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5. GEREÇ VE YÖNTEM

5.4. Verilerin Toplanması

As Conferências Regionais de Ministros de Educação e do Planejamento Econômico, assim como as Reuniões do Comitê Intergovernamental do Projeto Principal de Educação para América Latina e Caribe, promovidas pela Unesco, nas décadas de 1980 e 1990, constituem-se em momentos nos quais são consolidados os eixos para a construção de políticas públicas no campo da educação e que repercutem nos dias atuais. No debate coordenado pela Unesco, envolvendo diferentes países, duas etapas podem ser apontadas: a primeira tem início com a aprovação do Projeto Principal de Educação para América Latina e Caribe, em 1981; a segunda inicia-se com a IV Reunião do Comitê Intergovernamental do Projeto Principal de Educação em abril de 1991 (CABRAL NETO; RODRIGUEZ, 2006).

Em dezembro de 1979, no México, durante a Conferência Regional de Ministros de Educação e de Ministros do Planejamento Econômico dos Países Latino-Americanos, foi proposto o Projeto Principal de Educação. Na Conferência que aprovou o Projeto Principal (1981), os participantes identificaram a persistência dos baixos indicadores de escolaridade em alguns países: grandes contingentes de analfabetos adultos; altas taxas de evasão nos anos iniciais da escolaridade; defasagem na relação entre educação e trabalho e pouca articulação da educação com o desenvolvimento econômico, social e cultural. Foram ainda destacadas a deficiente organização e administração dos sistemas educacionais, caracterizados por uma forte centralização (UNESCO, 1998). O Projeto Principal de Educação apresentou um planejamento para a educação na América Latina e Caribe a ser desenvolvido em 20 anos (1980 – 2000). Dentre outros objetivos, visava:

[...] garantir e oferecer, até o final de 1999, uma educação mínima de 8 a 10 anos para todas as crianças em idade escolar; eliminar o analfabetismo até o fim do século, desenvolver e ampliar os serviços educacionais para adultos; melhorar a qualidade e a eficiência dos sistemas através das reformas necessárias. (UNESCO, 1998, p. 23).

Como podemos perceber, o projeto prioriza as estratégias para a universalização da educação básica, enfrentamento do analfabetismo e a melhoria da qualidade do ensino, sendo que a formação de professores foi considerada como ponto central na sequência das prioridades de universalização da educação. O projeto foi coordenado pela Oficina Regional da UNESCO (OREALC) em Santiago, Chile, e avaliado em Reunião de Ministros da Educação da região, conhecida como Reunião do Comitê Regional Intergovernamental do Projeto Principal de Educação na América Latina e Caribe (PROMEDLAC). Salientamos que a política de formação de professores nela delineada teve como suporte a Declaração de Quito (Equador) – 1991 (PROMEDLAC IV), na qual os participantes destacavam a importância de os países investirem na formação de recursos humanos e superar a crise econômica, incorporando-se ao mundo moderno. Naquele momento, a educação foi considerada componente central para o desenvolvimento econômico, e assim os países teriam que investir na formação de recursos humanos, pois, sem educação de qualidade, não haverá crescimento, equidade, nem democracia (UNESCO, 1991).

Na PROMEDLAC V realizada em Santiago do Chile, em 1993, as discussões tiveram como marco os princípios da Conferência Mundial de Educação (1990) e as conclusões da proposta Cepal/OREALC elaborada, em 1992, denominada: Educação e Conhecimento: eixo da transformação produtiva com equidade. O documento final do evento fundamentava-se no reconhecimento da vinculação entre recursos humanos e desenvolvimento e tinha como objetivo definir linhas de ação para políticas e instituições. Diante das condições socioeconômicas configuradas na década de 1990, tornava-se premente estabelecer relações sistemáticas entre educação e desenvolvimento.

Para a Cepal, esses objetivos só seriam viabilizados mediante a reforma dos sistemas educacionais, incluindo-se como prioridade a formação de professores, na perspectiva da profissionalização docente. Ressaltamos que essas reuniões (PROMEDLAC IV e PROMEDLAC V) dedicaram atenção especial à docência, especialmente à formação e à profissionalização, destancando-se a necessidade de integração entre formação inicial e em serviço. Garantiam-se, dessa forma, espaços

de trocas e de análise sobre a prática, bem como a melhoria das condições de trabalho dos professores.

Na Declaração de Kingston, 1996 na Jamaica (PROMEDLAC VI), encontramos a ênfase na qualidade da educação básica, associada ao trabalho docente, articulando a formação inicial à formação continuada. Segundo Cabral Neto e Rodriguez (2006, p.4), a orientação VII do documento produzido na VII Reunião de Ministros da Educação da América Latina e o Caribe (MINEDLAC VII), expressa no Boletim PPE, nº. 40, 1996, ao abordar aspectos da valorização dos docentes associada ao desempenho, explicita as seguintes recomendações:

Profissionalizar os docentes e ampliar sua visão de mundo; incentivar a construção de uma imagem social positiva da carreira docente; elaborar propostas de formação a longo prazo para os docentes em serviço e desenvolver melhores práticas de formação de professores.

Além do que vimos ressaltando, segundo os autores, a docência está presente também na Declaração e na Recomendação, produzidas na Sétima Reunião do Comitê Regional Intergovernamental do Projeto Principal de Educação para a América Latina e o Caribe (PROMEDLAC VII) – Cochambamba (Bolívia), março de 2001. Nessa reunião, após análise dos resultados da avaliação dos 20 anos do Projeto de Educação para a América Latina e Caribe, foram elaboradas outras recomendações, contemplando também a temática docente, visando fortalecer e ressignificar o seu papel na educação. Diante disso, podemos inferir que havia uma sintonia entre as diferentes declarações, pois todas contemplavam projetos de formação em serviço e continuada, vinculando, assim, a educação à lógica de mercado e à valorização dos profissionais da educação.

Conforme essa lógica, o Projeto Principal de Educação (PPE), ao término de sua vigência, foi substituído pelo Projeto Regional de Educação para a América Latina e Caribe (PRELAC), cujo objetivo principal seria “[...] estimular mudanças substanciais nas políticas públicas com a finalidade de concretizar a proposta de educação para todos e atender às demandas de desenvolvimento humano da região para o século XXI” (CABRAL NETO; RODRIGUEZ, 2006, p.6). Prosseguindo com a implementação de mudanças substantivas nas propostas políticas e nas práticas educativas, esse projeto pretendia garantir a qualidade do processo ensino- aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento humano ao longo da vida. Essa

concepção está presente também na proposta de educação da Unesco para o século XXI.

2.1.3 Políticas da Unesco para formação de professores no Brasil:

Benzer Belgeler