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4. BULGULAR

4.2. Veri Toplama Aracının Güvenirlik Sonuçları

A presente pesquisa buscou analisar as ações e práticas de saúde mental infanto- juvenil articuladas entre o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Caps i) e a atenção básica em Natal-RN. Para tanto, identificou e descreveu os limites e possibilidades da referida articulação na atual rede de saúde mental no município, apontando para uma articulação precária, desacreditada pelos próprios trabalhadores que compõem a equipe do Caps i.

Na primeira categoria de análise intitulada CATEGORIA 1: Limites e fragilidades da articulação entre o Caps i e a atenção básica, identificamos a fragmentação do cuidado pela dissociação entre saúde mental e saúde em geral, além de pouco ou nenhum vínculo e diálogo da saúde mental infanto-juvenil com a atenção básica, quando muito, disposto na lógica do encaminhamento por parte de ambos.

A subcategoria 1.1 Insuficiência de serviços especializados e de dispositivos articuladores na rede revelou o cuidado em saúde mental infanto-juvenil centralizado e imobilizado pelo direcionamento dos casos para o serviço especializado, o Caps i, como única possibilidade de atenção para crianças e adolescentes em sofrimento psíquico no município de Natal-RN, tendo sido relatada uma resistência por parte da atenção básica, em se reconhecer parte integrante dos cuidados de indivíduos em sofrimento psíquico.

Além disso, a ausência de outros dispositivos que atendam o público infanto-juvenil com problemas mentais, tais como, ambulatório de saúde mental, serviços de urgência e emergência, unidades de pronto atendimento, contribuem para diminuir as possibilidades e fragiliza o cuidado em rede. O Caps i de Natal-RN, responde como único dispositivo especializado para a atenção de crianças e adolescentes com transtornos mentais.

A subcategoria 1.2 A diversidade de situações da demanda infanto-juvenil assistida, destacou os dilemas e desafios referentes a quantidade e a diversidade da demanda que busca atendimento no Caps i. Quantitativamente destaca-se que o número de habitantes de um único distrito sanitário da cidade de Natal-RN, o distrito oeste ao qual o Caps i está vinculado, excede a população estimada pelo Ministério da Saúde para a área de cobertura de um Caps da modalidade II, enquanto na atualidade, o Caps i de Natal atende sozinho a cidade inteira e região metropolitana. Alguns sujeitos da pesquisa se questionam que rede de atenção é essa? A superdemanda do serviço sacrifica a prerrogativa de serviço territorial e pode reduzir o

projeto terapêutico a nova forma da velha institucionalização do cuidado em saúde mental infanto-juvenil. Outro aspecto referente à demanda foi a coexistência de crianças com transtornos mentais e adolescentes por uso abusivo de álcool e outras drogas no espaço compartilhado pelo serviço, identificando-se a ocorrência de preconceito e estigma mútuo entre usuários de álcool e outras drogas e familiares de crianças com transtorno mental. Considerando às lacunas históricas no campo da saúde mental infanto-juvenil, entendemos que mais uma vez, os dispositivos existentes não satisfazem às necessidades e particularidades desse público.

Na segunda categoria, intitulada CATEGORIA 2: Possibilidades para uma rede efetiva, revelou-se pouco ou nenhum otimismo dos sujeitos da pesquisa com relação a atualidade vivenciada no município em termos de rede de atenção à saúde, especialmente, saúde mental infanto-juvenil.

A subcategoria 2.1 Intersetorialidade como estratégia de atenção resolutiva, foi descrita mais como anseio do que como prática, uma vez que as ações e iniciativas realizadas apontam para a lógica do encaminhamento, sem a corresponsabilização de projeto terapêutico compartilhado.

Enfim, o número de pontos de atenção em saúde mental infanto-juvenil na Rede de Atenção Psicossocial de Natal-RN é insuficiente e a articulação, corresponsabilização e compartilhamento de projetos terapêuticos com a atenção básica é incipiente e precário onde os dispositivos de atenção não conseguem estabelecer o vínculo e o diálogo necessários.

Destacamos que o cuidado compartilhado e o estabelecimento de parcerias com as redes de atenção à saúde, educação e assistência social, pertinentes ao cuidado da população infanto-juvenil, quando articuladas, favorecem uma melhor resolubilidade e qualidade do cuidado. Para tanto, a criança e o adolescente devem ser reconhecidos na condição de sujeitos psíquicos de dimensão subjetiva e social.

