4. GEÇİCİ İŞÇİLİK OPSİYONUNUN BECERİ ÇEŞİTLENDİRMESİ VE
4.4 Beceri Çeşitlendirilmesi veya Geliştirilmesinde Geçici İşçilik Opsiyonu
4.4.3 Veri toplama
São várias as situações que propiciam o surgimento da esperança. Por exemplo:
• As Agressões sofridas que provocam aflição e angústia;
• O sentimento de incapacidade para superar as agressões e calamidades; • A fé em Deus, pois é Ele que ouve o clamor dos que sofrem;
• A “Esperança da terra ameaçada que é salva pela fé Messiânica”.
“Aconteceu no tempo em que os Juízes governavam” (1, 1); Rute apresenta sua história na continuação imediata ao livro de Juízes, como um apêndice, e assim suscita nos leitores a esperança e expectativa de que apareça um novo juiz. “Um Justo Juiz” que libertaria o povo do cativeiro e da opressão em que viviam. Um Juiz igual a Moisés, Jefté, a Gideão, a Débora, a Samuel, entre outros, que no passado realizaram esses feitos (Jz 2, 16), e que conhecesse a necessidade dessa gente campesina.
Rute, a história novelesca, faz parte desse contexto de muita produção literária. Historiograficamente, ela foi composta no Séc. VI a.C., tempo em que os redatores deuteonomistas escreviam ”a todo o vapor” reafirmando valores deuteronomisticos, abandonados pelos deportados e sacerdotes, que incluíam a proteção à viúva, ao estrangeiro e ao órfão, além de reafirmar Yahweh como único
Deus, valores do que contestavam o tributarismo, por tantas vezes impostos pelas várias monarquias.
No vapor da produção literária, estava o profético e estes enxergavam que os sacerdotes e reis não iriam assumir as necessidades das pequenas vilas. Assim, nesse momento, a narrativa de Rute a calhar, entra em cena, quebrando vários paradigmas pois ela bate de frente com o muro de Jerusalém que Neemias estava tentando erguer e a moça moabita bate com força nesse muro, onde muitas regras haviam sido impostas pelos deportados recém-chegados da Babilônia e acatadas pelo então governador.
Mas, Rute tem a ajuda do grito das mulheres que clamam um basta por seus filhos e filhas escravos e pelo dinheiro emprestado com usura. O barulho das mulheres começa a se fazer presente, o que faz com que Neemias pare e ouça (Ne 51, 11).
O Livro é a contramão da proposta e dos planos de restauração dos deportados. É um gênero “Mensagem a Garcia” 159.
Os deportados, durante o tempo que permaneceram no exílio, conseguiram estabelecer um controle étnico, criando uma geração de descendentes puros. Para isso, algumas estratégias foram usadas, tais como: a circuncisão e o registro das extensas genealogias, que passaram a vigorar nessa época.
Com esses métodos instituídos, os deportados mantiveram em seus registros suas descendências genealógicas. Para os que voltavam da Babilônia, os deportados, havia uma situação econômica privilegiada no retorno para Judá. Mas, esse não era o caso de Noemi. Fazendo um paralelo, Noemi voltava das terras de Moabe e trazia consigo a nora, uma estrangeira e moabita.
Resumidamente, a situação encontrada no pós–exílio era a de uma grande injustiça social, (Ne 5, 1-5) na qual os deportados queriam eliminar as estrangeiras160. Por outro lado tinham-se os autóctones, em um total antagonismo, que demonstravam temer e adorar mais a Yahweh do que aos próprios judeus. Judá precisava de um “salvador” que o ajudasse a existir como nação.
159 Elbert, Hubbard Mensagem a Gracia, “Mensagem a Garcia”, no ambiente corporativo é uma
expressão corrente, para designar uma tarefa muito difícil e espinhosa, mas que é absolutamente necessária, e precisa ser realizada de qualquer maneira, sob-risco de grandes perdas.
