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Uzlaşma Süreci ve NATO Yardımı

BÖLÜM 1: SOĞUK SAVAŞ SONRASI MAKEDONYA

1. Bölgenin Tanımı:

2.6. Uzlaşma Süreci ve NATO Yardımı

Estabelecer comparação é atitude costumeira ao ser humano. Na prática, esse mecanismo é utilizado com freqüência, tanto na lógica como na imaginação humanas, em soluções que envolvem mais de um elemento.

Dentre alguns significados para o termo comparação, há o que trata essa atividade como procedimento mental que favorece tanto a generalização como a diferenciação7.

No âmbito da Literatura, os estudiosos, quando têm como objeto de suas investigações o confronto de duas ou mais literaturas, utilizam o método comparativo para orientação das análises e das interpretações dos conteúdos manifestos.

Em se tratando de Literatura Comparada, diversas propostas estiveram em vigor. Porém, variam as definições, os enfoques e as delimitações do seu campo de pesquisa. Como ainda há divergência sobre em que exatamente consiste sua metodologia, referendamos essa pesquisa com breve trajetória desses estudos e suas principais diretrizes.

Na história literária, a comparação, mesmo sendo familiar desde a Antigüidade, nunca alcançou entre eles método rigoroso. Joseph Texte (1994, p. 27) aponta três razões que dificultaram essa prática que, resumidamente, são: “o pequeno número das literaturas conhecidas pelos antigos”, “a ausência do ponto de vista crítico e histórico no estudo dessas literaturas” e “a estreita dependência da literatura romana com relação à grega da qual a primazia permanecerá sempre bem estabelecida e a alta originalidade incontestável”. Esses percalços contribuíram para que, somente na Idade Moderna, a crítica comparativa se estabelecesse. Para o autor,

A grande revolução política do século XV constitui, pois, a origem autêntica do método comparativo. Ela teve o objetivo de diferençar as

literaturas e nacionalizá-las, se é lícito dizer, configurando-lhes uma personalidade estética. Concedeu a cada uma delas a consciência da unidade, o sentimento de tradição nacional, a idéia clara de uma cadeia ininterrupta de obras no passado e no futuro, entre as quais se podia estabelecer o eixo de uma inspiração comum. E, dando origem às literaturas nacionais, tornou igualmente possível o seu estudo crítico e comparativo. (1994, p. 29)

O método comparativo é importante no aprofundamento dos estudos literários por admitir a intermediação entre as produções de diferentes nações. Dessa forma, desenvolve a própria literatura, corrigindo a unilateralidade de uma visão local e acompanhando as transformações do mundo por meio de manifestações que favorecem o conhecimento da natureza criativa do homem.

Carvalhal (2001, p. 13) destaca a concepção que defende a validade das comparações em decorrência da “existência de um contato real e comprovado entre obras ou entre autores e países [ocorrida no início do Século XX, e a orientação que determina] a definitiva vinculação dos estudos literários comparados com a perspectiva histórica”.Esses fundamentos servem de base a todo o comparativismo clássico francês que, ora tende ao estudo das fontes e das influências (imitações, empréstimos), ora funciona como um ramo da história da literatura, cujo historicismo dominante foi contestado pelos representantes da escola norte-americana, liderados por René Wellek. Eles vêem na crítica literária, uma atividade comparativa que ultrapassa a postura de estudos mais tradicionais, as quais privilegiam as investigações de fontes e influência; discordam também dos estudos circunscritos que não consideram a obra em sua totalidade.

Já o estruturalista Durisin interessa-se pelas relações entre sistemas e subsistemas literários e pelas tendências (estéticas, políticas e sociais) que os governam. Ele adota para o termo influência uma proposta que distingue as estratégias integradoras (imitação, adaptação, empréstimo ou decalque) das estratégias diferenciadoras (paródia, sátira e caricatura).

Machado e Pageaux (2001, p. 155) reconceitualizam a Literatura Comparada enquanto “disciplina tridimensional”. Para eles, há a integração dos níveis histórico, estético e teórico, na busca de conciliar o encontro e a diferença.

