• Sonuç bulunamadı

Uygun Faaliyetler: Destek Başvurusu Yapılabilecek Faaliyetler

2. BU PROGRAMA İLİŞKİN KURALLAR

2.1. Uygunluk Kriterleri

2.1.2. Uygun Faaliyetler: Destek Başvurusu Yapılabilecek Faaliyetler

As águas sofrem alterações em sua qualidade durante o ciclo hidrográfico, principalmente em razão das inter-relações desse componente com os sistemas sociais. Os recursos hídricos têm capacidade para diluir e assimilar esgotos e resíduos, mediante processos físicos, químicos e biológicos, que propiciam a sua autodepuração. No entanto, essa capacidade é limitada devida a quantidade e qualidade de recursos hídricos existentes. É fundamental para a conservação dos recursos hídricos o tratamento prévio de esgotos urbanos e industriais para que a qualidade destes seja compatível com a sua utilização para os mais diversos fins (ANEEL; ANA, 2001).

A qualidade da água é medida por meio da análise de parâmetros físicos, químicos e microbiológicos. A presença de determinadas substâncias na água pode ser relacionada aos diversos tipos de poluição. Nesse sentido, o monitoramento dos corpos hídricos permite a tomada de medidas que promovam a melhoria da qualidade da água e a redução de impactos causados pelos usos indevidos, além de servirem como subsídios às decisões tomadas pelos gestores de bacias hidrográficas (LANDIM NETO, 2013).

Na presente investigação, foram realizadas coletas em duas fases, sendo a primeira no período seco (setembro de 2015 e novembro de 2015); a segunda no período chuvoso (fevereiro e abril de 2016). Em cada mês foram coletadas 3 amostras de água para análise. As amostras de água foram coletadas no sentido montante-jusante. Foram recolhidas amostras de água de dois pontos no rio Ceará (um mais a montante e outro a jusante, próximo a foz) e em um ponto no rio Maranguapinho, poucos metros antes de desaguar no rio Ceará, como pode ser visto no mapa a seguir (Figura 3).

Figura 3: Mapa de Localização dos pontos e coleta de água.

Para realização da coleta de água em cada ponto, foram definidos os métodos de coleta; os materiais necessários (utilização de equipamentos como luvas e botas de borracha de cano alto); a coleta de dados em campo (através da utilização de uma tabela em caderneta de campo) e a definição do método de preservação e de transporte das amostras (um isopor grande com gelo).

Segundo a NBR 9898 (ABNT, 1987) a coleta de águas superficiais pode ser feita por coleta manual, seguindo os seguintes procedimentos: remover a tampa do frasco; segurar o frasco pela base mergulhando-o rapidamente com a boca para baixo, cerca de 15 a 30 cm abaixo da superfície da água, evitando a introdução de contaminantes superficiais; direcionar a boca do frasco no sentido contrário à corrente; inclinar levemente o frasco para cima, permitindo a saída do ar e consequente enchimento do mesmo; após a retirada do frasco do corpo de água, observar se há um espaço vazio suficiente para permitir uma boa homogeneização da amostra antes do início da análise; fechar o frasco imediatamente, e identificar adequadamente a amostra (no frasco e na caderneta de campo). Após a coleta, os frascos foram armazenados em um isopor com gelo e levados imediatamente ao laboratório onde foram realizadas as análises.

As análises das amostras seguiram as metodologias mostradas no Quadro 1. Todos os resultados foram obtidos em laboratórios, sendo observado em campo os elementos que caracterizam a paisagem de entorno.

Quadro 1: Parâmetros de qualidade da água utilizados com suas respectivas metodologias.

Parâmetros Metodologias

Fósforo total (Mg/P/L) Digestão com persufato

Clorofila a (Ug/L) Espectrofotométrico

Coliformes termotolerantes Tubos múltiplos

Salinidade Salinômetro/ Eletrométrico

pH Eletrométrico

Fonte: Elaboração do autor.

