2. YAPISAL EŞİTLİK MODELLEMESİ
2.6. Uyum İstatistikleri
Na Tabela 6, podem ser observados os resultados referentes à resposta sorológica dos cães examinados nos diferentes locais pesquisados, revelando que, dos 335 capturados, 41(12,2%) animais foram positivos para um ou mais sorovares de leptospiras.
Esse resultado significou que os soros de 41(12,2%) animais foram reagentes, com títulos iguais ou superiores a 100. Os sorovares encontrados foram:
Pyrogenes (18/41: 43,9%), Canicola (9/41: 21,9%), Copenhageni (8/41:19,5 %), Bratislava e Gryppotyphosa (2/41:4,9 %) e Hardjo e Pomona (1/41:2,4%).
Considerou-se que o mesmo animal pudesse estar infectado com mais de um sorovar de leptospira. Observou-se resposta dos animais para os diferentes sorovares pesquisados, bem como diferença na resposta sorológica (titulação).
Tabela 6: Resposta sorológica à leptospirose em 41 cães capturados em Maringá, Paraná, pela prova de Soroaglutinação Microscópica (SAM) no período de 2006 a 2008, Botucatu, SP, 2010.
Título de anticorpos
100 200 400 800 1600 Total
Sorovares reagentes/titulação
No. No. No. No. No. No. %
Bratislava 2 - - - - 2 4,9 Canícola 2 1 3 2 1 9 22 Copenhageni 2 4 2 - - 8 19,5 Gryppotyphosa 1 - - 1 - 2 4,9 Hardjo 1 - - - - 1 2,4 Pyrogenes 11 3 2 2 - 18 43,9 Pomona - - - - 1 1 2,4 Total 19 8 7 5 2 41 100,0
Tabela 7: Distribuição da leptospirose dos cães errantes positivos procedentes de Maringá, Paraná, segundo zonas censitárias, setores urbanos, endereço de captura e sorovares encontrados, Botucatu. SP. 2010.
Zona censitária Setor urbano Endereço Cães positivos Sorovares
Zona 01 10006 Av. Tiradentes c/ Vaz Caminha 1 Canicola
Zona 06 60004 Av. Brasil c/ Saint Hilaire 1 Copenhageni
Zona 06 60002 Av. 19 de Dezembro c/ Machado de Assis 1 Pyrogenes
Zona 07 70016 R. Quintino Bocaiúva 1235 1 Gryppotyphos e Pyrogenes
Zona 07 70019 R. Itamar Orlando Soares 1 Pyrogenes
Zona 08 80004 R. Gastão Vidigal 1679 1 Canicola
Zona 08 80010 R. Visconde de Taunay c/ Monteiro Lobato 1 Pyrogenes
Zona 12 120001 R. Jaracatiá 638 1 Copenhageni,
Zona 18 180001 R. Jorge Tibiriçá 375 1 Canicola e Pyrogenes
Zona 18 180001 R. Jorge Tibiriçá 375 1 Hardjo
Zona 19 190003 R. Antônio Carnelossi 653 1 Pyrogenes
Zona 21 210015 Av. Alziro Zarur 1 Copenhageni
Zona 25 250009 Anel Viário Pref. Sinclair Sambatti 1 Copenhageni
Zona 30 300011 R. Kiri 1156 1 Canicola e Pyrogenes
Zona 36 360014 R. Carlos Poppi 299 1 Pyrogenes
Zona 36 360017 R. José Toral Querubim c/ Pion Marisa O. Nascimento 1 Pyrogenes
Zona 36 60025 Av. das Indústrias - SAOP 7 Pyrogenes, Copenhageni,
Canicola (5)
Zona 37 370010 Av. Guaiapó 1480 1 Copenhageni
Zona 37 370020 R. Rio Tocantins c/ Rio Xingu 1 Pyrogenes
Zona 37 370022 R. Cuba 1740 1 Pyrogenes
Zona 38 380006 R. Pion. Rosa Montagner Baldo 1 Bratislava
Zona 39 390001 R. Severo de Faria Franco 1 Copenhageni
Zona 39 390004 R. Pion Elias Martins c/ Arthur Meneschel 1 Bratislava
Zona 39 390008 Chácara Vale Azul 1 Pyrogenes
Zona 39 390009 R. Pion Paschal Locatelli 1 Copenhageni e Pomona
Zona 40 400001 Av. Carlos Correia Borges 700 1 Gryppotyphosa
Zona 43 430008 R. Pion. Deolindo Tinassi Garcia 1 Pyrogenes
Zona 46 460003 R. Joao Zavatini c/ R. Kiri 1 Pyrogenes
Zona 46 460004 R. Acopiara 651 1 Pyrogenes
Zona 47 470006 Gleba Pinguim 2 Copenhageni
Zona 48 480002 R. Pion Arlindo Pedralli 1 Pyrogenes
*Zona 33 - Av. Vereador Antonio Bortolotto 1 Pyrogenes
Fonte: Serviço de Diagnóstico de Zoonoses do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - UNESP, Botucatu-SP.
