• Sonuç bulunamadı

1.5. Tanı 1 Klinik

1.6.3. Cerrahi Teda

1.6.3.1. Uzun Kemiklerin Tedavis

Apoio meus entendimentos sobre as TDIC, como técnicas que, segundo Ortega y Gasset (1991), fabricada pelo homem, poderão potencializar e serem geradoras de ruídos, instaurando a criação de conhecimento outro, alterando os entendimentos da técnica, e da própria invenção de si, pois a vida de acordo com o autor, é um que-fazer constante, e nessa dinâmica, o homem tem de fazer-se a si mesmo, se autofabricar. O homem se encontra na situação do técnico, isso

porque o homem, para viver, tem que se esforçar para que exista o que ainda não existe. Ou seja, a técnica e o técnico.

O homem, entretanto, não é um ser dotado casualmente de talento técnico. Por não dedicar todas as suas energias, como o animal, para satisfazer suas necessidades elementares, o homem tende a poupá-las, para com elas entregar-se a improvável faina de realizar seu ser no mundo, criando também a técnica que ao ser empregada, economiza suas energias. Assim, a

“missão inicial da técnica é esta: dar liberdade ao homem para ele poder entregar-se a si mesmo.

[...] Eis aqui por que o homem começa quando começa a técnica.” (ORTEGA Y GASSET, 1991, p. 35, passin)

[...] a técnica não é, a rigor, o primeiro fenômeno. Ela vai idealizar e executar a tarefa que é a vida; vai conseguir obter, numa ou noutra medida limitada, está claro, que o programa humano se realize. Mas, por si só ela não define o programa; quero dizer que a técnica não é preestabelecida a finalidade que ela deve alcançar. O programa de vida é pré-técnico. O técnico ou capacidade técnica do homem tem como encargo inventar os procedimentos mais simples e seguros para conseguir as necessidades do homem. Estas, porém, como vimos, são também uma invenção; são o que, em cada época, povo ou pessoa, o homem pretende ser; há, pois, uma primeira invenção pré- técnica, a invenção por excelência, que é o desejo original. (ORTEGA Y GASSET, 1991, p. 35)

Assim, a técnica faz parte da vida humana. Compreendo então que a construção de uma dada ferramenta para um certo uso, por mais especifico que seja, acaba geralmente por revelar outras possibilidades do que a prevista. Dessa forma, dependendo de como for usada a técnica das TDIC, poderá potencializar o emocionar, implicando a própria criação e entendimento do ser/conhecer/viver a realidade. Nesse sentido, Lévy (1999, p. 26) destaca:

[...] uma técnica não é nem boa, nem má (isto depende dos contextos, dos usos e dos pontos de vista), tampouco neutra (já que é condicionante ou restritiva, já que de um lado abre e de outro fecha o espectro de possibilidades). Não se trata de seus

“impactos”, mas de situar as irreversibilidades às quais um dos usos nos levaria, de

formular os projetos que explorariam as virtualidades que ela transporta e de decidir o que fazer dela. (grifo meu).

Sem dúvida. Tanto que Lévy (1993) sustenta dizendo que a informática – como técnica, ferramenta – é a luneta que viabiliza conhecer de modo diferente, que gera outros modos de reflexão, informação, transformando radicalmente nosso viver no mundo, nos forçando para ações criativas. Essa afirmação é ancorada primeiramente quando da origem de uma dada ferramenta em virtude da necessidade física e/ou mental do homem é verificada – o que-fazer constante de Ortega y Gasset. Após esse movimento, separa-se a experiência interior e

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subjetiva, originando um dispositivo híbrido. O que antes foi necessidade subjetiva agora torna- se um objeto, uma ferramenta – objeto técnico.

Ortega y Gasset, entretanto, salientam que para exterioridade técnica gerar efeitos, é necessário ser internalizada novamente, gerando efeitos diferidos em uma espiral sobre espirais em circularidade. Isto porque, segundo Lévy (1996, p. 74) para “[...] utilizar uma ferramenta, deve-se aprender gestos, [...] recompor uma identidade mental e física.” Em simultaneidade,

“a dinâmica técnica se alimenta de seus próprios produtos, opera combinações transversais, e

conduz finalmente [...] a arranjos complexos muito afastados de funções corporais simples.” De acordo com o proposto, as reflexões do autor salientam a virtualização de funções motoras, cognitivas e/ou termostáticas que não podem ser confundidas como sendo prolongamentos de corpos individuais. Serão de modo pleno interiorizados novamente em uma graduação de “megamáquinas sociais hibridas ou de hipercorpos coletivos.” (LÉVY, 1996, p. 74)

A concepção de uma nova ferramenta virtualiza uma combinação de órgãos e de gestos que só aparece, então, como uma solução especial, local, momentânea. Ao conceber uma ferramenta, mais do que nos concentramos sobre determinada ação em curso, içamo-nos à escala bem mais elevada de um conjunto indeterminado de situações. O surgimento da ferramenta não responde a um estimulo particular mas materializa uma função genérica, cria um ponto de apoio para a resolução de uma classe de problemas. A ferramenta que seguramos na mao é uma coisa real, mas essa

coisa dá acesso a um conjunto indefinido de usos possíveis.” (LÉVY, 1996, p. 75) Para o autor, as ferramentas são mais que uma extensão do corpo. São virtualizações de ações e atuações – acréscimo meu. Resumidamente, a mesma ferramenta – objeto técnico – pode ser considerado a partir de cinco modos de existir: problematizador, desterritorializador, passagem ao público, metamorfose e recomposição de funções corporais. O objeto técnico torna-se um operador de virtualizações.

Com esses tons em nossa trama, não pretendo conforme Simondon (2007) criar entendimentos das TDIC como sendo técnicas estrangeiras que aprisionam o humano, escravizando-o bem como a própria técnica, gerando o não conhecimento de valores implicados nas relações máquina/humano.

O autor nos lembra, que a técnica é rica em esforços humanos em estruturas que funcionam e poderão ser utilizadas com a maior abertura e liberdade para uma complexificação do sujeito para aprender é viver pois, também somos máquinas, entretanto, conforme Atlan (1992) não rígidas como o cristal nem tampouco evanescentes como a fumaça, somos máquinas desejantes e imprevisíveis.

Nesse sentido, penso que as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), como objetos técnicos, são espaços relacionais abertos, dialógicos e imprevisíveis, devido ao acaso e que poderão ser explorados como uma das dimensões do humano que funciona como uma forma de acoplamento com a realidade por meio das virtualizações.

Benzer Belgeler