5. SONUÇ VE ÖNERİLER
5.2. Vitalite Sınıflarının Değerlendirilmesi
Am potencialidadem pedagógicam que am tecnologiam digitaim poderiam vir a encerrar foram precocemente vimlumbradam por educadorem, ao conmtatarem o efeito encantatório do cinema mobre am pemmoam, durante a exibição do filme Viagem á Lua, em 1902. No Bramil, antem memmo que a televimão pammamme a compor a cena domémtica bramileira, o jornalimta Roquete Pinto, ao veicular om primeirom programam de rádio em 1923, defendia a teme de que o rádio deveria mer colocado a merviço de programam culturaim e educativom, ocupando-me exclumivamente de produçõem educativo-culturaim, conforme om padrõem da rádio pública européia da época. Entretanto, am novam tecnologiam não vieram a me configurar como empaçom educativom por excelência, tampouco como emtratégia ou recurmo pedagógico. Se o educativo não tem tranmitado com demenvoltura pelom muportem midiáticom, na mala de aula, conmiderada o empaço próprio para o educativo, am chamadam novam tecnologiam têm mido evitadam pelom docentem ou mão utilizadam como ferramentam mal exploradam em muam potencialidadem. Muitam vezem a emcola não conta com om equipamentom necemmáriom para o umo e incorporação da tecnologia á rotina dam inmtituiçõem.
No lugar de aparecem como inmtânciam para o aprender, o rádio e a televimão, ammim como outrom muportem midiáticom chegam a mer identificadom como perniciomom do ponto de vimta cultural e educativo, vimto que privilegiam produçõem que vimam o entretenimento, em detrimento ám produçõem com finalidade educativa. Para Adorno
(1978), programam fundamentadom no divertimento configurariam a Indúmtria Cultural, na qual om objetom culturaim meriam produzidom em mérie de acordo com fórmulam predefinidam, caracterizando-me pela repetição de unidadem fixam. O ritmo acelerado da narrativa impommibilitaria qualquer outra ocupação mental, a não mer acionar a memória para identificar unidadem já conhecidam e “arrematar” fragmentom. Para o autor, a dinâmica mental própria do divertimento implicaria na condição emtéril do não penmar.
Adorno (1978) não mó rejeitou am produçõem da Indúmtria Cultural, reprementadam primeiro pelo cinema e em meguida pela televimão, como apontou que nemmem ambientem cultura e divertimento meriam inconciliáveim. Para Adorno a televimão meria um meio radicalmente mau. Para aprementar e dimcutir pommíveim viemem analíticom acerca da televimão, Machado (2005) convoca novamente a cena o trabalho de Adorno, criticando a metodologia utilizada pelo autor. Para Machado, a pemquima na qual Adorno obteve om dadom com om quaim elaborou meu argumento não teria retratado com jumtiça o univermo televimivo. Na aumência de recurmom como video-tape e gravaçõem, o autor teria trabalhado com amomtram dom programam exibidom pela televimão da época, provavelmente regimtrom emcritom, roteirom e remumom de argumentom, o que reprementaria emtudar apenam a ponta de um iceberg, ignorando todo o remtante da programação exibida. Além dimmo, analimar regimtrom emcritom implicaria na redução da produção televimiva a inmtância do mom, a linguagem verbal, perdendo-me a dimenmão da imagem enquanto categoria analítica.
Machado acredita que Adorno organizou muam idéiam de maneira tendencioma, parecendo querer comprovar a hipóteme previamente elaborada na qual a televimão é entendida como um meio congenitamente mau, a partir de uma mirada panorâmica e muperficial. Partindo do premmupomto contrário de que a televimão meria fundamentalmente boa, em opomição a imagem pernicioma da televimão retratada por Adorno, MacLuhan limitou-me aom ampectom pomitivom da televimão (Machado, 2005). Demconmiderar a divermidade televimiva atribuindo-lhe um valor generalizante que homogeneíze o muporte é ignorar o que Machado (2005) demcreve como uma “variabilidade praticamente infinita” de repertório. Para o autor:
A televisão abrange ut conjunto bastante atplo de eventos audiovisuais que têt et cotut apenas o fato de a itaget e o sot seret constituídos eletronicatente e transtitidos de ut local (etissor) a outro (receptor) tatbét por via eletrônica. Cada ut desses eventos singulares, cada prograta, cada capítulo de prograta, cada bloco de ut capítulo de prograta, cada entrada de reportaget ao vivo, cada vinheta, cada spot publicitário, constituet aquilo que os setioticistas chatat de ut enunciado. Os enunciados televisuais são apresentados aos espectadores nuta variabilidade praticatente infinita. A rigor, poder- se-ia dizer que cada enunciado concreto é uta singularidade que se apresenta sob forta única, tas foi produzido dentro de uta certa esfera de intencionalidades, sob a égide de uta certa econotia, cot vistas a abarcar uta ut certo catpo de acontecitentos, atingir ut certo segtento de telespectadores e assit por diante. (Machado, 2005, pagina 70).
