1.4. Kayıtdışı Ekonominin Sonuçları
2.1.1. Yasadışı Ekonomik Faaliyetler
2.1.1.1. Karapara Aklama
2.1.1.1.1. Karapara Aklamanın Aşamaları
Neste capítulo pretende-se tecer uma análise sobre a forma de atuação do Estado no processo de produção da cidade de Limoeiro do Norte no período entre 1960 e 2000.
A discussão sobre a produção da cidade é muita ampla, pois cada um dos agentes envolvidos ao longo do processo é essencial para a compreensão do fenômeno que se caracterizou como o mais importante do século XX.
O Estado como agente produtor da cidade comporta-se de várias maneiras, seja como consumidor de espaço, seja como regulador, seja como criador de impostos, entre outros. No período colonial “o Estado destacava -se por seu papel de apoio às atividades econômicas, na sustentação dos funcionários, do clero (e na manutenção das igrejas), e, sobretudo na realização de obras defensivas e (...) sustentação das tropas” (VASCONCELOS, 1997: 256 - 257). O Estado se modernizou e passou a agir de várias formas no processo de produção do espaço urbano.
De acordo com Corrêa (1989), o Estado atua diretamente na organização espacial da cidade por meio da legislação de uso e ocupação do solo, podendo também se manifestar como consumidor de espaço para atividades produtivas, proprietário fundiário e promotor imobiliário, sem deixar de ser o alvo dos chamados movimentos sociais urbanos.
No entanto, é mediante a implantação de serviços públicos e de infra-estrutura básica, a exemplo sistema viário, calçamento, água, esgoto, iluminação, parques, coleta de lixo, entre outros, de interesse tanto das empresas como da população em geral, que a participação do Estado se faz de forma mais visível. A elaboração de leis e normas vinculadas ao uso do solo, entre outras, as normas de zoneamento e o código de obras, constitui outro atributo do Estado no que se refere ao espaço urbano.
É, porém, em decorrência de seu desempenho espacialmente desigual como provedor de serviços públicos, em especial daqueles que servem à população, que o Estado se torna o alvo de certas reivindicações de segmentos da população urbana.
Segundo A. Samson (apud CORRÊA, 1989), o Estado dispõe de um conjunto de instrumentos que pode empregar em relação ao espaço urbano. São os seguintes, entre outros:
Direito de desapropriação e precedência na compra de terras; regulamentação do uso do solo; controle e
limitação dos preços de terras; limitação da superfície da terra de que cada um pode se apropriar; impostos fundiários e imobiliários que podem variar segundo a dimensão do imóvel, uso da terra e localização; taxação de terrenos livres, levando a uma utilização mais completa do espaço urbano; mobilização de reservas fundiárias públicas, afetando o preço da terra e orientando espacialmente a ocupação do espaço; investimento público na produção do espaço, através de obras de drenagem, desmontes, aterros e implantação da infra-estrutura; organização de mecanismos de credito à habitação; e pesquisas, operações - teste sobre materiais e procedimentos de construção, bem como o controle de produção e do mercado deste material (CORRÊA, 1989: 25).
Ainda segundo Corrêa (1989), esta complexa e variada gama de possibilidades de ação do Estado capitalista não se efetiva ao acaso nem se processa de modo socialmente neutro, como se o Estado fosse uma instituição que governasse de acordo com uma racionalidade fundamentada nos princípios de equilíbrio social, econômico e espacial, pairando acima das classes sociais e dos conflitos. Sua ação é marcada pelos conflitos de interesses dos diferentes membros da sociedade de classes, bem como das alianças entre eles. Tende a privilegiar os interesses daquele segmento - ou segmentos - da classe dominante que a cada momento está no poder.
A atuação do Estado se faz fundamentalmente, e em última análise, visando criar condições de realização e reprodução da sociedade capitalista, isto é, condições que viabilizem o processo de acumulação e a reprodução das classes sociais e suas frações.
No que se refere ao papel do Estado no processo de organização espacial da cidade de Limoeiro do Norte, é importante analisar como a instalação da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos, do Projeto de Irrigação de Morada Nova, do Projeto de Irrigação Jaguaribe- Apodi e do Centro de Ensino Tecnológico tem influenciado na produção socioespacial da cidade.
A partir de 1960, a presença do Estado como agente produtor do espaço urbano torna- se marcante, tendo em vista os vários investimentos realizados no município e na cidade de Limoeiro do Norte. Conforme Freitas e Oliveira (1997: 263), em “24 de junho de 1965” foi inaugurada a ponte sobre o rio Jaguaribe que permitiu a ligação rodoviária de Limoeiro do Norte com outras cidades e estados do Brasil, bem como a implantação de uma unidade de ensino superior com cursos de graduação em Geografia, História, Letras e Pedagogia, seguido
pelo Curso de Ciências, que proporcionaram qualificação de nível superior a muitas pessoas, contribuindo para a melhoria do nível de formação dos professores de escolas da região do Baixo Jaguaribe.
4.1 A Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos
A Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos foi idealizada pelo primeiro bispo da Diocese de Limoeiro do Norte. Com a intenção de criar um empreendimento educacional de nível superior, Dom Aureliano Matos obteve do então governador Virgílio Távora apoio para a instalação de uma Faculdade de Filosofia para a região jaguaribana.
A Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos teve sua aula inaugural proferida pelo então Secretário de Cultura do Estado do Ceará, historiador Raimundo Girão, em 8/8/1968, em solenidade prestigiada por autoridades estaduais, bem como pelos prefeitos da região jaguaribana.
O objetivo maior da faculdade era absorver os alunos dos cursos normal e científico de vários colégios da região. Instalada a faculdade muitos alunos se deslocavam de diversas cidades na tentativa de se graduar em um curso de nível superior, visando levar a seus locais de origem a melhoria educacional conquistada no maior centro educacional da região jaguaribana.
Ressalte-se que os objetivos propostos pelos preconizadores da Faculdade de Filosofia estão sendo alcançados a cada ano. É gratificante observar que o corpo docente dos colégios da região, compreendendo algumas cidades, compõe-se de professores portadores de diploma de nível superior, mudando assim o perfil dos agentes educacionais em mais de quarenta unidades educacionais distribuídas pelo Baixo e Médio Jaguaribe.
Instalada em 1968, a FAFIDAM consolidou-se como importante unidade de ensino superior, inicialmente como Autarquia Estadual, depois como entidade mantida pela Fundação Educacional do Estado do Ceará (FUNEDUCE) e atualmente como Unidade Interiorana e integrada à Universidade Estadual do Ceará (UECE).
Unidade complementar do sistema educacional de ensino superior, a Faculdade de Filosofia representa um pilar essencial para a ampliação da função cultural da região do Baixo Jaguaribe. Foi criada e estruturada como Autarquia pela Lei no 8.716, de 6 de janeiro de 1967, e autorizada a funcionar pelo Parecer 425/68 do Conselho Estadual de Educação.
Na figura 21, pode-se ver o prédio principal da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos.
Figura 21 – Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos
Foto: Raimundo Lenilde de Araújo. Dezembro 2001
Mediante esforços do primeiro bispo da Diocese de Limoeiro do Norte, Dom Aureliano Matos, que dá nome à instituição, a FAFIDAM foi ao encontro dos anseios da população jaguaribana por uma instituição de Ensino Superior (NUNES, 1999; LIMA, 2000). Desde sua inauguração a Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos já conferiu o título de graduado a 2.474 profissionais, conforme mostra o quadro 9.
No cenário atual, a FAFIDAM representa um dos primeiros elos entre o Baixo Jaguaribe e os modernos sistemas técnicos. Por meio dela, tornou-se possível a busca por novas formas de contornar as dificuldades da vida no semi-árido.
Sua área de abrangência compreende municípios do Baixo Jaguaribe (Russas, Tabuleiro do Norte, São João do Jaguaribe, Alto Santo, Quixeré, Morada Nova, Itaiçaba, Jaguaruana, Palhano e Limoeiro do Norte), além de dois municípios do Médio Jaguaribe (Nova Jaguaribara e Jaguaribe), de onde provêm, diariamente, seus alunos. Segundo informações fornecidas
Quadro 9 – Número de graduados pela FAFIDAM –1972 – 2001
Ano Ciências Geografia História Letras Pedagogia Total/Ano
1972 00 07 06 14 05 32 1973 00 06 03 16 12 37 1974 00 09 07 11 08 35 1975 00 10 09 05 21 45 1976 00 21 01 07 16 45 1977 00 30 11 09 35 85 1978 00 10 14 15 26 65 1979 00 13 17 13 07 50 1980 00 44 20 05 27 96 1981 00 22 21 19 30 92 1982 00 34 32 31 53 150 1983 00 52 42 15 47 155 1984 00 22 20 22 07 71 1985 15 17 10 09 50 101 1986 07 16 08 17 19 67 1987 16 08 05 18 28 75 1988 26 17 11 16 27 97 1989 05 30 33 33 54 155 1990 00 16 14 10 09 49 1991 22 22 14 22 11 91 1992 17 25 18 10 37 107 1993 17 06 20 09 35 87 1994 11 16 12 20 07 66 1995 18 12 02 04 07 43 1996 20 12 07 07 13 59 1997 02 15 12 19 24 72 1998 03 10 08 00 27 48 1999 39 34 26 11 22 132 2000 39 15 28 01 27 110 2001 54 14 36 29 23 156 Total/Geral 311 565 467 417 714 2474
Fonte: NUNES, Antônio Pergentino. Minha vida... Minha luta... .Fortaleza: Premius Editora 1999, P. 312 e Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos. Junho de 2002.
pelo controle acadêmico da faculdade, desses municípios os que têm o maior número de estudantes são, respectivamente, Limoeiro do Norte, Morada Nova e Russas. Na figura 22 pode-se observar a área de atuação da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos.
Atualmente, a faculdade oferece os cursos de graduação em Ciências, Geografia, História, Letras e Pedagogia, com duração de quatro anos e meio cada um, e de pós- graduação lato sensu (Especialização em Gestão Escolar, em Metodologia do Ensino Fundamental Médio, Especialização em Educação, Ciências e Ética na Humanização do Meio Ambiente). Dados atualizados (junho de 2002) demonstram que estão matriculados 1.543 alunos no ensino de graduação e 169 no Curso de Formação, em Nível Superior, de Professores de Nível Médio em Serviço, para a 5ª
a 8ª séries do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.