Na tabela 7 pode ser observada a distribuição dos animais positivos de acordo com as zonas censitárias e seus respectivos setores urbanos, com o local da captura e os sorovares encontrados. Observa-se que, dos 41 cães positivos, 4(9,7%) apresentaram resposta para mais de um sorovar, sendo que, em 50% dos animais, os sorovares mais frequentes foram Pyrogenes e Canícola, 25% para os sorovares
Copenhageni e Pomona e 25% para Gryppotyphosa e Pyrogenes Botucatu,SP,2010.
A seguir, são apresentadas as cartas temáticas quantitativas pontuais (Figuras 4 – 11), que mostram a distribuição espacial das notificações de roedores, pelos
contribuintes, à Gerência de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde. Observa-se pelas Figuras que a distribuição espacial ocorreu tanto em áreas centrais, providas de melhor infra-estrutura urbana, como em áreas mais próximas dos limites do perímetro urbano do município.
Figura 4. Distribuição espacial das 27 notificações de ratos no perímetro urbano de Maringá, Paraná, 2001.
Figura 5. Distribuição espacial das 36 notificações de ratos no perímetro urbano de Maringá, Paraná, 2002.
Figura 6. Distribuição espacial das 25 notificações de ratos no perímetro urbano de Maringá, Paraná, 2003.
Figura 7. Distribuição espacial das 39 notificações de ratos no perímetro urbano de Maringá, Paraná, 2004.
Figura 8. Distribuição espacial das 43 notificações de ratos no perímetro urbano de Maringá, Paraná, 2005.
Figura 9. Distribuição espacial das 55 notificações de ratos no perímetro urbano de Maringá, Paraná, 2006.
Figura 10. Distribuição espacial das 24 notificações de ratos no perímetro urbano de Maringá, Paraná, 2007.
Figura 11. Distribuição espacial das 42 notificações de ratos no perímetro urbano de Maringá, Paraná, 2008.
Com relação à presença do cão e sua provável relação com a ocorrência de leptospirose humana e canina, a Figura 12 apresenta carta temática com os 335 cães errantes capturados no perímetro urbano do município. A distribuição espacial dos animais é pontual, pelo local de captura, e por zonas censitárias, nos respectivos setores urbanos do município de Maringá. A Figura demonstra a presença de cães errantes tanto em áreas centrais como nas áreas mais próximas dos limites do perímetro urbano.
Figura 12. Distribuição espacial dos 335 cães errantes capturados no perímetro urbano de Maringá, Paraná, no período entre 2006 a 2008.
Na Figura 13, pode-se verificar a distribuição espacial da ocorrência da leptospirose em 41 cães errantes, capturados pelo Centro de Controle de Zoonoses de Maringá. Pela figura, observa-se que foram encontrados animais positivos nas áreas centrais e também e também nas áreas mais próximas dos limites do perímetro urbano do município.
Figura 13. Distribuição espacial da infecção leptospírica em 41 cães errantes no perímetro urbano de Maringá, Paraná, no período entre 2006 a 2008.
A Figura 14 demonstra a distribuição espacial dos sorovares de leptospiras nos 41 cães positivos, bem como a variedade entre os sorovares reagentes à prova de SAM nos cães, em seus respectivos setores urbanos no perímetro do município.
Figura 14. Distribuição espacial dos sorovares de leptospiras reagentes em 41 cães errantes no perímetro urbano de Maringá, Paraná, no período entre 2006 a 2008.
A figura 15 mostra a distribuição espacial das notificações de 121 roedores, no perímetro urbano, especificamente no período de 2006 a 2008, compreendido pelo estudo, incluindo- se a captura dos 335 cães e de dois casos de leptospirose humana.
