5. PARALEL AKTİF GÜÇ FİLTRESİ İÇİN BENZETİM ÇALIŞMALAR
5.4. Uzay Vektör DGM Denetimli Paralel Aktif Güç Filtres
Entrevistadora: Eu gostaria que você falasse um pouco
da sua formação inicial. Por que você escolheu o magistério?
Diretora: A minha formação, eu fiz escola primária,
ginásio, colégio, eu terminei o colégio e entrei no curso de história na faculdade, eu fiz dois meses de história, e eu vi que gostava mesmo é de dar aula, então eu saí da FAI (Faculdades Associadas do Ipiranga) aí eu voltei e entrei no terceiro ano do curso de magistério do Colégio Anchieta, era um curso noturno particular e eu trabalhava durante o dia. Aí eu fiz dois anos, o terceiro e o quarto ano de magistério, nesta época eu já entrei numa escola particular, essas escolinhas pequenas de bairro, que tem uma proposta de cuidado das crianças. Depois que eu terminei o quarto ano eu fiz uma seleção na Prefeitura de Diadema e nessa época eu entrei na prefeitura como professora de educação infantil e também na Faculdade Metodista no curso de Pedagogia, a pedagogia na época eram 3 anos, eu fiz os três anos de pedagogia, quando eu terminei a pedagogia eu assumi a direção, na época em Diadema chamava-se dirigente de escola, era uma função e não um cargo, você tinha um salário de professora e mais metade do salário de professora para trabalhar no outro período. Eu terminei a faculdade, eu sempre fiz cursos de formação, depois eu fui fazer em 88 e 89 psicopedagogia lato sensu, também na Metodista eu fui da primeira turma psicopedagógica para orientação e atendimento para as crianças com problemas de aprendizagem. Depois eu fiz outro lato-senso em violência doméstica na USP.
Formação inicial. Opção pelo magistério experiência como
professora e posteriormente diretora.
Entrevistadora: Deixe-me só retomar. Você fez colegial
normal; quando acabou você prestou História; quando estava na faculdade você percebeu que queria da aula e voltou para o magistério?
Diretora: É isso.
Entrevistadora: Você deu aula quanto tempo antes de
assumir a direção?
Diretora: 5 anos.
Entrevistadora: E assumiu a direção em Diadema? Diretora: Quando eu entrei nesta escola particular eu
trabalhava numa empresa e ganhava 3 vezes mais foi a minha opção. Então nesta época, eu trabalhei metade do período nesta empresa, posso contar tudo isso?
Entrevistadora: Pode?
Diretora: Trabalhei metade do período nesta empresa,
ficava até meio dia porque eu estava lá há muito tempo era auxiliar de escritório, trabalho no departamento pessoal, e eu fui trabalhar nesta escola, que era uma escola pequenina, tinha três salinhas, era uma casa, uma moça da minha sala do magistério tinha comprado esta escola não entendia nada, era jornalista, e ela me viu nas aulas participando, um dia ela falou assim: você não quer trabalhar na escola? E me convidou.
Entrevistadora: Você fazendo magistério?
Diretora: No terceiro ano (risos), ela falou assim, você
não quer ir trabalhar lá, eu não entendo nada, eu vejo assim que você fala bem, não sei se falar bem era critério e eu fui, eu também não sabia nada e nós fomos fazendo...
Formação inicial. O ingresso no magistério.
Entrevistadora: Sem nenhuma pedagoga nessa
escola?
Diretora: Nada, nós duas tocamos a escola, nós damos
aula, organizamos o planejamento, fazemos reunião, tudo. E hoje eu vejo que fiz muitas coisas absurdas, que eu não faria hoje, mas na época eu achei que era o melhor que eu podia ter feito. Absurdas no sentido teórico, jamais tive uma atitude com uma criança ou uma pessoa... só isso. E por que, eu escolhi, você falou?