Nos estudos da Literatura Comparada, são cada vez mais utilizados os princípios desenvolvidos pela Teoria Literária. O dialogismo de Bakhtin ampara boa parte desses estudos, fundamenta a concepção de que um texto se constrói pelas relações firmadas com os diversos textos literários e mesmo com outros sistemas não literários.

Também apóiam o comparativismo, as noções sobre a evolução literária defendidas por Tynianov8. Ele, apesar de ser um representante do estruturalismo, posiciona-se contra o estudo imanente ou isolado da obra literária, pois entende que há necessidade de se considerar, nos estudos, as relações extraliterárias, como, no caso, as que se estabelecem com o contexto.

Outra visão, aceita pela escola americana, que se fundamenta na conexão entre os textos literários e outros campos do conhecimento, especialmente os artísticos e os ideológicos, tem defesa em Remak (1994, p. 181). Para ele, “estender a investigação literária tanto geográfica como genericamente” traz, efetivamente, uma compreensão mais abrangente da literatura. Somente estando em acordo com esta variável nos estudos comparativos seria possível prosseguir com as aproximações que se estabelecem pelo confronto poesia / pintura.

No Brasil, a Literatura Comparada teve considerável avanço com o trabalho de Antonio Candido. Ele foi precedido por outros estudiosos com interesses semelhantes, porém conforme Nitrini (2000, p. 194-195) “não surgiu, entre nós, nenhum estudioso que nos oferecesse uma obra tão ampla, densa, coerente e atual como a sua em termos de uma sólida contribuição para a literatura comparada no Brasil e na América Latina”. Sua proposta para os estudos da Literatura Comparada é amparada no processo dialético que a considera como um sistema articulado que se integra aos dados locais e aos modelos herdados, sofrendo influências recíprocas entre obra, autor e público.

Em relação à Literatura Comparada, Nitrini (2000, p. 209) salienta um ponto fundamental:

a necessidade interna por parte da literatura receptora de uma determinada influência. Daí o fato de que qualquer influência ou

empréstimo acarreta sempre uma transformação criadora do modelo emprestado. Ela deve adequar-se às tradições da literatura que sofre essa influência externa, às particularidades históricas, às suas particularidades nacionais e sociais, assim como às particularidades individuais da personalidade influenciada.

As mudanças que atualizam a influência recebida podem ser relacionadas a um processo criativo, porque ajudam a traçar novo perfil que tem, na imitação, não uma relação de mera dependência, ou de dívida com relação ao texto antecessor9,

mas uma forma de participação dinâmica e interativa que se constrói com as próprias palavras e com as palavras alheias.

Outro exemplo de mudança é a valorização do contexto em que a obra foi produzida, tendência que foge às concepções fechadas de texto, conforme visão estruturalista.

As novas maneiras no tratamento do objeto da Literatura Comparada fizeram com que o estudo das fontes e das influências fosse revitalizado.

Para Carvalhal (2001, p. 48) “a obra literária não está isolada, mas faz parte de um sistema de correlações”, seja com as produções literárias ou com as extraliterárias.

Nesse sentido, há necessidade de relacionar as investigações comparatistas à história, considerando seus desdobramentos (político, social, econômico, científico e artístico), uma vez que a literatura se constrói a partir das relações estabelecidas com o meio.

Desses confrontos, outros modos de leitura são exigidos, tendo em vista o contexto em que a obra foi produzida. Os significados ali apreendidos ampliam os sentidos, justamente por não fazer do texto uma estrutura linear, ou fechada em si mesma.

Cabe ao leitor fazer as inferências a partir de seus conhecimentos prévios, dos vários significados que um texto foi acumulando em sua trajetória e também dos aspectos relacionados à memória cultural. Assim, cada leitor, em sua individualidade, organiza um significado pessoal de suas leituras, buscando preencher as lacunas que o levem a uma compreensão não linear, para a qual, a unidade se estabelece

num plano mais profundo e, conseqüentemente, exige atenção redobrada. Nesse contato, o leitor ao mesmo tempo em que ressignifica sua leitura de mundo, atualiza o próprio texto.

Benzer Belgeler