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Vadesi geçmiş ancak değer düşüklüğüne uğramamış varlıkların net defter

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C. Vadesi geçmiş ancak değer düşüklüğüne uğramamış varlıkların net defter

A Lei n. 10.233, de 05.06.2001, reestruturou os transportes aquaviário e terrestre, criou o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes.

O artigo 2º desse diploma legal estabelece que o Sistema Nacional de Viação (SNV) é constituído pela infra-estrutura viária e pela estrutura operacional dos diferentes meios de transporte de pessoas e bens, sob jurisdição da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. O seu parágrafo único preceitua que o SNV rege-se por princípios e diretrizes fixados de acordo com os incisos XII, XX e XXI do artigo 21 da Constituição Federal.413

Uma das finalidades visadas com a instituição do sistema é baratear o preço do serviço de transporte. É o que se extrai do parágrafo 1º do artigo 4º, que define como infra- estrutura viária adequada a que torna mínimo o custo total do transporte, compreendido como o somatório dos custos de investimento, manutenção e operação do sistema.

A lei contempla o dever de universalização dos transportes, prevendo a possibilidade de criação de subsídios para o alcance de tal objetivo. No artigo 6º, figura entre as atribuições do Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (CONIT): “(...) IV - aprovar, em função das características regionais, as políticas de

413 “Artigo 21 - Compete à União: (...) XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens; b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos; c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária; d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou Território; e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros; f) os portos marítimos, fluviais e lacustres; (...) XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e transportes urbanos; XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação.”

prestação de serviços de transporte às áreas mais remotas ou de difícil acesso do país, submetendo ao Presidente da República e ao Congresso Nacional as medidas específicas que implicarem a criação de subsídios.”

Os artigos 11 e 12 estabelecem os princípios gerais e as diretrizes a serem perseguidos na execução do serviço, enfatizando a obrigação de cada esfera de governo assumir o encargo de subsidiar as respectivas atividades de transportes, bem como atender ao princípio da eficiência, no que pertine ao planejamento dos custos. As normas em comento estão assim redigidas, in verbis: “Artigo 11 - O gerenciamento da infra-estrutura e a operação dos transportes aquaviário e terrestre serão regidos pelos seguintes princípios gerais (...) IV - assegurar, sempre que possível, que os usuários paguem pelos custos dos serviços prestados em regime de eficiência. Artigo 12 - Constituem diretrizes gerais do gerenciamento da infra-estrutura e da operação dos transportes aquaviário e terrestre: (...) VI - estabelecer que os subsídios incidentes sobre fretes e tarifas constituam ônus ao nível de governo que os imponha ou conceda.”

No que diz respeito às formas de delegação dos serviços, verifica-se que a Lei n. 10.233/2001 tratou dos três meios tradicionais de delegação: concessão, permissão e autorização. A primeira figura (concessão) será aplicada quando houver a exploração de infra-estrutura de transporte público, precedida ou não de obra pública – é o caso da concessão de rodovias remuneradas por pedágios – e a prestação de serviços de transporte associados à exploração da infra-estrutura.

Sob o regime de permissão, serão prestados os serviços regulares de transporte terrestre coletivo de passageiros desvinculados da exploração da infra-estrutura (MP n. 2.217-3, de 04.09.2001). A delegação mediante autorização foi reservada para as situações de prestação não regular de serviços de transporte terrestre coletivo de passageiros, de prestação de serviço de transporte aquaviário ou de exploração de infra-estrutura de uso privativo (MP n. 2.217-3, de 04.09.2001).414

414

“Artigo 14 - (...) I - depende de concessão: a) a exploração das ferrovias, das rodovias, das vias navegáveis e dos portos organizados que compõem a infra-estrutura do Sistema Nacional de Viação; b) o transporte ferroviário de passageiros e cargas associado à exploração da infra-estrutura ferroviária; III - depende de autorização: a) Vetado; b) o transporte rodoviário de passageiros, sob regime de afretamento;c) a construção e operação de terminais portuários privativos;d) Vetado; f) o transporte ferroviário não regular de passageiros, não associado à exploração da infra-estrutura. IV - depende de permissão: a) o transporte rodoviário coletivo regular de passageiros (MP n. 2.217-3/2001); b) o transporte ferroviário de passageiros não associado à infra-estrutura (MPn. 2.217-3/2001).”

