3. Uç yaprak adaxial damar üstündeki basit tüy uzunluğu 0,26-0,40 mm
5.2. Uçucu Yağ ÇalıĢmaların Değerlendirilmesi
A base metafórica do dispositivo ainda é aquela dinâmica físico- mecânica do funcionamento de turbinas aeronáuticas geradoras de forças impulsivas e propulsivas. Todavia, além dessas forças, acresce-se a força pressurizadora, que, no rotar e contrarrotar das duas hélices da impulsão e propulsão, exerce a força do equilíbrio. A hélice da pressurização movimenta-se tanto no sentido horário como no anti-horário, equilibrando a produção de potência e força do duplo-hélice, por meio da pressão que produz sobre o girar das aludidas hélices, mantendo o equilíbrio do corpo. Assim, temos a força da impulsão que faz o corpo levantar, decolar; a propulsão, que o faz mover-se para frente, movimentar-se adiante; e a pressurização, que mantém o corpo em equilíbrio, mediante as pressões que exerce sobre as forças impulsivas e propulsivas.
Na discursividade, e nos restringiremos à literária, a impulsão, representativamente, são os sujeitos que fazem tal discursividade ―decolar‖, erigir, instaurar, pois discursos se constroem somente por e para sujeitos. Com efeito, são com estes e por estes que se irrompem, deflagram-se os processos discursivos sobre a base material da língua, produzindo efeitos de filiação identificatória, que instauram sentidos demarcatórios do funcionamento sócio-histórico, político-ideológico e cultural na/da e pela linguagem. Efeitos de constitutividade e de construções subjetivas pelas inscrições discursivas – pelos lugares
___ 117
ideológicos, sociais, discursivos, histórica e culturalmente instituídos em se inscrevem sujeitos – em cujo imo e a partir delas sujeitos (des)constroem sentidos a enunciações literárias, significando-as e se significando.
E são esses sentidos que fazem a discursividade literária movimentar-se, mover-se à frente, representando, desse modo, a propulsão. São eles que propelem, impelem, alimentam potencialmente o eterno continuum de produção de efeitos de uma enunciação literária. Na verdade, são esses sentidos, sempre em (des)construção a partir de e por sujeitos, que dimensionam o literário no espaço do perene devir, em que leituras, análises, interpretações, percepções valorativas, atribuições axiológicas estão sempre a instaurarem, ficando-nos abstruso reforçar o ideário, que não raras vezes circula nos meios institucionais da crítica literária e do ensino de literatura, da concepção de paradigmas crítico- sentidurais, instrumentos pré-formatados para a leitura ou roteiros analíticos. Enquanto uma produção discursiva não há como se pensar verdades, sentidos herméticos, leituras válidas, mas conceber efeitos que se constroem pela propulsão dos sentidos no mutar e transmutar das instâncias espaciais e temporais perante sujeitos.
Contudo, há algo de particular, de singular nessa discursividade, que a torna distinta, por exemplo, da discursividade jurídica, da discursividade política e assim por diante. Há uma constitutividade que lhe é específica e que a difere entre as demais produções discursivas, construindo sentidos e sujeitos. Uma particularidade que, em nosso entendimento, não se situa nem na ordem dos sentidos, nem na ordem dos sujeitos. Não está nem na forma, nem no conteúdo e nem no material de sua enunciação ou nos sujeitos envolvidos em tal enunciação.
Aventamos, tomando por base a teoria bakhtiniana e dela também fazendo algumas extensões, que, sendo a discursividade literária um espaço constitutivamente consubstanciado pela diversidade de ideações,
___ 118
de imagens, de combinações estético-sentidurais, balizadas por um eterno diálogo de linguagens em descontínuo movimento de (trans)formação e (des)construção de sentidos que provocam efeitos, tal discursividade baliza sua singularidade e especificidade na estética. Acreditamos que é na singularidade dos modos de combinação dessas linguagens, dessas ideações, de seus objetos, realidades, enfim, no acabamento ainda inacabado dos elementos instauradores do campo do existir-como-vida que reside a força pressurizadora da discursividade literária.
Nesse sentido, ampliando o dispositivo de Ferreira-Rosa (2009), além de observar sentidos e sujeitos se produzindo, necessário se faz que também se pondere sobre a estética enquanto um motriz influitivo que exerce pressões nessa dinâmica sentidural e sujeitudinal, equilibrando, calibrando, suportando, balizando, burilando a produção de sentidos e sujeitos no ínterim de uma discursividade literária. Na verdade, representando a pressurização no funcionamento dessa discursividade.
Esquematicamente, poderíamos figurar essa tridimensionalidade da seguinte forma:
Figura 4. Tridimensionalidade da discursividade literária
Como na geração de força e potência pelo girar de três hélices justapostas de uma turbina aeronáutica, o funcionamento da
Discursividade literária estética pressurização sentidos propulsão sujeitos impulsão
___ 119
discursividade literária também, segundo nosso entendimento, pode ser analisado observando-se os movimentos de produção de sentidos e sujeitos balizados pela estética. Pelo rotar da instauração de sujeitos e contrarrotar da produção de sentidos, pressurizados pelo concomitante rotar e contrarrotar da conjuntura estética, acreditamos de alguma forma ser possível escrutinar a dinâmica estético-sentidural (des)construindo subjetividades.
