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TFRS 9 Finansal Araçlar

27. VERGİ GELİRİ/(GİDERİ) Kurumlar vergisi;

À medida que vai crescendo, a criança vai tomando alguma autonomia, alargando, passo a passo, o seu núcleo de relacionamentos. Surgem os grupos de amigos, os professores e o contacto com adultos e crianças até então desconhecidas. Os interesses da criança alteram-se e com eles os seus desejos. Como se comportam as crianças dos 7 aos 10 anos de idade quanto ao seu desenvolvimento?

A criança começa a ter uma maior preocupação com o mundo exterior, e a curiosidade em conhecer mais e aprender mais acentuam-se. O jogo é tomado como essencial na vida da criança. Inicialmente através de jogos simbólicos, a criança começa a exercitar a capacidade de memorizar, de estar atenta, de refletir e fazer associações, mas ainda simples. Com o seu desenvolvimento, esta tarefa vai-se tornando mais e mais complexa, exigindo assim mais da criança e da sua perceção. Segundo Vigotsky (cit. por Azevedo, p.11) a evolução da criança progride ao longo da sua vida conforme o seu crescimento e a sua idade. Neste processo o jogo é essencial como recurso pedagógico pois, mesmo que a brincar, a criança vai assimilando conceitos, formula hipóteses e faz a interação entre pensamento e linguagem ao interagir com as restantes crianças com quem vai igualmente aprendendo.

Tendo a falta do sentido da visão, para a criança cega ou com baixa visão esta tarefa pode ser mais complicada. Complicada não, apenas mais demorada, fruto da perceção visual ser quase ou mesmo inexistente. Este fato pode, por vezes, chegar a diminuir a sua vontade de aprender por falta de estímulos, correndo o risco de se tornar apática e demasiado quieta.

Desta forma, e baseada em informações adquiridas por meio dos restantes sentidos e por descrições verbais daqueles que veem, a criança cega ou com baixa visão tenta compensar a sua deficiência. A visão, em especial para as crianças, é altamente motivadora para o desenvolvimento de conceitos e o conhecimento de objetos, pessoas, formas, cores, expressões, e a infância é, sem dúvida, uma das

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fases em que o ser humano demonstra uma curiosidade e vontade acrescida de conhecer, quase que de dominar o mundo.

Contudo, nem tudo depende da criança. É na fase de aprendizagem, crescimento e desenvolvimento que pais, educadores e professores dão o seu contributo na sua educação por forma a ajudar a criança a saber (ou não) como lidar com a falta de um dos sentidos, a visão.

O estimular das capacidades percetivas, seja a criança deficiente visual ou normovisual, torna-se crucial. Todas as crianças, independentemente de serem ou não cegas, devem ser estimuladas, com destaque para o período de tempo dos 3 aos 10 anos de idade, através de experiências pessoais e sensibilidade, por forma a compreenderem o mundo que as rodeia. Desde que apoiadas corretamente, seja no âmbito escolar ou ambiente familiar, a deficiência visual não altera o comportamento da criança face à vontade de aprender e conhecer, numa procura de alcançar, passo a passo, a independência e autonomia. Desde que incentivada a explorar, desde cedo, o ambiente que a rodeia, existem apenas pequenas diferenças no progresso e evolução duma criança normovisual ou duma criança deficiente visual dentro da mesma faixa etária, diferenças essas possíveis de colmatar.

Como primeiro passo é essencial que lhe seja proporcionado um ambiente organizado, onde a criança possa, numa primeira fase, conhecer-se a si própria e ao espaço que a rodeia. Seguidamente, devem-lhe ser facultados exercícios de observação e perceção de objetos tridimensionais de uso diário, diferentes entre si quanto às suas características para que a criança treine a sua capacidade de descriminação, distinção e associação entre eles. É igualmente importante ativar o sentido da visão para imagens simples ou de padrões diversos, perceção de expressões faciais e posturas corporais, bem como o reconhecimento dos traços que as definem, preparando-as desde já para uma perceção futura de letras e seus respetivos tamanhos aquando da leitura em aula ou por lazer.

