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abastecimento  mais  estável  aos  mercados  consumidores,  assim  como  contribui  para a maior estabilidade dos preços dos produtos (LAZZARINI & JAQUETI, 1984). 

Durante  a  etapa  do  processo  de  armazenamento  não  se  pode  melhorar  a  qualidade  dos  grãos  armazenados,  apenas  consegue‐se,  no  máximo,  mantê‐las.  Entretanto,  não  adianta  obter  produtos  de  alta  qualidade  se  não  houver  um  adequado armazenamento.  

Um armazenamento adequado e seguro dos grãos evita perdas e preserva a  qualidade. Os fatores de qualidade a serem observados dependem do uso final do  grão (ALVES et al., 2001). 

A qualidade do feijão pode ser afetada com o armazenamento. O aumento  no  grau  de  dureza  do  feijão  tem  como  conseqüência  o  aumento  no  tempo  necessário para o cozimento, gasto de energia, mudanças no sabor, não formação  de  caldo  espesso  e  viscoso  e  escurecimento  do  tegumento,  levando  a  uma  depreciação do produto pelo consumidor (RIBEIRO et al, 2005; RIOS et al., 2003).   

1.4. Grãos armazenados atacados por insetos 

 

Entre  os  insetos  normalmente  encontrados  em  grãos  armazenados,  os  pertencentes  às  ordens  Coleoptera  e  Lepdoptera  compreendem  as  espécies  de  maior  importância  como  pragas  (PACHECO  &  PAULA,  1995).  As  fêmeas  desses  insetos geralmente colocam seus ovos sobre ou entre vagens ou em grãos expostos.  As larvas recém‐eclodidas penetram nos grãos e passam a consumir os cotilédones.  Alimentam‐se continuamente durante o período larval e, ao final do último instar,  empupam.  Em  seguida,  emergem  para  acasalar  e  recomeçar  o  ciclo  reprodutivo  (BALDIN, 2001). 

O  ataque  direto  dos  insetos‐praga  provoca  redução  de  peso  dos  grãos,  perdas nutricionais e alterações físicas, além dos danos indiretos, por facilitarem a  entrada  de  microrganismos  e  ácaros  através  das  perfurações  (FARONI  &  SILVA,  2000;  ZIMMERMANN  et  al.,  1988).  As  perdas  podem  atingir  até  30%  em  alguns  casos, sendo 10% delas causadas diretamente pelo ataque de insetos‐praga (SINHA,  1995; SCHOLLER et al.,1997). 

15 Os  insetos‐praga  obtêm  muitos  de  seus  aminoácidos  essenciais  utilizando  proteinases extracelulares (NATION, 2002). 

Além de serem consumidos pelos insetos, os grãos tem uma redução na sua  qualidade,  por  que  os  insetos  danificam  e  alteram  o  ambiente  da  massa,  favorecendo  outros  fatores  de  deterioração,  como  os  fungos  e  a  respiração  dos  grãos.  Também  contaminam  os  grãos  com  suas  exúvias,  excrementos  e  despojos,  aumentam  os  níveis  de  ácidos  graxos  livres,  contaminando‐os  com  ácido  úrico,  causam odores, empobrecem o rendimento e a qualidade das farinhas (BROOKER et 

al., 1992; PEDERSEN, 1992; FARONI, 1995; WHITE, 1995). A presença deste provoca 

contaminação dos grãos e seus subprodutos pela presença do inseto vivo ou morto,  pela  presença  dos  metabólitos  produzidos  pelos  insetos  ou  outros  aspectos  do  processo da vida. Larvas pupas e adultos no interior do grão não são observados na  amostra,  porém  não  podem  ser  removidos  e  são  uma  preocupação  no  processamento dos grãos, pois tornan‐se contaminantes nos subprodutos (FARONI;  SILVA, 2000). 

Os  grãos  de  feijão  são  severamente  atacados  por  carunchos  no  mundo  inteiro e as espécies mais freqüentes no Brasil são Acanthoscelides obtecus (Say) e 

Zabrotes subfasciatus (Boh.) (CARVALHO & ROSSETO, 1968).  

A infestação por A. obtectus pode ocorrer no armazenamento ou no campo.  A condição ideal para seu desenvolvimento é encontrada emambiente com 300C e  70 a 80% de umidade relativa. Os ovos são espalhados entre os grãos armazenados,  ou  colocados  nas  suas  proximidades,  ou  inseridos  em  fendas  de  vagens  em  desenvolvimento,  podendo  ser  colocadas  isoladamente  ou  em  grupos.  As  larvas,  assim que eclodem, deslocam‐se à procura do hospedeiro e penetram na semente,  passando todo o seu desenvolvimento. Ao completarem o desenvolvimento larval,  constroem um orifício  de saída para o adulto  antes de entrarem na fase de pupa  (ATHIÉ et al., 1998). 