O instituto da autorização está previsto no artigo 21 da Carta Constitucional. Todavia, sua caracterização não consta da Lei Maior, resultando de construção doutrinária. Mesmo a doutrina diverge quanto à definição dos elementos que integram a delegação mediante autorização. Almiro do Couto e Silva, ao abordar o regime privado previsto para o serviço de telecomunicações (Lei n. 9.472/97), cuja forma de outorga é a “autorização”, afirma caber ao legislador ordinário definir o que venha a consistir “autorização”, não havendo impedimento para que o instituto possa ser caracterizado como ato discricionário ou ato vinculado (licença).415

Assim é que a Lei n. 10.233/2001 guardou a delegação mediante autorização para os serviços públicos que visam atender interesse coletivo não tão relevante, como o transporte rodoviário de passageiros em regime de afretamento, deixando os regimes de concessão e permissão para as linhas regulares de transporte coletivo urbano. Conferiu-se maior flexibilidade ao instituto, inclusive liberdade de preços.416

De acordo com o artigo 21 desse diploma legal, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é entidade integrante da Administração federal indireta, submetida ao regime autárquico especial e vinculada ao Ministério dos Transportes. Consoante o artigo 22, a esfera de atuação da Agência é a seguinte: I - o transporte ferroviário de passageiros e cargas ao longo do Sistema Nacional de Viação; II - a exploração da infra-estrutura ferroviária e o arrendamento dos ativos operacionais correspondentes; III - o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros; IV - o transporte rodoviário de cargas; V - a exploração da infra-estrutura rodoviária federal; VI - o transporte multimodal; VII - o transporte de cargas especiais e perigosas em rodovias e ferrovias.417

415 Almiro do Couto e Silva, Privatização no Brasil e o novo exercício de funções públicas por particulares. Serviço público “à brasileira”?, cit., p. 69.

416

“Artigo 43 - A autorização aplica-se segundo as diretrizes estabelecidas nos artigos 13 e 14 e apresenta as seguintes características: I - independe de licitação; II - é exercida em liberdade de preços dos serviços, tarifas e fretes, e em ambiente de livre e aberta competição; III - não prevê prazo de vigência ou termo final, extinguindo-se pela sua plena eficácia, por renúncia, anulação ou cassação. (...) Artigo 45 - Os preços dos serviços autorizados serão livres, reprimindo-se toda prática prejudicial à competição, bem como o abuso do poder econômico, adotando-se nestes casos as providências previstas no artigo 31.”

417

Com a extinção da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o serviço de transporte ferroviário metropolitano e urbano foi transferido para Estados e Municípios, in verbis: “Artigo 103 - A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Empresa de Transportes Urbanos de Porto Alegre S.A (TRENSURB) transferirão para os Estados e Municípios a administração dos transportes ferroviários urbanos e metropolitanos de passageiros, conforme disposto na Lei n. 8.693, de 3 de agosto de 1993. Parágrafo único - No exercício das atribuições referidas nos incisos V e VI do artigo 25, a ANTT

Por último, destaca-se que a Lei n. 10.233/2001 acolheu o princípio da livre concorrência e previu o sistema de remuneração tarifário com base em limites máximos, no artigo 28: “A ANTT e a ANTAQ, em suas respectivas esferas de atuação, adotarão as normas e os procedimentos estabelecidos nesta Lei para as diferentes formas de outorga previstos nos artigos 13 e 14, visando a que: (...) II - os instrumentos de concessão ou permissão sejam precedidos de licitação pública e celebrados em cumprimento ao princípio da livre concorrência entre os capacitados para o exercício das outorgas, na forma prevista no inciso I, definindo claramente: a) Vetado; b) limites máximos tarifários e as condições de reajustamento e revisão; c) pagamento pelo valor das outorgas e participações governamentais, quando for o caso.”

Benzer Belgeler