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2. BÖLÜM: VERGİ DENETİM ÖRGÜTLERİNDE DURUMSAL

2.4. Vergi Denetim Örgütleri ve Amaç

Nos roedores, assim como em várias outras espécies animais, o macrófago é uma das principais células efetoras da imunidade celular, tendo como principal característica a capacidade de fagocitar partículas estranhas, como lipoproteínas plasmáticas e eritrócitos envelhecidos; atua, também, na eliminação de microorganismos e de células tumorais, seqüestrando materiais não metabolizáveis e secretando citocinas (GORDON, 1998; SHEVACH, 1984). Esta célula foi descrita em 1905, por Metchinikoff, que, através da observação com animais invertebrados e mamíferos, relatou serem estas células dotadas de capacidade fagocítica. A partir deste momento, com base em um elevado número de trabalhos, postulou-se uma teoria que envolve os fagócitos e a fagocitose nos mecanismos de resistência dos organismos às infecções, que permanece até os dias atuais.

Os macrófagos originam-se na medula óssea, a partir de um precursor chamado promonócito. Este se diferencia na corrente sanguínea em monócito, que pode ficar até 24 horas na circulação, e após este período migra para vários tecidos transformando-se, então, em macrófago (GORDON, 1986, 1998).

Ainda está um pouco obscuro o mecanismo através do qual se faz o reconhecimento de substâncias estranhas e de componentes de tecido lesado pelos macrófagos. Entretanto, sabe-se que duas opsoninas principais, a C3b (produto de

clivagem do componente C3) e a IgG (subtipos 1 e 3) participam do reconhecimento e da posterior fagocitose das bactérias ou do material estranho pelos macrófagos (MCEKEEVER; SPICER, 1980). Após o encontro dos macrófagos com agentes estranhos, ele passa de um estado dormente para o estimulado. Se o estímulo continua, esta célula expõe, na membrana celular, integrinas que participam do processo de ativação, como os receptores CR3, p150, LFA-1 e ICAM-1, que reconhecem outras moléculas de matrizes extra-celulares, aumentando a atividade metabólica e funcional dos macrófagos, o que resulta em um aumento da capacidade de espraiamento, fagocitose, produção de espécies reativas de oxigênio (ERO) e de nitrogênio e secreção de citocinas. Nesta situação, o macrófago passa de estimulado para ativado (ADAMS; HAMILTON, 1984; JORENS et al., 1992; NEWSHOLME et al., 1999).

As EROs são resultantes de uma seqüência de reações bioquímicas de alto consumo de oxigênio conhecida por burst oxidativo. As EROs mais estudadas são o peróxido de hidrogênio (H2O2), o ânion superóxido, o radical hidroxila e o oxigênio singlet (BADWEY; KARNOVSKY, 1980; PICK; MIZEL, 1981). A produção destes

derivados do oxigênio é importante para intensificar a capacidade microbicida e tumoricida dos macrófagos e neutrófilos.

Como em qualquer processo biológico, existe também, em relação à atividade dos macrófagos, a necessidade de se conter uma resposta exacerbada, que poderia ser deletéria. Por isso, as EROs, por serem altamente reativas, precisam ser biotransformadas a partir de destruição espontânea ou de ligação com outras substâncias como a vitamina C, a histidina, a bilirrubina, a vitamina E, o caroteno (SIES, 1997), bem como por desativação enzimática através da superóxido desmutase, a catalase e a glutationa peroxidase (CADENAS; SIES, 1985). Foi descrito, ainda, a produção de um fator de desativação de macrófagos (macrophage

pelos próprios macrófagos (CAMARERO et al., 1990; SZURO-SUDOL; MURRAY; NATHAN, 1983).

