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Yasal, teknik veya ekonomik, ulusal veya uluslararası kanun, mevzuat veya standartlarla ilgili değişikliklerin sürekli Person ele yapılan tebliğler, web sitesinde ve oda gazetesinde izlenmesinin sağlanması ve bu konularda oda personeli ile üyelerin bilgilendirilmesi yayınlanan ilanlar, üyelere gönderilen SMS ve e-mailler

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16 Yasal, teknik veya ekonomik, ulusal veya uluslararası kanun, mevzuat veya standartlarla ilgili değişikliklerin sürekli Person ele yapılan tebliğler, web sitesinde ve oda gazetesinde izlenmesinin sağlanması ve bu konularda oda personeli ile üyelerin bilgilendirilmesi yayınlanan ilanlar, üyelere gönderilen SMS ve e-mailler

O estudo de caso desenvolvido nesta pesquisa foi feito em três empresas que atuam no APL de calçados da Grande João Pessoa. Por questões de sigilo, nesta pesquisa as empresas serão denominadas apenas de Empresa A, B e C.

Conforme sugere Yin (2001), a análise dos dados no estudo de casos múltiplos foi desenvolvida em níveis diferentes, ou seja, within case (dentro dos casos individualmente) e cross case (entre os casos).

Assim, na primeira fase, os dados foram analisados em conformidade com as características e contextos das empresas individualmente consideradas. Isto é, em um primeiro

momento foi investigada a relação de cada empresa com outras empresas do setor de calçados constituintes do APL da Grande João Pessoa. Dessa forma, essa pesquisa não teve o objetivo de identificar os relacionamentos interorganizacionais entre as três empresas pesquisadas, embora, na pesquisa de campo se tenha verificado que existe relacionamento entre elas.

Feita a análise individual, partiu-se para uma investigação conjunta dos casos estudados, em que, numa análise mais ampla, embora não menos detalhada, as informações encontradas nos casos individuais foram observadas e comparadas entre si com o intuito de identificar semelhanças e divergências para os três casos (três empresas) investigados.

Como instrumentos de coleta de dados, foram adotadas na pesquisa de campo entrevistas semiestruturadas (ver apêndice A) com gestores das três empresas integrantes do APL, e também observação passiva no momento das entrevistas. Além disso, o site de cada uma das empresas foi visitado para que a caracterização de cada uma delas pudesse ser ampliada.

A entrevista semiestruturada é, segundo Yin (2001), uma considerável fonte de informação quando se utiliza o estudo de caso e possui uma linha de investigação com fluidez. É caracterizada pela presença de um roteiro com perguntas abertas e fechadas, definidas de modo prévio, havendo flexibilidade na apresentação destas perguntas ao entrevistado, e sendo possível fazer uso de questionamentos complementares (SANCHES, 2011). O roteiro de entrevista semiestruturada deve considerar o modelo estudado, sem impor a visão do pesquisador sobre dado tema e, além disso, deve ter uma linguagem acessível ao entrevistado (MARTINS, 2010).

Todas as entrevistas realizadas foram gravadas na forma de áudio e, posteriormente, transcritas. Segundo Manzini (2014), a transcrição pode ser entendida como uma das várias etapas da entrevista: num primeiro momento um roteiro é elaborado; num segundo momento é realizada a entrevista propriamente dita e; num terceiro momento é feito o processo de transcrição, em que a fala do entrevistado deve ser fielmente reproduzida para o texto escrito.

A entrevista realizada na Empresa A aconteceu com o gestor industrial da unidade, tratado aqui como “Entrevistado A”, que possui uma experiência de 14 anos nesta empresa, sendo 11 deles como gerente industrial, mas tendo também exercido outras funções como: estágio, supervisão da produção e químico. Nesta empresa, a entrevista foi realizada no dia 08/05/2014, com duração de 68 minutos e 50 segundos. No entanto, sentiu-se a necessidade de realização de um novo contato com o gestor industrial desta unidade para tratar de alguns questionamentos que ficaram pendentes ou que ficaram pouco claros durante a primeira entrevista. Dessa forma, uma segunda entrevista foi realizada no dia 10/07/2014 com o

mesmo gestor, tendo duração de 38 minutos e 20 segundos. As informações obtidas tanto na primeira quanto na segunda entrevista foram agrupadas e um único documento.

