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Uğrunda koparılan bir baş da ben olsaydım Cümlenin Ögeleri:

Para uma compreensão mais profunda das falas das professoras, optamos por entrevistas realizadas com pessoas de uma mesma escola, de um mesmo contexto. Foi escolhida uma escola de uma área periférica da cidade de São Paulo, o distrito de Campo Grande. Segundo o IBGE, censo de 200057, a taxa de alfabetização da população de 10 anos estaria em torno de 97,5%, o que indica que boa parte das crianças com idade equivalente ao término do primeiro ciclo do Ensino Fundamental foi alfabetizada. Até a data do início da pesquisa, havia apenas um estabelecimento de educação especial na região, que obteve 15 matrículas em 2000, 26 em 2001, 11 em 2002 e 2003, 10 em 2004 e 13 em 2005. O baixo número de alunos em escola especial e o alto índice de alfabetização são indicadores de que muitas crianças com necessidades educacionais especiais até os dez anos estariam nas escolas regulares da região.

Procuramos por uma escola da rede municipal de ensino com primeiro ciclo do Ensino Fundamental, devido à política de municipalização do Ensino Básico em nosso país58 e à repercussão crescente da política de educação inclusiva a partir de

57 Todos os dados desta seção foram retirados do site da prefeitura de São Paulo:

http://www.capital.sp.gov.br, acesso em julho de 2006.

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No período considerado (1980, 1991 e 2000-2004), o ano de 2004 foi o que apresentou o maior número de matrículas, totalizando mais de 3 milhões. No mesmo período, a rede estadual foi reduzindo progressivamente sua participação relativa no número de matrículas em educação básica, passando de 53,4%, em 1980, para 44,6%, em 2004. A demanda resultante, de maneira geral, foi atendida pela rede municipal, que aumentou sua participação no total de matrículas de 25,7%, em 1980, para 36,5%, em 2004. Na educação especial, entre 2000 e 2002, houve um aumento do número de matrículas em classes ou escolas específicas (de 6.746 para 7.586), e a partir daí registrou-se pequeno decréscimo, chegando a 6.913 em 2004. Esse decréscimo pode ser indicativo da simples retração da oferta de vagas, o que implicaria um déficit no atendimento; mas pode ser também resultado da implementação da política de inclusão em classes regulares dos alunos com necessidades especiais. Outro dado que chama a atenção é a inexistência de matrículas em educação especial em 17 distritos, entre os quais Morumbi, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, Lajeado, Cidade Líder, Tremembé e Marsilac, que pode indicar a ausência de oferta pelas redes pública e privada, e não a falta de demanda por essa modalidade de ensino. (fonte: http://www.capital.sp.gov.br, acesso em julho de 2006).

2001, que concentrou o maior número de matrículas de alunos com NEE no primeiro ciclo da escola regular.

Segundo o sítio eletrônico da prefeitura de São Paulo, a garantia dos direitos humanos na região foi considerada precária, mas a garantia dos direitos da criança e do adolescente foi classificada como média. Tal fato é relevante por estar relacionado à nossa preocupação com a fundamentação material dos direitos humanos e pela região estudada representar a média da garantia dos direitos das crianças em um contexto de precariedade. O índice de exclusão/inclusão social da região é de -0,40 a 0,20 em uma escala de -1 a +1.

Foram visitadas quatro escolas da região que satisfizessem nossos critérios de escolha (ser municipal e oferecer o primeiro ciclo do Ensino Fundamental). Destas, foi escolhida a mais receptiva e com maior predisposição à colaboração. O primeiro contato se deu com uma das coordenadoras da escola, no qual o pesquisador se apresentou e levou uma carta de apresentação (apêndice C, p. 260). O aceite da escola foi dado em um momento de trabalho coletivo (Jornada Especial Integral – JEI), com a participação do corpo docente.

A pesquisa foi realizada em uma Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) criada em 1971 e inaugurada em 1972. Seu patrono foi filósofo, mas se destacou pela atuação como jornalista. Funcionava em três turnos59: o primeiro turno das 6:50 às 10:50; o segundo das 10:55 às 14:55, e o terceiro das 15:00 às 19:00. No primeiro turno, funcionavam 4 salas de primeiro ano, 4 salas de segundo ano e 4 salas de terceiro ano. No segundo turno, 5 salas de quarto ano, totalizando as 17 salas do primeiro ciclo.

