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ULUSLARARASI KURUM VE KURULUŞLARA DESTEK AMAÇLI YAPILAN DİĞER BAŞVURULAR

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Para Kövecses (2005), a Metáfora Conceptual é abordada por Lakoff e Johnson ([1980] 2002) e por Grady (1997) com base, sobretudo nas experiências corpóreas humanas básicas, a exemplo da metáfora primária: AFEIÇÃO É CALOR, que licenciaria expressões linguísticas como, nós temos uma relação calorosa. Ou seja, ainda segundo Kövecses (2005), não seria surpresa para ninguém que afeição seja associada a calor e não a frio, considerando que tal correlação entre as experiências de afeição e de calor se teria dado de forma inconsciente. Isso porque elas remontariam à nossa mais tenra idade quando éramos acolhidos junto ao corpo de nossa mãe.

Em assim sendo, por termos a Metáfora Conceptual, como base para conceptualização de experiências humanas básicas e universais, significaria dizer que o caráter da Metáfora Conceptual é igualmente universal, conforme discutimos no

capítulo 1, na seção acerca da TMC. Contudo, pondera, o autor, quando se olha para a relação entre metáforas e as línguas humanas, tem-se a nítida impressão de que há tão grande número de Metáforas Conceptuais não universais como de Metáforas Conceptuais universais. Dessa forma, para Kövecses (2005), no que pese sua visão de cultura ser definida como compartilhamento de entendimentos entre membros de uma dada comunidade, e por outro lado, as Metáforas Conceptuais, na condição de procedimento cognitivo sistemático responsável pela conceptualização de grande parte dos conceitos mais abstratos, também variarem em termos culturais - a exemplo da conceptualização de amor em termos de jornada, de unidade e de caça em culturas como a americana, húngara e chinesa - seria necessário levantar a seguinte pergunta: Até que ponto as pessoas no mundo compartilham os mesmos entendimentos em relação aos aspectos do mundo em que vivem?

Nessa perspectiva, o mencionado autor considera, na condição de linguista cognitivo, que a Metáfora Conceptual é tão poderosa e rica que ela teria de ser compreendida a partir da interconexão entre vários níveis, quais sejam: linguístico, conceptual, sociocultural, neural e corpóreo. Diante de tal fato, o autor pondera que, como o nível conceptual, consoante a ideia central defendida pela TMC, emergiria da experiência corpórea básica e das atividades neurais e o fato de o ser humano se assemelhar de forma importante nesse nível, a maior parte das Metáforas Conceptuais existentes deveria ser, portanto, similar e universal; e, consequentemente, a maior parte dos entendimentos compartilhados entre as pessoas no mundo seria, igualmente, similar e universal. Apesar de Kövecses (2005) questionar essa visão, tendo em vista que, em seus estudos e dados coletados, há evidências relevantes de variação metafórica, ele aponta para casos segundo os quais o caráter universal da Metáfora Conceptual foi evidenciado.

Com efeito, os estudos que visam verificar as evidências quanto ao caráter universal das Metáforas Conceptuais, se realizam no âmbito das diferentes culturas e línguas, particularmente no âmbito das culturas e línguas não relacionadas. Dessa forma, o autor apresenta, em sua obra Metaphor in Culture, os resultados, dentre outros, de duas pesquisas que foram realizados no domínio das emoções, particularmente do conceito de felicidade e de raiva. O conceito de felicidade foi examinado nas línguas chinesa, húngara e inglesa; ao passo que o conceito de raiva nas línguas chinesa,

húngara, inglesa, japonesa, polonesa, wolof e, zulu. O autor não deixa de assinalar que a escolha em investigar a ocorrência de Metáforas Conceptuais relacionadas com o domínio das emoções não foi gratuita, visto que tal domínio é considerado como fortemente influenciado pelas experiências culturais.

