Aşama 3: Raporlama tarihi itibariyle değer düşüklüğüne uğradıklarına dair tarafsız kanıtı bulunan finansal varlıkları içermektedir. Bu varlıklar için ömür boyu beklenen kredi zararı
12 aylık beklenen zarar: bir finansal varlığın ilk kaydından itibaren kredi riskinin önemli bir ölçüde artmadığı varsayılan varlıklar için hesaplanan beklenen kayıptır. Bu sınıftaki varlıklar
As formações geológicas influenciam no padrão de escoamento na bacia, pois dependendo do tipo de substrato, a água terá maior ou menor facilidade para infiltrar, não só isso, a geomorfologia tem estreita ligação com as condições estruturantes do relevo.
A bacia do rio Piranhas-Açu é formada basicamente por dois domínios geológicos. A montante da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, distribuindo-se ao longo de praticamente toda a porção do alto e médio curso, há predominância do embasamento cristalino (80% da sua área total), e no baixo curso prevalecem os depósitos sedimentares.
recorte espacial da área de estudo, que foi baseado nos dados da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM).
Figura 12 – Unidades Geológicas do Baixo-Açu.
Fonte: CPRM (2006), IBGE (2010). Elaboração: Marysol Medeiros (2016).
mais coesas, pouco porosas e impermeáveis, por isso de difícil percolação da água, desse modo, no período chuvoso, a maior parte da lâmina d’água escoa superficialmente, levando consigo grandes cargas de material, uma vez que, os solos que recobrem tal porção são rasos e pedregosos. Além do mais, a estrutura geológica define a orientação da morfologia do vale da bacia.
Entretanto, na região do Baixo-Açu, predominam as formações sedimentares que, ao contrário do embasamento cristalino, possuem datação mais recente, com maior porosidade e consequentemente, maior capacidade de infiltração de água. Vale salientar que esta região apresenta uma das maiores reservas de água subterrânea do estado, o aquífero Jandaíra, bem como o aquífero Açu, que podem influenciar sobremaneira no volume de água do rio Piranhas-Açu a jusante, pois em alguns pontos estes aquíferos servem como contribuintes do rio.
Os Depósitos sedimentares são de datação recente, formados basicamente por depósitos do Quaternário, Terciário e sedimentos do Mesozoico, que estão dispostos na Bacia Potiguar (bacia sedimentar cretácea). A bacia Potiguar encontra-se ao longo do litoral do estado do Rio Grande do Norte, adentrando ao estado do Ceará, limitando-se a sul, leste e oeste pelo embasamento cristalino e ao norte pela plataforma de Aracati.
São de datação mais recente as Coberturas Continentais Cenozóicas que são compostas por sedimentos siliciclásticos (Paleógeno-Neógeno) do Grupo Barreiras e às formações Tibau, e Potengi, além dos sedimentos inconsolidados do Neógeno (CPRM, 2006).
As rochas encontradas a montante da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves são mais antigas e compõem o embasamento cristalino, têm por característica sua dureza e pouca permeabilidade, que associadas ao clima semiárido faz com que haja o prevalecimento do intemperismo físico, consequentemente, formas de relevo mais dissecadas. A associação de relevo e porosidade das rochas irá influenciar no padrão de escoamento da água, logo, relevos mais declivosos terão energia potencial maior e, com isso maior velocidade na descida da água pela vertente associada a um maior poder de transporte de sedimentos e detritos. Quanto menos permeabilidade a rocha apresentar, maior será a quantidade de água escoando superficialmente, assim, maior será o deflúvio.
No quadro a seguir estão descritas as principais unidades geológicas encontradas na área de estudo, tanto na Bacia Potiguar quanto no embasamento cristalino a partir das unidades mais recentes para as unidades mais antigas.
Quadro 10 – Descrição das Unidades Geológicas encontradas na área de estudo. Éon Era Período Época Unidade Geológica Litologia Local de Ocorrência
Fa re no zoi co Ce no zói co Q ua te rná ri o H ol oc eno Depósitos Aluvionares (N4a) Sedimentos arenosos e argiloarenosos, com níveis
irregulares de cascalhos, formando os depósitos de canal, de barras de canal e da planície de inundação dos cursos médios dos rios.
Nas várzeas encontram-se as argilas vermelhas e,
subordinadamente, as argilas brancas.
Ocorrem ao longo dos vales dos principais rios
que drenam o estado. Depósitos Litorâneos de Praias e Dunas Móveis (N4ldp) Areias esbranquiçadas de granulação fina a grossa,
quartzosas, bem selecionadas, limpas, ricas em bioclastos e, por vezes,
em minerais pesados.
