3. DEPREME KARŞI YAPI TASARIMINDA ALTERNATİF BİR YAKLAŞIM : SİSMİK İZOLASYON
3.4. Uygulamadaki Sınırlamalar
Os testes de hipótese mais usados como Teste-T, Anova, Ancova, Manova e Mancova pressupõem que haja homogeneidade de variância, ou homoscedasticidade da amostra. Existem alguns testes para verificar essa homogeneidade, como os testes de Bartlett, Levene, Brown e Forsythe e Fligner- Killeen, sendo o teste de Levene bastante robusto à quebra do pressuposto de normalidade e amplamente utilizado (ALMEIDA, ELIAN e NOBRE, 2008). Por esta razão, além de sua ampla disponibilidade em pacotes estatísticos em geral e no SPSS em particular, ele foi usado para efetuar os testes de homogeneidade de variâncias neste trabalho.
O teste de Levene vem sofrendo diversas modificações e adaptações com o objetivo de melhor responder às amostras em sua diversidade de distribuição (ALMEIDA, ELIAN e NOBRE, 2008). Uma destas adaptações é o uso da mediana como medida central, ao invés da média em distribuições que apresentam notória assimetria. A mediana é menos influenciada pela assimetria da amostra porque ela é obtida a partir de um ranking (TABACHNICK e FIDELL, 2007, p. 87). No contexto desta pesquisa, as amostras e as estratificações apresentaram, em sua maioria, assimetria positiva, o que justifica o uso da mediana como medida de homogeneidade de variância no teste de Levene.
Lembrando-se que a hipótese nula do teste de Levene é de que as variâncias da amostra são homogêneas e de que este é o pressuposto dos testes de hipótese, foi feito o cálculo para todos os fatores da pesquisa. A Tabela 10 traz os resultados para os fatores obtidos pela média e centralizados para ambos os instrumentos (IPVO e PVQ). O teste de Levene para os fatores do PVQ (média e centralizados) e para os fatores centralizados do IPVO demonstra que, a exceção de autodeterminação (PVQ), Prestígio (IPVO) e Conformidade (IPVO), todos os demais confirmam a homoscedasticidade da amostra (o cálculo dos fatores está detalhado na próxima seção). Entretanto para os fatores do IPVO obtidos pela média somente três deles apresentaram p > 0,05. Para situações como esta podem ser feitas algumas transformações nos dados, cujo objetivo é reduzir o efeito dos casos
extremos e aproximar a amostra da distribuição normal (TABACHNICK e FIDELL, 2007).
Tabela 10 – Teste de Levened para a estratificação por diferentes entradas na organização.
Fonte: Dados da pesquisa.
Notas: a – Estatística F para o teste de Levene b – grau de liberdade das variáveis c – grau de liberdade da amostra d – mediana como medida central
Negrito: apresentam homogeneidade de variância
Diversos tipos de transformação são possíveis e indicadas segundo o grau de assimetria dos dados. As transformações propostas por Tabachnick e Fidell (2007) são √x, ln x, x-1, dependendo do grau de assimetria. O procedimento adotado para os fatores obtidos pela média do IPVO foi a raiz quadrada (√x), pois, apesar de os graus de assimetria serem variados entre os fatores, a maioria deles apresenta uma
Fa gl1b gl2c p Fa gl1b gl2c p Autonomia 4,191 2 445 0,016 0,770 2 445 0,464 Bem Estar 2,371 2 445 0,095 1,347 2 445 0,261 Realização 5,656 2 445 0,004 0,945 2 445 0,389 Dominio 0,266 2 445 0,766 0,052 2 445 0,949 Prestigio 9,797 2 445 0,000 3,793 2 445 0,023 Tradicao 0,394 2 445 0,675 2,707 2 445 0,068 Conformidade 7,851 2 445 0,000 3,557 2 445 0,029 Preocupação com a coletividade 5,786 2 445 0,003 0,552 2 445 0,576 Estimulação 1,181 2 445 0,308 0,526 2 445 0,591 Poder 1,106 2 445 0,332 0,745 2 445 0,475 Universalismo 0,335 2 445 0,716 0,298 2 445 0,743 Realização 2,144 2 445 0,118 1,250 2 445 0,288 Segurança 1,904 2 445 0,150 1,816 2 445 0,164 Conformidade 2,014 2 445 0,135 1,337 2 445 0,264 Tradição 0,275 2 445 0,760 0,134 2 445 0,875 Hedonismo 0,667 2 445 0,514 1,194 2 445 0,304 Auto- determinação 5,544 2 445 0,004 0,826 2 445 0,438 Benevolência 0,029 2 445 0,971 0,206 2 445 0,814
Fatores pela média Fatores centralizados
IPVO
PVQ n=457
leve assimetria positiva. Uma consequência importante é de que a escala deixa de ser linear, o que deve ser levado em consideração nas análises seguintes. Os resultados do teste de Levene com a transformação proposta pode ser observado na Tabela 11.
Tabela 11 – Teste de Levened após transformação para a estratificação por diferentes entradas na organização (Somente para fatores obtidos pela média do
IPVO)
Fonte: Dados da pesquisa.
Notas: a – Estatística F para o teste de Levene b – grau de liberdade das variáveis c – grau de liberdade da amostra d – mediana como medida central
Negrito: apresentam homogeneidade de variância
Após a transformação, cinco dos oito fatores apresentaram p > 0,05. O fator Preocupação com a coletividade também ficou muito próximo deste valor (p = 0,042), o que denota uma tendência à homogeneidade de variância.
Os resultados para as estratificações por função gerencial (Tabela 12) e por tipo de regional ou localização (Tabela 13) são apresentados a seguir. Nas Tabelas 9 e 10 é possível observar que todos os fatores dos dois instrumentos possuem homogeneidade de variância, segundo o teste de Levene.
