDIV , AT _ ENDCP , CCL ( f ROA=

No capítulo quatro, e mais precisamente, na seção 4.7 serão abordadas as variáveis e todas as formas de determinação.

Obviamente, é necessário esclarecer que vários outros fatores já estudados e identificados na literatura de finanças, também devam ser considerados sobre a estrutura de capital e a criação de valor para as empresas. Entre estes citam-se: i) o artigo de Famá et al (2001) com “a estrutura de capital é relevante?” ii) o artigo de Gava e Vieira (2003) com “ o investimento, lucratividade e endividamento: o que financiou o

crescimento das empresas brasileiras no período pós plano real?” iii) a dissertação de Lee (2007) a “análise entre o retorno sobre o patrimônio liquido e o custo do capital próprio” e iv) o artigo de Lara e Mesquita (2008), que pesquisou a “estrutura de capital e a rentabilidade: análise do desempenho de empresas brasileiras no período pós plano real”.

Benzer Belgeler