O  Sitophilus  zeamais  é  um  inseto  de  grãos  armazenados  encontrado  em  todas  as  regiões  quentes  e  tropicais  do  mundo.  É  praga  primária  de  milho,  trigo,  arroz  e  sorgo  e  pode  se  desenvolver  em  produtos  de  cereais  processados,  como  macarrão e mandioca desidratada (DOBIE et al., 1984). A postura pode ocorrer em  grãos  com  elevado  teor  de  umidade,  como,  por  exemplo,  o  milho  em  estado  de 

16 maturação. Com essa característica e por ser um voador ativo, pode atacar grãos no  campo (PACHECO & PAULA, 1995). A fêmea de S. zeamais cava orifícios nos grãos  com  as  mandíbulas,  onde  depositam  os  ovos.  A  cavidade  é  fechada  com  uma  substância gelatinosa produzida por glândulas acessórias do aparelho reprodutor. A  larva se alimenta do interior do grão. A fase de pupa também ocorre no interior do  grão e o adulto, ao emergir, cava uma saída para o exterior (ATHIÉ et al., 1998).   

1.5. Referências Bibliográficas 

 

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20  

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CAPÍTULO 2 

 

CORRELAÇÃO DE MÉTODOS DE DIGESTIBILIDADE IN VITRO E 

DIGESTIBILIDADE IN VIVO 

 

2.1. RESUMO   

O  presente  trabalho  teve  como  objetivos  determinar  a  digestibilidade  in 

vivo, ajustar equações para a determinação da digestibilidade in vitro por meio de 

diferentes métodos e verificar qual método desenvolvido para a digestibilidade in 

vitro apresenta maior correlação com a digestibilidade in vivo. Foram utilizadas as 

seguintes fontes de proteína: caseína, arroz, aveia, carne bovina, carne de frango,  carne  de  peixe,  carne  suína,  carne  de  rã  sem  osso,  carne  de  rã  mecanicamente  separada, carne de rã com osso, feijão, leite em pó, milho (fubá), proteína de soro  de leite, proteína texturizada de soja, quinoa, soja e trigo (farinha). Para o cálculo da  digestibilidade in vitro foram utilizados os valores de pH obtidos em 10 min (método  queda de pH) após a adição da solução de enzimas e o do pH estático, o qual mede  o  volume  de  NaOH  adicionado  necessário  para  manter  em  8,0  o  valor  de  pH  da  solução  de  proteínas  após  a  adição  da  solução  enzimática.  As  melhores  equações  obtidas relacionando a digestibilidade in vivo com as metodologias in vitro foi pelo  método  de  queda  de  pH.  Para  ambos  os  métodos  a  presença  da  caseína  não  influenciou  no  ajustes  das  curvas,  para  um  ajuste  exponencial  e  o  melhor  ajuste  somente foi obtido para amostras de origem vegetal. O uso de técnicas in vitro para  a determinação da digestibilidade proteica benefícios como: requer menos tempo,  são  mais  baratos  e  requisitam  de  menos  mão‐de‐obra  e  espaço  físico  do  que  os  métodos de determinação de digestibilidade in vivo.  

 

PALAVRAS  ‐  CHAVE:  Qualidade  proteica;  digestibilidade  in  vitro;  digestibilidade  in 

vivo. 

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2.2. INTRODUÇÃO 

 

As  proteínas  são  as  macromoléculas  mais  abundantes  nas  células  vivas  (NELSON & COX, 2002), sendo, portanto são nutrientes essenciais aos organismos  animais devendo estar presentes na alimentação em quantidades adequadas. Além  do  aspecto  quantitativo,  deve‐se  levar  em  conta  o  aspecto  qualitativo  das  proteínas, isto é, o seu valor nutricional (SGARBIERE, 1996).Métodos clássicos para  determinar a qualidade proteicaavaliam o crescimento animal (PER), o equilíbrio de  nitrogênio, o valor biológico, o escore químico, a digestibilidade e o escore químico  corrigido  pela  digestibilidade  (PDCAAS),  que  foi  introduzido  pela  FAO/  WHO  em  1985  e  é a medida  aceita  desde  então  para  avaliar  a  qualidade  das  proteínas.  O 

PDCAAS  é  definido  como  a  relação  entre  o  conteúdo  do  primeiro  aminoácido  limitante  na  proteína  (em  mg/g)  e  o  conteúdo  daquele  aminoácido  em  uma  proteína  de  referência  (mg/g)  multiplicado  pela  digestibilidade  verdadeira.  O  padrão de referência é a necessidade de aminoácidos essenciais para crianças ente  2  e  5  anos  de  idade,  segundo  FAO/WHO  (1985)  (MILLWARD  et  al.,2008; 

SCHAAFSMA, 1994).  