59 A partir de 2007, a escola passou a funcionar em dois turnos, o que acarretou grande desconforto

e insegurança para os funcionários, pois se acreditava que resultaria em maior número de alunos presentes durante cada período, perda de espaços físicos que seriam reaproveitados para salas de aula, maior número de alunos por sala e “janelas” ociosas e não remuneradas nos horários dos professores. Infelizmente não foi possível acompanhar os resultados efetivos de tal mudança.

Ainda no segundo turno, existiam 5 salas do primeiro ano do segundo ciclo. O terceiro turno contava cinco salas do segundo ano, 4 salas do terceiro e 4 salas do quarto ano do segundo ciclo. O total era de 12 salas no primeiro turno, 10 salas no segundo e 13 salas no terceiro.

O total de alunos da escola era de 117860. O primeiro turno contava com 391 alunos, sendo 140 das primeiras séries, 126 das segundas séries e 125 das terceiras séries. O segundo turno contava com 348 alunos, sendo 181 das quartas séries e os demais 167, da quinta série ou primeiro ano do ciclo dois. O terceiro turno atendia a 439 alunos de sexta (146), sétima (151) e oitava (142) séries.

A equipe de educadores era formada por uma diretora, uma assistente de direção e duas coordenadoras pedagógicas61. 17 professoras atuam no primeiro ciclo e 27 professores atuam no ciclo dois. Existem ainda duas professoras que atuam como auxiliares de período. A escola possui 13 salas próprias, 1 sala de leitura, 1 laboratório de informática, 1 sala de vídeo e 1 sala ambiente.

O Projeto Político Pedagógico da escola “tem como Princípios Universais a Fraternidade, Igualdade e Liberdade de Pensamento. E como Pressupostos Filosóficos: Aprender a Ser; Aprender a Conhecer; Aprender a Fazer; Aprender a Viver”. Destaca também a relação entre aprender a conhecer e o princípio de igualdade:

aprender a conhecer: garante a chance de ter em mãos, todos os dias, a possibilidade de abrir uma janela para o mundo, conhecendo as novidades

60 Segundo o Projeto Político Pedagógico da escola, 70 % da clientela da escola vem de outras

regiões próximas.

61 Durante o ano de 2006, a coordenadora (M.) que estava na escola há mais tempo foi transferida

para outra escola porque a ex-coordenadora (N.) que lhe cedeu a vaga estava voltando de um cargo administrativo na Diretoria de Ensino. Isso acarretou em que a coordenadora (A.), que estava na escola há menos de um ano, ficasse por mais de um mês trabalhando sozinha na coordenação, pois a coordenadora (N.), que acabava de reassumir o cargo, estava em licença. Num outro momento, quando as duas coordenadoras (N. e A.) começaram a trabalhar juntas, em poucos dias, a coordenadora (A.) que acabava de completar um ano na escola tirou férias e em menos de uma semana, a ex-coordenadora (N.), agora novamente coordenadora, foi transferida para um novo cargo. Como resultado, a escola ficou sem equipe de coordenação por quase um mês.

e todas as informações que o coloca [o aluno] em pé de igualdade com os outros indivíduos da sociedade em que vive.

A escola acredita que pode proporcionar igualdade de condições pelo “aprender a conhecer”, mas menciona que “vivemos atualmente um conflito ético entre a formação e a deformação do indivíduo” – sendo “deformação” um termo que aparece sem explicações.

As metas para 2006 estavam diretamente vinculadas às principais políticas públicas da Secretaria Municipal de Educação. Correspondendo ao Projeto Ler e

Escrever as metas eram: ter todos os alunos do Fundamental I, até o segundo ano,

alfabéticos62; e criar maior disposição de leitura nos alunos do Fundamental II. Com relação ao Projeto São Paulo é Uma Escola, a meta era aumentar a permanência dos alunos na Unidade Escolar. A esse respeito, o projeto de ação de 2006 indica que a escola precisaria de mais recursos para trabalhar com os alunos fora do seu turno correspondente, além dos problemas de transporte e da interferência nos planos de atividades dos professores de Educação Física.

Benzer Belgeler