Ocorrem em uma faixa estreita e paralela à linha
de costa. Pl ei st oc eno Depósitos Eólicos Litorâneos de Paleodunas (N34elp) Areias esbranquiçadas, de granulação fina a média, bem selecionadas, maturam,
com estruturas de grain fall e estratificações cruzadas de baixo ângulo. Fácies de dunas e interdunas de planície costeiras geralmente recobertas por vegetação. Depósitos fluviolacustrinos (N34flc)
Areia fina a média intercalada com pelitos; material síltico-argiloso; depósitos de diatomita e
argilas brancas.
Depósitos de barra de pontal, originários do regime meandrantes dos
rios; depósitos de transbordamento constituídos por planície
de inundação ocasionada pelas cheias;
depósitos lacustres e sedimentos de fundo de lagoas. Depósitos flúviomarinhos (N34fm) Areias finas, esbranquiçadas, quartzosas e texturalmente maturam.
Formam as ilhas nos baixos cursos das principais drenagens e os terraços das margens
das baías, sofrendo influência dos rios e das
marés.
Depósitos aluvionares antigos
(N3a)
Conglomerados/ cascalhos, areias grossas e médias com
intercalações subordinadas de areias finas e argilas.
Formam os terraços fluviais dos vales mais antigos nas margens do
rio Piranhas-Açu, associados à migração
do paleocanal do rio para leste até a posição
atual.
Depósitos de mangues (N23m)
Lamas arenosas plásticas, não adensadas e bioturbadas, contendo restos
de vegetais em decomposição, recobertos
por vegetação arbustiva característica.
Encontrados ao longo da faixa litorânea.
Éon Era Período Época Unidade Geológica Litologia Local de Ocorrência Fa re no zoi co Ce no zói co N eóge no Pl ioc
eno Depósitos colúvio- eluviais (N23c)
Sedimentos arenosos e arenoargilosos esbranquiçados e avermelhados, por vezes,
constituindo depósitos conglomeráticos com seixos
de quartzo predominantes.
Depósitos originados por processos viscosos do tipo fluxo de detritos, constituindo fácies de leques aluviais de enxurradas proveniente
do retrabalhamento de sedimentos da Formação
Serra dos Martins.
Pa le óge no O li go ce no Formação Potengi (ENpt)
Fácies de arenitos médios a grossos, com estratificações
cruzadas tabulares de grande porte tangenciais na base, caracterizada por duas camadas de arenitos: uma
inferior, branca; uma superior, com coloração
vermelha a amarelada.
Região litorânea centro- norte do RN, entre as cidades de Macau e Galinhos. Grupo Barreiras (ENb) Depósitos contendo cascalho e areias grossas a finas, em geral feldspáticas,
com coloração esbranquiçada, creme- amarela a avermelhada (sedimentos mais recentes).
Intercalam-se microclastos sob a forma de camadas, filmes e lentes deargila/silte.
Aflora ao longo de uma faixa próxima ao litoral do estado, por vezes constituindo falésias litorâneas. Formação Tibau (E3N1t) Arenitos grossos, depositados predominantemente em ambiente de leques costeiros. Sobrepostos aos carbonatos da Formação Guamaré da Bacia Potiguar. Encontra-
se ao sul da cidade de Macau. Basalto Macau (E3βm) Olivina-basaltos, basanitos, ankaratritos e nefelinitos alcalinos, com raros nódulos
de peridotitos. Possuem granulação fina a afanítica,
por vezes apresentando textura vesicular.
Ocorrem de forma mais expressiva nas adjacências da cidade de Macau e no neck/pico do Cabugi, ocorrendo como derrames, diques, plugs e
necks. M es oz ói co Cre tá ce o Supe ri or Basalto Serra do Cuó (K2βc) Olivina-basaltos, de afinidade química alcalina,
que ocorrem em forma de derrames e soleiras. 10 km a sul da cidade de Ipanguaçu, às margens do rio Piranhas-Açu. Formação Jandaíra (K2j) Calcarenitos bioclásticos com foraminíferos bentônicos, por vezes associados a algas verdes; calcilutitos com marcas de raízes, dismicrito, além de
dolomitos e, subordinadamente, argilitos.
Rochas carbonáticas sobreposta aos arenitos
da Formação Açu. Infe ri or Formação Açu (K12a) Camadas espessas de arenitos médios a muito
grossos, de cor esbranquiçada, com intercalações de folhelhos,
argilitos verde-claros e
Arenitos finos e grossos que repousam sobre o embasamento da Bacia Potiguar em sua porção
Fonte: Elaborado pela autora a partir de dados do CPRM (2006).
A associação de mais quantidade de água e maior capacidade de transporte de sedimentos e detritos faz com que os grandes reservatórios não sejam capazes de conter as enchentes e inundações, tendo em vista que além do grande volume de água que entra na barragem elevando rapidamente a lâmina d’água, faz com que os sedimentos e detritos transportados sejam contidos na barragem, depositando-se e assoreando-o.