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4. UYGULAMALAR

4.1 Verilerin Toplanması ve Ön İşleme

3.9.1. Profile Of Mood States (POMS)

Para análise do questionário foram utilizados os critérios determinados pelos autores (73). A análise consistiu em somar os resultados encontrados em cada estado afetivo: tensão-ansiedade (tenso, trêmulo, irritado, aterrorizado, a ponto de explodir, irrequieto, nervoso, ansioso e subtrair o valor encontrado em relaxado), depressão-desânimo (infeliz, arrependido, triste, deprimido, sem esperança, indigno,

sem forças, sentindo-se só, sentindo-se miserável, melancólico, desesperado, desamparado, inútil, apavorado e culpado), raiva-hostilidade (zangado, preocupado, resmungão, rancoroso, aborrecido, ressentido, amargurado, pronto para brigar, rebelde, enganado, furioso e mal-humorado), vigor-atividade (animado, ativo, enérgico, alegre, alerta, cheio de energia, despreocupado e vigoroso), fadiga-inércia (cansado, apático, fatigado, exausto, lerdo, desanimado e esgotado) e confusão mental-perplexidade (confuso, incapaz de se concentrar, atrapalhado, atordoado, esquecido, incerto sobre as coisas e subtrair o valor encontrado em eficiente). Além disso, foi calculado o TMD (Total Mood Disturbance) que representa uma visão geral sobre o humor do indivíduo naquele período de tempo.

Para calcular o TMD foram somados os valores obtidos nos estados afetivos tensão-ansiedade, depressão-desânimo, raiva-hostilidade, fadiga-inércia e confusão mental-perplexidade e subtraído o valor encontrado no estado vigor-atividade. Essa análise foi realizada nos questionários antes e depois.

3.9.2. VEMPc

Foram analisadas as latências absolutas do primeiro pico positivo e do pico consecutivo (negativo). Como parâmetros de normalidade foi adotado o sugerido por Blakley e Wong (2015): p13 (13,9 a 19,2) e n23 (22,9 a 30,3).

Foram analisadas também o índice de assimetria que baseia-se na comparação das amplitudes pico a pico das respostas na orelha direita e esquerda, conforme a fórmula: ǀamplitude da orelha direita – amplitude da orelha esquerda/ amplitude da orelha direita + amplitude da orelha esquerda x 100 (39,40). Como parâmetros de normalidade foi adotado o sugerido por Sousa e Suzuki (2014): até 28%.

Comparando os exames realizados no período basal e após a cápsula foi calculado o Índice de mudança, segundo a fórmula: ǀamplitude antes – amplitude depoisǀ / ǀamplitude antes + amplitude depoisǀ x 100 (61). Não existem parâmetros de normalidade para este índice, sendo utilizado o sugerido por Sousa e Suzuki, 2014: 28%.

3.9.3. VEMPo

Foram analisadas as latências absolutas do primeiro pico negativo (nI) e do pico consecutivo (positivo), pI. Como parâmetros de normalidade foi adotado: nI - 10,2 a 11,8 - e pI - 14,7 a 17,3 (74).

3.9.4. Vectoeletronistagmografia

3.9.4.1. Calibração

Na calibração o traçado foi classificado como regular (do tipo retangular repetitivo) ou irregular (indicativo de comprometimento central). Os participantes que tivessem traçado irregular seriam excluídos (51,53).

3.9.4.2. Pesquisa do Nistagmo Espontâneo e Semi-espontâneo

Observamos se no registro com os olhos abertos ou fechados houve presença de nistagmo, bem como no registro dos nistagmos semi-espontâneos (12,53).

Participantes com sinais de alteração central seriam excluídos, ou seja, aqueles que apresentassem nistagmo espontâneo de olhos abertos ou nistagmos que alternam de posição (51).

A presença de nistagmo espontâneo de olhos fechados medindo até 6º/s podem ser encontradas em indivíduos sem alterações vestibulares (12,51,53). Caso aparecesse nistagmo horizontal com mais de 6º/s seria considerado como sugestivo de alteração periférica do lado oposto à direção do nistagmo (51,72).

