5. SONUÇ, TARTIŞMA VE ÖNERİLER
5.3 Uygulamaya İlişkin Öneriler
____________________________________________________________________________________________________ Com isso, foram criadas sete regionalizações, das quais, atualmente, três já se encontram institucionalmente reunidas na forma de Consórcios Públicos, a saber: Consórcio Público Regional de Resíduos Sólidos do Seridó, com sede na cidade de Caicó; Consórcio Público Regional de Saneamento Básico do Vale do Assu, sediado na cidade de Assu; e o Consórcio Público Regional de Saneamento Básico do Alto Oeste Potiguar, com sede na cidade de Pau dos Ferros.
Com relação às outras regionalizações, duas delas (Mato Grande e Agreste) ainda não estão institucionalmente criadas (já mencionadas anteriormente), ao passo que Mossoró já destina seus resíduos para um Aterro Sanitário municipal próprio e a Região Metropolitana de Natal que dispõe de um aterro no município de Ceará-Mirim, contudo, sem ser reunida na modalidade de um Consórcio.
Essa estratégia de consorciação emerge como uma forma de descentralização das ações de saneamento, historicamente centradas no plano federal. Quando mencionamos a descentralização da implementação de políticas públicas, esta configura-se como em conjunto de componentes importantes da descentralização, onde o relacionamento intergovernamental e os arranjos institucionais permitem gerir os problemas relacionados à coordenação e à autonomia em cada área específica de política (ARRETCHE, 2004).
5.3 A GESTÃO CONSORCIADA DOS RESÍDUOS EM CIDADES POTIGUARES Como exposto anteriormente, a elaboração de políticas públicas atende a vários critérios e demandas que podem vir a ser inseridos na agenda política de discussões. No que refere a problemática dos resíduos sólidos, antes da promulgação da PNRS, os municípios geriam seus resíduos de maneira articulada a legislações estaduais (quando possuíam), pois não havia um arcabouço normativo em nível federal que orientasse e/ou delegasse responsabilidades, tendo em vista que a regulação era feita de maneira fragmentada, por meio de resoluções, orientações técnicas e leis complementares.
A PNRS veio amarrar as arestas da gestão dos resíduos sólidos, mas algumas inquietações ainda persistem, sobretudo porque a referida Lei é recente e ainda está em processo de implementação. Nessa via,
____________________________________________________________________________________________________ [...] a ideia central [...] é que há uma tensão na maneira como a sociedade brasileira gere seus resíduos: de um lado, tanto a lei como a prática delegam às prefeituras a responsabilidade pela coleta e pela destinação dos resíduos. Por outro, porém, a PNRS procura ampliar o escopo de responsabilidade do setor privado no funcionamento dessas atividades, não só para reduzir o ônus das despesas públicas nesse sentido, mas sobretudo para que o objetivo fundamental da logística reversa (modificar a concepção dos produtos para permitir a valorização do que subsiste após o consumo) seja atingido (ABRAMOVAY; SPERANZA; PETITGAND, 2013, p. 41).
Vemos assim que a logística reversa aparece como um ponto de destaque, especialmente no que se refere à responsabilidade do setor produtivo com determinados produtos, a título de exemplo temos as baterias e os pneus. As municipalidades deixariam de ser obrigadas a gerir resíduos classificados como mais danosos ao meio ambiente, preocupando-se em fiscalizar o gerenciamento desses por parte do setor produtivo.
