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Ulusal Güvenlik Amaçlı Teslim ve Hizmetlere İlişkin İstisna

Ç. VERGİYİ DOĞURAN OLAY

B. ARAÇLAR, KIYMETLİ MADEN VE PETROL ARAMALARI İLE ULUSAL GÜVENLİK HARCAMALARI VE YATIRIMLARDA İSTİSNA

7. Ulusal Güvenlik Amaçlı Teslim ve Hizmetlere İlişkin İstisna

Conforme exposto anteriormente, o mundo no contexto atual está muito mais dinâmico do que já foi outrora. Isso se reflete também no mercado de trabalho de cada país que se coloca no cenário internacional competitivamente, a fim de conquistar novos mercados consumidores. Notícias freqüentemente divulgadas pela mídia dão conta de que o Brasil é uma das nações que ganha destaque nesse novo cenário mundial. Considerado país emergente, faz parte, junto com Rússia, Índia e China e África do Sul (BRICS) e alguns outros seletos países, de um grupo de países que ganharam visibilidade nos últimos anos, principalmente após a crise que abateu a União Europeia e os Estados Unidos nos anos recentes. Nesse contexto, países considerados potências mundiais dependem, muitas vezes, desses mercados emergentes para que o mercado internacional continue dinâmico e pulsante. Não é mais motivo de espanto saber pela mídia internacional que países e blocos econômicos outrora tão soberanos acenam em direção aos países emergentes como que solicitando ajuda.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)3, de 2002 a 2011, a taxa de ocupação no Brasil evoluiu de 89,5% para 95,3%, o que mostra um crescimento de 6,5% das pessoas em idade ativa ocupadas no país.

3 Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova

Dado isso, pode-se constatar que o Brasil caminha para uma taxa bem próxima ao pleno emprego, uma vez que o índice alcançado no final de 2011 evidencia a participação de uma maciça parcela da população em idade ativa na economia do país. A partir desses dados, verifica-se que o mercado de trabalho brasileiro continua em crescimento, e esse mercado cria não somente novas vagas, mas também novas profissões que atendam as demandas internas. E a educação tem um papel fundamental nessa parte, especificamente.

Também não é motivo de espanto verificar que, sem encontrar mão de obra qualificada, muitos setores importantes para a continuidade do crescimento econômico do Brasil acenam aos profissionais estrangeiros que venham suprir suas necessidades. Segundo dados do Ministério do Trabalho4 e Emprego - MTE (atualizados em Dezembro de 2011), a presença da mão de obra estrangeira contratada no Brasil vem aumentando desde 2008. Naquele ano, foram concedidas 43.993 autorizações de trabalho a estrangeiros chegando a 70.524 autorizações em 2011, o que representa um crescimento acumulado de 60,3% neste período. Quando analisados os dados disponíveis em relação às autorizações para ocupação de cargos na área de gestão, o cenário é bastante parecido: em 2008 foram concedidas 957 autorizações e, em 2011 1.396, com aumento de praticamente 46%.

A partir da análise de tais estatísticas, é possível inferir que a educação brasileira tem sido suficientemente eficiente para formar profissionais qualificados o bastante para suprir as demandas do mercado de trabalho interno do país. Uma das nações que se sobressai e se destaca, mesmo em tempos de crise, não consegue formar profissionais que sejam aptos para exercer funções importantes em setores estratégicos. Isso demonstra que o setor educacional não está acompanhando o dinamismo das profissões, do mercado de trabalho e do próprio país, o que é motivo de grande preocupação.

A partir dos mesmos dados, a análise em nível micro revela que as empresas demandam um novo tipo de profissional. Espera-se que ele seja, como visto anteriormente, polivalente, autônomo, criativo, inovador, de fácil adaptação a mudanças rápidas e capaz de utilizar seus conhecimentos de forma adequada ao contexto em que se encontra. Adequar-se a essa realidade é um desafio constante para os profissionais que se formam independentemente de sua área de atuação.

4 Disponível em: http://portal.mte.gov.br/trab_estrang/resumos-gerais-relacao-das-autorizacoes-de-

Ficar atento a isso é um requisito básico para os ingressantes em cursos de ensino superior. É preciso ter em mente que há lacunas a serem preenchidas no mercado de trabalho e que, se não houver qualificação adequada, não serão preenchidos os requisitos necessários, havendo assim chances de um profissional estrangeiro conquistar cada vez mais vagas no mercado interno.