Figura 15. Distribuição espacial das 121 notificações de roedores no perímetro urbano de Maringá, Paraná, no período entre 2006 a 2008.
A figura 16 apresenta a distribuição espacial dos cinco casos de leptospirose humana diagnosticados no período de estudo. Ressalta-se que os mesmos estão distribuídos tanto em áreas centrais como em áreas próximas dos limites do perímetro urbano do município.
Figura 16. Distribuição espacial de cinco casos de leptospirose diagnosticados no homem, no perímetro urbano de Maringá, Paraná, no período entre 2006 a2008.
A Figura 17 apresenta a distribuição espacial das 121 notificações de presença de roedores, de cinco casos positivos para leptospirose humana e de 41 cães errantes positivos para leptospirose, no período de 2006 até 2008.
Figura 17. Distribuição espacial das 121 notificações dos roedores, cinco casos positivos de leptospirose em humanos e em 41 cães errantes no perímetro urbano de Maringá, Paraná, no período entre 2006 a 2008.
A Figura 18 apresenta a distribuição espacial dos sorovares de leptospiras, encontrados nos 41 cães errantes, associada às imagens dos locais onde os animais foram capturados. Observa-se nessas imagens a presença de aglomeração de lixo, tanto nas residências, como nas vias públicas, as quais apresentam fluxo de veículos e pessoas significativos no perímetro urbano. Verifica-se, nos vazios urbanos, a presença de eqüinos durante a pastagem. Enquanto as imagens eram tomadas, em campo, também se verificou, em alguns locais, a presença de bovinos. Esses vazios urbanos encontram-se próximos de áreas domiciliares, nos bairros com densidade populacional significativa, em áreas limítrofes do perímetro urbano, que apresentam características rurais e também em áreas de fundos de vales. O que chama a atenção nessas imagens é a presença dos diferentes sorovares encontrados e sua variabilidade dispersa na malha urbana do município.
Figura 18. Distribuição espacial dos sorovares de leptospiras reagentes em 41 cães errantes e local de captura no perímetro urbano de Maringá, Paraná, no período entre 2006 a 2008.
A seguir, as Figuras 19, 20, 21 e 22 representam a distribuição espacial, por imagem de satélite, dos sorovares de leptospiras encontrados em cães errantes, no perímetro urbano, observados em vários recortes: todo o perímetro (Figura 19), parte norte (Figura 20), parte sul (Figura 21) e detalhe da área próxima ao Parque de Exposição Francisco Feio Ribeiro (Figura 22). Observa-se um padrão de comportamento na distribuição entre os sorovares de leptospiras apresentados pelos cães errantes no município. O sorovar Pyrogenes está apresentado pela cor vermelha, o
Copenhageni, pela amarela, o Canícola, pelo azul mais claro, Bratislava, pela cinza, Gryppotyphosa, pelo vinho, Hardjo, pelo laranja e Pomona representado pela cor azul
escuro.
Figura 19. Distribuição espacial dos sorovares de leptospiras encontrados em cães errantes, segundo imagem de satélite do perímetro urbano de Maringá, Paraná, no período entre 2006 a 2008.
Figura 20. Distribuição espacial dos sorovares de leptospiras encontrados em cães errantes, segundo imagem de satélite na parte norte do perímetro urbano de Maringá, Paraná, no período entre 2006 a 2008.
Figura 21. Distribuição espacial dos sorovares de leptospiras encontrados em cães errantes, segundo imagem de satélite na parte sul do perímetro urbano de Maringá, Paraná, no período entre 2006 a 2008.
Figura 22. Distribuição espacial dos sorovares de leptospiras encontrados em cães errantes, segundo imagem de satélite da área próxima ao Parque de Exposição Francisco Feio Ribeiro, Maringá, Paraná, no período entre 2006 a 2008.
Na figura 22 observa-se a concentração dos cães com sorovar Canicola na zona 36 e, na zona 18, casos de cães com os sorovares Pyrogenes, Canicola e Hardjo.
A seguir, são apresentadas análises das informações dos setores urbanos georreferenciados pelo STATCART, observadas em cada setor urbano com as características das variáveis domicílios, pessoas e instrução. Posteriormente, foi organizado nesses, a base de dados, para a comparação das variáveis domicílios, pessoas e instrução entre setores com presença de cães sorologicamente positivos para leptospirose e setores com ausência de cães sorologicamente positivos para leptospirose, embora com a presença de roedores, de acordo com as Tabelas 8, 9 e 10.
