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5. BULGULAR

5.2. Biyoseramik ve Biyokompozitlerin Karakterizasyonu

5.2.1. Yapısal Karakterizasyon

5.2.1.1. X-Ray Difraksiyon Analizi

O primeiro acordo firmado na Organização Mundial do Comércio ao final da Rodada Uruguai foi o sobre Normas Técnicas (TBT). Muito embora, durante a Rodada Tóquio (1973- 1979), a preocupação com as barreiras técnicas tenha sido enfatizada com a assinatura do primeiro acordo envolvendo tais barreiras baseado nas definições do Standards Code.

Assim, na Rodada Uruguai, no âmbito do GATT/OMC, foi oficializado o Acordo sobre Normas Técnicas, o qual trouxe consigo inovações importantes em relação ao

Standards Code, definido na Rodada Tóquio, que cuidava somente de regras sobre a aplicação

de barreiras técnicas exclusivamente no tocante aos produtos.

Além de incorporar as normas já existentes, o novo acordo previu regras para os PPM (Process and Production Methods), que vinculam também os métodos de processamento e produção. Portanto, foram incluídos os produtos agrícolas, que era um dos pontos de discussão do antigo acordo. Ademais criou o Comitê sobre Barreiras Técnicas prevendo a necessidade dos membros notificarem ao Comitê as legislações peculiares e normas internacionais (LIMA, 2003).

Acordou-se que ao comitê caberia examinar as declarações sobre a implementação do acordo bem como a sua aplicação nos diferentes signatários, além de discutir medidas adotadas pelos países. Também, examinar declarações trazidas ao Comitê por outros membros sob alegação de que afetam o comércio internacional ou pela inconsistência com os objetivos do acordo. Esse Comitê é composto por representantes de cada país signatário do acordo.

Para Thorstensen (1999), o objetivo principal do acordo, após sua reformulação, foi de assegurar que normas e regulamentos técnicos não criassem obstáculos desnecessários para o comércio internacional, não sendo usados como instrumentos para discriminar produtos ou fornecedores. O acordo negociado aplica-se às características do produto e aos métodos de processo e produção que tenham efeito nas características do produto e na sua qualidade.

O acordo, na medida em que determina a disseminação das exigências técnicas adotadas por cada país-membro aos demais membros, busca garantir a eficiência da produção e o respeito às regras internacionais, permitindo que cada país tome as medidas necessárias para assegurar a qualidade de seus produtos. Ademais, vincula os países-membros a restringirem sua atividade regulamentadora aos objetivos legítimos, dentre os quais destacam- se: segurança nacional, proteção à saúde humana e animal, segurança do meio ambiente, defesa da concorrência e não-discriminação a outros países-membros.

No entanto, a legitimidade das barreiras técnicas encontra posições reticentes. Conforme Garrido (2004), mesmo em situações em que tais barreiras são consideradas legítimas, pode-se deparar com medidas excessivas em relação aos aspectos que alegadamente se pretendia assegurar, passando, assim, a ter caráter discriminatório, indo além dos aspectos legítimos e constituindo-se em medidas protecionistas.

Dessa forma, o acordo em seu conceito mais amplo tem como finalidade identificar questões de certificação de origem, resíduos, avaliação de conformidade, rastreabilidade,

embalagens, aditivos, organismos geneticamente modificados e proteção ambiental. Torna-se importante ressaltar que o acordo não traz uma infinidade de regras destinadas a balizar a adoção de barreiras não-tarifárias, o que seria impensável diante da abrangência do assunto. Todavia, estabelece regras gerais, apontando quais comportamentos serão ou não aceitos como objetivos legítimos a dificultar o comércio (LIMA, 2003).

Para contemplar as medidas propostas, o acordo apoiou-se em alguns princípios, dentre os quais: a) os países-membros devem assegurar que os regulamentos técnicos, os produtos importados do território de qualquer outro membro devem ter tratamento não- discriminatório a produtos similares de origem nacional e a produtos similares originários de qualquer outro país; b) os países-membros devem aceitar, como equivalentes, regulamentos técnicos de outros membros, mesmo que difiram dos seus, desde que satisfaçam plenamente os objetivos pretendidos e; c) os países-membros devem dispensar tratamento diferenciado e mais favorável aos países em desenvolvimento, principalmente às disposições que se referem aos seus direitos e obrigações e devem levar em conta suas necessidades de desenvolvimento financeiro e comerciais na implementação desse acordo (PERINA et al., 2003).

