(RTK).
O levantamento geodésico por posicionamento relativo com o RTK consiste na obtenção das coordenadas (x, y) com precisão milimétrica. Primeiramente, a base do equipamento é estacionada e nivelada em um ponto de coordenadas não conhecidas, porém, de referência altimétrica conhecida (altitude ortométrica 5,350 m).
Como optamos estacionar o equipamento em local de coordenadas desconhecidas foi necessário respeitar o tempo mínimo de rastreio da base (30 minutos) para o comprimento da linha de base situada entre 10 a 20 km com frequência L1 e L2, conforme a Norma Técnica para Georeferenciamento de Imóveis Rurais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
Através da coletora foi possível configurar o equipamento, informar a altura da antena e obter uma coordenada provisória no módulo de navegação. Posteriormente, o rover foi configurado e iniciado o levantamento de dados para traçar a linha de costa (Figura 56). O equipamento foi posicionado e nivelado ao lado das 19 estacas, sendo uma correspondente a um marco de referência.
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Figura 55: Traçado da linha de costa por posicionamento absoluto com receptor de Sistema de Posicionamento Global (GPS) do experimento III.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais Instituto de Ciências do Mar – LABOMAR
Título:
Traçado da linha de costa por posicionamento absoluto com
receptor de Sistema de Posicionamento Global (GPS) do
experimento III.
Autora:
Tatiana Oliveira Falcão Quintela
Orientador:
Prof. Dr. Luis Parente Maia
Projeção Universal Transversa de Mercator – UTM
Fuso/Zona: 24M SIRGAS 2000
M.C. 39º W
Imagem: Quick Bird 2012
130
Figura 56: Configuração do receptor RTK e levantamento de dados geodésicos.
Fonte: Arquivo pessoal.
Os dados da estação de referência (base) foram processados a partir de duas Redes Brasileiras de Monitoramento Contínuo (RBMC), de identificações de CEEU e CEFT, em Projeção SIRGAS 2000, por método de triangulação (Figura 57). Foi possível obter as coordenadas UTM (9.577.513,875 N / 566.323,662 E), as coordenadas Geográficas (03°49’19,55682” S / 38°24’09,56535” W) e a altitude geométrica (-3,213 m) da base, com desvio padrão de 0,004 m na horizontal (H) e 0,007 m na vertical (V).
Figura 57: Método de triangulação da base mais as RBMC processadas no Programa Topcon Link.
Em seguida, os dados oriundos do rover foram processados para obter as coordenadas (UTM e Geográficas) e as altitudes geométricas, tanto das estacas quanto do
131 marco de referência, em Projeção SIRGAS 2000 (quadro 28). Os dados foram exportados para o programa ArcView GIS 10 para confeccionar a planta baixa do traçado da linha de preamar na escala 1/900 (Figura 58).
Quadro 28: Coordenadas (UTM e Geográficas) das estacas obtidas por receptor RTK para traçar a linha de costa do experimento III.
Nome Norte (N) Leste (E) Latitude (φ) Longitude (λ)
0 9577420,9100 566353,4910 3°49'22,58372"S 38°24'08,59612"W 1 9577420,0040 566356,0700 3°49'22,61319"S 38°24'08,51251"W 2 9577413,8050 566355,3330 3°49'22,81509"S 38°24'08,53624"W 3 9577415,0740 566358,2940 3°49'22,77368"S 38°24'08,44027"W 4 9577422,5570 566364,7380 3°49'22,52986"S 38°24'08,23152"W 5 9577432,1910 566367,3610 3°49'22,21605"S 38°24'08,14669"W 6 9577442,0100 566365,6170 3°49'21,89630"S 38°24'08,20347"W 7 9577452,1430 566364,2310 3°49'21,56632"S 38°24'08,24862"W 8 9577462,2720 566363,4710 3°49'21,23648"S 38°24'08,27350"W 9 9577472,1620 566362,0040 3°49'20,91442"S 38°24'08,32127"W 10 9577481,8600 566359,6050 3°49'20,59862"S 38°24'08,39927"W 11 9577491,4280 566362,5600 3°49'20,28695"S 38°24'08,30367"W 12 9577501,0870 566360,1630 3°49'19,97247"S 38°24'08,38162"W 13 9577511,0330 566359,6400 3°49'19,64854"S 38°24'08,39880"W 14 9577520,9300 566357,9580 3°49'19,32628"S 38°24'08,45355"W 15 9577530,7820 566356,3570 3°49'19,00547"S 38°24'08,50569"W 16 9577539,8890 566352,2610 3°49'18,70898"S 38°24'08,63869"W 17 9577549,2910 566348,9000 3°49'18,40283"S 38°24'08,74788"W 18 9577558,4840 566344,9720 3°49'18,10355"S 38°24'08,87545"W