A Tabela 8 mostra os setores urbanos com notificação da presença de roedores com cães positivos e negativos para leptospirose, em relação a variável domicílio e suas características (Anexo B). Observa-se que, nos setores com a notificação de roedores e que tinham cães positivos para a leptospirose, as condições de infra-estrutura urbana, abastecimento de água por rede geral (p-valor = 0,015) e coleta de lixo (p-valor = 0,012) mostraram-se melhores que nos setores urbanos com notificação de roedores e cães soronegativos, segundo teste de Mann-Whitney, pois, número significativamente maior de domicílios dos setores com cães soropositivos têm o lixo coletado e recebem abastecimento de água.
Tabela 8: Comparação entre grupos de setores urbanos com notificação de roedores sem e com cães soropositivos para leptospirose em relação à variável domicílio. Maringá, Paraná. 2010.
Setores com cães soronegativos ( n = 20 ) Setores com cães soropositivos ( n = 9 ) Variável
Média DP Mediana Média DP Mediana
p-valor
Água por rede geral 216,4 84,2 206 309 80,7 317 0,015
Água canalizada em um
cômodo 216,2 84,2 205,5 308,3 81,1 317 0,015
Lixo coletado 222,5 84 215 317,8 79,3 327 0,012
Lixo coleta pública 195,7 92,6 197,5 301,6 72,3 300 0,007
Fonte: IBGE, 2000.
Em relação a variável pessoas(Anexo B), observa-se um número significativamente (p-valor 0,05) de homens em idade produtiva (entre 21 a 44 anos) nos setores com cães soropositivos, em relação aos setores urbanos com cães soronegativos (Tabela 9).
Tabela 9: Comparação entre grupos de setores com notificação de roedores sem e com cães soropositivos para leptospirose em relação à variável pessoas. Maringá, Paraná. 2010.
Na Tabela 10, comparam-se os setores com notificação de roedores, sem e com 41 cães soropositivos para leptospirose, em relação à variável instrução (Anexo B). Observa-se que, nos setores com cães soropositivos, a média de pessoas alfabetizadas é maior que nos setores com cães soronegativos. Por exemplo, para a faixa etária de 30 até 34 anos, a média de pessoas alfabetizadas, nos setores com cães soropositivos, é quase o dobro da média das pessoas nos setores com cães soronegativos, correspondendo a 105,7 indivíduos (p-valor = 0,000). Quando se comparam os gêneros, em média, encontram-se mais de 15 mulheres alfabetizadas, em relação ao que foi verificado para os homens.
Setores com cães soronegativos ( n = 19 ) Setores com cães soropositivos ( n = 9 ) Variável
Média DP Mediana Média DP Mediana p-valor
Domicílios particulares 728,3 303,5 693 1113,3 284,2 1130 0,005 Pessoas Domicílios permanentes 727,1 304,5 690 1106,7 289,5 1130 0,005 21 anos 5,9 4,0 5 9 2,8 8 0,035 23 anos 5,5 3,6 5 9,2 3,8 9 0,020 25 a 29 anos 28,7 13,1 26 46,2 16,9 42 0,008 30 a 34 anos 28,5 9,7 32 49,7 19,6 43 0,003 35 a 39 anos 28,6 10,1 29 50 16,0 47 0,001 Homens 40 a 44 anos 24 11,8 24 40,2 9,6 43 0,001 Fonte: IBGE, 2000.
Tabela 10: Comparação entre grupos de setores com notificação de roedores sem e com cães soropositivos para leptospirose em relação à variável instrução. Maringá, Paraná. 2010.
Na Tabela 11, comparam-se os setores com notificação de roedores, sem e com 41 cães soropositivos para leptospirose, em relação à variável sem instrução (Anexo B). Verifica-se que a média de pessoas não alfabetizadas nos setores com cães soropositivos é significativamente maior do que nos setores com cães soronegativos. Quando observado esta variável estratificada por faixa etária, os indivíduos entre 35 a 39 anos e de 50 a 54 anos, o (p-valor=0,003) é mais significativo.
