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Vida tutma mukavemeti verilerinin değerlendirilmesi

5. SONUÇ

5.6. Vida tutma mukavemeti verilerinin değerlendirilmesi

Aristóteles, em sua obra De anima menciona o intelecto agente. Os autores seguidores de Aristóteles procuraram cada qual entender de maneira fiel o pensamento do filósofo quanto a esse tema. Em primeiro lugar, há que lembrar nessa questão alguns autores como Alexandre de Afrodisia (III séc. d.C.), que identificou o intelecto ativo com uma substância separada, sendo o próprio Deus, o qual ilumina o intelecto passivo, que provém da combinação de elementos do corpo humano sendo, portanto, mortal. Temístio (IV séc. d. C.), por sua vez, diz que o intelecto ativo é parte da alma humana, mas não se sabe bem se ele considera que há um intelecto ativo para cada homem ou um só para todos (VANNI ROVIGHI, 1986, p. 84-85). Os filósofos árabes, no entanto, foram os que mais claramente trataram do tema dando-lhe um

grande enfoque. Al-Kindi enumera a existência de quatro intelectos, sendo que o primeiro se encontra em ato, o segundo, por sua vez, está em potência na alma, o terceiro é aquele que na alma passa da potência para a realidade efetiva. O quarto chamado demonstrativo, Aristóteles o assimila aos sentidos, já que estes estão próximos da verdade e em comunicação com ela. Os três primeiros correspondem respectivamente ao nous poieticós, ao nous ylikós e ao nous

epiktetós de Alexandre de Afrodisia. O quarto é a alma sensitiva. Al-Kindi atribui a iniciativa

do processo de conhecimento humano como proveniente diretamente do intelecto de Deus. A alma, que é inteligente em potência, passa a ser efetivamente inteligente pela ação do Intelecto primeiro, quando dirige o seu olhar para ele. No autor, aparece de modo implícito a separação entre o Intelecto ativo, o Intelecto divino e os demais que são próprios do homem (ABBAGNANO, 1984, p. 156-157).

Um outro autor é Al Farabi. A causa do conhecimento humano é o Intelecto agente. A alma humana possui o intelecto em potência, que pela ação do intelecto ativo se transforma em intelecto em ato, conhecendo as formas inteligíveis das coisas, que se identificam com ele. A construção dessas formas, dirigindo-se a noções mais gerais e mais elevadas é obra do intelecto adquirido. Assim, o intelecto adquirido é a forma do intelecto em ato, que, por sua vez, é forma do intelecto em potência. Todo o mecanismo do conhecimento é assim dependente da ação do Intelecto agente. Através disso, Al Farabi liga a mais alta qualidade que o homem pode alcançar a sapiência e a profecia. Quando o Intelecto agente consegue conduzir o intelecto potencial de um homem ao seu grau mais alto, que é o intelecto adquirido, este homem torna-se um sábio-filósofo. Quando o Intelecto agente atua sobre as faculdades representativas de um homem, este pode transformar-se num profeta, num iluminado, num vidente e esperar ser chefe numa cidade ideal, podendo dirigir a todos e não sendo dirigido por ninguém. Al Farabi considera assim o Intelecto agente um dom da iluminação divina. O Intelecto agente nasce da reflexão do Ser necessário (ABBAGNANO, 1984, p. 159-160).

Tal concepção deixa entrever a existência de um Intelecto agente separado do ser humano, atuando de fora sobre ele, chegando a ser entendido como algo divino. Há aqui certa semelhança com a teoria da iluminação agostiniana.

Avicena é outro importante filósofo árabe que trata do mecanismo do conhecimento humano de modo parecido com o esquema de Al Farabi. Em sua concepção, o que distingue os homens dos animais irracionais é o poder de conhecer as formas inteligíveis. Tal poder é a alma racional que também pode ser chamada intelecto material, que é o mesmo que intelecto em potência ou intelecto possível. As formas inteligíveis formam a alma de três maneiras

possíveis. Primeiramente, através da infusão divina, sem qualquer ensinamento ou aquisição de origem sensível: o conhecimento dos primeiros princípios. Em segundo lugar, através do raciocínio discursivo e do pensamento demonstrativo. Desta maneira, a alma conhece as espécies inteligíveis, objeto da consideração lógica. Em terceiro lugar, através dos sentidos, com ajuda de uma capacidade natural e inata. Pelas espécies inteligíveis vindas à alma, o intelecto em potência transforma-se no intelecto em ato idêntico às próprias espécies (ABBAGNANO, 1984, p. 166).