5.4. Análise comparativa dos métodos e equipamentos.
O monitoramento da linha de costa é considerado um grande problema no que se refere ao estudo da evolução em pequena e grande escala, devido a sua dinâmica e instabilidade no decorrer tempo (dia, meses, anos, décadas e séculos). É constante a necessidade de se obter dados atualizados do comportamento da linha de costa. Dessa forma, teremos subsídios para um bom planejamento costeiro, principalmente, em áreas densamente ocupadas e urbanizadas.
132
Figura 58: Traçado da linha de costa por posicionamento relativo com Real Time Kinematic (RTK) do experimento III.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais Instituto de Ciências do Mar – LABOMAR
Título:
Traçado da linha de costa por posicionamento relativo com Real
Time Kinematic (RTK) do experimento III.
Autora:
Tatiana Oliveira Falcão Quintela
Orientador:
Prof. Dr. Luis Parente Maia
Projeção Universal Transversa de Mercator – UTM
Fuso/Zona: 24M SIRGAS 2000
M.C. 39º W
Imagem: Quick Bird 2012
133 Para monitorar de forma eficaz a linha de costa é necessário saber qual a extensão da área a ser estudada. E em segundo lugar, elencar qual o melhor método e qual o melhor equipamento para obtenção de dados na extensão da área a ser monitorada, procurando sempre, seguir as normas existentes. E o terceiro, é delimitar pontos ou linhas de referências para análise comparativa das informações, como por exemplo, calcular taxas de recuo ou de acreção com segurança.
Para uma melhor compreensão e entendimento dos métodos e equipamentos utilizados, optamos tracejar uma linha de referência aleatória e determinar setores sobre a imagem na escala 1/1000 (Figura 59), com o propósito de fazer uma análise comparativa dos valores obtidos na escala 1/250 (Figuras 60, 61, 62, 63 e 64).
Foi traçada em direção as outras linhas de costa uma reta perpendicular a partir da linha de referência. Dessa forma, foi possível mensurar as distâncias horizontais e realizar uma simples análise estatística (Quadro 29).
Quadro 29: Distâncias mensuradas da linha de referência até as linhas de costa (obtidas com estação total, receptor GPS e RTK) do experimento III.
Setores Altitudes (m) Análises Estatísticas
X1 X2 X3 X n d1 d2 d3 d²1 d²2 d²3 Ʃd²i m (±) M (±) V CV 1 9,61 8,04 10,1 9,23 3 0,38 -1,19 0,82 0,14 1,42 0,67 2,23 1,057 0,610 1,116433 11,44347 2 16,3 13,9 16,6 15,62 3 0,71 -1,70 1,00 0,50 2,90 0,99 4,39 1,482 0,856 2,197033 9,487343 3 12,8 12,7 12,9 12,82 3 0,02 -0,08 0,07 0,00 0,01 0,00 0,01 0,076 0,044 0,005833 0,595604 4 2,89 1,96 2,79 2,55 3 0,34 -0,59 0,24 0,12 0,34 0,06 0,52 0,511 0,295 0,260633 20,0467 5 7,94 13,3 7,95 9,72 3 -1,78 3,54 -1,77 3,16 12,56 3,12 18,83 3,069 1,772 9,416433 31,581
X1 = Distância da linha de referência até a linha de costa traçada com os dados oriundos da estação total; X2 = Distância da linha de referência até a linha de costa traçada com os dados oriundos do receptor GPS; X3 = Distância da linha de referência até a linha de costa traçada com os dados oriundos do RTK.; X = média aritmética das altitudes; n = número de amostras; di = desvio em relação à média (X); d²i = quadrado do desvio em relação à média (X); Ʃd²i = somatório do quadrado do desvio em relação à média (X); m = desvio padrão de uma observação; M = desvio padrão da média das observações; V = variância; CV = coeficiente de variação.