As gestões das municipalidades, responsáveis pelo gerenciamento dos resíduos da população são outro elemento central na discussão da PNRS, pois esta lei aponta que é neste ente federativo que a gestão deve ser materializada, dando margem para a reunião de municípios em consórcios públicos. No entanto, decorrente de inúmeros problemas de baixa capacidade técnico-financeira dos municípios, a Lei de Consórcios Públicos, afirma que os mesmos, enquanto ente federativo, podem se unir para solucionar questões que perpassam as suas esferas. Sendo assim, o pano de fundo da organização político-territorial brasileira, estabelecido pela Constituição Federal de 1988, possibilita que os entes federativos se somem. Neste sentido,
[...] pretendia resolver a questão da gestão de resíduos sólidos nos municípios, através da implantação de consórcios públicos regionais modelos que deveriam ser localizados em região prioritária para os serviços públicos de manejo de resíduos sólidos em vista a contribuir para o saneamento básico no estado do Rio Grande do Norte (RIO GRANDE DO NORTE, 2012, p. 04).
Para tanto, a elaboração do PEGIRS-RN contou com o trabalho técnico e de pesquisa de campo desenvolvido pela SEMARH-RN, e também com a realização de eventos (seminários e oficinas), onde os atores sociais puderam se apropriar das informações e tecer considerações acerca do delineamento dos consórcios a serem
____________________________________________________________________________________________________ criados. Os Consórcios Públicos vêm estabelecer diretrizes com relação às orientações das municipalidades em se unir para a resolução de um problema comum, através da formação de um ente público (Consórcio) que tenha a responsabilidade de gerir um determinado tipo de serviço, como os resíduos sólidos.
Retornando à discussão sobre as formas de escuta da sociedade e dos poderes públicos municipais (técnicos e gestores), foram colocadas as oficinas de trabalho nos municípios sede de cada regionalização proposta no PEGIRS-RN, sendo que os integrantes de cada região foram convidados a participar, estes divididos em Poder Público, sociedade e setor produtivo. No entanto, quando fazemos uma leitura nos documentos do PEGIRS-RN, percebemos que o envolvimento dos grupos de cada regionalização se deu de maneira desigual (Tabela 2).
Os dados da Tabela 3 demonstram que, devido ao grau de envolvimento dos municípios, as regiões que mais participaram das oficinas tiveram os consórcios intermunicipais já criados, sendo elas: Alto Oeste Potiguar (75% dos municípios), Seridó (72% dos municípios), o Vale do Açu (52% dos municípios) e o Agreste com 45% dos municípios. Em contraponto, a região do Mato Grande com 27% de participação, ainda não efetivou esse processo. A região de Natal, que contou com 55% de participação dos municípios, ainda não se configura como um Consórcio, embora já utilize um aterro sanitário de maneira compartilhada.
Tabela 3 – Quantitativo dos municípios participantes das Oficinas de Trabalho e Seminários de Consolidação do PEGIRS-RN
Município Sede (Consórcio) Municípios Convidados
Municípios Presentes
Municípios Participantes
Caicó (Consórcio do Seridó) 25 18 47
Assu (Consórcio do Vale do Assu) 25 13 58
Pau dos Ferros (Consórcio do Alto
Oeste Potiguar) 44 33 107
Santa Cruz (Consórcio do Agreste) 38 17 70
Natal (Região Metropolitana) 09 05 23
João Câmara (Consórcio do Mato
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Totais 167 93 335
Fonte: Rio Grande do Norte, 2010a
Do ponto de vista da espacialização geográfica, o Mapa 12 demonstra o arranjo das regionalizações do estado do Rio Grande do Norte, bem como destaca os municípios participantes das oficinas de trabalho.
Os “vazios” identificados no mapa na cor branca demonstram os municípios que não participaram das oficinas de trabalho, sendo confirmados com os dados da Tabela 3 que as regiões do Mato Grande e Agreste foram as que menos enviaram representantes para as oficinas. Com relação aos conteúdos abordados em cada oficina, estes eram tratados na forma de palestras sobre temas convergentes para a problemática discutida, a saber: Panorama geral da Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos; os resultados do Diagnóstico do Manejo dos Resíduos Sólidos Urbanos do Rio Grande do Norte; concepções legais sobre Consórcios Públicos; e a regionalização proposta por meio de Consórcios Intermunicipais.
Mapa 12 – Localização dos municípios, por Consórcios, que participaram das