Destarte, considerando os modos de organização, de disposição dos objetos, das realidades, dos elementos que constituem um espaço literário, conferindo singularidade e particularidade, em sua instauração de sentidos por e para sujeitos, (des)construindo subjetividades, pensamos configurar uma vereda possível para construção de práticas heurístico-hermenêuticas da discursividade literária. Uma vereda que não tem por fito construir ―as‖ leituras, ―os‖ sentidos de uma materialidade estético-literária, mas um mecanismo epistemológico que permite lançar olhares-leitores sobre a produção de sentidos e sujeitos, balizada pela estética. Olhares também moventes, dinâmicos, que sempre vão estar vinculados às inscrições discursivas, ideológicas, sociais, histórica e culturalmente instituídas nas práticas linguageiras, portanto, também singulares e particulares.
Se então foram potencializadas as hélices, as ordens que antes eram a conjuntiva e a singular também são ampliadas, pois ponderando igualmente a casualidade estética, necessário se faz considerar o que escapa nesse funcionamento dinâmico e os acontecimentos que se instauram.
Sendo assim, duas outras ordens são acrescidas ao dispositivo: a ordem dispersiva e a ordem acontecimental, o que, graficamente, redimensiona para o seguinte:
___ 120
Figura 5. Ordens de uma nonessência
A ordem acontecimental, representada pelo eixo diagonal 1, reporta ao devir, ao que perpassa, ao que traspassa essa discursividade imbricando-se a ela, formado por uma traspolaridade determinativa (também no lado superior) e outra descritivo-explicativa (no lado inferior). É a exterioridade/interioridade constitutivas de tal produção artística, construindo acontecimentos. E a ordem dispersiva, representada pelo eixo diagonal 2, remete ao que escapa, ao que atravessa, ao que transpassa a discursividade literária, cujos polos são denominados de transpolaridade determinativa (no lado superior) e descritivo-explicativo (no lado inferior). É a atividade interdiscursiva de outricidades, do non-sens incidindo sobre o funcionamento de tal discursividade, instaurando sempre ―coisas-a- saber‖.
Desse modo, é na observância de um todo conjuntivo, constituído pela relação contígua de elementos que o remontam dinamicamente e descontinuamente, construindo singularidades – em suas dimensões de unicidade, irrepetibilidade, involuntariedade, intravisionalidade, idiossincratidades – que são instauradoras de devires acontecimentais e atravessadas por uma dispersão, produzindo sentidos e sujeitos em uma
acontecimental singular
conjuntiva
___ 121
casualidade estética, que se baseia o escopo do dispositivo nonessencial em triplo-hélice. Uma proposta teórico-metodológica que não pretende ser uma abordagem crassa para apreciações analíticas de corpora literários, ou mesmo um inconteste método heurístico-hermenêutico para o escrutínio do funcionamento da discursividade literária, como já reforçado anteriormente.
Antes, configura-se apenas, dentre outros modos possíveis, enquanto uma representação funcional de olhares-leitores sobre enunciações da estirpe literária. Uma representação que busca, mediante critérios de recortes, elementos constituintes, constitutivos e constituídos da dinâmica da instauração sujeitudinal e produção sentidural, balizadas pela esteticidade para a construção de práticas hermenêutico-heurísticas de materialidades estético-literárias. Um dispositivo que tem o imo de funcionar, mostrando no próprio espaço de existir-como-vida da literatura, a sua dinâmica de construção de sentidos e sujeitos no cerne de sua materialidade estético-linguística.
Para então fazê-lo mostrar funcionar e inventar-engendrar a dinâmica da discursividade literária em LFT, mediante um sopesar analítico, proporemos três nonessências balizadoras das três hélices da tridimensionalidade do literário. A primeira, remetendo à produção de sujeito, que denominaremos de nonessência sujeitudinal, assim será formada:
___ 122
Figura 6. Hélice 1 – Nonessência sujeitudinal
Nesta hélice, o ponto de centricidade será a instância enunciativa sujeitudinal mulher que é produzida no universo estético-literário de LFT, tendo em vista o nosso próprio escopo de pesquisa que remete a analisar como sujeitos e sentidos são construídos nos meandros enunciativos de HN, VA e CP, observando os modos de subjetivação e formas de sentiduralização dos movimentos, deslocamentos, (des)construção, diálogos e duelos de outricidades e subjetividades no espaço do existir- como-vida da produção literária telliana, em sua eterna movência e descontinuidade, sobretudo no que concerne à mulher.
Observando então os seguintes critérios: i) ser um sujeito mulher; ii) ser recorrente, e iii) constituir uma regularidade; recortamos no eixo vertical, da ordem conjuntiva, Virgínia como uma macropolaridade determinativa porque exerce uma determinação, não no sentido de
IESM