Considerando o desvio padrão da média das observações do quadro 5 constatamos que a maioria das distâncias mensuradas encontram-se fora do limite determinado. Entretanto, se excluímos a amostra nomeada de X2, todos os valores se encontram dentro do limite
134 No que se dizem a respeito das metodologias e dos equipamentos utilizados na coleta de dados desta pesquisa, o levantamento por posicionamento absoluto com Sistema de Posicionamento Global (GPS) fica inviável para levantamentos de média a alta precisão, dependendo da escala admitida. Podemos ratificar tal afirmativa a partir do momento que aumentamos a escala de trabalho para 1/250 em todos os setores analisados nas Figuras 59, 60, 61, 62 e 63.
Quadro 30: Distâncias mensuradas da linha de referência até as linhas de costa (obtidas com estação total e RTK) do experimento III.
Setores Altitudes (m) X1 X3 X n d1 d3 d²1 d²3 Ʃd² i m (±) M (±) V CV 1 9,61 10,1 9,83 3 -0,22 0,22 0,05 0,00 0,05 0,15928 0,09196 0,096800 1,620383 2 16,3 16,6 16,48 3 -0,15 0,15 0,02 0,00 0,02 0,10360 0,05982 0,042050 0,628848 3 12,8 12,9 12,87 3 -0,03 0,03 0,00 0,00 0,00 0,01768 0,01021 0,001250 0,137452 4 2,89 2,79 2,84 3 0,05 -0,05 0,00 0,00 0,00 0,03540 0,02044 0,005000 1,246461 5 7,94 7,95 7,95 3 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00354 0,00204 0,000050 0,044501
X1 = Distância da linha de referência até a linha de costa traçada com os dados oriundos da estação total; X2 = Distância da linha de referência até a linha de costa traçada com os dados oriundos do receptor GPS; X = média aritmética das altitudes; n = número de amostras; di = desvio em relação à média (X); d²i = quadrado do desvio em relação à média (X); Ʃd²i = somatório do quadrado do desvio em relação à média (X); m = desvio padrão de uma observação; M = desvio padrão da média das observações; V = variância; CV = coeficiente de variação.
O levantamento por método de caminhamento por poligonal fechada com estação total apresentou resultados bastante favoráveis e precisos (Figuras 58, 59, 60, 61, 62 e 63). A diferença horizontal do marco de referência com o levantamento do Real Time Kinematic (RTK) foi de apenas 0,005 m. Dessa forma, ambos podem ser aplicados com segurança no monitoramento de linha de costa em grande escala. Mas, é lógico, que algumas medidas devem ser tomadas durante a coleta e o processamento de dados.
Foram elencandas no Quadro 31 às vantagens, desvantagens e os tipos de cuidados nas aplicações dos métodos e dos equipamentos. No que se relaciona a precisão do levantamento, foi classificado em: baixa precisão, média precisão e alta precisão. E que se refere ao custo do equipamento, foi classificado em: custo baixo, custo médio e custo alto. O tempo de execução do levantamento foi classificado em: demorado, moderado e rápido.
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Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais Instituto de Ciências do Mar – LABOMAR
Título:
Mapa de delimtação dos setores sobre as linhas de costa obtidas por
métodos e equipamentos distintos do experimento III.
Autora:
Tatiana Oliveira Falcão Quintela
Orientador:
Prof. Dr. Luis Parente Maia
Projeção Universal Transversa de Mercator – UTM
Fuso/Zona: 24M SIRGAS 2000
M.C. 39º W
Imagem: Quick Bird 2012
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Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais Instituto de Ciências do Mar – LABOMAR
Título:
Mapa de delimitação do setor 01 sobre as linhas de costas obtidas
por métodos e equipamentos distintos do experimento III.