Entrevistadora: E por que você escolheu o magistério? Diretora: Ah! Eu quero falar porque eu escolhi. Desde
pequena eu brincava de escolinha, eu era professora, eu botava as cadeiras assim lá, naqueles terrenos baldios que nós brincávamos, nas construções que tinha. Eu tinha meus aluninhos eu preparava aula, eu tinha lousinha, e quando não tinha criança para eu dar aula eu botava as blusas de frio da minha mãe tudo em cima da cama e fazia a porta do guarda-roupa de lousa, escrevia textos dava lição, botava os bonecos assim... eu sempre
Carreira no magistério.
Formação inicial.
O início no magistério. Magistério um sonho de
infância, inspirado nos professores que fizeram parte de seu histórico de
gostei foi por isso que eu escolhi, eu acho que eu escolhi porque eu já gostava... eu fiquei pensando nas pessoas que me inspiraram isto, eu tinha professoras e me veio uma lembrança, assim, na época o professor, quando eu estudei ele tinha outro status, ele ocupava uma outra escola do status quo da sociedade. Eu admirava o professor, era uma pessoa elegante bem vestida, que ia dar aula, então eu me lembro.... A própria formação do professor, eu me lembro muito da minha professora do primeiro ano, da minha professora do terceiro, que foram as pessoas que mais marcaram, eram extremamente afetivas, e depois no ginásio os professores que davam as aulas eram muitos... a minha professora de música tinha morado na Europa, ela era super elegante, ela falava inglês, ela ensinava música, ela trazia música clássica para a gente ouvir isto na escola pública. A minha professora de desenho era uma artista plástica, chamada Danute, era linda, toda loura e elegante, e tinha um marido que fumava cachimbo, então eu ficava pensando nestas coisas. A minha professora de português era super elegante com aqueles guarda-chuvas bonitos ela tinha escrito um livro, então eu fico pensando que a questão da cultura do professor há alguns anos atrás era diferenciado, acho que hoje nós temos um professor muito proletarizado, muito na cultura de massa, então não é uma referência diferenciada para a criança no sentido da cultura. Eu fiquei pensando, eu tinha essa imagem do professor, talvez eu tinha também escolhido porque eu desejasse ser daquela maneira. Tanto é que quando eu assumi a primeira coisa que eu fiz foi comprar um óculos de sol assim grande igual ao das professoras que davam aula. Então essa questão da imagem, que nós temos, do modelo também me influenciou, e História, porque eu tinha uma professora de História maravilhosa, e ela não tinha nada a ver com essa questão da aparência. Eram as idéias dela, ela entrava dentro da lata de lixo da sala pra protestar contra a diretora, cuspia no chão, “ eu cuspo porque eu nego isto”, e se manifestava dentro da escola, eu tinha uma paixão, e ela ensinava História sem nenhum livro, só na lousa, desenhava mapa, explicava, todos os alunos amavam, assim eu fui fazer história, e gosto muito até hoje, então eu era uma pessoa apaixonada pela educação, ela ficava super feliz quando eu falei para ela que ia ser professora, ela ficava super feliz.
Entrevistadora: Em que série estava?
Diretora: Sétima, ela dava aula na 7ª, 8ª e colégio. Ela
era maravilhosa, chamava Derli, ela faleceu, uma pessoa super querida na escola, de bom humor, super militante, eu me lembro muito dela.
Entrevistadora: Você tem mais alguma coisa sobre sua
formação inicial que desejaria falar?
Diretora: Eu tenho umas lembranças ruins da escola,
como eu fui de uma família pobre com muitos filhos, nós não tínhamos, minha mãe não tinha condições de comprar material para todo mundo, uniforme, e muitas vezes nós fomos discriminadas ou não participava de algumas atividades por não ter, por exemplo, uniforme,
Formação inicial.