Setores com cães soronegativos ( n = 19 ) Setores com cães soropositivos ( n = 9 )
Variável
Média DP Mediana Média DP Mediana
p-valor 20 a 24 anos 65,0 32,0 58 98,0 31,7 90 0,030 25 a 29 anos 60,8 23,6 51 96,4 36,7 87 0,009 30 a 34 anos 59,4 17,1 64 105,7 32,1 107 0,000 35 a 39 anos 60,0 22,4 62 96,1 29,1 101 0,003 Pessoas alfabetizadas 40 a 44 anos 51,8 25,1 51 72,8 21,4 75 0,044 20 a 24 anos 30,3 17,7 26 46,8 16,6 44 0,034 25 a 29 anos 28,4 12,8 26 45,7 17,1 39 0,008 30 a 34 anos 28,2 9,5 32 49,0 18,8 43 0,002 35 a 39 anos 28,4 10,1 29 48,0 15 46 0,002 Homens alfabetizados 40 a 44 anos 23,6 11,8 24 38,6 10,4 41 0,006 20 a 24 anos 34,7 15,1 35 51,2 15,9 48 0,025 25 a 29 anos 32,4 13,4 28 50,8 21,6 45 0,017 30 a 34 anos 31,2 9,2 31 56,7 14,2 54 0,000 Mulheres alfabetizadas 35 a 39 anos 31,6 13,7 35 48,1 16,3 50 0,015 Fonte: IBGE, 2000.
Tabela 11: Comparação entre grupos de setores com notificação de roedores sem e com cães soropositivos para leptospirose em relação à variável sem instrução. Maringá, Paraná. 2010.
Setores com cães soronegativos ( n = 19 ) Setores com cães soropositivos ( n = 9 ) Variável
Média DP Mediana Média DP Mediana
p(*) 35 a 39 anos 1,17 1,6 1 1,8 1,9 1 0,049 55 a 59 anos 2,97 3,1 2 4,5 3,5 4 0,022 60 a 64 anos 3,3 3,2 2 5,13 4,2 4,5 0,024 Pessoas não alfabetizadas 75 a 79 anos 2,69 2,5 2 4,2 3,1 3 0,018 55 a 59 anos 0,98 1,3 1 1,5 1,4 1 0,043 Homens não alfabetizados 70 a 74 anos 1,07 1,4 1 1,57 1,25 1,5 0,022 20 a 24 anos 0,2 0,5 0 0,57 0,7 0 0,002 55 a 59 anos 1,99 2,1 1 3 2,4 2 0,026 60 a 64 anos 2,1 2,3 2 3,1 2,4 2,5 0,028 Mulheres não alfabetizadas 75 a 79 anos 1,91 1,8 2 3,03 2,2 2 0,012 Fonte: IBGE, 2000.
Após esta etapa, foi configurada a base de cães capturados, comparando-se os setores que apresentaram 41 cães positivos para leptospirose com setores que apresentaram cães negativos, em relação às variáveis pessoas e instrução, de acordo com as Tabelas 12 e 13 e 14 (Anexo C).
A Tabela 12 apresenta a comparação dos setores urbanos com cães positivos e negativos para leptospirose em relação à variável pessoas e suas características. Quando se comparou quanto à pessoa responsável pelo domicílio, verifica-se que a diferença foi de 44 pessoas entre os setores com cães soropositivos em relação aos cães soronegativos (p- valor=0,03). Na estratificação por faixa etária do responsável pelo domicílio, observa-se que a média dos indivíduos em idade produtiva, tanto homens quanto mulheres, foi maior nos setores com cães positivos para leptospirose.
Tabela 12: Comparação entre grupos de setores sem e com cães soropositivos para leptospirose em relação à variável pessoas. Maringá, Paraná, 2010.
Setores com cães soronegativos ( n = 114 ) Setores com cães soropositivos ( n =30 )
Variável
Média DP Mediana Média DP Mediana
p-valor Pessoaresp.pelodomicílio 215,7 102,7 227 259,3 113,9 277,5 0,03 Homensresp.pelodomicilio 163,8 79 170 204,4 89,9 217 0,006 25a29anos 61,8 31,5 57,5 75,8 37,3 73 0,031 30a34anos 63,7 31,7 65 81,4 38,7 86,5 0,009 Pessoas residentes 35a39anos 62,9 31,6 63 80,1 39,1 90,5 0,017 30a34anos 30,8 16,2 32 37,9 18,4 39 0,013 Homens residentes 35a39anos 29,9 14,8 29 38,6 18,5 42 0,012 25a29anos 33,1 16,3 31 40,3 20,2 37 0,033 Mulheres residentes 30a34anos 35,8 16,5 33 43,5 21,0 50 0,021 Fonte: IBGE, 2000.
