UMS 19 – Tanımlanmış Fayda Planları: Çalışan Katkıları (Değişiklik)
22 KISA VADELİ KARŞILIKLAR i) Karşılıklar
8.1 Argentina
A República Argentina constitui o segundo maior país da América do Sul em território e o terceiro em população. Entre os países que integram a tríplice fronteira, possui o maior número de órgãos especializados. Em âmbito federal há a Policía Federal Argentina294, com caráter civil e a Gendarmeria Nacional295, de caráter militar com atribuições especiais de polícia de fronteira. Também existem órgãos específicos como a Prefectura Naval Argentina296, que exerce a polícia portuária e a Policía de Seguridad Aeroportuária297, responsável pela polícia aeroportuária, além das polícias provinciais.
O Código Processual Penal de la Nación dispõe em seu art.174298 que o crime de tráfico poderá ser denunciado por qualquer pessoa, seja ao juiz, ao Ministério Público (Agente Fiscal) ou aos Órgãos de Segurança Pública (Autoridades de Prevención).
Desta feita, compreende-se que toda a denúncia encaminhada ao Ministério Público deverá ser conduzida, com a maior brevidade possível, ao Poder Judiciário, objetivando a determinação da autoridade competente para conduzir as investigações. Por sua vez, as denúncias recebidas pelas autoridades policiais deverão ser comunicadas tanto ao juiz de instrução quanto ao Ministério Público.
Os funcionários da polícia ou das forças de segurança, além de receber as denúncias, deverão zelar para que os rastros materiais sejam conservados e para que o estado das coisas, no local do delito, não se modifique até que seja determinada a autoridade competente, dispondo, se necessário, que nenhuma das pessoas encontradas no local dos fatos ou suas adjacências se afastem dele nem se comuniquem entre si, até que sejam realizadas todas as diligências necessárias, as quais deverão ser anunciadas imediatamente ao juiz. Se houver perigo de qualquer demora que comprometa o êxito
294 Disponível em: http://www.pfa.gob.ar/default.asp?p=nuevo. Acesso em: 29 out. 2014.
295 Disponível em: http://www.gendarmeria.gov.ar/institucional/index.html. Acesso em: 29 out. 2014.
296 Disponível em: http://www.prefecturanaval.gov.ar/web/es/html/inst_organizacion.php#Ámbitos de ctuación y
despliegue geográfico. Acesso em: 29 out. 2014.
297 Disponível em: http://www.psa.gov.ar. Acesso em: 29 out. 2014.
298 Denuncia – Facultad de denunciar – Art.174. Toda persona que se considere lesionada por un delito cuya
represión sea perseguible de oficio o que, sin pretender ser lesionada, tenga noticias de él, podrá denunciarlo al juez, al agente fiscal o a la policía. Cuando la acción penal depende de instancia privada, sólo podrá denunciar quien tenga derecho a instar, conforme a lo dispuesto a este respecto por el Código Penal. Con las formalidades previstas en el capítulo IV, del título IV, del libro primero, podrá pedirse ser tenido por parte querellante. Disponível em: http://www.oas.org/juridico/PDFs/arg_ley23984.pdf. Acesso em: 29 out.2014.
da investigação, deverá fazer constar o estado das pessoas, coisas e lugares, através de inspeções, planos, fotografias, exames técnicos e demais operações que aconselhem a Polícia Científica, interrogar testemunhas e deter os pretensos culpados nos casos e formas autorizados pelo Código de Processo Penal, além de mantê-los incomunicáveis, pelo prazo de dez horas, as quais não poderão ser prorrogadas, sem ordem judicial.299
A investigação possui duas etapas: uma de instrução (escrita) e outra de juízo oral (oralidade). Finalizada a instrução, de acordo com os arts.346, 351 e 353 do Código de Processo Penal, mediante o auto, as atuações serão elevadas a juízo oral, continuando sua tramitação no Tribunal Oral. O ato de elevação deve ter base, sob pena de nulidade, no requerimento de elevação a juízo, que deve ser instrumentado pelo fiscal de instrução atuante.300
Existe previsão de assistência à vítima, conforme disposição no Decreto nº1.281/2007301, através do Programa Nacional de Prevención y Erradicación de la Trata de Personas y de Asistencia a sus Víctimas e o Programa Las Víctimas contra las Violencias, a Unidad para la Investigación de Delitos Contra la Identidad Sexual, Trata de Personas y Prostitución Infantil, a Oficina de Asistencia a la Victima sob jurisdición de la Procuradoria General de la Nacióne a Prefectura Naval Argentina em El Universo e Modalidades Delictivas em la Región Fronteiriza Fluvial, de aplicação no âmbito das Províncias de Missiones, Corrientes, Formoza e Chaco, a qual estipula atividades de inteligência criminal, operações de combate ao crime organizado e capacitação do efetivo da instituição.