A  digestibilidade  da  proteína  é  determinada  em  função  da  fração  do  nitrogênio ingerido que o animal absorve. A digestibilidade verdadeira é obtida pela  diferença entre o nitrogênio ingerido e aquele que aparece nas fezes corrigido pela  quantidade de nitrogênio fecal excretado quando o indivíduo consome uma dieta  livre de proteína (HERNÁNDEZ et al., 1984). 

A  presença  de  compostos  inerentes  ao  próprio  alimento,  por  exemplo,  fatores  antinutricionais,  como  inibidores  de  tripsina  e  de  amilase,  saponinas  e  compostos fenólicos ou fatores externos, como processamento e armazenamento,  entre os quais se destacam o tipo e a forma de tratamento térmico aplicado, assim  como o tempo e a forma de armazenamento, podem alterar a qualidade nutricional  da proteína (VARGAS et al.,1984). 

O  processamento  dos  alimentos  pode  envolver  o  uso  de  calor,  agentes  oxidantes (como peróxido de hidrogênio), solventes orgânicos, álcalis e ácidos, com  o objetivo de melhorar sabor, textura, propriedades funcionais e sensoriais, inativar 

24 microrganismos  patógenos  e  fatores  antinutricionais  (SANTÉ‐LHOUTELLIER  et  al.,  2008; CHEFTEL, 1979) 

O  processamento  térmico,  especialmente  o  calor  úmido,  desnatura  as  proteínas  aumentando  acessibilidade  ao  ataque  enzimático,  aumentando  o  valor  nutricional  (POEL  et  al.,  1990).  Entretanto,  podem  levar  à  formação  da  reação  de  Maillard,  oxidação  de  aminoácidos  básicosformação  de  agregados  proteicos  diminuindo,  assim,  a  qualidade  e  biodisponibilidade  de  aminoácidos  essenciais  (SANTÉ‐LHOUTELLIER et al., 2008; SCHWASS & FINLEY, 1984; CHEFTEL, 1979). 

O  processamento  dos  alimentos  reduz  de  forma  diferente  os  fatores  nutricionais  presentes.  Nergiz  &  Gökgöz  (2007)  avaliando  o  teor  de  ácido  fítico,  fenóis totais, taninos e inibidor de tripsina em três variedades de feijões e dois tipos  de  processamento  (remolho  por  12  horas  seguido  de  cozimento  e  cozimento  na  pressão, sem remolho) verificou que os teores de ácido fítico, fenóis totais, taninos  e inibidor de tripsina diminuíram com os tratamentos aplicados, porém a redução  foi maior para todos os fatores no tratamento de remolho seguido de cozimento.  Redução  em  diferentes  níveis  dos  fatores  antinutricionais  também  foi  encontrada  por  Shimelis  &  Rakshit  (2007)  em  feijões.  Eles  avaliaram  o  teor  de  taninos,  ácido  fítico, lectina, inibidor de tripsina e saponinas em feijões não processados, remolho  em água por 12 horas, remolho em bicarbonato de sódio, germinação por 24, 48, 72  e 96 horas seguidos ou não de autoclave, cozimento sem remolho, cozimento com  remolho  em  água  e  em  bicarbonato  e  autoclave  sem  remolho  e  com  molho  em  água  e  bicarbonato.  Houve  redução  dos  fatores  antinutricionais  em  todos  os  tratamentos, mas esta redução variou de 6 a 100 %. 

Os  programas  de  melhoramento  genético  visam  obter  variedades  que  apresentem  alta  produtividade,  aliada  a  resistência  às  doenças,  com  produção  de  sementes possuindo forma, tamanho, cor e brilho aceitáveis no mercado. Também  podem objetivar a redução de fatores antinutricionais para aumentar a qualidade  nutricional dos grãos (MENDES et al., 2007; MESQUITA et al., 2007). 