As IES têm parte importante no desafio encontrado pelos (futuros) profissionais frente ao mercado de trabalho. As práticas escolares têm uma contribuição importante para que o indivíduo se torne mais autônomo profissionalmente e alcance outros quesitos, citados como fundamentais, para o ingresso e permanência no mercado de trabalho. Somente o profissional que teve uma educação emancipatória e construtiva será capaz de atuar como alguém que apreende e até mesmo reconfigura o que está à sua volta, e não somente reproduz e/ou adapta coisas à sua realidade. Cabe, portanto, às IES incutirem isso no indivíduo desde as práticas em sala de aula.

É provável que muitas instituições de ensino precisem se reorganizar para atender às novas exigências do mercado de trabalho, proporcionando a seus egressos experiências que vão além das salas de aula, propiciando incentivo à pesquisa e à formação continuada e maior integração de seu corpo docente no sentido de integrar atividades e disciplinas, compartilhar vivências, etc. Assim, tais instituições precisam saber lidar com a flexibilização em vários aspectos, como no quesito das grades curriculares, por exemplo, de modo que elas fiquem mais integradas. Outro fator importante a ser levado em conta pelas IES é o incentivo à pesquisa, e isso como forma de contribuir para que o saber em determinadas áreas seja novamente convertido em ensino, já que "não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro" (FREIRE, 2010, p. 23).

A integração é outro fator importante a ser tratado por elas, uma vez que não somente as disciplinas dos cursos precisam estar integradas, de modo a formar uma grade curricular interdisciplinar, mas a integração tem que se dar também entre a direção da instituição e o corpo docente, entre os docentes uns com os outros, entre os docentes e os discentes, e por fim: entre a teoria que é dada na sala de aula e a prática que pode estar instaurada tanto na sala de aula quanto, se necessário, fora dela, etc. As IES precisam estar atentas a fatos que acontecem nacional e

internacionalmente, pois muitas vezes isso implica no modo como, a médio e longo prazo, ela vai organizar seus cursos e matrizes curriculares.

O modo como as IES que oferecem e estruturam o curso de Ciências será deveras importante para a formação de um profissional que lida com uma área tão dinâmica e diversificada. Assim como em outras áreas, o profissional da área de Ciências Contábeis precisa ser alguém bem informado e atento ao que se passa ao seu redor, não somente no que se refere à empresa onde trabalha, mas também com relação à legislação vigente, no que tange os aspectos sociais, tributários e econômicos e em várias outras áreas com as quais poderá ter de lidar. Ele só conseguirá sobreviver no mercado de trabalho se buscar as informações das quais necessita em sua profissão, ou seja, além dos conhecimentos específicos de contabilidade e auditoria, necessitará compreender também aspectos de governança corporativa, fatores econômicos, tributários, de logística, bem como várias outras áreas que interferem na dinâmica da empresa onde atua. Assim também, o próprio registro de dados e informações, por exemplo, precisa ser correto e claro, de forma que ele mesmo possa analisá-los e saber indicar a seus superiores decisões corretas a serem tomadas para o sucesso de seu negócio.

A partir de tais constatações, compreende-se que o profissional atuante na área de Ciências Contábeis deverá ter visão sistêmica e crítica, já que ele poderá ter que fazer a análise de fatores variados para chegar a uma conclusão e, a partir disso, ser crítico o bastante para saber quais decisões podem ou devem ser tomadas concernente a determinado problema na empresa, por exemplo. Isso quer dizer que o profissional de contabilidade precisa ter também um mínimo de habilidade com planejamento estratégico e gestão.

Formar um profissional desse porte é um desafio para as IES. Nota-se que o profissional da área de contabilidade tem que ter contato com várias áreas do conhecimento, mas não é só o contato que basta. A relação entre essas áreas diversificadas tem que estar clara para quem, futuramente, atuará com isso no quotidiano. Se as IES oferecerem aos futuros profissionais visões isoladas e estáticas de áreas que, na verdade, precisariam estar integradas, é certo que não os formará de maneira completa e satisfatória para as exigências do mercado de trabalho, uma vez que a vivência no ensino superior não foi adequada para o que eles podem vir a encontrar na realidade do mercado.

Tomando-se por base essas exigências específicas da profissão contábil, é possível perceber que um currículo multidisciplinar não será suficiente. Ele não proporcionará aos futuros profissionais a capacidade de terem uma visão sistêmica e crítica. Isso será possível somente se o currículo do curso for interdisciplinar, uma vez que, sendo assim, será possível que os futuros atuantes na área de contabilidade vejam as diversas áreas do conhecimento as quais estudou de forma integrada.

Uma matriz curricular interdisciplinar, porém, não é tudo. Há vários outros aspectos que devem ser motivo de atenção por parte das instituições, como, por exemplo, a relação constante entre teoria e prática, a necessidade de aprendizagem continuada, a instigação do senso crítico e da visão empreendedora, a análise de fatores diversos cooperando para a solução de uma questão única, etc.

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Benzer Belgeler