• Sonuç bulunamadı

3. ARAŞTIRMA BULGULARI VE TARTIŞMA

3.1. NiO Nanopartiküllerinin Sentezi

3.1.6. UV Sonuçlarının Değerlendirilmesi

Tomar partido é necessário quando se trata de ensinar e, no caso dessa investigação a decisão foi para desenvolver uma intervenção na disciplina de Estágio II, dedicada exclusivamente aos espaços de Ensino Não Formais. O intuito dessa experiência foi possibilitar aos licenciandos um contato sistematizado com projetos de extensão desenvolvidos a partir da perspectiva curricular CTS e dos pressupostos da alfabetização científica, para verificar em que medida os licenciandos visualizam possibilidades de inserir ou não os saberes, práticas, concepções e conhecimentos construídos ao longo da disciplina em suas futuras atividades docentes.

A investigação se mostrou relevante, pois, como será revelado posteriormente, a forma como foi desenvolvida a disciplina representou, para a grande maioria dos participantes, a primeira oportunidade de trabalhar com uma visão de ciência diferenciada e mais integrada durante todo o curso de formação.

De maneira geral, o Estágio Curricular é compreendido como uma forma de se superar a separação histórica existente entre teoria e prática, uma vez que no entendimento comum, os conceitos são aprendidos durante as disciplinas teóricas e são materializados em disciplinas práticas como o Estágio Curricular.

Essa forma de pensamento desconsidera toda uma construção de saberes que ocorre dentro do âmbito do estágio, tanto no ambiente onde o licenciando está desenvolvendo atividades, quanto durante o desenrolar da própria disciplina. Além disso, essa concepção transforma o professor em alguém que simplesmente executa algumas atividades, um técnico que aprende certos conceitos e depois os transmite aos seus alunos.

Para Pimenta e Lima (2008) o estágio representa uma possibilidade de aproximação entre a realidade e a atividade teórica, porém:

A aproximação à realidade só tem sentido quando tem conotação de envolvimento, de intencionalidade, pois a maioria dos estágios burocratizados, carregados de fichas de observação, é míope, o que aponta para a necessidade de um aprofundamento conceitual do estágio e das atividades que nele se realizam (PIMENTA; LIMA, 2008, p. 45).

Quando o estágio é realizado com as características que as autoras revelam, se transforma em um momento para o licenciando ampliar seu repertório de metodologias e “truques” para serem usados posteriormente em sala de aula, perdendo seu potencial de apresentar vivências diferenciadas que ajudem no aprendizado a respeito do caráter transformador da realidade.

Essa última visão do estágio é possível, no entanto, quando ele não é encarado somente como uma atividade que se presta a cumprir uma exigência legal dos cursos de formação e passa a trabalhar no sentido de que os conhecimentos apreendidos na disciplina podem despertar uma postura investigativa no licenciando. Essa ideia de colocar teoria e prática em lados totalmente opostos corresponde ao senso comum de que “a teoria na prática é outra” e “[...] resulta do fato de se buscarem relações entre teórica e prática em bases falsas, de pretender- se que agir está desligado de pensar, especular” (COTA, 2000, p. 205).

Os Estágios Curriculares nos cursos de formação de professores são normalmente desenvolvidos dentro do ambiente da escola, dentro das salas de aulas e nos demais espaços escolares de gestão, por exemplo, e nesse sentido o Estágio II da UESC representa uma inovação à medida que se dedica à observação e posterior desenvolvimento de um projeto de extensão em um espaço de Educação Não Formal, como Museus e Centros de Ciências, Parques, Zoológicos, Planetários etc.

Uma disciplina obrigatória totalmente voltada para os espaços de Educação Não Formal não acontece normalmente nos Cursos de Licenciatura e, como tal pode ser uma ferramenta muito importante quando se trata de discutir concepções de ensino e aprendizagem, diferentes das normalmente aprendidas, algo que não é corriqueiro, pois:

[...] é preciso não esquecer que o chamado ensino tradicional – isto é, por transmissão de conhecimentos já elaborados – constitui um modelo coerente, muito difundido, que engloba todos os aspectos da aprendizagem das Ciências, motivo pelo qual sua transformação exige tanto um conhecimento claro e preciso de suas deficiências como a elaboração de um modelo alternativo igualmente coerente e de maior eficácia geral (não só em algum aspecto específico). Em outras palavras, a chamada “transformação” exige um tratamento teórico, ou seja, a elaboração de um corpo coerente de conhecimento, que vai além de aquisições pontuais e dispersas (CARVALHO; GIL-PÉREZ, 2009, p. 31).

Nesse sentido, são vários os exemplos, alguns deles já elucidados em capítulos anteriores que mostram que o ensino pautado na memorização de conceitos e fórmulas estanques que pouco ou nada contribuem para o entendimento e para a transformação da realidade, não mais se sustenta na sociedade atual.

No entanto, ele continua a existir, ainda que seja condenado por vários professores em formação. Para Carvalho e Gil-Pérez (2009), isso ocorre também porque o que esses professores:

[...] denominam pejorativamente de “ensino tradicional” neles está profundamente impregnado, ao longo dos muitos anos em que, como alunos, acompanharam as atuações de seus professores. Trata-se de uma formação ambiental que teve um grande peso por seu caráter reiterado e por não estar submetida a uma crítica explícita, constituindo-se, por isso, em algo “natural”, sem chegar a ser questionada efetivamente (CARVALHO; GIL-PÉREZ, 2009, p. 38, grifo dos autores).

Como forma de quebrar essa “naturalidade” em se ensinar conceitos, entendida aqui como a forma “tradicional”, a disciplina de Estágio II tem sido pensada não com a pretensão de causar por si só a mudança de comportamento dos licenciandos ou até nas metodologias de ensino utilizadas pelos mesmos e pela instituição, mas com a intenção sim de despertar para a crítica desse modelo de educação, provocar o pensamento sobre diferentes maneiras de ensinar e aprender e, principalmente de visualizar a ciência.

Se as coisas são inatingíveis...ora! Não é motivo para não querê-las! Que tristes os caminhos se não fora A mágica presença das estrelas!

Mário Quintana

Benzer Belgeler