A inteligência em potência ocorre nas crianças privadas de toda forma ou espécie inteligível. Depois, sem ajuda de qualquer ciência ou meditação vem o conhecimento dos primeiros princípios, verdades imediatamente evidentes. Eles vêm pela infusão divina. Com o conhecimento dos primeiros princípios o intelecto está em ato. Vem daí a atividade discursiva do intelecto, que se dá por composição ou divisão, por análise e síntese. Este exercício é determinado pelos primeiros princípios. As outras formas inteligíveis ou conhecimentos racionais vêm pela abstração da experiência sensível. A abstração e atividade discursiva são os meios fundamentais pelos quais a alma humana adquire e enriquece os seus conhecimentos racionais e constituem o intelecto adquirido. Há o caso excepcional de certos homens em que a vigília prolongada e uma união íntima com o Intelecto universal, o Intelecto em ato em Deus, dão ao poder da razão uma tal disposição de prescindir de qualquer raciocínio discursivo ou do auxílio da reflexão para conhecer e aumentar a ciência. A isso se chama santidade, o que é apenas concedido aos profetas e apóstolos, nos quais se encontra a salvação. No entanto, trata-se de uma exceção: para os outros homens a relação imediata com a emanação ou com o ser de que provém é limitada e também não constante pelo impedimento do corpo. Mas disso ele extrai uma prova de que a alma é imortal: quando esta estiver separada do corpo, a continuidade que une a alma ao Ser que a aperfeiçoa e do qual depende, não será suprimida. Assim a alma depois da morte permanece sempre imortal, na dependência da substância superior, o Intelecto universal (ABBAGNANO, 1984, p. 166-167).

Avempace é outro filósofo árabe que trata do intelecto em ato. E sua obra Regime do

Solitário o homem pode chegar a identificar-se com ele, través do desabrochar sucessivo de

suas faculdades. Considerava o homem isolado da sociedade, livre de seus vícios, porém, participando de suas virtudes. A meta final do solitário é conseguir alcançar as formas inteligíveis, a verdade especulativa e as ações para este objetivo estão no domínio do intelecto. O objetivo é atingido, quando o homem consegue ser intelecto adquirido ou emanado, que consiste na consideração das formas inteligíveis em si separadas da matéria. O intelecto adquirido é o único que consegue pensar a si mesmo, alcançando assim o seu termo

mais alto, que é a união com o intelecto em ato, o intelecto separado de Deus. Em Avempace, a questão aristotélica do intelecto passa a ser um caminho de elevação e purificação, fazendo do problema de especulação lógica e metafísica um problema religioso (ABBAGNANO, 1984, p. 171).

Abubekr foi outro filósofo árabe que tratou do problema de encontrar o caminho pelo qual o homem possa unir-se ao intelecto universal, no seu romance O vivente, filho do

vigilante. Aí nasce o protagonista sem pai nem mãe numa ilha do Equador. Os diversos

períodos de sua idade estão ligados aos progressos sucessivos de seu conhecimento. A partir do conhecimento sensível, o protagonista vai aos poucos se dando conta da unidade dos vários seres e a conceber as formas inteligíveis, sendo a primeira a da espécie. O verdadeiro responsável pelo conhecimento humano é o intelecto universal, última emanação do Ser supremo, sendo o intelecto humano ou potencial dominado e guiado por Aquele (ABBAGNANO, 1984, p. 172-173).