Há ainda, um número gratuito e um formulário disponível na web para receber denúncias de tráfico de pessoas e de exploração trabalhista criado pelo Instituto Nacional contra la Discriminación, la Xenofobia y el Racismo.302
No que tange às atividades governamentais, o Governo da Argentina, aprovou por meio da Lei nº26.364 a política de Prevención y Sancion de La Trata de Personas y Asistencia a sus Victimas, a qual foi sancionada e promulgada em 9 e 29 de abril de 2008, respectivamente. Nesse sentido, a lei argentina de enfrentamento ao tráfico tem por escopo implementar medidas para prevenir e reprimir o tráfico de
299 SPRADNEL, Márcia Anita; PENNA, Rodrigo P.M. Cooperação e coordenação policial no MERCOSUL e
Chile para o enfrentamento ao tráfico de pessoas – Informações básicas. Brasília: OIT, 2009, p.68.
300 SPRADNEL, Márcia Anita; PENNA, Rodrigo P.M. Cooperação e coordenação policial no MERCOSUL e
Chile para o enfrentamento ao tráfico de pessoas – Informações básicas. Brasília: OIT, 2009, p.68-69.
301Disponível em: http://www.infoleg.gov.ar/infolegInternet/anexos/130000-134999/132930/norma.htm. Acesso em:
29 out.2014.
pessoas, oferecendo a proteção necessária às suas vítimas, razão pela qual o instrumento traz dois conceitos de tráfico de pessoas, um para pessoas maiores de 18 anos (art.2º303) e outro aos menores de 18 anos (art.3º304).305
Consoante o art.4º,306 são consideradas quatro as finalidades de tráfico de pessoas: escravidão, servidão ou práticas análogas a estas, trabalhos ou serviços forçados, comércio sexual e extração de órgãos do corpo humano.
Dispõe o art.5º307 que as pessoas traficadas não poderão ser responsabilizadas criminalmente pelo fato de terem contribuído para a consumação deste tipo de crime, buscando-se impossibilitar a perpetração de injustiças com as vítimas do tráfico.
Por sua vez, o art.6º308 disciplina os direitos das pessoas traficadas enquanto o art.7º309 prevê circunstâncias especiais concernentes a estes direitos, em consonância com o texto do Protocolo de Palermo.
303 Artículo 2º–Trata de mayores de DIECIOCHO (18) años. Se entiende por trata de mayores la captación, el
transporte y/o traslado-ya sea dentro del país, desde o havia el exterior – , la acogida o la recepción de personas mayores de DIECIOCHO (18) años de edad, com fines de exploración, cuando mediate engaño,fraude, violencia, amenaza o cualquer medio de intimidación o coerción, abuso de autoridad o de uma situación de vulnerabilidade,concesión o recepción de pagos o beneficios para obtener el consentimiento de uma persona que tenga autoridad sobre la victima, aun cuando existiere asentimiento de ésta.
304 Articulo 3º– Trata de menores de DIECIOCHO (18) años.Se entiende por trata de menores el oferecimineto, la
captación, el trasnporte y/o traslado – ya sea dentro del apís, desde o hacia el exterior –, la acogida o la recepción de personas menores de DIECIOCHO (18) años de edade, com fines de exploración. Existe trata de menores aun cuando no mediare engaño, fraude,violencia, amenaza a cualquier medio de intimidación o coerción,abuso de autoridad o de uma situación de vulnerabilidade, concesión o recepción de pagos o beneficios para obtener el consentimiento de uma persona que tenga autoridad sobre la viictima.el asentimiento de la victima de trata de personas menores de DIECICOCHO (18) años no tendrá efecto alguno.
305 SOARES, Mário Lúcio Quintão; SOUZA, Mércia Cardoso de Souza. O enfrentamento ao tráfico de pessoas no
âmbito do Mercosul. In: Sequência: Estudos Jurídicos e Políticos nº63, v.32, Joaçaba, jan.-jun., 2011, p.195.
