• Sonuç bulunamadı

Defendemos a premissa de que a formação do professor pode e deve ser desenvolvida no próprio espaço escolar, considerando o estudo de temas de interesse desse profissional para atender às necessidades da sociedade.

A justificativa para a necessidade de se ter um espaço em exercício para professoras da Educação Infantil e também do Ensino Fundamental I para estudarem temas relevantes relacionados à ciência, é um argumento forte, visto que essas profissionais tenham apresentado durante o desenvolvimento desta pesquisa ideias alternativas em conteúdos científicos.

Sugere-se a introdução da Educação Científica no Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola para trabalhar em sala de aula, pois é fundamental que os professores saibam utilizar em seu discurso conceitos científicos desde o início de escolarização, mesmo antes que a criança saiba ler e escrever.

Mas, em que consiste ensinar conceitos científicos para crianças ou mesmo viabilizar a familiarização desses? Que conhecimentos professoras do início da escolarização (Educação Infantil e Ensino Fundamental I) mobilizam ao ensinar conceitos científicos para crianças, ou mesmo utilizar-se desses conceitos para que esse público comece a se familiarizar a respeito deles?

Parece evidente que, embora tenha a sua função, a escola sozinha, isolada, não consegue educar cientificamente seus alunos.

Esses conteúdos (científicos) devem fazer parte dos cursos de formação inicial e continuada de professores das séries iniciais, uma vez que esses pontos foram discutidos durante os encontros com as professoras.

Era notória a preocupação dessas profissionais em saber realizar a articulação entre os conteúdos de aprendizagem conceituais, os procedimentais e atitudinais, pois segundo elas faz-se necessário desenvolver nos alunos atitudes científicas com o objetivo de que eles possam saber questionar, argumentar, criticar e opinar sobre questões científicas, atuando como cidadãos na sociedade para saber elaborar estratégias e resolver problemas que não tragam prejuízos para sociedade.

De acordo com as ideias de Carvalho (2008), um educador (professor ou professora) necessita de um contínuo aperfeiçoamento, com reflexões críticas sobre

o seu fazer docente. Que essas reflexões aconteçam no próprio espaço de trabalho, em que possa compartilhar as suas inquietações coletivamente e, assim, no grupo buscar criar estratégias para solucionar problemas de sua prática em sala de aula.

O professor deve ter o olhar de pesquisador, focar o seu olhar no seu cotidiano escolar e sempre está problematizando e elaborando tarefas que busquem traçar uma linha investigativa para auxiliar nas suas ações com relação à aprendizagem de seus alunos.

Promover grupos de estudos entre os docentes da própria escola com orientação de um profissional que tenha a competência de mediar esses momentos e auxiliá-los na busca de alternativas para facilitar a sua ação em sala de aula, possibilita não somente a construção da confiança entre os participantes, mas também a formação e reformulação de novos conceitos.

Abordar conceitos científicos na escola requer dos docentes informações (saberes disciplinares), sendo observado neste contexto que as professoras participantes tinham dificuldade para abordá-los.

Evidenciou-se nessa pesquisa o interesse das professoras participantes em estudar e aprender conceitos científicos relacionados à Saúde Pública, além de outros temas. Ao mesmo tempo, foi percebido por essas profissionais a necessidade em reconhecer o que ainda não sabiam sobre o tema e a importância em trabalhá-lo com o aluno e a comunidade.

Esse interesse culminou em as professoras elaborarem um projeto de pesquisa para desenvolver em outros centros infantis com professoras da Educação Infantil, utilizando o lúdico como ferramenta.

Assim, o projeto foi elaborado e efetivado sob a orientação da pesquisadora cujo tema é “Contar, encantar e formar: a contação de história como alternativa para a formação de conceitos em saúde pública na educação infantil”, tendo sido desenvolvido e intitulado “além dos muros da escola” (ANEXO F).

Ao articular educação em saúde e o lúdico como forma de compreender conceitos científicos observou-se que as professoras tiveram mais facilidade em compreender os conceitos e refletirem sobre as ideias alternativas sobre o tema.

Aos poucos as professoras foram desenvolvendo confiança e autonomia nos saberes docentes e nos conhecimentos aprendidos a partir dos cursos

(fundamentação científica acerca do tema Doenças em Saúde Pública, criação das histórias e fabricação dos fantoches e cenários).

O lúdico deve ser visto como agente transformador. É por meio do brincar que o indivíduo modifica-se. É estimulada a sensibilidade, ressignifica os conceitos, desenvolve a concentração, bem como, o sentimento em grupo, a criatividade, o raciocínio lógico, a curiosidade, a iniciativa, o pensamento, a criticidade, a competitividade, a autoconfiança, a autorealização, a coordenação motora, a motivação, a cooperação, o respeito pelas regras, a flexibilidade, a autoestima, a solidariedade e a compreensão de si mesmo e do outro, além do desenvolvimento da autonomia.

O educador pode selecionar brincadeiras (histórias infantis, jogos, peças teatrais, danças, esportes etc.), enfim atividades lúdicas que serão vivenciadas em sala de aula.

Esperamos com este trabalho contribuir com a formação de agentes multiplicadores em utilizar a educação científica e atividades lúdicas para abordar os temas de saúde pública, especialmente com crianças da educação infantil, no qual ferramentas como teatro de bonecos podem ser mais adequadas.

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Benzer Belgeler