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3. AFET ODAKLI KENTSEL DÖNÜŞÜM UYGULAMALARI

3.2 Türkiye’de Afet Odaklı Kentsel Dönüşüm Uygulamalarının Yasal Çerçevesi . 22

4.2.5 Projenin faaliyet süreçleri

4.2.5.2 Uygulama süreci

Os modos esquemáticos desadaptativos, acionados quando alguma necessidade emocional não estiver sendo suprida, embasam a explicação sobre os comportamentos mantenedores de uma dinâmica conjugal disfuncional. Um modo desadaptativo compreende um estado momentâneo de respostas cognitivas, emocionais e comportamentais disfuncionais, que também ativa no(a) parceiro(a) a sensação esquemática e, consequentemente, o uso de outro modo esquemático desadaptativo (Behary & Young, 2011).

O primeiro momento do trabalho com os modos esquemáticos visa à identificação e à compreensão dos modos desadaptativos mais utilizados pelos cônjuges. Portanto, a psicoeducação deve ser realizada, buscando sempre, além da compreensão racional, um entendimento emocional sobre cada um dos modos. A relação destes com experiências nocivas nas relações primárias e sensações infantis vivenciadas deve ser estabelecida, e, para tanto, podem ser usados relatos, análise de ciclos esquemáticos, Questionário dos Modos Esquemáticos (YAMI), bem como técnica de imagem para sua identificação (esses recursos são descritos em mais detalhes nos Capítulos 7 e 8).

Além da identificação dos modos individuais, é necessário identificar quais são ativados na sequência do ciclo esquemático, pois a reação indivi​dual desadaptativa também desencadeia no(a) parceiro(a) a ativação dos modos desadaptativos deste. Para facilitar a psicoeducação, o desenho do ciclo esquemático pode ser feito, utilizando-se flechas para inter-relacionar os modos dos cônjuges

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de forma sistêmica. Nos casais, os principais modos causadores de insatisfações e conflitos são: infantil (criança vulnerável/ansiosa/triste/solitária e criança zangada) e de enfrentamento desadaptativo (protetor desligado, isolado, agressor, postura crítica, pegajoso, passivo, busca de atenção, exageradamente cuidador, parental, dependente, superior, controlador, manipulador, exageradamente racional) (Behary & Young, 2011).

EXEMPLO CLÍNICO

O filho de 2 anos de Paulo e Lara cai e machuca o joelho enquanto o pai está distraí​do conversando com os amigos. O esquema de privação emocional da mãe é ativado pela falta de cuidado do parceiro, e seu modo criança zangada é ativado na busca de atenção e cuidado. Entretanto, a agressividade de Lara para obter o que procura dispara em Paulo seu esquema de abuso, ativando seu modo protetor desligado. Ao entrar nesse modo, ele se desconecta e se isola da esposa, ativando o esquema de abandono desta, que, então, continua a agredir o marido, agora em seu modo agressor. O ciclo se perpetua a ponto de Paulo sair de casa para ficar com os amigos e relaxar. Lara é deixada sozinha, zangada e assustada, no modo criança solitária e abandonada.

Enquanto os parceiros não conseguirem sozinhos ferramentas apropriadas para lidar com os seus modos infantis, o terapeuta deve servir como um mediador que ajuda o casal a entender de uma forma mais saudável as reações do ciclo esquemático, assumindo para si o modo adulto saudável da relação. Um dos principais objetivos da terapia é a substituição dos modos desadaptativos de enfrentamento, em que estratégias disfuncionais são utilizadas visando à proteção ante as ativações esquemáticas, por meio do modo criança vulnerável. Assim, o(a) parceiro(a) consegue demonstrar de forma mais clara o EID ativado e de qual necessidade emocional está sentindo falta, diminuindo o confronto entre os modos (Atkinson, 2012).

