4. ISO 14001 ÇEVRE VE OHSAS 18001 İŞ SAĞLIĞI VE GÜVENLİĞİ
4.3 Standart Maddeleri Bazında Uygulama Değerlendirilmesi
4.3.3 Uygulama ve Faaliyetler/İşletme
O presente estudo fez parte de um estudo multicêntrico para avaliação da validade de critério e confiabilidade do ASI 6 para uso no Brasil, por meio de um estudo transversal. Participaram pesquisadores de cinco centros brasileiros: Unidade de Dependência de Drogas (UDED), do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo; Programa de Estudos e Assistência ao Uso Indevido de Drogas (PROJAD), da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Programa de Atenção à Mulher Dependente Química (PROMUD), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (CETAD), da Universidade Federal da Bahia e Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas (CPAD) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (coordenação) em colaboração com um centro internacional (Dr. John Cacciola, Department of Psychiatry, University of Pennsylvania, Philadelphia, PA, USA). O objetivo do estudo foi de validar as várias áreas do instrumento Addiction Severity Index (ASI) em sua versão 6, desenvolvida para uso em população adulta.
O estudo multicêntrico foi desenvolvido em duas fases, sendo que na 1ª. fase foram realizadas a tradução e retro/tradução do instrumento, assim como sua adaptação às particularidades do país (ex. descrição de problemas legais). O detalhamento da metodologia do estudo multicêntrico pode ser visto em Kessler et al. (2007 e Kessler et al., artigo submetido).
3.1.1. Sujeitos
Entre janeiro e novembro de 2006, foram entrevistados 740 sujeitos, sendo que cada centro entrevistou 150 pacientes, com exceção do Centro de Estudos e Terapia do Abuso
de Drogas (CETAD), da Universidade Federal da Bahia, no qual foram entrevistados 140 pacientes.
Critérios de inclusão: Todos os participantes eram maiores de 18 anos, estavam em tratamento ambulatorial ou internados em clínicas especializadas no tratamento de pessoas com dependência de álcool ou outras drogas. Neste caso, eram incluídos desde que não tivessem sido admitidos há mais de 15 dias antes da data da entrevista, sendo os dados coletados referentes ao período de 30 dias anteriores à data de admissão ao tratamento. No caso dos pacientes em tratamento ambulatorial a entrevista era realizada até 10 dias após a data de admissão. Era condição essencial para inclusão que tivessem feito uso de álcool ou outras drogas no referido período.
Critérios de exclusão: Pacientes com transtorno psiquiátrico grave, com vigência de sintomas no momento da entrevista (sintomas psicóticos, déficits cognitivos graves, alterações do estado de consciência, agitações psicomotoras graves, sintomas de abstinência graves ou sob efeito agudo de substâncias), que impossibilitassem sua realização, que não aceitassem participar do estudo ou que não assinassem o consentimento informado.
Ética: Antes da aplicação dos questionários, o entrevistado era informado sobre os objetivos do estudo e assegurado da confidencialidade dos dados. Cada participante assinava um termo de consentimento de participação voluntária (anexo 1), redigido de acordo com as normas dos Comitês de Ética em Pesquisa das universidades às quais os centros do estudo estão vinculados. No caso dos pacientes do centro UDED, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a aprovação do projeto recebeu o número 00377/06 (anexo 2).
3.1.2. Instrumentos
/ ASI 6 (Addiction Severity Index sexta versão): versão brasileira (Kessler & Pechansky, 2006) composto por 252 questões (e 344 subitens) divididas em sete áreas: situação de
moradia, problemas médicos, emprego/sustento, uso de álcool e drogas, problemas legais, relações sócio/familiares, situação psiquiátrica (anexo 3).
Para os estudos de validação concorrente de cada área do ASI 6, os instrumentos considerados “padrão/ouro” foram aplicados concomitantemente ao ASI em ao menos três dos centros de pesquisa envolvidos.
Os instrumentos utilizados como padrão/ouro foram:
/ WHOQOL / instrumento que avalia Qualidade de Vida, desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Foi utilizada a versão bref, composta por 26 itens, baseada no instrumento original composto por 100 itens. Tradução e validação para uso no Brasil realizada por Fleck et al. (2000)
/ EAS (Escala de Ajustamento Social, Gorenstein et al., 2002)
/ ASSIST (Questionário para Triagem do uso de Álcool, Tabaco e Outras Substâncias – Henrique, 2002)
/ FES (Escala de Ambiente Familiar, Vianna, Silva & Souza/Formigoni, 2007). O uso deste instrumento é regulamentado (copyright), tendo sido obtida a autorização da companhia detentora dos direitos de uso, a Consulting Psychologists Press, representada no Brasil pela empresa Right do Brasil Ltda. (São Paulo) para a tradução para a língua portuguesa e testagem de até 400 pessoas, com finalidade de pesquisa.
