Sınıf 4 lazer ışınları 10 metreye kadar ulaşabilir, işte bu nedenle bu durum lazerin doku üzerine etkilerini anlamak için önemlidir. Lazer kullanımda olduğunda lazer güvenliği
2. GEREÇ VE YÖNTEM
4.2. Sonuçların Tartışılması
4.2.5. VAS Değerlendirmesi
As questões conceituais acerca da biblioteca comunitária evidenciam forte dimensão social, cultural e educacional a ela atrelada. Tais dimensões influenciam diretamente na constituição de seus serviços, bem como na caracterização de seu público. No que tange aos serviços, identifica-se que esses, por vezes, serão o reflexo das demandas locais, fazendo assim com que sua atuação seja bastante diversificada. Porquanto, os relatos ligados a essas experiências evidenciam que suas ações se voltam, de modo geral, ao fomento da leitura, às ações educativas e às atividades culturais das comunidades.
Em análise acerca das práticas relativas às bibliotecas comunitárias no Brasil, Machado (2008) identifica que, nesses espaços, existe a ocorrência, principalmente, de atividades como: mediação de leitura, saraus literários, cursos de capacitação e aperfeiçoamento, palestras, seminários, concursos de poesia, oficinas, além daqueles serviços tradicionais, tais como, empréstimo e pesquisa local.
De modo semelhante, Cavalcante (2014a) indica também a possibilidade desses espaços atuarem como centros de informação e desenvolvimento local. Caracterizando-os como espaços dinâmicos e sustentáveis que podem favorecer a comunidade com:
a) Acervos atualizados constituídos por livros, revistas, folhetos, jornais, CDs, DVDs, filmes, músicas etc. Devendo ser o mais variado possível para ensejar o interesse de crianças, jovens e adultos;
b) Acervo contendo a memória da comunidade, com fotos e objetos pessoais de seus moradores, das atividades produtivas, da cultura local etc.;
c) Lugar agradável e amplo para a realização de encontros, cursos, reuniões e assembleias para os moradores;
d) Realização de atividades culturais como cursos, oficinas de leitura, contação de histórias, rodas de poesias, exibição de filmes, gincanas etc.;
e) Realização de cursos de capacitação profissional, palestras e outras possibilidades para estimular a economia solidária e a agricultura familiar (CAVALCANTE, 2014a, p. 30-31).
Cavalcante (2014a) indica alguns aspectos positivos, nos quais, a comunidade poderá ser beneficiada em decorrência dessas ações, por exemplo: na tomada de decisões relativas à solução de problemas do cotidiano; na implantação de pequenas empresas comunitárias; no fortalecimento de suas associações, sindicatos e cooperativas, ajudando a resolver problemas jurídicos; no desenvolvimento local e na união contra qualquer tipo de dominação, reconhecendo seus direitos e deveres.
Não obstante, algumas das atividades citadas pelas duas autoras serão encontradas em outros tipos de biblioteca, como a biblioteca pública. Contudo, será a intenção por trás dessas ações que as tornarão diferentes, haja vista, que o processo de criação dessas atividades seguirá demandas específicas de sua localidade; frutos de uma interação dialógica entre biblioteca e comunidade, e não segundo metas e leis pré-estabelecidas por uma instância privada ou governamental.
Cabe ressaltar a existência de semelhanças entre as ações das bibliotecas comunitárias brasileiras e àquelas destacadas no quadro desenvolvido por Bastos, Almeida e Romão (2011), o qual se refere aos países em desenvolvimento, o que demonstra que, em países que enfrentam elevados problemas socioeconômicos, como é o caso também do Brasil, a atuação desses espaços seguirá direcionamento similar.
No tocante aos usuários dessas bibliotecas, Machado (2008) indica que, de modo geral, esses podem ser constituídos por diversos grupos, como crianças, jovens, adultos e idosos. Essa diversidade de público se justifica pelo fato de que as bibliotecas comunitárias se mobilizam em um esforço conjunto para o atendimento das necessidades educacionais e culturais locais. Todavia, a autora afirma que, em alguns casos, essas bibliotecas podem direcionar os esforços para grupos específicos, devido a alguma necessidade particular que ali se apresenta.
Tendo isso em vista, pode-se, então, considerar que a comunidade como um todo possui status de usuário potencial da biblioteca e que os indivíduos que compõem esses locais, ao mesmo tempo em que formam diversos grupos, possuem também diferentes necessidades e demandas informacionais. Para conhecer essas demandas, estudos de comunidade e de usuários tornam-se, por isso, imprescindíveis.
De acordo com Figueiredo (1994, p. 7), os estudos de usuários são investigações realizadas com o intuito de descobrir o que “os indivíduos precisam em matéria de informação, ou então, para saber se as necessidades de informação por parte dos usuários [...] estão sendo satisfeitas de maneira adequada”. Em sintonia com os aspectos elucidados por Figueiredo (1994), Costa (2016) apresenta uma perspectiva atual da definição desses estudos como sendo,
[...]o conjunto de conhecimentos, ou disciplina, pertencente à área da Ciência da Informação para compreender, por meio de investigações, e detectar o que o usuário necessita em matéria de informação, buscando interação entre usuário e informação, ampliando e interferindo na sua produção. (COSTA, 2016, p. 68)
No tocante à realização desses estudos em contextos locais, é importante ter em mente que as necessidades e fluxos informacionais presentes neles assumem naturezas bastante diversas. O que indica que essa sondagem precisa acontecer de forma dialógica, pois, os usuários da informação em contextos locais desejam, muitas vezes, não somente dados informacionais, mas também processos comunicacionais de informação (CAVALCANTE, 2014b).
Não obstante, os usuários em contextos locais são, como destaca Cavalcante (2014, p.262), “tão híbridos em suas demandas quanto às informações que desejam receber e as muitas que podem produzir sobre seus contextos, memórias e identidades comunitárias”. Diante desse princípio, observa-se que, diferentemente de outros tipos de bibliotecas, as necessidades e demandas presentes no âmbito das bibliotecas comunitárias serão tão diversas quanto os grupos das comunidades em que se inserem, por conseguinte, os serviços e ações ofertados deverão ser pensados com foco nas demandas desses locais.
Ademais, compreende-se que os estudos de grupos e dos usuários podem vir a auxiliar a biblioteca comunitária no desempenho de sua missão e dos objetivos na comunidade em que se insere. Combinando estudos que levem em consideração os aspectos supracitados e as dinâmicas e fluxos informacionais, a biblioteca estará progressivamente mais próxima do cumprimento de sua missão e do alcance de suas finalidades. Em síntese, esse conjunto de interlocuções acerca da biblioteca comunitária enseja a compreensão de que, amparada pelo status autônomo que possui, essa biblioteca tem o potencial de atuar como um centro cultural e informacional, sendo reflexo da comunidade da qual é parte.
Diferentemente das bibliotecas ligadas a órgãos governamentais, públicos ou privados, as bibliotecas comunitárias possuem a autonomia de construir e seguir um projeto político-social criado de forma participativa e colaborativa. No entanto, é importante considerar que, para alcançar seus objetivos de promoção da leitura e inclusão informacional, torna-se necessário o conhecimento do público e do espaço no qual está localizada, que deve ser realizado de forma dialógica, levando em consideração o contexto social e as necessidades e interesses de seus indivíduos. Nesse mérito, é importante destacar que, ao situar-se em contextos comunitários sempre plurais, a biblioteca comunitária terá em seu território uma riqueza de vestígios de cultura e memórias, a qual deve estar sempre em evidência, mediante seus serviços, acervos e ações.