Consoante a pesquisa realizada na língua inglesa por Kövecses, em 1991, embora tenha sido encontrado um grande número de Metáforas Conceptuais mapeando o conceito de felicidade, Kövecses (2005) avaliou que três delas se sobressaiam, tais quais: FELICIDADE É PARA CIMA (I´m felling up [Estou me sentindo para cima]), FELICIDADE É LUMINOSIDADE (She brightened up [Ela ficou radiante]) e FELICIDADE É LÍQUIDO EM RECIPIENTE (His heart is filled with happiness [Seu

coração está cheio de alegria]). O linguísta cognitivo chinês YU encontrou, igualmente,

as mesmas Metáforas Conceptuais em sua língua a partir de pesquisas, por ele, realizadas, em 1995 e 1998 tal qual Kövecses em pesquisa realizada na língua húngara, sua língua materna. Seguem os exemplos da Metáfora Conceptual FELIZ É PARA CIMA em chinês e húngaro, retirados de Kövecses (2005, p.36.), respectivamente:

FELIZ É PARA CIMA

Ta hen Gao-xing

He is very high-spirited/happy [Ele é alto astral/feliz]

Ta xing congcong de.

He spirit rise-rise [ele espírito levanta-levanta] Seu astral está alto/ ele está satisfeito e entusiasmado.

Zhe-xia tiqi Le wo-de xingzhi This moment raise my mood Nesse momento, meu astral fica alto

FELICIDADE É PARA CIMA

Ez a film feldobott.

Este filme me deixou para cima.

Majd elszáll a boldogságtól

Almost away-flies-he/she the happiness-from Ele está nas nuvens

Quanto aos estudos relacionados às Metáforas Conceptuais que mapeiam o conceito raiva, eles foram realizados na língua inglesa por Kövecses em 1986; por Lakoff em 1987; e por Lakoff e Kövecses em 1987; na língua chinesa por King em 1989; e por Yu em 1995 e 1998; na língua japonesa por Matsuki em 1995; na língua húngara por Bokor em 1997; na língua wolof por Munro em 1991; na língua zulu por Taylor e Mbense em 1998; e, na língua polonesa por Micholajczuk em 1998. Todos os estudos encontraram a Metáfora Conceptual UMA PESSOA COM RAIVA É UM RECIPIENTE PRESSURIZADO.

Apesar de Kövecses (2005) não disponibilizar todos os exemplos discutidos pelos estudos supracitados, ele reproduz alguns relacionados com a língua inglesa (Cf. KÖVECSES, 2005, p. 39), a saber:

You make my blood boil [Você fez meu sangue fever].

Simmer down! [Acalme-se]

Let him stew [deixe que ele espume de raiva]

He blew his top [Ele estourou a tampa]

Em seguida, Kövecses sumariza os achados da seguinte forma:

Em todas essas línguas, a metáfora do RECIPIENTE foi encontrada segundo a qual o recipiente é pressurizado em função ou não do calor. As correspondências, ou mapeamentos, da metáfora do RECIPIENTE PRESSURIZADO para ‘raiva’ incluem:

O recipiente com algum tipo de substância ou objeto = a pessoa que está raivosa.

A substância ou objetos do recipiente = a raiva.

A pressão da substância ou objetos no recipiente = a força da pessoa raivosa. A causa da pressão = a causa da força da raiva mantendo a substância ou objetos no recipiente = controle da raiva.

A substância ou objetos saindo do recipiente = a expressão de raiva.

Dessa forma, argumento que esse mapeamento produz uma cena ou situação para ‘raiva’ na qual há uma força dentro de uma pessoa de sorte que tal força faz a pessoa agir de certa maneira que a pessoa se despressurize. A causa, a força e a estrutura da expressão forçado continua a ser um mistério e um acontecimento completamente aleatório, sem que evoque a metáfora do RECIPIENTE PRESSURIZADO. Por outro lado, por meio desse mapeamento detalhado, tal metáfora fornece uma estrutura coerente para os vários conceitos de ‘raiva’ em diferentes línguas. (2005, p. 39-40). (Tradução Nossa).

Nessa perspectiva, Köveceses (2005) conclui que, embora os exemplos elencados pelos vários estudos que investigaram o caráter universal das Metáforas Conceptuais insinuem grande variação no âmbito das línguas pesquisadas, tal variação mostrou ser de natureza superficial. Ou seja, os estudos detalhados dos casos revelaram evidências de que certas Metáforas Conceptuais, particularmente no âmbito das Metáforas Conceptuais de nível genérico, apresentam caráter potencialmente universal ou quase universal. Acrescenta ainda que as Metáforas Conceptuais particularmente estudadas são simples ou primárias e/ou complexas, baseadas em experiências humanas universais.

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