306Articulo 4º – Explotación. A los efectos de la presente ley, existe explotación en qualquiera de los siguientes
supuestos:a) Cuando se redujere o mantuviere a una persona en condición de esclavitud o servidumbre o se la sometiere a prácticas análogas; b) Cuando se obligare a una persona a realizar trabajos o servicios forzados; c) Cuando se promoviere, facilitare, desarrollare o se obtuviere provecho de cualquier forma de comercio sexual; d) Cuando se practicare extracción ilícita de órganos o tejidos humanos.
307 Articulo 5º– No punibilidad. Las víctimas de la trata de personas no son punibles por la comisión de cualquier
delito que sea el resultado directo de haber sido objeto de trata. Tampoco les serán aplicables las sanciones o impedimentos establecidos en la legislación migratoria cuando las infracciones sean consecuencia de la actividad desplegada durante la comisión del ilícito que las damnificara.
308 Articulo 6º– Derechos. Las víctimas de la trata de personas tienen derecho a:a) Recibir información sobre sus
derechos en un idioma que comprendan, y en forma accesible a su edad y madurez; b) Recibir alojamiento apropiado, manutención, alimentación suficiente e higiene personal adecuada; c) Contar con asistencia psicológica, médica y jurídica gratuitas; d) Prestar testimonio en condiciones especiales de protección y cuidado; e) La protección frente a toda posible represalia contra su persona o su familia, pudiéndose incorporar al programa nacional de protección de testigos en las condiciones previstas en la Ley nº25.764. f) La adopción de las medidas necesarias para garantizar su integridad física y psicológica; g) Ser informadas del estado de las actuaciones, de las medidas adoptadas y de la evolución del proceso; h) Ser oídas en todas las etapas del proceso; i) La protección de su identidad e intimidad; j) Permanecer en el país, de conformidad con la legislación vigente, y a recibir la documentación o constancia que acredite tal circunstancia; k) Que se les facilite el retorno al lugar en el que estuviera asentado su domicilio; l) Acceder de manera voluntaria y gratuita a los recursos de asistencia. En el caso de niños, niñas y adolescentes, además de los derechos precedentemente enunciados, se garantizará que los procedimientos reconozcan sus necesidades especiales que implican la condición de ser un sujeto en pleno desarrollo de la personalidad. En ningún caso podrán ser sometidos a careos. Las medidas de protección de derechos aplicables no podrán restringir sus derechos y garantías, ni implicar privación de su libertad. Se procurará la reintegración a su familia nuclear o ampliada o a su comunidad.
Acerca da norma específica citada, a qual dispõe sobre o tráfico de pessoas (Lei nº26.364, de 29/04/2008310), Zunilda Niremperger e Francisco Rondan observam que embora ela tenha suprido um vazio legislativo, não foi possível findar todas as possibilidades de condutas relacionadas ao tráfico, tampouco propor a solução de questões interpretativas. Os autores acentuam como pontos nevrálgicos a não criminalização do cliente que utiliza dolosamente os serviços da vítima em situação de tráfico além de compelir a vítima maior de 18 anos a evidenciar que não assentiu com os maus-tratos ou com o exercício da prostituição.311
Além da proximidade geográfica, o cenário apresentado pela legislação Argentina aproxima-se da brasileira, conforme pondera Elena Florência Onassis:
A República Argentina, carente de uma legislação adequada e de mecanismos institucionais de assistência, prevenção, proteção e de uma política de perseguição penal deste delito, apresenta facilidade para o desenvolvimento desta atividade ilegal. Até que não se realize, seriamente e não mediante legislações de emergência, um programa de luta contra o Tráfico de Pessoas, o fenômeno continuará aumentando e as rede de Tráfico fortalecendo-se em todo o território.312
Buscando superar as deficiências da legislação argentina, no dia 27 de dezembro de 2012, foi publicada a Lei nº26.842, sobre “Prevención y Sanción de la Trata de Personas y Asistencia a sua Víctimas”, introduzindo modificações na Lei nº26.364/08 bem como ao Código Penal Argentino e ao Código de Processo Penal.
Dentre as principais alterações, assumem posição de destaque o amplo conceito de tráfico de pessoas, inserido no art.2º da Lei nº26.842/12313, em substituição
309 Artículo7º – Alojamiento de las víctimas. Em ningún caso se alojará a las víctimas de la trata de personas em
cárceles, estableciminentos penitenciarios, policiales o destinados al alojamiento de persnas detenidas, procesadas o condenadas.