Exemplo: “Lara, notei que a sua voz começou a tremer e seu corpo ficou tenso. Se a palavra fosse dada a essa parte de você, o que ela diria?”. O terapeuta ajuda a paciente a identificar seu modo criança vulnerável e assume um papel de modelo para o parceiro sobre como o modo adulto saudável pode agir com ele. “Uma parte de você agora tem tanto medo de perder Paulo, medo que ele a faça ficar sozinha outra vez, assim como pequena Lara. É isso mesmo? É assustador para você estar nessa situação, amando tanto ele e não querendo perdê-lo. Eu quero que saiba que não está sozinha. Estamos aqui com você e vamos ajudá-la.” O terapeuta serve como um modelo validador das emoções, confortando e acalmando o modo criança vulnerável de Lara. Essa experiência é avaliada pelo casal, que aprende uma forma de “antídoto” para a sensação esquemática.

Após a psicoeducação sobre os modos e o entendimento do ciclo, os seguintes passos devem ser realizados com objetivo de mudança:

identificar situações-gatilho e EIDs que acionam o modo disfuncional do(a) parceiro(a); rotular os modos acionados pela situação-gatilho;

descrever os efeitos sentidos em cada parceiro;

revisar o impacto dos modos ativados sobre a relação;

praticar com cada parceiro a expressão das necessidades dos modos infantis desadaptativos (modo criança vulnerável/solitária/abandonada e modo criança zangada/impulsiva);

repetir a situação-gatilho com o casal, instruindo para que respondam conforme os modos criança vulnerável ou adulto saudável;

combinar como tarefa de casa a permanência nos modos criança vulnerável ou adulto saudável por mais tempo.

O adulto saudável é um modo funcional na relação e deve ser reforçado na terapia para que o indivíduo consiga obter as necessidades primordiais no relacionamento; desativar os modos esquemáticos infantis; conhecer e reconhecer suas principais necessidades emocionais; regular as emoções nos relacionamentos geradas pela ativação dos EIDs; ajudar a ter consciência da ativação dos EIDs e, dessa forma, não interferir na relação com o(a) parceiro(a); gerenciar os modos

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desadaptativos de enfrentamento na relação; ajudar na reparação dos EIDs do(a) parceiro(a). Outras estratégias utilizadas para fortalecimento do modo adulto saudável e para a diminuição do confronto entre os modos desadaptativos incluem:

o casal é educado sobre a importância de amenizar os conflitos;

o estabelecimento de limites sobre o que é inaceitável em qualquer conflito;

um dos parceiros sinaliza o conflito quando percebe que um modo desadaptativo foi ativado, e, então, os dois concordam em “dar um tempo” para diminuição da carga emocional;

separadamente, os parceiros procuram identificar quais EIDs foram ativados, o que estão sentindo e em qual modo estão reagindo;

o casal consulta um “cartão-lembrete” relacionado ao EID e ao modo ativados;

a dupla tenta superar o EID: reconhece as reações acionadas pelo esquema e ativa o modo criança vulnerável ou adulto saudável;

cada parceiro explica como o conflito se relaciona com as experiências da infância, a fim de gerar empatia no outro;

cada parceiro explica quais EIDs foram ativados, como o comportamento do outro o afetou e como gostaria que o(a) parceiro(a) reagisse para atender melhor suas necessidades;

o casal procura atender as necessidades um do outro por meio da reparentalização, tentando resolver o problema atual com sensibilidade e compromisso;

formas de evitar conflitos similares no futuro são discutidas.

Com a quebra do ciclo esquemático disfuncional e o fortalecimento do modo adulto saudável dos parceiros, há uma maior satisfação das necessidades emocionais e, com isso, a ativação do modo criança feliz, que é outro modo esquemático funcional que deve ser vivenciado na relação amorosa. Alguns casais demonstram desconforto e constrangimento com experiências satisfatórias nas relações íntimas, pois não são acostumados com padrões saudáveis. O terapeuta deve pontuar a dificuldade e ajudar os cônjuges a desfrutar das sensações positivas do modo criança feliz.

Benzer Belgeler