5. Mecelle'de Satış Sözleşmesi
1.2. Vefaen Satış Sözleşmesinin Hukuki Niteliği
Estudos têm demonstrado que a competição entre plantas pode ser assimétrica ou unidirecional, ou seja, indivíduos maiores podem obter recursos desproporcionalmente e suprimir o crescimento de outros indivíduos menores (WEINER, 1990; SCHWINNING; WEINER, 1998; WICHMANN 2001; KROON; MOMMER; NISHIWAKI, 2003; CORDONNIER; KUNSTLER 2015). No entanto, o resultado de uma competição assimétrica depende da vantagem inicial que cada indivíduo apresenta. Por exemplo, se em uma comunidade o tamanho inicial dos indivíduos é diferente, aquele que tem o maior tamanho se sobressai adquirindo uma maior quantidade de recursos e assim estabelece rapidamente uma assimetria na competição com outros indivíduos (REWALD; LEUSCHNER, 2009). Para evitar esse tipo de falha em nosso estudo, as plantas foram cuidadosamente escolhidas para que todas tivessem aproximadamente o mesmo padrão morfológico e assim excluir a possibilidade de que o comportamento das plantas fosse uma consequência da diferença inicial dos seus tamanhos no início dos experimentos. Dessa forma nós garantiríamos que as variabilidades dos tamanhos das plantas no momento das análises fossem exclusivamente resultantes do tipo de interação predominante entre as raízes. Os coeficientes de variação de parâmetros chaves de crescimento indicaram que as plantas do grupo clonal que interagiram pelas raízes (NAd) em condição ambiental controlada, apresentaram um crescimento mais homogêneo (menores CVs) em comparação às plantas que não interagiram pelas raízes (Ad) (Figura 8). Esses dados indicam que plantas mais aparentadas, que passaram a discriminar raízes de outras plantas em condições ambientais não limitantes, tiveram uma competição assimétrica reduzida, diminuindo a variabilidade no crescimento médio dos indivíduos. Contudo, quando plantas desse grupo foram submetidas a NAd em condição de baixa disponibilidade de água, os CVs foram maiores comparados às plantas de Ad, indicando um aumento da competição assimétrica quando este recurso foi limitante, aumentando a variabilidade no crescimento das plantas. Essa resposta indica que, dentre as plantas que interagiram por meio das raízes, houve um competidor mais bem sucedido que se sobressaiu em relação aos outros, adquirindo uma maior quantidade de recursos que era limitado. Considerando o alto grau de parentesco entre as plantas deste
grupo, o aumento dos CVs provocado pela NAd em situação de deficiência de água pode suportar a HPR, uma vez que a similaridade genética para a aquisição e uso de recursos deve ter intensificado a competição pela disponibilidade de água limitada. Por outro lado, os valores dos CVs de plantas do grupo clonal sob Ade NAd nas outras condições ambientais testadas (deficiência nutricional, baixa irradiância, e temperaturas alta e baixa), não deixam claro a mudança de comportamento quando as plantas passaram a interagir por meio das raízes, indicando que o tipo de interação dos indivíduos desse grupo foi dependente do contexto ambiental dos quais foram submetidos.
No grupo de baixo grau de parentesco, foi observado que os CVs em tratamento controle foram aumentados quando as plantas foram submetidas a NAd em comparação a Ad (Figura 8), indicando o aumento de competição assimétrica quando indivíduos de maior variabilidade genética interagiram em ambientes não estressantes. Mas, de modo geral, os indivíduos desse grupo em condições ambientais limitantes (deficiência de água e nutrientes) tiveram os CVs reduzidos quando foram submetidos a NAd, em comparação a Ad, indicando que quando plantas de baixo grau de parentesco passaram a interagir pelas raízes, tiveram o comportamento competitivo reduzido uma vez que os recursos ambientais foram limitados. Essa redução da competição assimétrica em condições ambientais restritivas não significa, necessariamente, que alta variabilidade de tamanho das plantas do tratamento Ad foi resultado da competição entre suas próprias raízes. Mas ao considerar que as plantas deste grupo eram provenientes de uma população de E. urophylla, onde a diversidade genética era alta, a maior variabilidade no crescimento das plantas era esperado como resultado de diferentes níveis de plasticidade desses indivíduos em condições ambientais restritivas.
As respostas obtidas no grupo populacional com relação ao comportamento das plantas em diferentes condições ambientais, são consistentes com estudos prévios que indicam que a restrição de recursos, especialmente a disponibilidade de água, leva à uma simetria no desenvolvimento entre plantas que competem entre si (REWALD; LEUCHNER, 2009; WICHMANN, 2001). Rewald e Leuchner (2009) sugerem que, quando a redução de recursos ambientais atinge de forma semelhante todos os indivíduos, a capacidade competitiva de cada indivíduo pode diminuir continuamente à medida que o ambiente se torna mais estressante. Portanto, nossos resultados indicam que a redução da disponibilidade de água e nutrientes
devem ter reduzido o potencial competitivo de plantas de população de E. urophylla e que esses são recursos ambientais controladores de competição assimétrica. Por outro lado, em comparação ao tratamento Ad, foi observado que plantas do grupo de população em regime de baixa temperatura aumentaram os CVs quando foram submetidas ao tratamento NAd, assim como foi observado no tratamento controle. Essa resposta indica que houve um aumento da competição assimétrica quando as plantas passaram a interagir por meio das raízes, sugerindo que comportamento competitivo de plantas de baixo grau de parentesco não foi influenciado por esse regime térmico.
A partir dos coeficientes de variação deste estudo, a identificação do aumento da competição assimétrica no grupo de maior grau de parentesco sob deficiência de água, e da redução da competição no grupo de menor grau de parentesco sob deficiência de água e de nutrientes, permitem a invalidação da terceira hipótese levantada (Quando uma espécie é sujeita a algum tipo de restrição ambiental, é
esperado o predomínio de comportamento competitivo em indivíduos com menor grau de parentesco, e o predomínio de comportamento facilitativo em indivíduos com maior grau de parentesco), indicando que o tipo de comportamento entre plantas que interagiram por meio das raízes não foi unicamente dependente das relações genéticas entre elas, mas foi regulado pela condição ambiental.
A facilitação entre plantas pode ser detectada experimentalmente quando elas são capazes de reduzir a sua competitividade na presença de vizinhos e aumentar o
fitness (MILLA et al., 2009; MURPHY; DUDLEY, 2009; BIERNASKIE, 2011). E apesar de não ter sido possível observar as consequências da interação sobre a reprodução das plantas dos dois grupos, não podemos descartar a possibilidade de que as plantas do grupo populacional sob deficiência de água e de nutrientes interagiram de forma positiva, uma vez que nessas condições ambientais, a competição assimétrica foi reduzida (redução de CVs) e a biomassa total foi mantida (baixo IVNNA de MSt) quando as raízes passaram a interagir pela NAd. Dessa forma,
interações positivas devem ter favorecido as menores perdas de biomassa em situações onde os recursos ambientais foram limitantes.
5.2.2. Discriminação de plantas e a estabilidade do desenvolvimento