Os professores que fizeram parte de sua
formação e suas influências na escolha
pela carreira de magistério.
no dia do desfile, nós não desfilávamos, porque não tinha uniforme, não fazia educação física porque não tinha uniforme da educação física, então ficava sentadinho lá olhando, livros assim, passeios nós não participávamos. Isso são dados que hoje no meu trabalho tem uma influência muito forte, porque eu sempre penso nessa minha vivência de escola, até a minha opção pelo trabalho com uma escola de periferia me lembra dessas coisas. Então todas as vezes que nós temos uma discussão na escola eu sempre coloco isto para as professoras, da inclusão das crianças, em todos os aspectos e não só da especial, mais da criança pobre, da criança em todos os aspectos, principalmente, eu acho que isso tem muito a ver com a experiência que eu tive na escola, de ter vivido, isso foi uma coisa que marcou muito, não só a mim, não eram só nós que ficávamos nessa situação, existiam outras crianças. Eu acho que uma opção foi dizer assim a escola pode incluir todo mundo e isso não faz da escola menos qualificada por você ter o pobre incluído, por você ter uma criança sem uniforme fazendo educação física, o que isso vai interferir no resultado da atividade, o uniforme não faz a menor diferença, então as reflexões permeiam muito a minha prática, influenciam muito o meu trabalho, porque são coisas que eu vivi, que eu vi meus colegas vivendo também, isso tem importância hoje nas minhas ações.
A experiência vivida como aluna, fator determinante
na constituição da profissional educadora.
A vivência como desencadeadora de reflexões sobre a escola, e repercussão na atuação
profissional.
Entrevistadora: Eu queria que você falasse da sua experiência como diretora. Primeiramente você
foi diretora em Diadema, antes de São Bernardo do Campo. Então eu gostaria que você falasse primeiro de Diadema e depois de São Bernardo do Campo.
Diretora: Olha, Diadema eu falo que foi assim minha formação mesmo, São Bernardo do Campo eu
aprendi coisas e em Diadema eu aprendi muitas outras coisas também, que não foi a faculdade que me deu, claro que é importante o conhecimento teórico, acadêmico, mais eu aprendi mesmo fazendo, Diadema quando na época, é uma história super bonita eu acho. Quando nós assumimos como dirigente de escola. Ele era um professor da rede.
Entrevistadora: Ele era eleito?
Diretora: Não, na época era assim, é até engraçado esta história, a chefe do serviço de educação
infantil, chegava assim no microfone e falava assim: “Gente, nós estamos precisando de um dirigente na escola tal, por favor, quem quer assumir?” A rede de Diadema quando eu entrei tinha 80
professores e 11 escolas. Então por esta condição...
Entrevistadora: Em que ano foi isso?
Diretora: Em 83... 84, que eu entrei em Diadema, eu entrei no final de 83 contratada no antigo
mobral, nós éramos contratadas no mobral e trabalhávamos na educação infantil e 84 eu fiz uma seleção interna e entrei como professora. E nessa época também eu já ouvia ela falando, não precisava de pré-requisito, o único requisito que você tinha de ter era: “Nós preferimos quem tenha carro.” Porque tinha que tinha que retirar a merenda com seu próprio carro, produto de limpeza, tudo você fazia com o seu carro. E dirigente na época, eram 5,6 dirigentes para a rede toda, eles tinham 3, 4 escolas. Então na verdade nós dávamos plantão nas escolas, tinha até lá plantão do diretor, era uma tabelinha que ficava na escola e nós passávamos uma vez por semana. Mas a proposta era outra não existia essa coisa de formação do grupo. A secretaria dizia o que você tinha de fazer e você ia na escola falar o que o professor tinha de fazer. Então a nossa comunicação era o , caderno de comunicação interno, que era a preciosidade da escola, porque tudo estava lá, o que o diretor dizia, até a decoração da escola, a sala um vou fazer o painel tal, a sala tal mobília, era tudo, a nossa festa o tema vai ser este.