É de salientar ser o processo de socialização da criança deficiente visual, por natureza, mais complexo e lento que a criança normovisual. É, desta forma, vital que lhe seja dada a oportunidade dum constante contacto e interação com outras

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crianças, visuais ou igualmente deficientes visuais, numa procura de a introduzir no seu meio social. A evolução cognitiva da criança cega depende fundamentalmente dos processos de desenvolvimento e aprendizagem a que a criança é sujeita. Desta forma, tanto o apoio familiar como escolar são fundamentais. Em ambos atribuímos ao jogo social ou brincadeiras em grupo uma grande importância. Desde cedo que o ato de jogar deve fazer parte do programa educativo da criança. Através do jogo é possível desenvolverem-se uma série de vertentes, tanto ao nível linguístico (facilitando a comunicação) como ao nível do contacto físico, despertando na criança a vontade de conhecer os seus colegas e criar amizades. Para além disso, a criança é incitada a descobrir, inventar, aprender e até mesmo negociar, estimulando assim a sua curiosidade e auto confiança. Ao conviver em grupo a criança apura não só a sua capacidade de atenção e concentração mas também o intelecto e a sensibilidade. Mas jogar não implica apenas a construção de um puzzle, brincadeiras com Lego ou jogos de corridas de carros. E se fosse possível ter tudo num só? Jogar também pode ser com livros! Livros que se desmontam e montam. Que abrem e fecham e contêm eles próprios jogos nas suas páginas. Por meio do jogo torna-se mais simples e aliciante apreender conceitos, formas, texturas. Aprender torna-se muito mais fácil.

No processo de evolução da criança a imitação é fundamental. Ao observar atentamente todos os gestos, ações e expressões feitas pelo adulto, a criança tende a imitar. E quando a criança é impossibilitada de ver pela própria visão?

Para a criança cega ou com baixa visão torna-se fundamental estimular os restantes canais sensoriais de que dispõe, tais como o tato, a audição e o olfato, bem como a aprendizagem sobre como os utilizar corretamente. Todos os sentidos se tornam essenciais. No entanto, há um que prevalece: o tato. Para a criança cega ou com baixa visão o uso correto do tato dita grande parte do seu percurso na aprendizagem. A coordenação de ambas as mãos, essencialmente utilizadas em simultâneo na manipulação de objetos e na distinção de texturas e formas, é muito importante. Visando a futura prática da leitura tátil – contínua e sequencial, implicando movimentos regulares e uniformes – e uma maior facilidade na realização

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de tarefas diárias, o treino do tato deve ser estimulado desde cedo, tal como o da visão, no caso das crianças com baixa visão.

Deve-se proporcionar o acesso não só a uma perceção tátil, auditiva e muitas vezes olfativa de um determinado objeto, tendo por finalidade o desenvolvimento e participação da criança nas atividades quotidianas, tal como as restantes crianças normovisuais.

Tal como anteriormente mencionado, é sabido ser o livro uma das maiores fontes de conhecimento e formação do ser humano. A sua leitura, por meio de páginas repletas de palavras e ilustrações, possibilita à criança ter acesso a histórias, realistas ou de ficção, que a ajudam a desenvolver não só ao nível da emoção e sensibilidade mas que também a levam a fantasiar e imaginar, sem limites. O ser humano, seja em que idade for, gosta que lhe contem histórias. A leitura de contos não tem idade, sendo essencial criar na criança o hábito de ter tempo para ler ou de se deslocar até uma biblioteca ou livraria na procura de livros do seu agrado. Para que a criança goste dum livro ela tem de se identificar com ele. Tem de encontrar nele, através da simplicidade das palavras, expressividade e clareza, uma das formas mais úteis e prazerosas de passar o tempo.

Ler é uma questão de cidadania e, em grande parte, de compreendermos o significado das nossas vidas e da nossa existência.

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Benzer Belgeler