4. SANALLAŞTIRMA KARŞITI TEKNİKLERE KARŞI ALINABİLECEK
4.7 WMI Kontrollerini Engelleme
4.7.3 WMI kancalama aracı ile sanallaştırma karşıtı tespitleri engelleme
As diversas técnicas de cenários prospectivos têm como principal objetivo articular hipóteses envolvendo eventos futuros por meio de uma metodologia que possibilita identificar o contexto em que estes eventos poderão ocorrer e gerar as diversas situações futuras, ou seja, os prováveis cenários. Sendo assim, o método de cenários visa construir representações dos futuros possíveis, bem como dos caminhos que a eles conduzem (GODET, 2000).
Para Polacinski (2011, p. 77), cenários representam uma excelente opção para os estudos do futuro, pois “constituem uma forma de integração com outras informações úteis e são excelentes para comunicarem resultados aos usuários em geral”. O autor ainda ressalta que os métodos de prospecção também são recomendáveis quando existem expectativas de mudanças estruturais nos fatores determinantes de tendências futuras, no surgimento de novas tecnologias e até mesmo quando o assunto em estudo se configura como algo novo.
A essência da metodologia para a construção de cenários reside na delimitação e no tratamento dos processos e dos eventos incertos. De acordo com Buarque (2003), o poder da metodologia de cenários decorre da habilidade e da capacidade para a organização lógica (causal) de um grande volume de informações e dados relevantes e diferenciados. O autor complementa que a metodologia de cenários precisa de um modelo teórico para assegurar a plausibilidade das hipóteses e analisar a consistência das combinações delas, de modo que a descrição da realidade futura seja fundamentada.
Segundo Godet (2000), em qualquer das metodologias existem três passos essenciais: - Identificar as variáveis-chave;
- Colocar as questões-chave para o futuro;
-Reduzir a incerteza sobre as questões-chave e definir os cenários mais prováveis para a envolvente.
De acordo com Van Notten (2006, apud SOUZA, 2012), são estabelecidas ao menos duas abordagens para o desenvolvimento de cenários, as quais resume da seguinte maneira: - Abordagem intuitiva: Depende do conhecimento qualitativo e de insights a partir dos quais os cenários são elaborados mediante a exploração da criatividade;
- Abordagem analítica: Trata da quantificação das incertezas identificadas e emprega tanto modelos conceituais quanto modelos aritméticos e simulações obtidas por softwares.
Quanto à classificação, conforme Godet (2000, p.19), os cenários podem ser classificados como:
- Exploratórios: Partem das tendências passadas e presentes e conduzem a futuros verossímeis;
- Normativos ou de antecipação: São construídos a partir de imagens alternativas do futuro, podem ser desejados ou, pelo contrário, temidos. São concebidos de forma retroprojetiva.
Para Nóbrega (1999, p.14), de um modo geral, o método de cenários consiste nos seguintes passos:
- Análise do sistema;
- Retrospectiva da evolução do sistema; - Estratégia de atores;
- Elaboração de cenários;
- Estudo das implicações dos cenários.
Para tanto, apresenta-se a seguir exposições acerca de alguns métodos de autores tradicionais que trabalham com cenários prospectivos:
a) Método Global Business Network (GBN)
De acordo com Breternitz (2013, p. 6), a organização Global Business foi criada por Peter Schwartz, responsável por desenvolver o método GBN. O método costuma construir três cenários (otimista, pessimista e neutro), a composição do grupo que desenvolverá os cenários deve envolver os mais altos níveis da organização e pessoas suficientemente criativas e capazes de trabalhar em equipe. Segundo Marcial e Costa (2001), este método é o único que não trabalha com probabilidade em momento algum, com o intuito de evitar a tendência de levar em consideração apenas o cenário de maior probabilidade.
b) Método de Porter
Para Círico (2006, p. 36), o foco principal do método de prospecção de cenários de Porter é o da indústria e seu objetivo é elaborar cenários industriais, considerando sempre o comportamento da concorrência. Estes cenários seriam a melhor ferramenta existente para elaboração de estratégias competitivas num ambiente repleto de incertezas. De acordo com o método existem cinco forças que regem o ramo da indústria e relacionam-se com as incertezas:
- Entrada de novos concorrentes no mercado; - Ameaças de produtos substitutos;
- Poder de negociação dos compradores; - Poder de negociação dos fornecedores; - Rivalidade entre concorrentes.
Porter (1998) sugere os seguintes passos para a construção de cenários: identificar incertezas que podem afetar a estrutura industrial; determinar os fatores causais que as conduzem; fazer uma série de suposições plausíveis sobre cada fator causal importante; combinar suposições sobre fatores individuais em cenários internamente consistentes; analisar a estrutura industrial que prevaleça sob cada cenário; determinar as fontes de vantagem competitiva, bem como prever o comportamento da concorrência sob cada cenário.
c) Método de Grumbach
De acordo com Círico (2006, p. 39), o conceito da prospectiva de que existem vários futuros possíveis e que o futuro não será necessariamente uma repetição do passado em ciclos é o principal conceito que embasa o método de Grumbach. Este define quatro passos para a elaboração de cenários:
- Definição do problema; - Diagnóstico estratégico; - Processamento dos dados;
- Sugestão sobre o que foi construído.
Após a construção dos cenários de acordo com o método escolhido, é chegado o momento de apresentá-lo aos planejadores e decisores da organização. Estes poderão então se posicionar diante das possibilidades de futuro, considerando os recursos disponíveis pela organização.
Dentre as alternativas existentes, Breternitz (2013, p. 7), cita: Ficar com um único cenário: alternativa usualmente muito arriscada, mas que pode, por oposição, trazer resultados extraordinariamente bons; Buscar flexibilidade, para poder explorar diferentes cenários; Desenvolver e manter “rotas de fuga”, no caso de materializarem-se situações adversas ou protegerem-se do risco através da adoção de políticas de hedge (aqui entendido como um mecanismo, usualmente utilizado no mercado financeiro, para se proteger o ativo de flutuações indesejadas), busca de parcerias ou diversificação.
Independentemente do método escolhido, a formulação de cenários possibilita a redução de possíveis erros e incertezas perante o planejamento estratégico e a tomada de decisão bem como a antecipação das organizações diante de eventos futuros. Desta forma, a construção de cenários mostra-se ideal para trabalhos relacionados aos estudos de futuro.
Em sequência apresenta-se de forma mais detalhada a metodologia de cenários de Michel Godet, considerada uma das mais consolidadas na área de estudos prospectivos, a qual mostra-se eficaz para compreensão do futuro. Esta metodologia foi adotada nesta pesquisa por oferecer ferramentas que mostram-se adequadas para trabalhar as variáveis e atores deste estudo, além de dispor de software gratuitos para essas análises que auxiliaram na construção de cenários futuros para o mercado editorial nacional do livro digital.