Em muitas espécies animais os neutrófilos correspondem a aproximadamente 60% dos leucócitos circulantes; são diferenciados de outros polimorfonucleares por apresentarem núcleos multilobulados e grânulos citoplasmáticos distintos. Estes incluem grânulos primários ou azurófilos, secundários ou específicos e grânulos terciários, os quais contem enzimas, proteínas e glicosaminoglicanas que se acredita participem de muitas funções do neutrófilo (NEWSHOLME et al., 1999). Estas células respondem rapidamente a estímulos quimiotáticos, fagocitam e destroém bactérias, podem ser ativadas por citocinas produzidas por macrófagos e células endoteliais e são primordiais para o processo inflamatório (COTRAN; KUMER E ROBBINS, 1989).

De uma maneira geral os neutrófilos, juntamente com os macrófagos, exercem um papel importante na defesa orgânica contra microrganismos. Sendo assim, a migração desta célula dentro dos tecidos é considerada como sendo crucial e de grande importância para a sobrevivência dos organismos (LEHRER et al., 1988). Os neutrófilos podem ser atraídos quimiotaticamente por bactérias e por corpos estranhos presentes nas áreas de inflamação, juntamente com mastócitos e basófilos. Em seqüência, ocorre a fagocitose e em conseqüência desta, os microrganismos fagocitados são mortos por proteínas citotóxicas derivadas de grânulos citoplasmáticos e/ou por produção local de espécies reativas de oxigênio (STITES; TERR, 1991). Sabe-se que estas células também estão envolvidas na síntese e liberação de citocinas (IL-1, IL-6 E TNF-α ) e que modulam os efeitos de linfócitos T e B (LLOYD; OPPENHEIM, 1992). Além da produção das EROs, os grânulos azurófilos dos neutrófilos produzem a enzima mieloperoxidase, que quando combinada com a H2O2 gera hipoclorito, que apresenta uma atividade antimicrobiana ainda mais eficaz

(BRIGGS et al., 1995).

Assim como descrito para os macrófagos, os neutrófilos também se protegem dos efeitos nocivos das EROs através da produção de enzimas antioxidantes como

superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase-dismutase. Além disso, produzem compostos antioxidantes como as vitaminas E e C (PEREIRA et al., 1995).

A mensuração dos níveis de liberação de peróxido de hidrogênio é considerada como um parâmetro relevante de avaliação da ativação de fagócitos (NATHAN, 1987; ROOT, 1975). Esta mensuração pode ser realizada através da oxidação do “phenol red” dependente de peroxidase (Horseradish peroxidase-HRPO), sendo este método utilizado, por exemplo, para análise da ativação de células da cavidade peritoneal (FONSECA; MASSOCO; PALERMO-NETO, 2002; PALERMO NETO; MASSOCO; FAVARE, 2001; PICK; MIZEL, 1981). Outro método para avaliação da atividade dos fagócitos que tem sido empregado com sucesso em nossos laboratórios, é através do uso do citômetro de fluxo (DA SILVA et al., 2003; MASSOCO; PALERMO-NETO, 2003). Dentre outras vantagens, esta técnica permite a quantificação da capacidade de fagocitose das células juntamente com a mensuração do burst oxidativo.

Os macrófagos e os neutrófilos, pela quantidade de citocinas e espécies reativas que produzem, estão amplamente envolvidos na resposta imune inata dos organismos. Diferentes trabalhos têm indicado que estas células participam dos processos de inflamação, de morte celular e tecidual, de transformações neoplásicas, da ateroesclerose e do envelhecimento (HAMMOND; KONTOS; HESS, 1985; LEY; ARFORS, 1982).

Mostramos, nos capítulos anteriores, que a atividade destas células pode ser modulada pelo sistema nervoso central, através do eixo HPA ou do sistema nervoso autônomo simpático. A atividade destas pode também ser modulada por opióides. Especificamente, macrófagos e neutrófilos têm sua atividade alterada por opióide (COSTA, 2004), citocinas (BESEDOVSKY; DEL REY, 1997), glicocorticóide (MCEWEN et al., 1997) e catecolaminas (SANDERS, 1998). Por isso, escolhemos estas células como representantes da conexão neuroimunológica que queremos investigar neste trabalho.

3 OBJETIVOS

Serão descritos os objetivos de modo geral e de maneira detalhada.

Benzer Belgeler