310 Artículo 145 bis: El que captare, transportare o trasladare, dentro del país o desde o hacia el exterior, acogiere o
recibiere personas mayores de dieciocho años de edad, cuando mediare engaño, fraude, violencia, amenaza o cualquier otro medio de intimidación o coerción, abuso de autoridad o de una situación de vulnerabilidad, concesión o recepción de pagos o beneficios para obtener el consentimiento de una persona que tenga autoridad sobre la víctima, con fines de explotación, será reprimido con prisión de TRES (3) a SEIS (6) años. La pena será de CUATRO (4) a DIEZ (10) años de prisión cuando: 1. El autor fuere ascendiente, cónyuge, afín en línea recta, hermano, tutor, persona conviviente, curador, encargado de la educación o guarda, ministro de algún culto reconocido o no, o funcionario público; 2. El hecho fuere cometido por TRES (3) o más personas en forma organizada; 3. Las víctimas fueren TRES (3) o más. Disponível em: http://www.mpf.gob.ar/protex/recurso/concepto-trata-de-mayores-y- menores-de-18-anos. Acesso em: 31 out. 2014.
311 NIREMPERGER, Zunilda; RONDAN, Francisco. Mercaderes de vida: uma visión histórica, sociológica y
jurídica del delito de trata de personas. Resistencia: Contexto, 2010, p.74-75. Tradução livre.
312 ONASSIS, Elena Florencia. Trata de personas: la esclavitud del siglo XXI. Córdoba: Lerner, 2011, p.160.
Tradução livre.
313 Artículo 2º: Se entiende por trata de personas el ofrecimiento, la captación, el traslado, la recepción o acogida de
personas con fines de explotación, ya sea dentro del territorio nacional, como desde o hacia otros países. A los fines de esta ley se entiende por explotación la configuración de cualquiera de los siguientes supuestos, sin perjuicio de que constituyan delitos autónomos respecto del delito de trata de personas: a) Cuando se redujere o mantuviere a una persona en condición de esclavitud o servidumbre, bajo cualquier modalidad; b) Cuando se obligare a una persona a
ao art.20 da Lei nº26.364/08, além da disposição expressa de que o consentimento dado pela vítima de tráfico e exploração de pessoas, em nenhum caso, constitui causa de isenção da responsabilidade civil, penal ou administrativa dos autores, partícipes, cooperadores e instigadores do delito.
No que tange às mudanças inseridas pela Lei no Código Penal Argentino, destacamos a alteração de redação sofrida pelo art.126314, introduzida pelo art.22 da Lei nº26.845/12, que previu como agravantes circunstâncias anteriormente consideradas meios comissivos.
8.2 Uruguai
Dotado de uma estrutura mais enxuta, no Uruguai a Polícia Nacional é o único órgão de Segurança Pública, constituída de servidores civis com atribuição completa de polícia, nas áreas de polícia judiciária, ostensiva e administrativa.
O país está dividido em 19 departamentos, nos quais cada um é dotado de
uma chefatura de polícia. Montevidéu, capital e sede administrativa do Mercosul e
da ALADI conta com a maior delas.
Fazem parte de cada Chefatura distintas delegacias que detém especialização temática, como por exemplo, de investigações, de trânsito, de defesa da mulher e da família, criança e adolescente e por grupos especiais.
Há também unidades policiais especializadas (chamadas Dirección) que atuam em âmbito nacional, e que englobam as competências que, em repúblicas federativas, são tipicamente exercidas pelas polícias federais: Dirección Nacional de Migración (DNM), Dirección Nacional Polícia Caminera (DPPC), Dirección Nacional de Bomberos (DNB), Dirección Nacional de Información e Inteligência (DNII), realizar trabajos o servicios forzados; c) Cuando se promoviere, facilitare o comercializare la prostitución ajena o cualquier otra forma de oferta de servicios sexuales ajenos; d) Cuando se promoviere, facilitare o comercializare la pornografía infantil o la realización de cualquier tipo de representación o espectáculo con dicho contenido; e) Cuando se forzare a una persona al matrimonio o a cualquier tipo de unión de hecho; f) Cuando se promoviere, facilitare o comercializare la extracción forzosa o ilegítima de órganos, fluidos o tejidos humanos. El consentimiento dado por la víctima de la trata y explotación de personas no constituirá em ningún caso causal de eximición de responsabilidad penal, civil o administrativa de los autores, partícipes, cooperadores o instigadores. Disponível em: http://www.unla.edu.ar/documentos/centros/derechos_humanos/Ley26842.pdf. Acesso em: 31 out. 2014.