Os testes de homogeneidade multivariada serão apresentados nos testes de hipóteses que os utilizam. Uma vez finalizada a preparação da base de dados, foram efetuadas as análises de compartilhamento e congruência de valores.
Fa gl1b gl2c p Autonomia 2,466 2 445 0,086 Bem Estar 0,328 2 445 0,720 Realização 2,986 2 445 0,052 Dominio 0,172 2 445 0,842 Prestigio 8,879 2 445 0,000 Tradicao 0,606 2 445 0,546 Conformidade 6,209 2 445 0,002 Preocupação com a coletividade 3,203 2 445 0,042
Fatores pela média
IPVO n=457
Tabela 12 – Teste de Levened para a estratificação por função gerencial
Fonte: Dados da pesquisa.
Notas: a – Estatística F para o teste de Levene b – grau de liberdade das variáveis c – grau de liberdade da amostra d – mediana como medida central
Negrito: apresentam homogeneidade de variância
Fa gl1b gl2c p Fa gl1b gl2c p Autonomia 2,018 1 446 0,156 0,974 1 446 0,324 Bem Estar 1,075 1 446 0,300 0,002 1 446 0,964 Realização 2,719 1 446 0,100 0,003 1 446 0,954 Dominio 0,028 1 446 0,866 0,506 1 446 0,477 Prestigio 3,181 1 446 0,075 0,798 1 446 0,372 Tradicao 4,336 1 446 0,038 3,206 1 446 0,074 Conformidade 0,008 1 446 0,929 0,039 1 446 0,844 Preocupação com a coletividade 3,173 1 446 0,076 1,224 1 446 0,269 Estimulação 0,031 1 446 0,861 0,000 1 446 0,998 Poder 1,289 1 446 0,257 1,732 1 446 0,189 Universalismo 0,350 1 446 0,554 0,811 1 446 0,368 Realização 0,106 1 446 0,745 0,397 1 446 0,529 Segurança 0,115 1 446 0,734 0,359 1 446 0,549 Conformidade 0,142 1 446 0,706 0,758 1 446 0,385 Tradição 0,073 1 446 0,787 0,026 1 446 0,872 Hedonismo 1,647 1 446 0,200 0,431 1 446 0,512 Auto- determinação 0,050 1 446 0,823 0,156 1 446 0,693 Benevolência 0,652 1 446 0,420 0,345 1 446 0,557 PVQ
n=457 Fatores pela média Fatores centralizados
Tabela 13 – Teste de Levened para a estratificação por tipo de regional ou localidade
Fonte: Dados da pesquisa.
Notas: a – Estatística F para o teste de Levene b – grau de liberdade das variáveis c – grau de liberdade da amostra d – mediana como medida central
Negrito: apresentam homogeneidade de variância
5.2 COMPARTILHAMENTO DOS VALORES PESSOAIS E ORGANIZACIONAIS
O objetivo desta análise é avaliar se os valores (sejam organizacionais ou pessoais) de um grupo são homogêneos ou não e em que medida isto ocorre. A medição do compartilhamento se diferencia do encaixe P-O pelo fato de que o encaixe P-O compara as entidades ‘P’ e ‘O’ e determina se existe ou não convergência entre estas duas entidades. No caso do compartilhamento cada uma
Fa gl1b gl2c p Fa gl1b gl2c p Autonomia 1,284 2 445 0,278 0,421 2 445 0,656 Bem Estar 0,419 2 445 0,658 0,064 2 445 0,938 Realização 0,802 2 445 0,449 0,347 2 445 0,707 Dominio 0,774 2 445 0,462 0,203 2 445 0,816 Prestigio 6,030 2 445 0,003 1,143 2 445 0,320 Tradicao 0,996 2 445 0,370 0,496 2 445 0,609 Conformidade 0,857 2 445 0,425 0,714 2 445 0,490 Preocupação com a coletividade 2,450 2 445 0,087 1,243 2 445 0,290 Estimulação 1,288 2 445 0,277 2,787 2 445 0,063 Poder 0,677 2 445 0,509 0,274 2 445 0,761 Universalismo 0,423 2 445 0,656 1,167 2 445 0,312 Realização 0,761 2 445 0,468 0,946 2 445 0,389 Segurança 0,570 2 445 0,566 0,568 2 445 0,567 Conformidade 1,297 2 445 0,274 0,312 2 445 0,732 Tradição 2,547 2 445 0,079 1,245 2 445 0,289 Hedonismo 2,311 2 445 0,100 1,079 2 445 0,341 Auto- determinação 3,022 2 445 0,050 1,285 2 445 0,278 Benevolência 0,494 2 445 0,611 0,517 2 445 0,597
n=457 Fatores pela média Fatores centralizados
IPVO
das entidades ‘P’ e ‘O’ são analisadas separadamente e esta análise intragrupo se preocupa mais com a dispersão dos dados do que a definição de um índice ou fórmula que defina o grau de encaixe P-O. No entanto, ainda sim algumas comparações são possíveis, como por exemplo, saber se os valores pessoais, comparados com os valores organizacionais, são mais dispersos ou não, o que poderia levar à suposição de que em grupos com mais tempo de organização, algum tipo de valor poderia ser mais estável.
Com a análise do compartilhamento espera-se avaliar se existe tendência a maior ou menor homogeneidade de valores dentro dos grupos estratificados da pesquisa. A estratificação mais relevante está diretamente relacionada com a estratégia de coleta de dados e procura refletir o tempo de organização. Com isso pretende-se verificar a hipótese de que os valores tenderiam à convergência no grupo devido à socialização empreendida desde a entrada na organização. Além do tempo de organização foram conduzidas análises para a ocupação de função gerencial e tipo de regional onde o servidor atua.