Em indivíduos normais não deve ser observado nistagmo na Pesquisa de Nistagmo Semi-espontâneo (12,53). Caso aparecessem em uma única direção do olhar e fosse horizontal, ele seria considerado nistagmo espontâneo que não apareceu na prova anterior devido à fixação visual. Se ele fosse horizontal e aparecesse em todas as direções do olhar batendo sempre para o mesmo lado, seria considerado como resultante de uma alteração periférica aguda do lado oposto ao do nistagmo (72).

3.9.4.3. Rastreio Pendular

O traçado resultante foi classificado de acordo com a classificação de Benitz (1970): Tipo I, o traçado é uniforme; Tipo II, traçado com reentrância unilateral; Tipo III, traçado com mais de duas reentrâncias e Tipo IV, traçado anárquico (53,72).

Indivíduos com traçado tipo IV seriam excluídos por ser indicativo de alteração central. Os tipos II e III seriam incluídos, caso esta fosse a única alteração registrada, por poderem estar presentes em indivíduos normais e com comprometimento periférico respectivamente (12,53).

3.9.4.4. Pesquisa do Nistagmo Optocinético

Foi determinada a simetria dos registros realizados em sentido horário e anti- horário utilizando a Fórmula de Jonkees. Foram consideradas respostas simétricas aquelas que tiveram PDN de até 17%, acima desse valor as respostas eram consideradas assimétricas (12).

Nistagmo optocinético assimétrico na ausência de nistagmo espontâneo de olhos abertos levaria a exclusão do paciente pois é indicativo de alteração central (72). Já uma assimetria nesta prova, na presença de nistagmo espontâneo de olhos abertos, seria interpretada como alteração periférica.

3.9.4.5. Prova Calórica

Na Prova Calórica, o nistagmo resultante geralmente é horizontal ou horizonto-rotatório (51). Ele deve ter a mesma direção do lado estimulado quando o estímulo for a 50ºC e direção contrária quando o estímulo for a 24ºC (12). A presença de nistagmo invertido é um sinal patognomônico de alteração central e a presença de nistagmo latente não tem valor clínico.

Para análise é possível medir a componente rápida ou a lenta do nistagmo. No entanto, escolhe-se medir a componente lenta por ela ser proporcional ao estímulo utilizado (72). Para análise medimos a VACL de nistagmos selecionados no primeiro canal e fizemos no computador a medida manual do nistagmo traçando uma reta paralela à sua componente lenta e acatando o valor determinado pelo programa. Quando a velocidade angular da componente lenta dos nistagmos tinha valor maior do que 50º/s, foi considerado um dado sugestivo de hiperreflexia naquela

orelha. Quando este valor foi menor do que 3º/s se configurou uma hiporreflexia na orelha testada. Se estivesse entre 3º/s e 50º/s o participante era considerado normorreflexo (12).

Foram analisados também outros resultados quantitativos segundo a proposta de Yongkees (1962). Observamos se houve predominância direcional (quando os maiores valores de VACL pertencem a nistagmos que possuem a mesma direção) ou predominância labiríntica (quando as maiores VACLs ocorrem na mesma orelha). A partir daí calculamos o valor da PDN ou da PL, segundo a fórmula de Jonkees:

À presença de uma PDN>30% temos uma hiperreflexia que é sugestiva de disfunção vestibular, já quando encontramos PL>25% temos uma hiporreflexia do lado oposto, sugerindo uma alteração periférica deficitária (12). Hiporreflexia ou hiperreflexia indicam o lado lesado, no entanto, a preponderância direcional não permite a lateralização da lesão vestibular (51).

A ausência de EIFO seria caracterizada como a não redução de pelo menos 50% da VACL após a abertura dos olhos e fixação do olhar, sendo indicativo de afecção do sistema nervoso central (58).