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B. Nöropatik Ağrı:

8- ANALJEZİKLER

2.5. Verilerin Toplanması ve Değerlendirilmesi

No início do século XVII, houve um grande aumento na produção de açúcar no Estado do Brasil, principalmente na capitania de Pernambuco. O tráfico já era uma empresa que garantia o fornecimento de mão-de-obra aos engenhos. A utilização de escravos na produção de açúcar se tornou um aspecto estrutural. O sucesso europeu das vendas do produto era uma realidade. Este era o quadro histórico da primeira metade do século XVII.

Os holandeses, exímios comerciantes, devido a falta de refinarias portuguesas, refinavam o açúcar que chegava a Portugal e depois distribuíam à Europa. Até 1609 o comércio entre os dois países foi feito de forma ilegal, depois, devido a trégua com a Espanha, passou a ser feito legalmente, mesmo com a guerra dos Trinta Anos (BOXER, 1973, p. 56). Nesse sentido, os batavos tinham a completa noção do valor do negócio do açúcar e dos modos de se lucrar com ele. O fato é que a produção de açúcar era uma empresa que rendia bastante aos europeus, e isso implicou no interesse dos holandeses em se estabelecerem no Brasil. Como mostra Boxer, a Companhia Ocidental holandesa passou a planejar ataques ao Brasil, visando o controle das regiões produtoras de açúcar (BOXER, 1961, p. 20). Primeiro

atacou a Bahia em 1624, mas no ano seguinte foi expulsa. Depois disso, planejou o ataque a Pernambuco e acabou por dominar a região por 24 anos (MELLO, 2003). O ataque das Províncias Unidas certamente tinha uma conotação militar, já que atacando o Brasil e se estabelecendo em um ponto estratégico na América, em caso de uma necessidade de ataque às regiões espanholas, poderia facilmente arranjar as tropas neste ponto. Mas, como mostrou Boxer, os planos também se equivaliam ao poder econômico propiciado pela produção do açúcar (BOXER, 1961). Ainda esteve nos planos dos acionistas da W.I.C. a possível união dos portugueses com a Holanda, devido ao contexto de guerra.

Os ataques ao Brasil aconteceram primeiro pela importância do açúcar e segundo pela fragilidade das tropas portuguesas em relação à armada flamenga (BLACKBURN, 2003, p. 233). Na perspectiva holandesa, os espanhóis não dispensariam tropas demasiadas em função da defesa do Brasil (como realmente não o fizeram) e com o abarcamento do Brasil haveria um lucro muito grande com os rendimentos do comércio de açúcar. Se os espanhóis dispusessem recursos para ajudar o Brasil, enfraquecer-se-iam em outros pontos do seu império. Planejava-se que o ataque a Pernambuco lhes renderiam anualmente cerca de 8 milhões de florins, juntamente dos saques que realizariam na operação e aos navios de prata espanhóis, pagariam a operação toda (BOXER, 1961, p. 20), o que não ocorreu.

Em 1630, diferentemente de 1624 no contexto do ataque à Bahia, o Império Espanhol foi atacado em várias frentes, por isso, uma ajuda ao Brasil seria difícil de acontecer nesse momento:

Não era o Brasil a única dor-de-cabeça para Olívares e seus conselheiros. O avanço do exército sueco na Alemanha, a perda, em consequência de um furacão, dos mais ricos de todos os carregamentos de prata saídos do México (novembro de 1631), o desbarato e a morte de Constantino de Sá em Ceilão, e ainda três anos consecutivos de seca e fome em Portugal (1630-2). (...) não era somente de Pernambuco que chegavam urgentes pedidos de socorro, mas também das Antilhas, da Índia, de Flandres, da Itália e da Alemanha (BOXER, 1961, p. 76 - 77).

Em meio a esses acontecimentos, a Espanha não pode defender o Brasil porque não dispunha de meios para isso, o que muito descontentou grande parte da aristocracia portuguesa. Os portugueses tentaram recuperar a produção em Pernambuco, mas a região produtora ficou nas mãos dos holandeses até 1654.

Os holandeses praticaram as mesmas formas de produção que os lusitanos, por isso uma grande falta de mão-de-obra se fez sentir logo nos primeiros anos da ocupação, pois, os escravos africanos tinham se tornado a base da produção açucareira (PUNTONI, 1999, p.

121; BOXER, 1961, p. 117). Como exposto no capítulo 4 deste trabalho, nesse período Angola era a principal região fornecedora de escravos à América, sendo Luanda o principal porto exportador. Portanto, para se produzir no Brasil era necessário ter escravos o suficiente. A falta ocorria porque os portugueses dominavam a região produtora de mão-de-obra no continente africano.

Ao dominar a região, os batavos sentiram certo desengano com os lucros que haviam planejado. Frente ao fracasso das arrecadações enviou-se Francisco de Nassau com o objetivo de acertar as condições e dinamizar os lucros da Companhia. Nassau, ao assumir o governo de Pernambuco, clamou por mão-de-obra aos acionistas holandeses, como não vinham homens para se trabalhar, decidiu-se por utilizar negros africanos. Na mesma linha de raciocínio que os fizeram atacar o Brasil, realizaram um ataque a Angola com a principal finalidade de dominar também a fonte fornecedora de escravos, segundo Boxer, começaram a arquitetar o ataque já em 1634, depois de dominarem a Paraíba e Pernambuco (BOXER, 1961, p. 312).

Mesmo antes do ataque a Angola, Nassau aumentou em mais de 100% a produção de açúcar, que passou de 60.000 arrobas em 1638 para 130.052 em 1639. Mesmo assim, a falta de mão-de-obra era uma deficiência que emperrava a produção e impedia o crescimento dos lucros, por isso, atacaram Luanda em 1641 (BLACKBURN, 2003, p. 239 - 241).

Em resumo, tanto para os holandeses quanto para os portugueses, a mão-de-obra escrava e africana era uma necessidade sine qua non para a produção açucareira se tornava inoperável. O tráfico negreiro se transformava em um dos mais importantes aspectos da estrutura que alavancava a produção e a colonização da América, tornada o sustentáculo de parte substancial da economia portuguesa.

Benzer Belgeler