Diretora: O pedagógico era assim, a secretária fazia um plano de aula, isto na minha época com o
professor, fazia um plano de aula, então tinha lá, planejamento de fevereiro para a turma de 5 anos, era o mesmo para a rede toda, então tinha lá dia um o que era para fazer. No dia todas as salas de 5 anos da rede de Diadema estavam fazendo a dobradura da borboleta e era a mesma coisa para todo mundo, então tinha dia dois o que você tinha que fazer, dia três, dia quatro... Isso vinha da secretaria, o diretor passava isto para os professores, rodava no estêncil, dava uma cópia para cada um na reunião pedagógica e o que nós acrescentávamos ali, situações diferenciadas que nós podíamos colocar, tinha lá aula de educação física nós podíamos montar, na época tinha aquelas fichas, nós podíamos, tínhamos essa liberdade para montar aula... Então tinha lá, atividade inicial, aquecimento e atividade de relaxamento, “volta calma” que chamava na época. Então nós tínhamos a ficha, aula de educação física ficha número 12, tinha uma caixinha na secretaria.
Entrevistadora: Então vocês não montavam; pegavam as fichas. Podia escolher?
Diretora: É, nós fazíamos as fichas, montávamos as aulas e ficava lá para a escola toda, eu acho até
uma idéia legal, nós podíamos discutir acrescentar algumas coisas.
Entrevistadora: Vocês montavam juntas essas fichas?
Diretora: Não, cada uma ia fazendo e colocando lá. Eu sinto que naquela época tinha uma dedicação
do professor, neste sentido do trabalho, as pessoas eram dedicadas, não se importam, as pessoas faziam suas casas, levavam para a escola, deixavam lá, tinham muitas sugestões de atividade, mas existia também uma coisa, estou dizendo como professora, que era a perpetuação daquele plano, o mesmo caderno, você copiava a mesma coisa anos a fio, não era o meu caso, mas eu via colegas que faziam isso. E nós entregamos o caderno e a diretora colocava só um, não tinha parecer nada, colocava assim: muito bom, ótimo, excelente parabéns. E a chefia da Educação Infantil na época lia também os cadernos dos professores da rede e também só dava bom ótimo, essas coisas, não tinha uma reflexão para o professor. Quando eu assumi a direção em 87, a rede estava aumentando, o PT havia ganhado, estava tendo um investimento na rede, foi a primeira administração petista da região, a rede estava ampliando, eu já entrei, eu assumi três escolas, menos do que as minhas colegas que estavam lá, eu escolhi uma escola nova que estava sendo inaugurada, e foi me dado mais duas, então você escolhia blocos de escola, no dia da escolha tinham os blocos eles tentavam misturar, uma escola grande, uma pequena, uma com problema, outra mais tranqüila.
Carreira no magistério.
Carreira no magistério.
A experiência na rede de Diadema.
O diretor e suas ações na escola que muitas vezes
nada tem a ver com o pedagógico.
O diretor como técnico a serviço da secretaria e do
controle do trabalho do professor.
Carreira no magistério.
O diretor como agente de controle do trabalho do
professor, fiscal. O professor como aquele que executa o trabalho
pensado pelas especialistas.
E eu escolhi esta escola e assumi assim, eu sem nenhuma experiência, uma escola nova com muitos professores novos entrando, então essa coisa de eu ir construindo, quando eu tive aquela experiência, uma escola particular e também construí, lá também a mesma coisa, e aqui em São Bernardo do Campo, também foi a mesma coisa, quando eu entrei ninguém me acompanhou, ninguém me disse absolutamente nada, as coisas que eu fui fazendo eu fui construindo com o grupo, e da minha experiência anterior, eu sofria demais nesta época de Diadema, porque eu achava que eu tinha de dar conta de tudo, eu tinha de fazer tudo, até os bilhetinhos eu entregava rodado e preenchido para o professor, eu era sozinha nas três escolas não tinha
Carreira no magistério. O difícil ingresso no cargo de diretor, uma função da
educação, onde a faculdade parece muito distante da realidade das escolas onde se aprende
fazendo.A solidão do diretor perante suas várias
atribuições. A questão do modelo de
outras diretoras e a característica do controle presente em grande parte
