3. MATERYAL VE YÖNTEM
3.2. Yöntem
3.2.6. Voltaj Üretim Değerleri / Osiloskop Ölçümleri
De acordo com o CTN, “Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte”. (BRASIL, 2012a). Os impostos são os principais tributos no que
tange ao financiamento da atividade pública, além disso, não estão vinculados a uma atividade específica, podendo a arrecadação ser destinada ao custeamento de diversos serviços estatais. Essa particularidade faz dos impostos a espécie tributária que maior detém possibilidade confiscatória, tal fato pode ocorrer quando o imposto incidir sobre uma riqueza não renovável, mas revestida de essencialidade. (NAKAGAKI, 2010, p.154). Também serão confiscatórios os impostos cuja alíquotas se revelarem abusivas inviabilizando o comércio; onerarem abusivamente o patrimônio e a renda; dificultarem a produção e a circulação de mercadorias ou os negócios civis. (MELO, 2003, p.33).
Entretanto, a tributação poderá assumir um caráter mais exacerbado, isso poderá ser constatado quando é tratada a questão da necessidade da propriedade, urbana ou rural, cumprir a sua função social. Nessa situação, haverá uma relativização da vedação ao confisco em favor da extrafiscalidade, o Estado poderá cobrar o imposto de forma progressiva a depender do descumprimento da função social do imóvel. A finalidade disso é evitar a apropriação alheia da propriedade sem contraprestação, há um objetivo extrafiscal quando da aplicação exacerbada do imposto. Haverá uma maior necessidade de atenção por parte do Estado para se evitar que nessa situação o tributo não consuma a renda ou a propriedade, apenas torne inviável manter a propriedade em desacordo com a sua finalidade pública. No caso do comércio, o Estado poderá desestimular a importação de produtos supérfluos ou incentivar o consumo interno. Para se evitar o desperdício de energia, o Estado poderá aplicar alíquotas progressivas sobre o consumo, quanto maior for o consumo, maior será a tributação. (COÊLHO, 1999, p.246). Em resumo:
[...] a vedação do confisco há de se entender cum modus in rebus. O princípio tem validade e serve de garantia, inclusive, para evitar exageros no caso de taxas, como já lecionamos. O princípio, vê-se, cede o passo às políticas tributárias extrafiscais, mormente as expressamente previstas na Constituição. Quer dizer, onde o constituinte previu a exacerbação da tributação para induzir comportamentos desejados ou para inibir comportamentos indesejados, é vedada a arguição do princípio do não confisco tributário, a não ser no caso limite (absorção do bem ou da renda). (COÊLHO, 1999, p.247, grifo do autor).
A Constituição lista uma série de impostos que podem incidir sobre o patrimônio cuja definição é o conjunto de bens ou direitos titulados por uma pessoa pública ou privada. Dentre esses estão: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR); Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU);
Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer bens ou direitos (ITCMD) e o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). O imposto sobre o patrimônio terá efeito confiscatório se a renda produzida for insuficiente para o pagamento daquele, obrigando o contribuinte a se desfazer de parte do bem para poder cumprir com a obrigação fiscal. (MACHADO, 2001, p.99). Em outras palavras, “se o Estado ficar com maior parcela da renda produzida pelo patrimônio ou pelo sujeito passivo, do que o próprio contribuinte”. (GOLDSCHMIDT, 2004, p.237).
Nesse mesmo raciocínio, é vedado o imposto sobre a renda com alíquotas muito elevadas, “pois não existe diferença essencial entre privar alguém do patrimônio e privar alguém da renda, uma vez que é com a renda que se constrói o patrimônio”. (MACHADO, 2001, p.100). A renda é um saldo positivo decorrente de operações financeiras, confronto entre entradas e saídas de capital, ocorridas num determinado tempo. No que tange ao Imposto sobre a renda (IR), “a parcela do tributo não pode absorver a renda mínima (mínimo vital) do indivíduo (IRPF), nem o patrimônio da empresa (IRPJ), mas, apenas, parcela razoável, respectivamente, de seus rendimentos líquidos e de seu lucro”. (NAKAGAKI, 2010, p.157). Há de se considerar diversos fatores para se constatar o efeito confiscatório do imposto sobre a renda, como a renda líquida, a cultura do país, o nível social, econômico e cultural dos representantes; além da aplicação dos recursos arrecadados. (HORVATH, 2002, p.126). Fica claro que deve ser levado em conta uma tributação que permita um mínimo vital, tendo como principal parâmetro o respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana.
Os impostos sobre o consumo de bens e produtos são uma importante fonte de renda para os cofres públicos, tributando indiretamente15 a renda e o patrimônio dos consumidores porque estes são os contribuintes de fato, arcam com o ônus fiscal. Há alguns autores que sustentam a impossibilidade de caracterizar o efeito de confisco no imposto indireto alegando que a capacidade econômica do contribuinte é auferida no ato do consumo, na manifestação de riqueza demonstrada com a aquisição do produto. Outros alegam que o ônus fiscal só é repassado ao
15No imposto direto, o contribuinte absorve o impacto econômico da exação, como ocorre no IRPF, em que a pessoa que pratica o ato (auferir renda) e deve recolher o tributo coincide com aquele que deve suportar o ônus econômico deste pagamento. No caso do imposto indireto, o contribuinte de direito não suporta o impacto econômico da exigência fiscal, repassando-o ao contribuinte de fato, o consumidor final. A repercussão tributária ou translação econômica do tributo pode ser encontrada no IPI e no ICMS.
contribuinte de fato pelo contribuinte de direito, se eximindo o Fisco. (NAKAGAKI, 2010, p.160). Em sentido contrário, Goldschmidt (2004, p.245) defende que o contribuinte de fato não deve ser o único parâmetro para a aferição do confisco, pois o contribuinte de direito pode ter o seu negócio arruinado devido à carga tributária. No caso da incidência de impostos sobre os produtos de menor essencialidade, deve ser obedecido o princípio da seletividade, e protegido o mínimo vital do produtor. O princípio do não-confisco será atingindo quando a atividade fiscal inibir a produção.