Autora:
Tatiana Oliveira Falcão Quintela
Orientador:
Prof. Dr. Luis Parente Maia
Projeção Universal Transversa de Mercator – UTM
Fuso/Zona: 24M SIRGAS 2000
M.C. 39º W
Imagem: Quick Bird 2012
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Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais Instituto de Ciências do Mar – LABOMAR
Título:
Mapa de delimitação do setor 02 sobre as linhas de costas obtidas
por métodos e equipamentos distintos do experimento III.
Autora:
Tatiana Oliveira Falcão Quintela
Orientador:
Prof. Dr. Luis Parente Maia
Projeção Universal Transversa de Mercator – UTM
Fuso/Zona: 24M SIRGAS 2000
M.C. 39º W
Imagem: Quick Bird 2012
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Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais Instituto de Ciências do Mar – LABOMAR
Título:
Mapa de delimitação do setor 03 sobre as linhas de costas obtidas
por métodos e equipamentos distintos do experimento III.
Autora:
Tatiana Oliveira Falcão Quintela
Orientador:
Prof. Dr. Luis Parente Maia
Projeção Universal Transversa de Mercator – UTM
Fuso/Zona: 24M SIRGAS 2000
M.C. 39º W
Imagem: Quick Bird 2012
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Figura 63: Mapa de delimitação do setor 04 sobre as linhas de costas obtidas por métodos e equipamentos distintos do experimento III.
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Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais Instituto de Ciências do Mar – LABOMAR
Título:
Mapa de delimitação do setor 04 sobre as linhas de costas obtidas
por métodos e equipamentos distintos do experimento III.
Autora:
Tatiana Oliveira Falcão Quintela
Orientador:
Prof. Dr. Luis Parente Maia
Projeção Universal Transversa de Mercator – UTM
Fuso/Zona: 24M SIRGAS 2000
M.C. 39º W
Imagem: Quick Bird 2012
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Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais Instituto de Ciências do Mar – LABOMAR
Título:
Mapa de delimitação do setor 05 sobre as linhas de costas obtidas
por métodos e equipamentos distintos do experimento III.
Autora:
Tatiana Oliveira Falcão Quintela
Orientador:
Prof. Dr. Luis Parente Maia
Projeção Universal Transversa de Mercator – UTM
Fuso/Zona: 24M SIRGAS 2000
M.C. 39º W
Imagem: Quick Bird 2012
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preamar.
Métodos Acessórios Topográficos Equipamentos/ Vantagens Desvantagens Cuidados
C am in ham en to p or Po lig on al Fech ad
a Estação Total; Tripé de alumínio; Prisma.
Média a alta precisão; Baixo custo;
Dados são armazenados; Determinação do erro; Levantamento de dados
moderado a rápido;
Susceptível a cometer erros de medições;
Considera a superfície da terra como plano topográfico; Visualização dos dados após
processamento.
Aferir o equipamento; Nivelar o equipamento;
Bastão do prisma deve permanecer na vertical durante as medições (usar nível de cantoneira);
Constante do prisma;
Dar referência ao equipamento (visada ré); Fechar a poligonal (visada vante).
Po sicio nam en to R elativ o Receptor RTK (base e rover); Tripé de alumínio; Bastão do rover com nível
de cantoneira.
Alta precisão; Alto custo;
Dados são armazenados; Levantamento de moderado a rápido; Determinação do erro; É possível aplicar triangulação a partir da RBMC.
Susceptível a cometer erros de medições.
Considera a superfície da terra como elipsoide; Visualização dos dados após
processamento.
Aferir equipamento;
Configurar o equipamento (altura do instrumento, altura da antena, tipo de projeção e o tipo de coordenada); Equipamentos (base rover) devem estar
nivelados;
Verificar a comunicação base e rover; Tempo de rastreio da base deve ser baseada
com o comprimento da linha de base.
Po sicio nam en to Ab so lu to
Receptor de GPS. Baixa precisão; Médio custo;
Levantamento de moderado a rápido;
Não foi possível determinar o erro.
Susceptível a cometer erros de medições;
Considera a superfície da terra como elipsoide.
Aferir o equipamento; Configurar o equipamento; Precisão do equipamento.
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6. MORFOLOGIA DE FEIÇÕES COSTEIRAS: COMPARAÇÃO DO MODELO