As  reduções  dos  fatores  antinutricionais  em  diferentes  processamentos  de  alimentos  ou  por  melhoramento  genético  podem  alterar  a  digestibilidade.  A  realização  de  ensaios  in  vivo  para  avaliar  a  digestibilidade  em  cada  alteração  do  processamento  em  alimentos  ou  a  cada  nova  variedade  obtida  é  custosa  e 

25 demorada.  Métodos  in  vitro  podem  predizer  variações  de  digestibilidade  em  alterações de processamento de alimentos de forma mais rápida e barata. 

A  maior  parte  dos  métodos  de  determinação  de  digestibilidade  in  vitro  se  baseia em digerir a amostra com enzimas proteolíticas em condições padronizadas.  A  diferença  está  entre  o  número  e  a  natureza  das  enzimas  que  se  utilizam  e  a  medida final a ser realizada (PIRES et al., 2006). 

O método desenvolvido por Mauron et al. (1955) foi adaptado como método  oficial pela AOAC (1975) para determinar a digestibilidade de proteínas alimentares  de origem animal. Baseia‐se na digestão da amostra com pepsina e determinação  da  porcentagem  de  nitrogênio  solubilizado.  O  método  tem  sofrido  numerosas  modificações devido à sua baixa correlação com os ensaios biológicos. 

O  presente  trabalho  teve  como  objetivos  determinar  a  digestibilidade  in 

vivo, ajustar equações para a determinação da digestibilidade in vitro por meio de  diferentes métodos e verificar qual método desenvolvido para a digestibilidade in  vitro apresenta maior correlação com a digestibilidade in vivo.   

2.3. MATERIAIS E MÉTODOS 

 

2.3.1. Local do experimento 

O  presente  trabalho  foi  desenvolvido  no  Laboratório  de  Enzimologia,  Bioquímica  de  Proteínas  e  Peptídeos  do  Instituto  de  Biotecnologia  Aplicada  à  Agropecuária (BIOAGRO), no Laboratório de Enzimologia, Bioquímica de Proteínas e  Peptídeos  Prof.  Marcos  Luiz  dos  Mares  Guia  do  Departamento  de  Bioquímica  e  Biologia  Molecular  (DBB)  e  no  Laboratório  de  Nutrição  Experimental  do  Departamento de Nutrição e Saúde (DNS) da Universidade Federal de Viçosa (UFV)  – MG. 

     

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2.3.2. Preparo das Amostras 

Foram utilizadas as seguintes fontes de proteína: caseína, arroz, aveia, carne  bovina, carne de frango, carne de peixe, carne suína, carne de rã sem osso, carne de  rã mecanicamente separada, carne de rã sem osso, feijão, leite em pó, milho (fubá),  proteína de soro de leite, proteína texturizada de soja, quinoa, soja e trigo (farinha).  Foi utilizada caseína comercial obtida da RHOSTER‐Indústria e Comécio Ltda.  Os grãos de arroz branco polido, adquirido no comércio de Viçosa, MG, foi  coccionado em água, em panela doméstica. Após o cozimento, os grãos foram secos  em estufa com circulação de ar, a 60 oC, por 24 horas. Em seguida, foram moídos  em multiprocessador doméstico, marca Arno e passado em peneira de 16 mesh (1  mm), obtendo‐se uma farinha de arroz.  As carnes de frango (peito de frango sem pele), de peixe (filé de Merluza) e  suína (pernil sem gordura aparente), adquirido no comércio de Viçosa, MG, foram  cozidas  com  água  em  panelas  domésticas,  na  proporção  de  1:1  (p/v),  até  secar  a  água.  Após  o  cozimento,  as  carnes  foram  congeladas  à  ‐80ºC,  desidratadas  em  liofilizador  por  24  horas  e  moídas  em  multiprocessador  doméstico,  marca  Arno  e  passadas em peneira de 16 mesh (1 mm). 

A  soja  foi  submetida  a  tratamento  térmico  em  calor  seco  de  89oC  por  5  minutos.  Os  grãos  foram  moídos  em  multiprocessador  doméstico,  marca  Arno  e  passado em peneira de mesh (1 mm), obtendo‐se uma farinha de soja. 

As amostras de aveia, leite em pó, proteína de soro de leite e quinoa foram  adquiridas  no  comércio  de  Viçosa,  MG.  A  quinoa  foi  moída  em  multiprocessador  marca Arno e passada em peneira de 16 mesh (1 mm). 

Os dados de digestibilidade in vivo para carne bovina, carne de rã sem osso,  carne  de  rã  mecanicamente  separada,  carne  de  rã  com  osso,  feijão,  milho  (fubá),  proteína texturizada de soja e trigo (farinha), foram obtidos de Pires et al., 2006.   

