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1.2. BAMBU LİFİ

1.2.2. Bambu Lifinin Özellikleri

1.2.2.3. Bambu Lifinin Diğer Özellikleri

1.2.2.3.3. UV Işığını Kırma

Inserir-se numa comunidade caracterizada pela presença de riscos e vulnerabilidades para rejeição e abandono de recém-nascidos; selecionar participantes com históricos de vida carentes de maternagem; planejar métodos, vivências e abordagens de grupo que fomentem vínculos; escolher um local propício para aplicabilidade dos encontros; instituir esforços para angariar a confiança das participantes, evitando desistências e estimulando diálogos com troca de saberes mais fidedignos possíveis; e, por fim, captar a essência do fenômeno em quase seis horas de gravação e filmagens representaram as fases de um árduo trabalho. No primeiro contato individual com cada participante, por meio da aplicação de uma entrevista, observou-se um pouco da realidade emocional e sociodemográfica necessária para se conhecer o sentido deste estudo. Perceber a subjetividade nas respostas, a intimidade dos relatos e o extravasar de sentimentos foi uma experiência necessária para começar a entender a essência do fenômeno. Esse primeiro contato serviu para consolidar o interesse de cada participante nos encontros. A experiência do desenho complementou as informações subjetivas mais pertinentes de cada participante, como uma proposta simples em sua aplicabilidade, mais complexa pelo extenso teor de resultados obtidos. Dados captados desse primeiro encontro resgataram características peculiares que influenciaram a rejeição da gestação, dentre esses: a ausência do companheiro; o abandono de

familiares; o déficit ou ausência do amor; os fatores econômicos como o desemprego e a violência psicológica sofrida por companheiros e mães. No segundo encontro, o uso da massa de modelar, como mecanismo para avaliar a autopercepção das participantes, estimulou captar sentimentos em suas narrativas e histórias de vida, aliando-se a conceitos básicos de logoterapia, os quais propuseram um sentido à maternidade indesejada. Propor um sentido à gravidez e descrever a essência desse significado em um cartão, por parte das gestantes, proporcionaram ao pesquisador experiências que fomentaram um autotranscender. Experiências como: se colocar no lugar do feto, sentindo o ambiente uterino em toda sua essência, por meio de um cuidado às vezes não recebido na infância (toque do outro e leve massagem); em seguida, tocar seu ventre (automassagem), transmitindo um contato íntimo com seu bebê e percebendo a importância do apego através dessa proposta, certamente foram as experiências mais aceitas pelo grupo. A carência de apego, por boa parte das participantes, pode ter sido um dos motivos desta escolha. Já ao se perceber pela música, de forma a entender seu significado e essência no fortalecimento do vínculo com seu filho, algumas participantes identificaram, numa letra específica que fala do amor, algo que gera desconforto aos sentidos, fato esse que trouxe algumas inquietações por parte do pesquisador. Deixar uma mensagem a respeito dos benefícios da música as participantes foi uma proposta essencial. Captar as preferências musicais de cada uma, conhecendo um pouco de cada personalidade, foi algo relevante neste estudo. Observar, por meio de outra abordagem da psicologia, uma melhor compreensão do fenômeno da rejeição através da abordagem da mãe suficientemente boa, mesclando o holding materno, trouxe à tona muitos bloqueios interligados às histórias de vida que levaram a tal fenômeno. Os fatores que fortaleceram a maternagem se relacionavam à resiliência das participantes, principalmente por se defrontarem com problemas mais agravantes que os seus, sensibilizando-se e se motivando para melhoria da autoestima e aceitação do bebê. Pelos rituais de conotação positiva, eram bem perceptíveis os relatos de resiliência. Outros fatores positivos se relacionavam ao amor materno recebido na infância e adolescência; o apoio de familiares; e o desejo de ser mãe. Vale reforçar que o apoio do companheiro foi citado somente num relato, e que algumas genitoras das participantes foram criticadas pela postura rígida, repressiva e excludente. As figuras do companheiro e das mães de algumas participantes sofreram críticas em muitos relatos, principalmente no que se refere à rejeição e exclusão, tanto da gestação como do bebê. A violência obstétrica na tentativa de induzir algumas ao aborto foi destacada. Conforme citado anteriormente, antes da aprovação da pesquisa pelo Comitê de Ética, duas gestantes de suma importância deixaram de participar por terem abortado. Talvez se a pesquisa tivesse sido aprovada antecipadamente, os abortos

teriam seriam evitados. Nos relatos de algumas gestantes, destacou-se a falta de apoio do companheiro e, em algumas situações mais conflitantes, o término do relacionamento a partir da descoberta da gravidez. O suporte oferecido pela família de algumas gestantes representou um mecanismo de resiliência, contribuindo significativamente para que boa parte delas conseguisse superar alguns sentimentos negativos que fomentaram a rejeição, ressignificando a gravidez como um sentido e um marco positivo em seu desenvolvimento. O uso das abordagens diferenciadas em cada encontro, mesmo criticada ou elogiada por alguns profissionais da saúde mental (por se trabalhar abordagens antagônicas da psicologia), trouxe o êxito esperado. Reforça-se que os referenciais teóricos de tais abordagens foram trabalhados separadamente. Uma abordagem de grupo eclética, entendida de acordo com sua especificidade em cada encontro, trouxe a complementação necessária para que todos os objetivos fossem atingidos com seu devido êxito. O despertar para a maternagem, proposto nos cinco encontros; os conhecimentos e ajuda compartilhada entre elas no grupo; e o suporte familiar nessa fase crítica da gestação foram fatores que as ajudaram a enfrentar esse momento de crise, possibilitando a assunção de um relacionamento mais saudável e adaptativo entre a tríade mãe-bebê-ambiente. Sendo assim, os profissionais de saúde devem reavaliar seu pensamento crítico e reflexivo a respeito das abordagens de grupos, pois não adianta ministrar uma palestra sobre um tema específico, sem levar em conta o diálogo, o saber popular e a influência do ambiente onde se está inserido.