A entrevista realizada na Empresa B aconteceu com dois gestores diferentes: um gestor de produção (que será tratado como “Entrevistado B1”) e um gestor de manutenção (que será tratado como “Entrevistado B2”). O “Entrevistado B1” atua na Empresa B há 25 anos e, neste cargo específico, há 12 anos. Mas também já exerceu funções como cronometrista, cronoanalista, supervisor da área de engenharia industrial, e em uma das áreas do setor de qualidade; logo em seguida, passou a atuar como gerente de produção. Já o “Entrevistado B2” trabalha há quase 7 anos neste cargo. Mas, durante cerca de um ano e meio acumulou os cargos de gerente de manutenção e gerente de produção na empresa. A entrevista com o primeiro gestor (“Entrevistado B1”) aconteceu também no dia 08/05/2014 e teve duração de 63 minutos e 15 segundos. Com o “Entrevistado B2”, a entrevista aconteceu no dia 09/05/2014 e teve duração de 69 minutos e 30 segundos.

No caso da Empresa C, a entrevista foi realizada com o gerente de produção da unidade, tratado como “Entrevistado C”. Este gerente trabalha na unidade há 3 anos; atualmente é ligado também ao setor de planejamento da fábrica, mas está vinculado especificamente à área de costura e confecção de solados. Já trabalhou no centro de distribuição da empresa e, além disso, tem experiência de mais de 16 anos na área de calçados, adquiridos em outra grande empresa que trabalhou, seja na área de planejamento ou como gerente de produção. A entrevista realizada na Empresa C aconteceu no dia 04/06/2014 e teve duração de 68 minutos e 30 segundos. Tais informações estão contidas no Quadro 15.

Quadro 15 - Características das entrevistas e dos gestores entrevistados

Empresa Entrevistado exercida Função Tempo na empresa entrevista Data da Duração no Atlas/ti Número A Entrevistado A Gerente Industrial 14 anos 08/05/2014 e 10/07/2014 68 min. e 50 seg. 38 min. e 20 seg. 1 B Entrevistado B1 Gerente de Produção 25 anos 08/05/2014 63 min. e 15 seg. 2 B Entrevistado B2 Gerente de Manutenção 6 anos e 8 meses 09/05/2014 69 min. e 30 seg. 2 C Entrevistado C Gerente de Produção 3 anos 04/06/2014 68 min. e 30 seg. 3 Fonte: Dados da pesquisa (2014)

Na Unidade Hermenêutica utilizada neste trabalho (maiores detalhes sobre essas unidades na subseção 3.2.4, que trata do Atlas/ti), cada uma das empresas analisadas está ordenada conforme a sequência de visitas feitas. Dessa forma, a Empresa A diz respeito ao

número 1 do Atlas/ti, a Empresa B diz respeito ao número 2 e a Empresa C diz respeito ao número 3 no referido software.

Convém destacar que em se tratando de um estudo de caso, este deve ser pautado na confiabilidade e na validade do mesmo, que servem para avaliar a qualidade deste tipo de pesquisa (CAUCHICK MIGUEL, 2010). Em se tratando da confiabilidade do estudo de caso, segundo o autor, ela permite que, por exemplo, os procedimentos para a coleta de dados possam ser repetidos e se chegar aos mesmos resultados. Já em relação à validade, é preciso considerar alguns dos aspectos citados por Cauchick Miguel (2010):

a) Validade de constructo: utilizar múltiplas fontes de evidência; desenvolver um encadeamento das evidências (no estudo empírico); e revisar, constantemente, os resultados encontrados na pesquisa de campo. Dessa forma, nesta pesquisa, o estudo de caso desenvolvido é válido em termos de constructo, pois se utilizou de múltiplas fontes de evidência, analisou-se o encadeamento entre as evidências e os resultados foram revisados (havendo a necessidade, em alguns casos, de retornar às empresas para confirmar algumas informações).

b) Validade interna: desenvolver, ao longo da pesquisa empírica, um padrão de convergência e de construção da explanação dos resultados encontrados. Tal aspecto pode ser verificado na análise dos resultados apresentados no capítulo 4.

c) Validade externa: utilizar a lógica de replicação dos resultados devido ao estudo de casos múltiplos. Tal validade é verificado pela necessidade de se desenvolver estudos de casos múltiplos na presente pesquisa.

d) Confiabilidade: utilizar um protocolo de pesquisa. Nesta pesquisa, o protocolo pode ser visualizado no apêndice A e foi o mesmo utilizado em todos os casos estudados.