Em relação às pessoas alfabetizadas a Tabela 13 mostra que a maior média foi nos setores com 41 cães soropositivos, correspondendo a 79 indivíduos (p- valor=0,025).Quando verificado por faixa etária, os homens de 35 a 39 anos são mais alfabetizados (p-valor=0,03) e as mulheres entre 30 a 34 anos, também, nos setores com cães soropositivos.
Tabela 13: Comparação entre grupos de setores sem e com cães soropositivos para leptospirose em relação a variável com instrução. Maringá, Paraná. 2010.
Setores com cães soronegativos ( n = 114 ) Setores com cães soropositivos ( n = 30)
Variável
Média DP Mediana Média ± DP Mín./Máx. Mediana
p(*) Pessoas alfabetizadas DI12 65,36 28,4 64 79,5 38,2 84,5 0,025 DI28 30,75 15,1 31 37,13 18,1 36,5 0,019 Homens alfabetizados DI29 29,92 13,8 29 37,03 17,8 38,5 0,03 DI42 34,92 16,0 35 41,53 19,1 47 0,035 Mulheres alfabetizadas DI44 34,61 15,3 32 42,37 20,8 48,5 0,023 Fonte: IBGE, 2000.
A Tabela 14 mostra que a média de pessoas não alfabetizadas é maior entre a faixa etária de 55 a 79 anos. Quando observado o analfabetismo por gênero, são as mulheres que apresentam as maiores médias, principalmente entre 60 a 64 anos (p- valor=0,0), em relação aos homens nos setores com cães soropositivos.
Tabela 14: Comparação entre grupos de setores sem e com 41 cães soropositivos para leptospirose em relação a variável sem instrução. Maringá, Paraná. 2010.
Setores com cães soronegativos ( n = 114 ) Setores com cães soropositivos ( n = 30)
Variável
Média DP Mediana Média DP Mediana
p-valor 35 a 39 anos 1,17 1,6 1 1,8 1,9 1 0,049 55 a 59 anos 2,97 3,1 2 4,5 3,5 4 0,022 60 a 64 anos 3,3 3,2 2 5,13 4,2 4,5 0,024 Pessoas não alfabetizadas 75 a 79 anos 2,69 2,5 2 4,2 3,1 3 0,018 55 a 59 anos 0,98 1,3 1 1,5 1,4 1 0,043 Homens não alfabetizados 70 a 74 anos 1,07 1,4 1 1,57 1,25 1,5 0,022 20 a 24 anos 0,2 0,5 0 0,57 0,7 0 0,002 55 a 59 anos 1,99 2,1 1 3 2,4 2 0,026 60 a 64 anos 2,1 2,3 2 3,1 2,4 2,5 0,028 Mulheres não alfabetizadas 75 a 79 anos 1,91 1,8 2 3,03 2,2 2 0,012 Fonte: IBGE, 2000.
5. DISCUSSÃO
A leptospirose ocorre em praticamente todos os países que realizam a sua identificação adequada, tanto em cães como no homem. Apresenta sorovares de maior ocorrência como, por exemplo, Icterohaemorrahagiae e Canicola, bem como outros que são conhecidos somente em determinadas regiões. Cada região caracteriza-se por manter determinados sorotipos, pela sua ecologia (83).
Com relação à soroprevalência da leptospirose nos cães errantes, verificou- se, nesta pesquisa, que os sorovares encontrados foram condizentes com vários estudos existentes na literatura que trata desse assunto.
Os resultados desta pesquisa mostraram que, dos cães 335 cães errantes capturados, 41(12,2%) tinham anticorpos antileptospira, com títulos iguais ou superiores a 100. Os sorovares encontrados, em ordem de prevalência, foram:
Pyrogenes, Canicola Copenhageni, Bratislava e Gryppotyphosa e Hardjo e Pomona .