/ MINI (Mini International Neuropsychiatry Interview, Amorim, 2000) / ASRS (Adult Self/Report Scale, Mattos et al., 2006)
3.1.3. Entrevistadores
Foram selecionados 25 psicólogos ou psiquiatras para a realização das entrevistas, com base em algumas habilidades dos candidatos, a saber: experiência prévia que o capacitasse a tratar questões sensíveis como aquelas relacionadas ao uso de drogas ilícitas e atividades ilegais; compreensão a respeito dos princípios de pesquisa e obtenção do consentimento informado; e interesse nos objetivos deste estudo. Os coordenadores e sub/ coordenadores de cada centro foram treinados na aplicação do ASI 6 pelo autor principal do
ASI, Thomas McLellan, que treinaram posteriormente os 25 entrevistadores (McLellan et al., 2006).
3.1.4. Procedimentos
A aplicação dos instrumentos foi realizada em um local isolado, estando presentes somente o (a) entrevistador e o (a) entrevistado. Inicialmente o entrevistado fornecia dados pessoais, anotados em uma ficha de identificação. Em seguida, tinha início a aplicação do ASI 6 (Addiction Severity Index versão 6 – McLellan et al., 2005) ou do conjunto de instrumentos utilizados para validação concorrente. Além do ASI 6 e do ASSIST, aplicados a todos os pacientes, em cada centro eram aplicados outros dois instrumentos, a saber: no CPAD (RS) foram aplicados o WHOQOL, ASSIST, MINI e FES; na UDED (SP) foram aplicados o FES, WHOQOL, ASSIST e EAS; no PROMUD (SP) foram aplicados o MINI, ASSIST e EAS; no PROJAD (RJ) foram aplicados o WHOQOL, FES e EAS; e no CETAD (BA) foram aplicados o MINI, ASSIST e FES.
Devido ao tempo despendido, em alguns casos, as aplicações eram realizadas em duas ocasiões, dentro de um intervalo máximo de três dias, sendo em uma delas aplicado o ASI 6 e em outra os demais instrumentos. Nos casos de pacientes internados, em geral era feito um intervalo de tempo e as aplicações eram realizadas em seqüência.
As análises da validação concorrente foram realizadas e estão sendo submetidas para publicação. Em resumo, as correlações (Pearson) entre os escores compostos das sete áreas do ASI 6 e os instrumentos considerados “padrão/ouro” foram variadas. A área “Álcool” obteve alta correlação com o escore relativo à álcool do ASSIST (r=0,72), a área “Drogas” obteve alta correlação com o escore relativo à drogas do ASSIST (r=0,89), a área “Psiquiátrica” obteve alta correlação com o escore “Psicológico” do WHOQOL (r=0,75), a área “Médica” obteve correlação moderada com a área “Física” do WHOQOL (r=0,41), a área “Emprego/Sustento” obteve correlação moderada com a área “Trabalho” (r=0,47) e baixa com a área “Finanças” (r=0,34) do EAS. Na área “Sociofamiliar” do ASI 6 foram gerados dois escores compostos, o escore relativo a “Apoio Sociofamiliar” obteve correlação moderada com a área “Lazer” do EAS (r=0,47), enquanto o escore relativo a “Problema
Sociofamiliar” obteve baixa correlação com a área “Família” do EAS (r=0,25) e, por fim, a área “Legal” obteve baixa correlação com o escore relativo à drogas do ASSIST.
Em relação à avaliação da confiabilidade, as correlações entre os escores obtidos na primeira e na segunda entrevista realizadas com o mesmo entrevistador (teste/reteste) foram altas nas áreas “Álcool” e “Problema Sociofamiliar”; moderadas nas áreas “Psiquiátrica”, “Drogas” e “Legal”; e baixas nas áreas “Médica”, “Emprego/Sustento” e nos dois escores restantes da área “Sociofamiliar” (Apoio Sociofamiliar e Crianças). Os resultados deste trabalho demonstraram que o ASI 6 apresentou boa validação concorrente, e evidência da confiabilidade, embora tenha ocorrido variação entre as áreas. Kessler et al. (artigo submetido) discutem em detalhes os resultados.