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APÊNDICE A – Roteiro de Entrevista Semiestruturada UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA CURSO DE MESTRADO ACADÊMICO

PROJETO DE PESQUISA

Limites e possibilidades da articulação entre saúde mental infanto-juvenil e a atenção básica em Natal-RN.

INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS: ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA

Entrevista Nº_____ Data: ___/___/___

A. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO PESSOAL:

A.1. Idade:

A.2. Sexo: ( ) Feminino ( )Masculino A.3. Grau de Escolaridade:

B. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO PROFISSIONAL: B.1. Categoria Profissional:

B.2. Tempo de serviço no CAPS i/ na unidade de saúde de atenção básica: B.3. Vínculo Trabalhista:

QUESTÕES DE PESQUISA

1)Existem ações e práticas de saúde mental efetivas para a população infanto-juvenil em Natal-RN? Se existem como acontece?

2)Como funcionam os serviços que oferecem assistência à saúde mental infanto-juvenil? 3)Existe intersetorialidade entre os serviços e corresponsabilidade entre profissionais de saúde?

4)Na sua opinião, quais são os fatores que favorecem, e quais fatores podem ser obstáculos, fragilidades ou limites para uma rede de saúde mental infanto– juvenil efetiva em Natal-RN, nesse processo de compartilhamento do cuidado?

APÊNDICE B – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE - UFRN

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA CURSO DE MESTRADO EM SAÚDE COLETIVA

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE ESCLARECIMENTOS

Este é um convite para você participar da pesquisa intitulada “Limites e possibilidades

da articulação entre saúde mental infanto-juvenil e a atenção básica em Natal-RN”, cuja pesquisadora responsável é a Professora Dra. Jacileide Guimarães. Esta pesquisa objetiva analisar a articulação das ações de assistência em saúde mental infanto-juvenil e a rede de atenção básica em Natal-RN.

A justificativa que estimula a realização deste estudo é a necessidade de identificar os principais obstáculos para a formulação e aplicação de ações e políticas de saúde mental para crianças e adolescentes no contexto local; descrever as ações de saúde mental que articulam o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil e a atenção básica em Natal-RN; conhecer as políticas públicas que integram à proteção de crianças e adolescentes e convergem para a proteção da saúde mental infanto-juvenil. Tais informações são cruciais para a reflexão sobre o papel dos profissionais na assistência aos portadores de sofrimento psíquico infanto-juvenil, bem como para o apontamento de possíveis estratégias inovadoras inerentes aos avanços e retrocessos do pensar/fazer em saúde mental infanto-juvenil na atenção básica de Natal/RN.

Caso você decida participar, faremos uma coleta de dados através de entrevista semiestruturada que será gravada em aparelho eletrônico e digital, como forma de captar as informações de forma concisa. Durante a realização da entrevista a previsão de riscos é mínima. Este procedimento pode gerar um desconforto devido ao acesso dos pesquisadores às suas informações compartilhadas, existe também a possibilidade de discordâncias e conflitos (de ideias, de valores, do processo de trabalho) durante a sua fala que será minimizado através das seguintes providências: haverá permissão do participante para retirar-se da pesquisa no momento em que este achar conveniente sem nenhum prejuízo; intervenção pontual do entrevistador e retomada da questão norteadora da pesquisa a fim de reduzir possíveis

desconfortos. Em qualquer momento, se você sofrer algum dano comprovadamente decorrente desta pesquisa, caso ocorra, será de responsabilidade da pesquisadora minimizá- los.

A sua participação não garantirá benefícios individuais, mas contribuirá na produção de conhecimentos favoráveis à sustentação dos compromissos sociais com a rede de saúde mental infanto-juvenil de Natal/RN.

Salientamos que os dados coletados serão mantidos em sigilo e utilizados tão somente para fins científicos, otimizando o compromisso, por parte da pesquisadora, em manter anonimato de sua participação, não havendo divulgação de nenhum dado que possa lhe identificar, minimizando risco de exposição do seu profissionalismo. Os dados das entrevistas serão transcritos em papel e, após analisados na finalização do estudo, serão arquivados em

Benzer Belgeler