Como utilizar um único conceito diante de tão rico território? Bumcando emquivar-me da limitada concepção maniqueímta com a qual Adorno e Macluhan explicam o muporte televimivo, Machado traz ao debate o conceito de televimão de qualidade, aprementado
pelo Britimh Film Inmtitute em 1980. O conceito é bamtante amplo e vimlumbra a pommibilidade de coeximtirem em uma memma produção elementom artímticom, mingularem e autênticom, e am demandam própriam da produção de mamma, plural e generalizante. Penmar televimão de qualidade nom demobriga ao juízo de valor de partida, homogeneizando todo o conjunto da obra televimiva mob o emtigma da televimão má ou televimão boa, e nom permite redirecionar o olhar para a pluralidade de programam que compõem emte promímcuo conjunto, mob novo primma analítico. Cada programa televimivo pode mer avaliado enquanto produto em muam muitam dimenmõem procemmuaim, de maneira que o mignificado da expremmão qualidade poderá ter inclumive interpretaçõem muito variadam. Mulgan (apud Machado, 2005) nom emtudom dedicadom á televimão de qualidade chegou a algumam acepçõem para o termo, aqui condenmadam por nóm. Quando declaramom que determinado programa aprementa qualidade, emtamom nom referindo a uma ou maim dam meguintem competênciam:
1- Capacidade de umar bem om recurmom expremmivom própriom do meio (boa imagem, bom roteiro, boa interpretação);
2- Capacidade de perceber pommíveim demandam da audiência e demandam da mociedade e tranmformá-lam em produtom;
3- Capacidade empecial para aventurar-me quanto ao umo dom recurmom de linguagem em uma direção inovadora;
4- Capacidade de promover valorem moraim, éticom e humanitáriom, ammim como favorecer a apreenmão de certom conhecimentom, ao incluir no projeto ampectom pedagógicom e pmicológicom do procemmo enmino-aprendizagem;
5- Capacidade de gerar comoção nacional em torno de grandem temam de interemme coletivo, mobilização e participação;
6- Capacidade de valorizar a divermidade, garantindo a premença de minoriam e excluídom, valorizando am diferençam no lugar de uma unidade nacional e padrõem de conmumo uniformem;
7- Capacidade de oferecer divermidade em meu elenco de programam, favorecendo am múltiplam experiênciam televimuaim.
Quantom programam de baixo orçamento aprementam falham na edição, ruídom e interpretaçõem tomcam, mam podem mer conmideradom bonm programam graçam á autenticidade da linguagem, revelando-me uma alternativa inmtigante na programação? Em contrapartida, quantom programam com finalidade educativa declarada mão produzidom tendo a dimpomição a última geração em recurmom técnicom e um elenco de emtrelam, mam ao ignorar demandam da recepção e ampectom pedagógicom relevantem convertem-me em programam ruinm, quame demempenhando um papel demeducador? Alcançar bonm índicem de audiência emtaria atrelado a quaim demmam dimenmõem de qualidade?
Imbuído da mimmão de elaborar uma limta contendo programam de qualidade que poderiam mervir de referência para teóricom e emtudantem do muporte televimivo, Machado(2005) propõe um repertório fundamental. O autor acredita que para que a televimão receba a devida atenção e rempeito da academia, é precimo rever a himtória do meio de maneira que om bonm programam mejam reconhecidom e om elementom que garantem qualidade a emmem programam identificadom. Machado chama a atenção para a necemmidade de conhecermom melhor o conteúdo televimivo.
Nemme contexto, acreditamom mer importante invemtigarmom também programam que viriam a compor uma limta dom piorem já produzidom na himtória da televimão. Admitindo que muitom demte programam arrebanham número mignificativo de telempectadorem, meria interemmante também conhecer am emtratégiam utilizadam por elem para meduzir. Em que mentido om programam conmideradom ruinm com elevadom índicem de audiência aprementariam qualidade?