2.11. Pulmoner Tromboembolizm Tedavisi
2.11.5 Girişimsel radyolojik teknikler
2.11.5.2 Vena Kava Filtresi
A utilização de grande número de descritores tem sido um procedimento generalizado na caracterização da variabilidade de germoplasma, em razão da ausência de informação precisa sobre a real contribuição de cada descritor. Todo caráter deve contribuir de alguma maneira para descrever a variabilidade, porém, à medida que cresce o número de descritores, aumenta também a possibilidade deles serem redundantes ou altamente correlacionados uns com outros. Consequentemente, ocorre acréscimo no trabalho de avaliação, o que não implica, necessariamente, em acréscimo de precisão da caracterização (Daher, 1993). Portanto, torna-se altamente desejável eliminar os descritores considerados redundantes, com baixa variabilidade, baixa estabilidade de expressão ou de difícil mensuração, enquanto isso não provoque perda significativa de informação geral (Pereira 1989).
A otimização do conjunto original de variáveis é processada através do descarte. O conjunto reduzido, deverá ser efetivo em acessar a variabilidade disponível e, significa, diminuição de custos operacionais, mão de obra e tempo despendidos na avaliação dos acessos. Sneath & Sokal (1973) apresentaram uma longa discussão sobre os problemas relativos a seleção de caracteres para uso taxonômico, descarte de variáveis com baixa estabilidade ambiental e correlação entre caracteres.
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Vários procedimentos estatísticos encontram-se disponíveis para seleção de descritores e estudo de divergência genética. Análises de regressão e interdependência foram utilizadas por Beale et al. (1967), para decidir quais variáveis deveriam ser descartadas. O coeficiente de repetibilidade foi o procedimento empregado por Goodman e Paterniani (1969), para a escolha de variáveis apropriadas para a classificação de 55 raças e sub-raças de milho.
Porém, dentre todas as metodologias propostas, a mais rotineiramente utilizada é a análise multivariada por componentes principais. Possibilita identificar os descritores, variáveis ou caracteres mais importantes diante da variação total disponível entre os indivíduos avaliados. Desta forma, além de identificar os descritores de maior interesse, existe a possibilidade de eliminar aqueles que contribuem pouco para explicar a variação total.
A definição de uma metodologia segura para descarte de variáveis, sem alterar substancialmente a capacidade de discriminação dos acessos, surgiu à partir dos trabalhos de Jolliffe (1972 e 1973) que avaliou, com dados reais e simulados, quatro métodos de descarte de variáveis. Concluiu que, no caso de uso de componentes principais, os resultados serão mais satisfatórios se o número de variáveis rejeitadas for igual ao número de componentes cuja variância for inferior a 0,7.
Mardia et al. (1979) complementou a metodologia anterior. Recomenda que sejam observados os componentes cujo autovalor seja inferior a λ = 0,70. Em cada um desses componentes deve-se procurar o que apresenta o maior coeficiente em valor absoluto (autovetores), cuja variável correspondente deve ser descartada.
Utilizando essa metodologia, Pereira (1989) estudou 280 acessos do Banco Ativo de Germoplasma de Mandioca da EMBRAPA, conseguindo reduzir em 50% os 28 descritores botânico-agronômicos utilizados. Segundo o autor, essa redução proporcionou uma maior facilidade na realização e interpretação das análises.
Empregando a mesma metodologia no Banco Ativo de Germoplasma de capim-elefante constituído de 60 acessos, Daher (1993) reduziu o número de
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descritores de 22 para oito, o que corresponde a um descarte de 63,6 % do conjunto original.
A metodologia proposta por Jolliffe (1972 e 1973) e Mardia et al. (1979), foi modificada parcialmente por Cury (1993) em um estudo com 30 acessos de mandioca. A proposta consistiu em descartar os caracteres que apresentavam os maiores coeficientes de ponderação (autovetores), nos últimos componentes principais (menores autovalores), conforme a metodologia original. Porém, a cada caráter descartado, era realizada uma nova análise com os caracteres remanescentes, sendo obtidos os novos autovalores. A análise tinha prosseguimento até não ser mais possível discriminar os maiores coeficientes dos autovetores ou pela inconsistência em descartar caracteres não redundantes. Após cada análise era observada a matriz de correlações fenotípicas entre as variáveis, para auxiliar no descarte daquelas consideradas redundantes. Foi observado que a partir do oitavo descarte, o critério tornou-se inconsistente, pois em cada ciclo de descarte apareciam mais de um descritor que era importante para aquele componente, tornando difícil a decisão de qual deles descartar. O número de variáveis a descartar não foi pré-fixado, como previa a metodologia original, que implicaria no descarte de 65% dos 20 descritores empregados. Com a modificação proposta, houve possibilidade de redução de 30% dos descritores utilizados (seis descritores), sem perda significativa de informações. Concluiu que o número de descartes não deve obedecer a um padrão rígido, conforme a metodologia inicial, sendo particular de cada caso.
Strapasson (1997) também empregou a metodologia proposta por Jolliffe (1972 e 1973) e Mardia et al. (1979), com pequenas adaptações. Como o número de acessos era muito inferior ao número de variáveis, as análises foram realizadas em cada um dos cinco grupos de descritores. Foi efetuada uma análise de componentes principais para as 15 variáveis reprodutivas, uma para as 22 variáveis vegetativas e três para cada avaliação agronômica. Com os descritores pré-selecionados foi realizada uma última análise, para definir o conjunto final. Verificou que oito descritores seriam os mais importantes na caracterização dos acessos, o que representa um descarte de 86% do total inicial. Concluiu, porém, que a metodologia proposta por Jolliffe (1972 e 1973) foi mais eficiente com os descritores reprodutivos e agronômicos que com os vegetativos.
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No gênero Theobroma começaram a surgir os primeiros trabalhos envolvendo a abordagem de análise multivariada nos anos 90. Dias (1994) adotou a metodologia modificada por Cury (1993). Trabalhou com uma coleção de 26 clones de cacaueiro, caracterizada através de 13 descritores de fruto e semente. Pelo critério empregado, quatro (31%.) desses descritores foram descartados. Caso a metodologia adotada fosse unicamente a preconizada por Jolliffe (1972; 1973), deveriam ser descartados 10 dos 13 caracteres, ou seja, cerca de 76 %.
Ainda em cacau, Bekele et al. (1994) utilizaram 10 caracteres de folha, 22 de flor e 33 de frutos, recomendados pelo International Board for Plant Genetic Resources (IBPGR), em 53 acessos de cacaueiros adultos. Empregando técnicas de análise de componentes principais, identificaram 12 descritores considerados como os mais discriminativos, o que significou um descarte de 78%.
Em cupuaçuzeiro, Araújo (2002) avaliou 27 acessos do Banco Ativo de Germoplasma de cupuaçuzeiro - Belém, utilizando 11 descritores de fruto. Verificou que a técnica de componentes principais foi efetiva na identificação de caracteres redundantes, sugerindo descartar três descritores.