160 Lília Dias Marianno. Los/as extranjeros/as dicen: “Yahweh no nos excluirá de su pueblo!’
Lilia Dias Marianno161, cita o projeto de reconstrução nacional de Esdras e o
trabalho de recuperação da identidade do povo, para fazer com que o mesmo voltasse às suas raízes históricas e religiosas. Tudo isso está baseado nos três pilares: templo, lei e etnia. Por meio de Esdras e do grupo que com ele veio é que o idealismo da pureza étnica foi levado às últimas consequências pelos deportados regressos da Babilônia.
Lilia comenta que, enquanto os autóctones visavam reconstruir a nação por meio do templo e do Messianismo davídico, os deportados queriam estabelecer o conceito político-religioso da nação. A autora entende que um povo que passa por um processo de extradição tende a perder sua nacionalidade.
Por isso, os deportados estavam muito interessados em fazer com que a integridade étnica da nação prevalecesse e a maneira mais eficaz foi acabar com a mistura étnica existente entre os casamentos mistos. Para o judeu deportado que retornava a prática de culto no templo e a obediência à lei eram processos mais fáceis de serem controlados, mas, se havia algo que realmente comprometia a identidade conquistada à duras penas, durante a deportação, era a mistura étnica. Para tanto, Esdras e Neemias foram decisivos.
Toda esta análise sugere uma rivalidade entre deportados recém-chegados e os autóctones. Os exilados que voltavam pareciam estar em situação econômica muito mais favorável do que os que estavam na terra e se aproveitavam dessa vantagem para explorar seus irmãos. Pode-se até suspeitar o quanto dessa superioridade econômica influenciou os acontecimentos que vieram depois desses fatos. É o que conclui Lila Dias.
Dias comenta que os deportados chegaram à Palestina com listas familiares tentando reaver os territórios e propriedades de seus antepassados extraditados e possivelmente tenha sido com a ajuda dessa genealogia. Na verdade, as genealogias não funcionavam apenas como registro familiar, mas eram fortemente usadas para controle de propriedade.
Numa comparação anacrônica, mas apenas para dar uma noção do valor desses documentos, elas deveriam funcionar como as escrituras de imóveis
161
, Lilia Dias Marianno. A Ameaça que Vem de Dentro-Um estudo sobre as relações entre judaítas e estrangeiros no pós-exílio em perspectiva de gênero, p.153.
funcionam hoje em dia. Pixley162 afirma que “[...] as genealogias eram armas que os
exilados esgrimavam contra os remanescentes do país”.
Porém, se os próprios líderes religiosos israelitas não fizessem questão de guardar a pureza étnica, toda aquela luta perderia o sentido. Jovahir Lage163 reforça
a ideia de Belém como um lugar pobre e marginalizado dizendo que essa expressão enfatiza que o libertador seria alguém que conhecesse o sofrimento do povo e, portanto, agisse a favor dele. É o Messias sofredor.
É justamente esse tema da necessidade nacional e espiritual de Israel que passa a ocupar o profeta (48, 22). Prediz-se que Ciro será o libertador da nação e que Yahweh perdoará os pecados de Israel, mas no mesmo capitulo vê-se Israel deixando a Babilônia sem conhecer a “Paz com Deus”. Israel passa a ser o servo, representada por um único homem (49, 7-13). A nação desesperada (49, 14-26) não reconhece o Senhor, mas o servo é cheio de esperança e obediente até o ponto de sofrimento 50, 1-3. E ele é recomendado à nação para que o imitem 50, 10-11, A obra do servo fica demonstrada pela característica da doutrina do Messias Servo por uma introdução nova: “Eis ai o meu servo” (Is 55, 2-13).
É o conceito Messiânico de salvação por meio do sofrimento, demonstrando que ele era um homem de dores e de morte vicária (Is 53). Logo a nação de Israel é chamada para uma nova aliança com Yahweh (54), que perdoa Israel e a todos os necessitados e os convida a participar da salvação. O conceito de salvação é em favor dos judeus e de todos os povos igualmente. Messias gera tempo de paz e salvação.