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3. MATERYAL VE YÖNTEM

3.2. Sistem Geliştirme ve Uygulama

3.2.1. Verici hattı

Qual é o papel das representações nesta pesquisa? Terá o papel de reflexão sobre as crenças que alunos e professores possuem no contexto da escola pública, no sentido de que no decorrer da discussão, possamos refletir para entendê-las.

Então, o que é representação? O conceito de representação é dividido em duas abordagens, segundo estudos realizados pela Horikawa (2000). São elas: a abordagem universalista e a abordagem pós-estruturalista. A primeira abordagem, a universalista, é

constituída pela idéia de que a representação é uma distorção ou uma reprodução fiel da realidade externa. E a segunda, pós-estruturalista, encontra-se baseada no discurso, e afirma que o mundo representado diferencia-se de indivíduo para indivíduo, sendo que as crenças e o meio histórico influenciam o modo pelo qual cada um representa a realidade. Logo, considera que é no discurso, quando falamos é que construímos o mundo em que vivemos. O que acontece afinal? Os indivíduos se apropriam do ambiente através das representações que, quando internalizadas através de ações comunicativas, servem de mediação nas atividades executadas pelos homens, de acordo com Bronckart (1997).

Uma outra concepção de representação é a de Moscovici (1984), o qual compreende a representação como um sistema de valores, de noções e de práticas relativas a objetos sociais. Esta noção permite a estabilização do quadro de vida dos indivíduos, constituindo um instrumento de orientação da percepção e de elaboração das respostas, contribuindo para a comunicação dos membros de um grupo ou de uma comunidade. Por conseguinte, as representações são fatores constitutivos da realidade social, do mesmo modo que as partículas e os campos invisíveis são fatores constitutivos da realidade física. Representações são, portanto, as concepções ou conhecimentos que o sujeito possui de objetos ou eventos (materiais ou abstratos). Estes conhecimentos ou concepções remetem os indivíduos a certos comportamentos e ações. Nas palavras de Magalhães (2000:3), a representação é entendida como uma “cadeia de significações e teorias sobre o mundo físico, sobre normas, valores e

símbolos do mundo social, e/ ou significações e expectativas do agente sobre si mesmo e sobre como agir naquele contexto particular”.

As representações podem interferir na aprendizagem? Sim, podem interferir, pois criam uma convenção dos objetos, pessoas e eventos que encontramos. Estas convenções obrigam estes elementos a assumir certa forma, a entrar em certa categoria, na verdade os levam a uma intensa semelhança com as pessoas que os cercam. Portanto, a mente é formada por nossas representações, língua e cultura. Pensamos através da linguagem e organizamos nossos pensamentos de acordo com um sistema que é condicionado, tanto por nossas representações, quanto por nossa cultura.

As representações podem ser também prescritivas, impondo-se de maneira irresistível. A nossa postura e o nosso modo de pensar depende das representações, pois as mesmas são entidades sociais que circulam através das várias esferas das atividades

humanas. Na realidade, essas representações são impostas sobre nós, transmitidas, e são o produto de toda uma seqüência de elaborações e de mudanças que ocorrem ao longo do tempo, passando de geração em geração. Desta forma, percebemos então que todas as interações humanas pressupõem tais representações sociais, sendo estas capazes de influenciar o comportamento do indivíduo, agindo como objetos materiais, pois é o produto de nossas ações e comunicações.

Moscovici (1984), ainda sugere que as representações sociais podem ser compreendidas como uma maneira especifica de entender, e comunicar o que nós já sabemos, reproduzindo o mundo de maneira significativa. Para ele, representação é igual à imagem/significado, ou seja, toda imagem é equiparada a uma idéia e vice-versa. Assim, as representações recuperam a consciência coletiva e fornecem a ela uma forma, explicando os objetos e eventos para que eles possam se tornar acessíveis a todos, e coincidir com nossos interesses imediatos. O que não se considera interessante e importante, simplesmente é tratado de maneira negativa e considerado como algo irreal.

Então, qual a necessidade de criar tais representações? Épara que o indivíduo ou o grupo possam criar imagens ao mesmo tempo, ou formar sentenças para expressar / esconder as suas intenções. Portanto, transformá-las em imagens ou sentenças, como distorções subjetivas de uma realidade objetiva. Por um lado, podem ser construídas com fins ideológicos por conceitos de mundo, e por outro lado, para filtrarmos informações derivadas do meio, assim, podemos controlar o comportamento e as atitudes dos indivíduos, tornando familiar o que não era anteriormente. Desta maneira, Moscovici acredita, que a função principal da existência das representações é tornar algo não familiar em familiar. Desta forma, Moscovici (1984:25), afirma: “o que não é

familiar atrai e intriga os indivíduos e a comunidade, enquanto que ao mesmo tempo, causa alarde, os obriga a tornar explícitas as suposições implícitas que são a base do consenso”.

Portanto, as nossas representações são, assim, o resultado de um constante esforço para tornar comum e real algo com o que não estamos familiarizados, na realidade, são elaboradas coletivamente nas interações sociais, em um determinado tempo e cultura. Desse modo, quando o indivíduo quer representar socialmente algo, é necessário que ele o transforme e o leve a sofrer este processo de metamorfose.

A representação é social? Sim, a representação é social, pelo fato de contribuir para os processos formadores de orientação das comunidades e dos comportamentos. As

representações são ao mesmo tempo um produto, e um processo de cristalização desse social, tendo, entre outras, as funções de elaboração de comportamento, e de comunicação entre os indivíduos. A representação não é algo parado no tempo e espaço, novos elementos vão aparecendo e transformando os conceitos ou concepções já existentes no sujeito.

Nesta pesquisa a teoria das representações sociais proporcionará um instrumental teórico de grande relevância, visto que, o pensamento e as condutas dos meus alunos serão analisados, permitindo assim, a compreensão dos sistemas simbólicos que afetam os grupos de alunos e instituições, afetando também as interações cotidianas.

Em se tratando de representações, quais são as representações da professora- pesquisadora? Desde o início do meu trabalho no magistério trago comigo, que em salas superlotadas o ensino-aprendizagem da língua inglesa torna-se ineficiente. Será realmente que o ensino-aprendizagem é prejudicadodevido às salas serem superlotadas? Ou, será que é necessário traçar novas estratégias para que o ensino-aprendizagem torne-se algo significativo e eficiente? Perguntas como estas, surgem em meu pensamento a todo o momento, levando-me a refletir sobre esta representação, no sentido se a mesma tem ou não, afetado as minhas práticas em sala de aula. De fato, percebo ser de grande valor a discussão das representações no contexto da escola pública.

A seguir, discuto os Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Estrangeira, como sendo um parâmetro para que o educador primeiramente reflita, e após os utilize, da melhor maneira possível no seu contexto escolar.

Benzer Belgeler