Devido a área analisada ser um ambiente estuarino, foi utilizado o Índice do Estado Trófico (IET), que reflete a qualidade das águas. O IET classifica os corpos d’água em

diferentes graus de trofia, ou seja, quanto ao enriquecimento por nutrientes e seu efeito em relação ao crescimento demasiado das algas ou ao aumento da infestação de macrófitas aquáticas (CETESB, 2004).

Este índice utiliza duas variáveis: o fósforo, IET(P), que indica uma medida do potencial de eutrofização, já que este nutriente atua como o agente causador do processo; e a clorofila a, IET(CL), que indica a medida da resposta do corpo hídrico ao agente causador, indicando de forma adequada o nível de crescimento de algas que tem lugar em suas águas (op. cit.). Assim, o índice médio abrange a causa e o efeito do processo.

O Índice do Estado Trófico é expresso pelo o Índice do Estado Trófico para o fósforo - [IET(P)], e o Índice do Estado Trófico para a clorofila a – [IET(CL)], modificados por Toledo et al. (1983), conforme as equações:

IET(P) = 10 { 6 – [ ln ( 80,32 / P ) / ln 2 ] }; IET(CL) = 10 { 6 – [ ( 2,04 – 0,695 ln CL ) / ln 2 ] }.

Onde: PT é a concentração de fósforo total medida à superfície da água, em µg.L- 1; CL é a concentração de clorofila a medida à superfície da água, em µg.L-1; ln é o logaritmo natural.

O IET será a média aritmética simples dos índices relativos ao fósforo total e a clorofila a, segundo a equação:

IET = [ IET ( PT ) + IET ( CL) ] / 2

Dentro da pesquisa de composição química da água, são analisadas as concentrações de fósforo total presentes nas amostras coletadas. A partir desta concentração, as amostras são classificadas como oligotrófica, mesotrófica, eutrófica ou hipereutrófica, conforme indicados na Tabela 9.

Tabela 9 - Classe de estado trófico e suas características principais.

Valor do IET Classes de

Estado Trófico Características

= 47 Ultraoligotrófico

Corpos d’água limpos, de produtividade muito baixa e concentrações insignificantes de nutrientes que não acarretam em prejuízos aos usos da água.

47<IET= 52 Oligotrófico

Corpos d’água limpos, de baixa produtividade, em que não ocorrem interferências indesejáveis sobre os usos da água, decorrentes da presença de nutrientes.

52 <IET= 59 Mesotrófico

Corpos d’água com produtividade intermediária, com possíveis implicações sobre a qualidade da água, mas em níveis aceitáveis, na maioria dos casos.

59<IET=63 Eutrófico

Corpos d’água com alta produtividade em relação às condições naturais, com redução da transparência, em geral afetados por atividades antrópicas, nos quais ocorrem alterações indesejáveis na qualidade da água decorrentes do aumento da concentração de nutrientes e interferências nos seus múltiplos usos.

63<IET=67 Supereutrófico

Corpos d’água com alta produtividade em relação às condições naturais, de baixa transparência, em geral afetados por atividades antrópicas, nos quais ocorrem com freqüência alterações indesejáveis na qualidade da água, como a ocorrência de episódios florações de algas, e interferências nos seus múltiplos usos

> 67 Hipereutrófico

Corpos d’água afetados significativamente pelas elevadas concentrações de matéria orgânica e nutrientes, com comprometimento acentuado nos seus usos, associado a episódios florações de algas ou mortandades de peixes, com conseqüências indesejáveis para seus múltiplos usos, inclusive sobre as atividades pecuárias nas regiões ribeirinhas.

Outro parâmetro químico analisado na área foi a presença de Coliformes Termotolerantes, sendo este um indicativo da emissão de efluentes sanitários sem tratamento no corpo hídrico. Os requisitos de classificação da qualidade da água adotados nesta análise se deram a partir da resolução do CONAMA nº 357 (BRASIL, 2005), que estabelece a classificação das águas salobras Classe 1, onde são indicados os limites apropriados para o uso predominante no corpo hídrico.