Freqüências semelhantes foram observadas em Londrina, Paraná, em que, de 160 cães, 49 (30,52%) foram reagentes, 45% para o sorovar Pyrogenes, 22,50%
Copenhageni e 7,50% Canícola(84). Em Botucatu, em estudo de distribuição espacial da
leptospirose, entre os sorovares observados, 17,65% foram Pyrogenes e 9,56%,
Canícola, como também citaram outros pesquisadores(6) (26) (27) (40) (85) (86) (87) (88). Esses
achados corroboram os descritos por Favero et al (2002) (87) ,Vasconcellos et al (1997) (89)
, Favero et al (2001) (90) mostrando que, no Brasil, as relações entre sorovares de
leptospiras e hospedeiros preferenciais mais freqüentes variaram segundo as regiões, sendo nos cães o sorovares Canícola, Icterohaemorrhagiae e Copenhageni os mais prevalentes.
Quanto à resposta sorológica para mais de um sorovar, a pesquisa demonstrou que 9,7% dos cães (quatro animais) apresentaram esse comportamento, sendo que, em 50% desses animais, os sorovares mais freqüentes foram Pyrogenes e
Canícola, 25% para os sorovares Copenhageni e Pomona e 25% para Gryppotyphosa e
Pyrogenes. Estudos semelhantes também foram relatados por Modolo et al (2006) (26),
Pineda et al (1996) (91). Em Curitiba, Paraná, em pesquisa com 598 cães, verificou-se que 193 (32,27%) apresentaram positividade e, entre esses, os sorovares mais prevalentes foram Copenhageni (71,50%), Canícola (6,74%) e Ictrohaemorrhagiae
(2,08%) (92). Quando observada a presença de dois ou mais sorovares reagentes no mesmo animal, verificou-se associação para Copenhageni e Icterohamorrhagiae (10,36%), Copenhageni e Canicola (7,76%), Canicola, Copenhageni e
Icterohaemorrhagiae (1,04%) e Canicola e Icterohaemorrhagiae (0,52%) (92).
Em estudo na cidade de Belo Horizonte com 3471 de cães, sendo 2589 de busca domiciliar e 828 cães de captura, 448 (12,9 %) foram positivos para um ou mais sorovares de Leptospira interrogans, com títulos entre 200 a 25.600. Os maiores títulos apresentados foram para Canicola, Ballum, Pyrogenes e Icterohaemorragiae. De acordo com a forma de apreensão, verificou-se maior prevalência entre os cães de captura, provavelmente pela exposição destes animais de rua às fontes de contaminação presentes no ambiente, além de possivelmente, não serem vacinados contra a leptospirose (27).
Fato a ser destacado, na presente pesquisa, é que não foi encontrada, nas amostras analisadas, a presença do sorovar Icterohaemorrhagiae nos cães, muito comum em ratos e responsável por surtos e epidemias, principalmente em regiões tropicais com altos índices pluviométricos(93).A ausência desse sorovar pode estar relacionada às condições atmosféricas (intempéries), como temperatura, chuvas,ventos e umidade não encontradas no município. Em Maringá, mesmo em períodos de pluviosidade intensa, não se observam enchentes e alagamentos, diminuindo, portanto, a possibilidade de infecções pelo sorovar Icterohaemorrhagiae, fato também relatado por Modolo et al (2006)(26). Embora a presença dos roedores seja bastante significativa no município, de acordo com as figuras apresentadas anteriormente, provavelmente há outros elementos interferindo na cadeia de transmissão desta zoonose aos cães.
Quando avaliado o padrão do comportamento dos sorovares no perímetro urbano, verifica-se que, na parte norte da cidade, a concentração do sorovar Pyrogenes pode estar associado à densidade populacional de cães errantes e de pessoas, existência de grandes áreas de vazios urbanos e fundos de vales, com presença de eqüinos realizando a pastagem. Além disso, na parte norte do município, a malha urbana é mais adensada, com maior extensão de área construída, apresentando concentração de conjuntos habitacionais com domicílios de média e baixa renda, com presença de carroceiros. Nesta parte é onde está havendo a ampliação do perímetro urbano do município.
Na parte sul, verifica-se maior concentração da área industrial e menor densidade populacional. Percebe-se que a estagnação do perímetro urbano pode estar
associada à baixa profundidade do solo, com afloramento da rocha subjacente “basalto” que dificulta a viabilização de construções e, conseqüentemente, prejudica o processo de especulação imobiliária.
A concentração de seis casos de cães com o sorovar Copenhageni, na parte sul do município, pode estar associada à presença de roedores determinados pelas características ambientais observada no município, como a presença de fundo de vales. E também na própria configuração peculiar da malha urbana como a presença significativa de vazios urbanos, bem como as áreas periféricas próximas da zona rural.