314 Articulo 22. Sustitúyese el artículo 126 del Código Penal por el siguiente: Artículo 126. En el caso del artículo
anterior, la pena será de cinco (5) a diez (10) años de prisión, si concurriere alguna de las siguientes circunstancias: 1. Mediare engaño, fraude, violencia, amenaza o cualquier otro medio de intimidación o coerción, abuso de autoridad o de una situación de vulnerabilidad, o concesión o recepción de pagos o beneficios para obtener el consentimiento de una persona que tenga autoridad sobre la víctima. 2. El autor fuere ascendiente, descendiente, cónyuge, afín en línea recta, colateral o conviviente, tutor, curador, autoridad o ministro de cualquier culto reconocido o no, o encargado de la educación o de la guarda de la víctima. 3. El autor fuere funcionario público o miembro de una fuerza de seguridad, policial o penitenciaria. Cuando la víctima fuere menor de dieciocho (18) años la pena será de diez (10) a
quince (15) años de prisión. Disponível em:
Narcotráficos (DNRTID), Dirección Nacional Prevención de Delito (DNPD), INTERPOL, Dirección Nacional de Asistencia Social Policial (DNASP), Dirección Nacional de Polícia Técnica (DNPT).315
As denúncias escritas ou anônimas poderão ser feitas por qualquer pessoa, podendo ser apresentadas à autoridade policial ou judicial. Aquelas pertinentes ao crime organizado e ao tráfico de pessoas geralmente são encaminhadas à Dirección Nacional de Información e Inteligencia, por constituir a unidade com mais recursos para combater este tipo de delito.316
A partir da denúncia, qualquer unidade executiva da Polícia Nacional ou a Dirección Nacional de Información e Inteligência poderá investigá-la. Na investigação corrobora-se a veracidade da denúncia, reúnem-se informações, buscam-se provas (com o conhecimento do juiz penal) que envolvem escutas telefônicas, fotografias, gravações, inspeções domiciliares e movimentos bancários, por exemplo.317
No Uruguai não é utilizado o inquérito policial, pois a atuação policial termina no momento em que é apresentado, perante a Justiça, o pretenso autor, vítimas, testemunhas e a instrução probatória. Poderá o juiz entender necessária a continuação das investigações pela Polícia ou, posteriormente, requisitar mais provas.318
A Ley 18.250 de Migraciones, publicada em 06 de janeiro de 2008, em seu Capítulo XV – de los Delitos, Seções I a III, arts.77 a 81319 constitui o diploma legal
responsável por tipificar o tráfico de pessoas e de migrantes.
315SPRADNEL, Márcia Anita; PENNA, Rodrigo P.M. Cooperação e coordenação policial no Mercosul e Chile
para o enfrentamento ao tráfico de pessoas – informações básicas. Brasília: OIT, 2009, p.35.
316 SPRADNEL, Márcia Anita; PENNA, Rodrigo P.M. Cooperação e coordenação policial no Mercosul e Chile
para o enfrentamento ao tráfico de pessoas – informações básicas. Brasília: OIT, 2009, p.75.
317 SPRADNEL, Márcia Anita; PENNA, Rodrigo P.M. Cooperação e coordenação policial no Mercosul e Chile
para o enfrentamento ao tráfico de pessoas – informações básicas. Brasília: OIT, 2009, p.75.
318 SPRADNEL, Márcia Anita; PENNA, Rodrigo P.M. Cooperação e coordenação policial no Mercosul e Chile
para o enfrentamento ao tráfico de pessoas – informações básicas. Brasília: OIT, 2009, p.75.
319 CAPÍTULO XV. DE LOS DELITOS. Sección I. Tráfico de personas. Artículo 77. Quien promoviere, gestionare o
facilitare de manera ilegal el ingreso o egreso de personas al territorio nacional por los límites fronterizos de la República, con la finalidad de obtener un provecho para sí o para un tercero, será castigado con una pena de seis meses de prisión a tres años de penitenciaría. Con la misma pena será castigada toda persona que en las mismas condiciones favoreciera la permanencia irregular de migrantes dentro del territorio uruguayo. Sección II. Trata de personas. Artículo 78.– Quien de cualquier manera o por cualquier medio participare en el reclutamiento, transporte, transferencia, acogida o el recibo de personas para el trabajo o servicios forzados, la esclavitud o prácticas similares, la servidumbre, la explotación sexual, la remoción y extracción de órganos o cualquier otra actividad que menoscabe la dignidad humana, será castigado con una pena de cuatro a dieciséis años de penitenciaría. Artículo 79. Quien, fuera de los casos previstos en el artículo 78 de la presente ley y con los mismos fines, favorezca o facilite la entrada,