Dentre os princípios, à avaliação de conformidade requer tratamento mais cauteloso, considerado relevante para a efetiva implementação do acordo, além de servir de base para assegurar que o comércio não seja prejudicado pelo uso inconsistente e excessivo de exigências técnicas por parte dos países-membros. O procedimento para avaliação de conformidade foi definido como todo procedimento utilizado, direta ou indiretamente, para determinar que se cumpram as prescrições pertinentes dos regulamentos técnicos e normas.

As notificações10 foram utilizadas para dar transparência às medidas do acordo, as quais são necessárias sempre que se propõe um novo regulamento interno ou se modifica um já existente, caso seja diferente do padrão internacional. Quando os países-membros emitem uma notificação, ela é submetida à análise da OMC via Comitê de Barreiras Técnicas. Além disso, a medida notificada deve ter potencial para afetar o comércio. Assim que divulgada uma notificação junto aos membros do acordo, há um prazo para sua discussão e, uma vez aprovado, todo regulamento adotado deve ser publicado imediatamente.

No contexto do acordo, aos países determinou-se que se responsabilizem pela manutenção de um centro de informações para disseminação das notificações dos seus regulamentos e normas técnicas, assim como de seus procedimentos de avaliação da

10 Desde a instituição do acordo em 1995 até 2002, como constatado no trabalho de Perina et al., (2003) foram

emitidas 2.306 notificações envolvendo normas técnicas. Os países desenvolvidos foram responsáveis por cerca de 44% dessas notificações, sendo Estados Unidos e Japão os países com maior número de notificações 229 e 298 respectivamente.

conformidade, principais instrumentos propostos pelo acordo. Assim, os membros acordaram em autorizar a participação das instituições de avaliação de conformidade que se encontram no território dos outros países-membros em seus procedimentos de avaliação, de modo não menos favorável que as instituições localizadas em seu território.

Também, é importante salientar que foram feitas observações quanto à condição especial dos países menos desenvolvidos no comércio internacional. Essa exceção garante que esses países receberão um tratamento diferenciado em função das suas dificuldades tecnológicas em adotar os rígidos regulamentos técnicos, exigidos pelos países desenvolvidos. Segundo Richter (2000), o objetivo dessa condição foi assegurar que os países em desenvolvimento se tornassem capazes de cumprir os objetivos do acordo e ao Comitê faculta que conceda sob solicitação, exceções específicas limitadas no tempo, totais ou parciais, ao cumprimento das obrigações decorrentes do acordo. Dessa forma, ao examinar estas solicitações, o Comitê deve levar em conta os problemas especiais no campo da elaboração e aplicação de regulamentos técnicos, normas e procedimentos de avaliação de conformidade e as necessidades especiais e comerciais dos países em desenvolvimento, bem como seu estágio de desenvolvimento tecnológico, que podem prejudicar sua capacidade de cumprir integralmente as obrigações decorrentes do acordo.

Dada essa condição, os países desenvolvidos com a finalidade de reduzir essas dificuldades comprometeram-se a promover programas de Cooperação Técnica com os países em desenvolvimento. Esses programas possibilitariam a transferência de tecnologia e experiência nas áreas da metrologia legal e industrial. A partir da promoção deles seria possível alcançar um grau de confiança satisfatório entre os países para levar à assinatura de Acordos de Reconhecimento Mútuos dos procedimentos de avaliação da conformidade.

Entretanto, não minando os benefícios do acordo, Perina et al. (2003) enfatizam que apesar de ter como objetivo a facilitação do comércio e de contar com princípios teoricamente adequados a esse objetivo, o acordo pode incorrer em determinados problemas. Segundo os autores, o acordo TBT apresenta inúmeras falhas, sendo extremamente genérico, dando margem a diversas interpretações, o que tem sido objeto de muitas controvérsias no âmbito do Órgão de Solução de Controvérsias da OMC.

Benzer Belgeler