2.3.3. Determinação do teor de nitrogênio 

  O teor de proteína de cada amostra foi determinado pelo método semimicro  Kjeldhal, segundo AOAC (1984).  

27 As  amostras  foram  pesadas  em  papel  manteiga  e  colocadas  nos  tubos  de  digestão  devidamente  identificadas.  Acrescentou‐se  umtubo  contendo  apenas  o  papel manteiga (branco). Adicionou‐se 10 mL da mistura digestora. A temperatura  foi  aumentada  gradativamente  até  320 oC.  Depois  de  atingida  a  temperatura,  deixou‐se sob aquecimento por mais uma hora. Os tubos foram retirados do bloco  digestor  e  deixados  esfriar.  Em  seguida,  adicionou‐se  1,0  mL  de  peróxido  de  hidrogênio  30  %  e  as  amostras  foram  retornadas  para  o  bloco  digestor  por  mais  uma  hora.  Foram  retiradas  e  deixadas  esfriar.  Adicionou‐se  10  mL  de  água  e  procedeu‐se  à  destilação  de  nitrogênio.  O  material  digerido  é  neutralizado  com  NaOH 40 % (aproximadamente 25 mL). Em seguida, o nitrogênio presente, agora na  forma de amônia é destilado por arraste de vapor e recolhido em solução de ácido  bórico a 4% utilizando indicador de Tashiro. O borato de amônio formado é titulado  com ácido clorídrico 0,05 N padronizado, determinando o teor de nitrogênio.  

A mistura digestora consiste em dissolver CuSO4 5.H2O (5 g) e SeO2 (5 g) em  500 mL de ácido sulfúrico concentrado. 

No  cálculo  de  conversão  do  nitrogênio  em  proteínas  foi  utilizado  o  fator  6,25.   

2.3.4. Ensaio Biológico 

  Foram preparadas uma dieta aproteica, uma dieta de caseína (padrão) e as  dietas testes, contendo as amostras proteicas estudadas, conforme apresentado na  Tabela 1. 

A  composição  das  dietas  foi  baseada  na  AIN‐93G,  segundo  Reeves  et 

al.(1993), com o teor de proteínas alterado para 9 % a 10 % para todas as dietas,  exceto a dieta de arroz, que continha 7 % de proteínas.   As quantidades de outros ingredientes da dieta (amido, amido dextrinizado,  sacarose, óleo e celulose) também foram alteradas, de acordo com a composição  dos alimentos testados, de forma que as dietas fossem isocalóricas e isoproteicas  (Tabela 1).  .       

28 Tabela 2. Composição das dietas utilizadas no ensaio biológico (g/100g de mistura)*  Ingredientes  D1  D2  D3  D4  D5  D6  D7  D8  D9  D10  LN  Caseína  11,47  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  Arroz1  ‐  82,95  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  Aveia1  ‐  ‐  52,41  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  Carne de frango1   ‐  ‐  ‐  12,66  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  Carne de peixe1  ‐  ‐  ‐  ‐  13,42  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  Carne suína1  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  13,15  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  Leite em pó1  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  38,36  ‐  ‐  ‐  ‐  Proteína de soro de leite1  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  13,37  ‐  ‐  ‐  Quinoa1  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  73,48  ‐  ‐  Soja1  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  21,3  ‐  Amido dextrinizado2  13,2  ‐  13,2  13,2  13,2  13,2  13,2  13,2  8,53  13,2  13,2  Sacarose3  10,0  ‐  10,0  10,0  10,0  10,0  10,0  10,0  5,93  10,0  10,0  Óleo de soja3  7,0  7,0  7,0  7,0  7,0  4,37  ‐  7,0  7,0  3,21  7,0  Fibra alimentar (Celulose) 2  5,0  5,0  0,33  5,0  5,0  5,0  5,0  5,0  ‐  ‐  5,0  Mistura Salínica (AIN‐93G‐MX) 2  3,5  3,5  3,5  3,5  3,5  3,5  3,5  3,5  3,5  3,5  3,5  Mistura Vitamínica (AIN‐93G‐VX)2  1,0  1,0  1,0  1,0  1,0  1,0  1,0  1,0  1,0  1,0  1,0  L‐cistina2  0,3  0,3  0,3  0,3  0,3  0,3  0,3  0,3  0,3  0,3  0,3  Bitartarato de Colina 2  0,25  0,25  0,25  0,25  0,25  0,25  0,25  0,25  0,25  0,25  0,25