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4. BULGULAR

4.3. MDA Verileri

A estratégia para Preparação Automática e Seqüencial dos disjuntores das estações, proposta neste trabalho se traduz por meio de regras.

A seqüência e o automatismo na preparação das estações devem obedecer a critérios que garantam a segurança dessa ação. Tais critérios relacionados a seguir são gerais e podem ser utilizados em qualquer ilha elétrica, bastando que sejam adequadas às particularidades de cada sistema elétrico. São eles:

i. Criação de um sistema gerenciador que identifique as estações que estão em perturbação total e enxergue a qual ilha ou área de restabelecimento elas pertencem.

ii. A preparação das estações, assim como o restabelecimento, deve ser por ilha ou área.

iii. A preparação de cada ilha deve ser independente, podendo acontecer, em alguns casos onde houver duas ilhas totalmente desligadas, preparações simultâneas.

iv. Cada ilha deve seguir uma seqüência de preparação que será inversa à seqüência de restabelecimento, ou seja, a última estação a ser restabelecida será a primeira a ser preparada e a primeira a ser restabelecida será a última a ser preparada. Desta forma, a preparação obedecerá a uma regra geral que será da carga para a fonte evitando, assim, que algum circuito seja energizado indevidamente na preparação. Há uma exceção para esta regra: a usina de auto-restabelecimento, responsável por iniciar o processo de recomposição do sistema, deve ser a primeira estação a ser preparada. Isto porque uma das etapas mais lentas do restabelecimento é a sincronização de unidades geradoras e, portanto, este deve ser iniciado com a maior brevidade possível.

v. Quando uma ilha não estiver totalmente em blecaute (alguma estação da ilha permanecer conectada ao restante do sistema), a preparação das estações em perturbação total também poderá ser efetuada:

• A partir da estação que, no processo de restabelecimento, é a última a ser energizada, antes da(s) estação(ões) já restabelecida(s) – da carga para a fonte;

• Se a preparação da última estação a ser energizada no processo de restabelecimento não interligar esta com a(s) estação(ões) já energizadas.

Exemplificando este critério, a figura 5.6 ilustra a ilha elétrica parcialmente desligada (estações A, B e C) e a estação D conectada ao restante do sistema. Na estação C o disjuntor referente à LT para a SE D é preparado aberto, o que possibilita utilizar a preparação automática e seqüencial para as estações desligadas na seguinte seqüência A – C – B.

Figura 5.6 – Exemplo de Preparação com Parte da Ilha Energizada.

Vale ressaltar que uma perturbação deste tipo configura-se como um desligamento múltiplo e, portanto, mesmo que o restabelecimento mais óbvio seja indicado pelo aplicativo, a execução das ações deverá ser precedida da concordância do centro do ONS.

vi. Uma estação não muito importante para o restabelecimento de uma ilha (embora seja importante em outro momento do restabelecimento), que tenha opção de ser preparada em mais de um lugar na ordem estabelecida pelos critérios aqui descritos, deve ocupar a última alternativa possível dentre esses critérios. O objetivo desta regra é evitar que uma falha nessa estação, interrompa ou atrase o processo de preparação das outras estações, precocemente. Como exemplo, tem-se a preparação da UHE Nova Ponte na ilha Emborcação, conforme mostrado adiante.

vii. Os disjuntores de interligação com outras subestações fora de determinada ilha são normalmente preparados abertos (esta é uma premissa que garante o isolamento das ilhas). Porém há exceções (como o caso dos disjuntores da LT 500kV Bom Despacho 3 / São Gonçalo do Pará, no terminal da SE Bom Despacho 3) que são preparados fechados. Para estes casos é necessário observar a preparação da estação adjacente (no exemplo, a SE São Gonçalo do Pará) para preparar e restabelecer a ilha em blecaute, conforme exemplificado pela figura 5.7.

Pela configuração da SE Bom Despacho 3, em perturbação total, o “envio

de tensão”23 para a SE Neves 1 tem como conseqüência o envio de tensão também para a SE São Gonçalo do Pará, que não pertence à ilha Emborcação.

Figura 5.7 – Ilha Emborcação.

Na maioria das vezes, as estações adjacentes às ilhas que estejam energizadas não requerem maiores preocupações, porém há particularidades que devem ser observadas e tratadas.

viii. Como regra geral, a preparação da estação seguinte somente se iniciará após a completa preparação da anterior. Há casos particulares em que não há necessidade da estação inteira estar preparada; para essas situações, estar um ou outro disjuntor aberto garante a segurança do restante do processo. Os disjuntores não preparados serão importantes em outro momento do restabelecimento, quando então devem ter seu estado adequado à preparação. Como exemplo, pode-se citar novamente a preparação da SE São Gonçalo do Pará frente à preparação da SE Bom Despacho 3, onde para a ilha Emborcação basta que os disjuntores da LT para a SE Bom Despacho 3 estejam abertos. Os outros disjuntores de 500kV e os de 138kV não são relevantes para a recomposição da Ilha Emborcação.

ix. As estações que são restabelecidas na Fase Coordenada devem ser preparadas obedecendo ao mesmo critério da fonte para a carga. Porém, o momento da sua preparação poderá ocorrer depois da preparação das estações das ilhas atingidas pela contingência e antes do

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fim do restabelecimento dessas ilhas. Desta forma, agiliza-se a recomposição das ilhas em um primeiro momento e, tão logo se possa iniciar o restabelecimento na Fase Coordenada, as estações dessa fase estarão preparadas.

x. A escolha de como será executada a preparação deve ser precedida de uma verificação das proteções atuadas, ou indisponibilidades já existentes antes do blecaute, para definir qual a estratégia mais segura, ágil e confiável para a preparação e restabelecimento do sistema.

xi. Em cada estação, os disjuntores que são preparados abertos devem receber comando para tal estado, antes dos disjuntores que são preparados fechados. Esta regra evita energizações indevidas de linhas e equipamentos.

xii. Caso a seqüência de preparação automática falhe em alguma estação de uma ilha ou na Fase Coordenada, o processo será interrompido devendo o operador retomar a preparação de forma manual obedecendo aos preceitos das instruções operativas vigentes.

O objetivo principal dessas regras é proporcionar que a agilidade proposta garanta também a segurança de pessoas, meio ambiente, equipamentos e sistema elétrico, bem como seja efetiva e confiável de forma a evitar fechamentos de anéis e paralelos indevidos, energização de equipamentos indisponíveis, defeituosos ou de forma inadequada; além de preparar a carga de acordo com a geração disponível, conforme definido em estudos prévios.

Benzer Belgeler