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VERGİ VARLIK VE YÜKÜMLÜLÜKLERİ..................................................................................................... 30-32

Figura 1 - Vivendo o envelhecimento

Desde muito tempo, os estudiosos procuram compreender e explicar o envelhecimento. Existem inúmeras teorias, aceitas por uns, rejeitadas por outros. Como esta pesquisa envolve o ser idoso, fizemos uma revisão para também

conhecer melhor as possíveis causas do envelhecimento em suas diversas abordagens.

Conforme Mailloux-Poirier (1995), há inúmeras hipóteses sobre esse fenômeno, o que ensejou a formulação de teorias. As teorias podem ser classificadas como: teorias gerais do envelhecimento biológico e teorias do envelhecimento psicossocial.

A Teoria Geral do Envelhecimento Biológico, defendida pelos biólogos, julga que o envelhecimento é um fenômeno multifatorial, resultante de várias disfunções nos diversos sistemas e alterações moleculares que comprometeriam a sobrevivência do indivíduo. Nesta corrente de pensamento, podem ser incluídas seis teorias: Imunitária, Genética, Do Erro na Síntese Protéica, Do Desgaste, Dos Radicais livres e a Neuro-endócrina (MAILLOUX-POIRIER, 1995).

De maneira sucinta, descrevemos cada uma, conforme, Mailloux-Pourier (1995):

- Teoria Imunitária – para seus defensores, o sistema imunitário tem papel etiológico no envelhecimento, o qual resulta da formação de anticorpos que atacam as células sãs do organismo. Essa teoria não consegue explicar todos os aspectos do envelhecimento, mas, segundo consta, é compatível com a idéia de uma espécie de “relógios internos” que acionam o envelhecimento.

- Teoria Genética – o envelhecimento nos seres humanos é fruto de um processo genético definido e orientado. Por meio de experiências realizadas em laboratório, foram cultivadas células humanas que se dividiram, em média, 50 vezes, e a partir daí, cessaram sua divisão e morreram. O envelhecimento é então, no âmbito desta teoria, conseqüência de alterações no código de informação genética na molécula do DNA, o que resulta em um erro na síntese protéica.

- Teoria Do Erro na Síntese Protéica – o envelhecimento resulta da morte celular por erros em etapas da síntese protéica, o que acarreta a formação de proteínas “incompetentes e incapazes” de desempenhar suas funções.

- Teoria Do Desgaste – compara o ser humano com uma máquina que se desgasta pelo uso. Seus críticos consideram que esta analogia não se adequa porque os organismos vivos são capazes de desenvolver alguns

mecanismos de auto-reparação e citam os tecidos epiteliais, a mucosa do trato gastrintestinal e os glóbulos vermelhos que, continuamente, produzem células de substituição.

- Teoria Dos Radicais Livres – seu propositor foi Harman, para quem o envelhecimento é provocado pelos radicais livres que constituem obstáculo à difusão das substâncias nutritivas, o que diminui a vitalidade do indivíduo. Seu autor foi mais além, identificando o fato de que os radicais livres levam à formação de substâncias tóxicas para as células, as quais ele chamou de “pigmentos de envelhecimento ou lipofuscina”. Para alguns críticos, essa teoria pode ser considerada como catastrófica, por defender a idéia de que os fenômenos surgem por acaso e causam um impacto imprevisível no organismo.

Atualmente, a questão dos radicais livres é muito presente nos meios científicos, sendo que um segmento da área médica utiliza tal conhecimento para uso terapêutico. Por tal razão, buscamos captar outras informações e encontramos em Hoffmann (2006) a informação de que esta teoria foi proposta em 1954, pelo médico Denham Harman, pesquisador da Universidade de Nebraska/EUA, e só a partir da década de 1970, adquiriu aceitação nos meios científicos. Seus pressupostos indicam que os radicais livres se encontram presentes em todas as doenças típicas da idade avançada, como, arterioesclerose, catarata, câncer, hipertensão, doenças coronárias e neurodegenerativas.

- Teoria Neuro-endócrina – conforme essa teoria, a longevidade é regulada por uma espécie de “relógio biológico” que atua especialmente na hipófise, provocando falhas nos sistemas imunitário e circulatório, mas esses relógios celulares são também responsáveis por todas as etapas do desenvolvimento humano, como crescimento, puberdade, até chegar ao envelhecimento.

Teorias do Envelhecimento Psicossocial – a Gerontologia Social abriu caminhos para estudos que procuram explicar a influência de outros fatores, que não os biológicos, sobre o envelhecimento. Estes fatores são os sociais e culturais. Surgiram também várias teorias, das quais se destacam três: a Da Atividade, a Da Desinserção e a Da Continuidade (MAILLOUX-POIRIER, 1995).

Referida autora discorre sobre estas três teorias das quais fazemos uma síntese:

- Teoria Da Atividade – procura relacionar as atividades sociais e a satisfação na vida. Proclama a atividade como meio de obter mais satisfação na vida, a manutenção da auto-estima e a conservação da saúde. Pressupõe a descoberta de papéis, a reorganização dos anteriores como forma de alcançar o sucesso.

Os pilares desta teoria ancoram os saberes e práticas de saúde atuais, porque estimulados pelos organismos públicos de saúde, os profissionais absorvem a ideologia da atividade como fator preponderante para um estilo de vida saudável, e reproduzem este discurso ainda quando não conseguem eles próprios agregar novos papéis ao seu plano pessoal e reorganizarem qualitativamente suas vidas.

- Teoria Da Desinserção – defende a idéia de que o indivíduo vai gradativamente, junto com a sociedade, diminuindo sua participação nela até retirar-se física e socialmente do foco de atuação. Esse afastamento caracteriza o envelhecimento que tem por assim dizer, o aval da sociedade. Foi uma teoria muito contestada e cedeu lugar à elaboração de outras.

- Teoria Da Continuidade – vê o envelhecimento como algo constituinte do ciclo de vida, não separado de outras fases como um ponto final. A conduta do indivíduo é calcada em sua experiência de vida, embora seja reconhecida certa descontinuidade social, o que determina a necessidade de adaptação ao novo estilo de vida.

Todo esse suporte teórico é útil ao conhecimento dos profissionais de saúde, contudo, nos parece, deve ser evitada a unilateralidade, considerando que o envelhecimento é algo ainda não totalmente desvendado pela Ciência e, por ser constituído pela complexidade da vida, merece ser avaliado sob diversos ângulos- biológico, psicológico, cultural e social. Também não devemos esquecer da importância da individualidade do ser humano, que lhe confere diversidades em todas as dimensões.