ninguém para ajudar, eu fazia absolutamente tudo, se ia ter uma festa e tinha uma máscara de palhaço para criança eu entregava a máscara rodada e as vezes até recortada para todos os professores, eu então montava reunião com as mães da APM, distribuía, tinha um desgaste muito grande, nesta coisa do fazer, mas era o modelo que eu tinha da minha diretora também quando eu dava aula, ela era muito organizada, organizada neste sentido de entregar tudo já rodadinho, que era para... , essa coisa do controle, eu muito controladora, eu achava que todo mundo tinha que fazer daquele jeito também, foi um período de sofrimento para mim. Depois com a administração do PT, uma administração que trazia uma proposta mais reflexiva, essa chefia foi demitida, veio uma outra chefia e ela tirou esse planejamento pronto, tirou assim, falou não tem mais planejamento pronto. Nós falamos como não tem, então ela disse assim: Nós vamos fazer o seguinte esse mês nós vamos montar os objetivos do trabalho para aquele mês, e nos falávamos: mas como, qual é a unidade de trabalho? Porque na época nós trabalhávamos com unidade de trabalho. Mas qual vai ser a unidade de trabalho? Não sei vai lá na escola discutir com seu grupo. Ela foi super radical, então foi muito sofrido para nós, e depois eu acabei indo trabalhar na secretaria com ela na equipe técnica e um dia eu perguntei assim: Ieda quando você fez aquilo você sabia para onde nós estávamos andando. E ela disse: eu tinha um objetivo, eu tinha um norte, eu sabia onde queria chegar, mas o caminho eu não sabia qual era, o caminho nós fomos fazendo juntos, porque foi muito desgastante, um desgaste político para a cidade, porque as pessoas achavam que não tinha mais trabalho. E ficava pode, não pode. Ficou naquela fase o que pode fazer, isto pode dar, pode ter festa com roupa pode pedir dinheiro para mãe, pode dar atividade de coordenação motora no caderno, não pode. Então ficou aquela discussão de pode não pode. E eu na direção, os professores me pressionavam, queriam que eu desse as respostas, mas eu também não tinha muitas. Mas eu lembro, eu sempre fui de ler muito, fui estudar, fui fazer cursos, Vigostky, nós lemos muito sobre a construção dos conceitos, eu lembro que naquela época eu já fazia esta discussão com as professoras da minha escola, avaliação com registro individual de criança, devolutiva individual para os pais.
Carreira no magistério.
do perfil dos diretores. A influência da secretaria
nas propostas das escolas.
Experiência de trabalho na Secretaria de Educação.
Entrevistadora: E isso era proposta da rede de
Diadema?
Diretora: Não era uma proposta, não tinha proposta,
existiam diretrizes que eram, era até um documento que ela fez a Ieda, que se chamava por uma escola crítica e
Papel do diretor. As diretrizes da secretaria como proposta de reflexão
criativa, e tinha os pressupostos do trabalho, então o acesso a todas as crianças à educação, uma escola que possibilitasse o acesso e a permanência das crianças, porque não basta a criança entrar. Eu me lembro da minha experiência de infância, por exemplo, eu não poderia permanecer naquela escola, porque eu não tinha uniforme eu não podia comprar material, enfim, como que a escola dificulta esta permanência, não só na questão de material, mas como trata essa criança, como recebe essa família, tudo isso foram as reflexões que nós fomos fazendo, a questão da autonomia dos professores da construção de seus projetos pedagógicos, estava ali não com essas palavras, mas era a idéia que estava lá, que as escolas tinham que assumir seu papel, tinham que organizar essa comunidade, essa comunidade tinha que participar de forma diferenciada, isto estava naquele documento.
Entrevistadora: Eles davam essa autonomia para as
escolas? Você sentia como autonomia?
Diretora: Era! A secretaria em Diadema, e até hoje é
assim, ela está a serviço da escola e não a escola a serviço da secretaria. Então o problema da escola não é da escola é do município, é da secretaria, é menos do diretor o problema do que da secretaria, se você está com muita falta de professores, se quebrou uma janela, se você tem pombos como é o nosso caso aqui infestando a escola, você partilha isso com a secretaria e vocês juntos vão achar uma solução para aquilo, até porque as escolas lá não têm verbas, agora é que estão recebendo, mas na época nós não tínhamos dinheiro, então tudo foi muito subsidiado. E uma outra coisa que