Averrois é o mais célebre dos filósofos árabes comentadores de Aristóteles, para ele a expressão máxima do pensamento humano. No tocante ao intelecto, Averrois se distingue de Al-Kindi e Abubekr. Para estes filósofos, já aqui expostos, o Intelecto agente é a última emanação divina, uma substância separada de toda matéria e da própria alma humana, fazendo parte do número das substâncias divinas. O intelecto potencial ou material (hílico) é para eles o intelecto propriamente humano, a parte racional da alma humana e que passa a ato pela ação do primeiro, tornando-se intelecto em ato. Este, aperfeiçoando-se pelo raciocínio do raciocínio discursivo, transforma-se em intelecto adquirido. A esta visão Averrois traz uma modificação substancial, ou seja, o intelecto material ou hílico não é a alma humana. Este intelecto adquirido, segundo ele, é uno em todos os homens e separado da alma humana. Porém, pode ter a participação da alma humana em sua multiplicidade e mutabilidade, podendo essa participação ter a forma de um hábito, de uma disposição, ou de uma

preparação, constituindo a perfeição da própria alma. Assim, o intelecto especulativo, por um

lado, pode ser considerado como único e, de outra parte, como múltiplo, como eterno ou como gerador corruptível. Em si é único e eterno, mas como disposição de preparação da alma é múltiplo e submetido ao nascimento e à morte (ABBAGNANO, 1984, p. 172-173).

Além da concepção do Intelecto agente separado presente em outros filósofos árabes, Averrois apresenta mais um outro intelecto separado e uno em todos os homens, que é o intelecto adquirido. Nota-se que a visão do intelecto separado em Averrois torna-se ainda mais complexa e problemática, o que em Tomás, na interpretação que faz de Aristóteles,

receberá uma solução bem mais simples, a ser tratada mais adiante. Antes disso, sobre o Intelecto agente tem a palavra a filosofia judaica em seu representante Maimônidas.

Maimônidas, na questão antropológica, em que trata do Intelecto agente, procura salvar a liberdade criadora de Deus, bem como a liberdade humana. A filosofia árabe atribuía ao Intelecto agente, separado e divino, a total iniciativa do conhecimento humano. Mesmo reproduzindo em seus pontos fundamentais a doutrina de Avicena sobre o intelecto, modifica- a, reservando ao homem e ao seu esforço de aperfeiçoamento a verdadeira iniciativa do conhecimento. A alma racional é o intelecto hílico, material e potencial, que se encontra no corpo, assim como as almas das esferas celestes estão nos corpos dessas esferas. Pelo Intelecto agente, que é único e separado de todos os corpos, esse intelecto passa ao ato e conduz a alma ao conhecimento verdadeiro que é próprio das formas inteligíveis. Aqui, porém, ele acrescenta uma novidade: para passar a ato o intelecto, o intelecto hílico tem necessidade de encontrar uma matéria preparada para receber suas expansão. A influência do Intelecto agente dependerá da disposição da alma, podendo assim passar ou não a ato. A iniciativa de conhecer é retirada por Maimônidas do Intelecto agente e restituída ao homem. De acordo com o grau de preparação de sua alma racional, recebe o homem mais ou menos a ação do Intelecto agente. A maior parte dos homens recebe do Intelecto agente somente a luz suficiente para alcançar a perfeição individual. Outros, ao contrário, recebem uma ação mais abundante que os encoraja a criar obras e comunicar a outros homens a sua iluminação. O sábio que se dedica à especulação é o que recebe emanação do Intelecto agente na alma racional. O profeta, além de recebê-la na alma racional a recebe também na capacidade imaginativa. A profecia é a mais elevada perfeição no homem (ABBAGNANO, 1984, p. 195- 196).

O autor defende assim a atividade humana no conhecimento, assim como a liberdade humana no domínio da ação, sem que se negue por parte da providência divina, que se estende a todo futuro, a determinação das ações humanas que irão ocorrer. Predeterminação divina e liberdade humana são para ele conciliáveis, sem que se explique a forma como o são. Da doutrina do intelecto, Maimônidas deriva a da imortalidade, que, no entanto, não é para todos, mas aos eleitos, se bem que não se trate de uma imortalidade singular, já que a singularidade se encontra nos corpos. Nas almas separadas a distinção entre os indivíduos desaparece, ficando apenas o puro intelecto. A imortalidade do homem é sua participação na eternidade do Intelecto agente. Ele não é imortal como homem, mas apenas como parte desse Intelecto agente, sendo que a medida de sua imortalidade está na medida da participação nesse intelecto, à medida de sua elevação espiritual (ABBAGNANO, 1984, p. 196-197).

Benzer Belgeler