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İstisnaları Olarak Bir Hükme Bağlı Tutma ve Suç İsnadına Bağlı Olarak Tutma

3- Tutuklamanın Koşulları

Se a tarefa em se estabelecer um conceito uniforme em relação aos produtos florestais não-madeireiros pode ser considerada difícil e gera discussões e controvérsias entre pesquisadores e instituições, o mesmo pode se dizer em relação à classificação de PFNM. Uma mesma espécie vegetal – seja ela herbácea, arbustiva ou arbórea – pode gerar um ou mais diferentes produtos não-madeireiros.

A palmeira conhecida como babaçu (Orbignya phalerata Mart.), de comum ocorrência no nordeste brasileiro é um bom exemplo dessa versatilidade. De acordo com Pinheiro (2008), da polpa dos seus frutos se produz a farinha de babaçu, usada como um substituto da farinha de mandioca ou como alimento para o gado; suas amêndoas são uma importante fonte de alimento para pessoas e para animais (como certos roedores, porcos, galinhas, etc.), produzindo ainda uma espécie de leite e um óleo comestível; a parte mais interna dos frutos, o endocarpo, pode ser queimada e transformada em carvão, uma fonte comum de combustível doméstico; e as folhas são perfeitas para fazer telhados, fornecendo abrigo do sol escaldante e da chuva, além de serem usadas na confecção de cestos, vassouras, colchões etc..

Ao mesmo tempo em que uma espécie vegetal é capaz de fornecer um ou mais produtos, da mesma forma, um mesmo produto florestal não-madeireiro pode gerar um ou mais produtos e subprodutos, conferindo ao mesmo, uma grande variedade de usos. Algumas partes das plantas produtoras de PFNM, como cascas, galhos, folhas e raízes podem ser consideradas como produtos propriamente ditos, uma vez que não necessariamente precisam ser beneficiados para serem utilizados. Entretanto, estes podem gerar produtos diversos quando beneficiados, sendo considerados até mesmo como matérias-primas (QUADRO 1).

QUADRO 1 – Produtos florestais não-madeireiros e subprodutos gerados a partir dos mesmos

PFNM Produtos propriamente ditos Produtos gerados a partir dos PFNM Cascas − Medicinais − Ornamentais − Alimentícios − Religiosos − Artesanais − Adubos naturais − Taninos

− Princípios ativos medicinais

− Cosméticos − Corantes − Fibras vegetais Folhas − Ornamentais − Artesanais

− Forragens para animais

− Alimentícios − Medicinais − Religiosos − Construções − Fibras vegetais − Medicinais − Cosméticos − Adubos naturais − Corantes − Ceras Frutos − Alimentícios − Artesanais − Medicinais

− Forragens para animais

− Produção de mudas

− Decoração (paisagismo)

− Óleos vegetais (cosméticos, biocombustíveis, fármacos etc.)

− Purificação da água (carvão de frutos de Bertholletia excelsa Bonpl.)

− Usos industriais − Alimentícios Sementes − Artesanais − Religiosos − Alimentícios − Decoração − Forragem

− Óleos vegetais (cosméticos, biocombustíveis, fármacos etc.)

− Gomas − Biocidas naturais − Mudas − Alimentícios Raízes − Alimentícios − Religiosos − Medicinais − Biocidas naturais − Corantes − Alimentícios Flores − Decoração − Alimentícios − Artesanais − Religiosos − Corantes − Produção de mel − Aromatizantes − Cosméticos

QUADRO 1 – Produtos florestais não-madeireiros e subprodutos gerados a partir dos mesmos

PFNM Produtos propriamente ditos Produtos gerados a partir dos PFNM Galhos − Artesanais − Utensílios domésticos − Religiosos − Lenha − Resinas − Corantes − Látex Troncos (fustes) − Resinas − Corantes − Látex (extrativismo) − Óleos essenciais − Alimentícios

− Artesanais (a partir de cipós

Látex − Medicinais

− Impermeabilizantes, Vernizes

− Borrachas

Resinas − Medicinais

− Vernizes

− Adesivos para madeiras

−Constituintes de repelentes e produtos aromatizantes

Taninos −Biocidas naturais (Controle da fusariose)

− Tratamentos de água

−Protetores (Curtição de peles de animais, proteção de redes de pescas e velas de embarcações etc.)

− Resinas vegetais

Óleos −Alimentícios (Para fritura de alimentos) − Medicinais − Repelentes − Medicinais − Cosméticos Corantes − Alimentícios

− Pinturas para fins ritualísticos

− Tingimento de tecidos

− Alimentícios

Tais características conferem aos PFNM uma amplitude bastante significativa em relação à sua utilização (FIEDLER et al. 2005) e, dessa forma, servem de matéria-prima para várias indústrias, como a farmacêutica, alimentícia, de cosméticos e produtos naturais, por exemplo (FERRO et al., 2006). Portanto, uma das dificuldades em se agrupar os PFNM em classes de utilização pode residir justamente nas características inerentes aos mesmos, uma vez que um produto, ao mesmo tempo em que pode estar inserido na classe de produtos “medicinais”, pode perfeitamente fazer parte da classe de “alimentos” ou até mesmo em outras classes concomitantemente.

Ao mesmo tempo em que as características dos PFNM dificultam um agrupamento de produtos em determinadas classes, diferentes critérios são

utilizados pelos diferentes autores e/ou instituições na classificação dos mesmos. Muitas vezes, em algumas classificações, PFNM considerados como “temperos” e “condimentos” são incluídos na classe dos “alimentos”, enquanto em outras classificações, “temperos”, “condimentos” e “alimentos” são considerados classes distintas.

Por fim, alguns autores e/ou instituições, classificam alguns PFNM como “materiais estruturais” (que englobam as fibras da madeira), enquanto outros não. Outros, ainda, incluem os PFNM em classes como “conservação ambiental e uso social”, englobando os serviços ambientais. Tal fato é decorrente das diferentes concepções (conceitos) em relação aos PFNM, uma vez que não há um consenso se tais produtos englobariam a madeira e os serviços ambientais produzidos pelas florestas.

Fiedler et al. (2005) consideram as seguintes “famílias” de produtos florestais não-madeireiros: fármacos, alimentos, condimentos, temperos, artesanatos, decoração, plantas ornamentais, látex, resinas, cosméticos, serviços diversos (turismo, seqüestro de carbono, manutenção da qualidade da água etc.). Para Mok (apud SANTOS et al., 2003), produtos não-madeireiros, oriundos de plantas apresentam as seguintes classes:

1. Comestíveis: frutas, sementes, palmitos, sagu, açúcar e especiarias. 2. Medicinais.

3. Materiais estruturais: fibras, bambus e ratam.

4. Químicos: óleos essenciais, látex, resinas, gomas, taninos e corantes; e 5. Plantas ornamentais: orquídeas, e outras.

De acordo com Wickens apud (SANTOS et al., 2003), o uso do ecossistema para recreação, reservas naturais, manejo de várzeas, entre outros, por exemplo, são considerados como serviços da floresta e os PFNM incluem plantas usadas para:

1. Alimentos (comestíveis). 2. Forragem.

4. Medicinais. 5. Fibras. 6. Bioquímicos.

Cherkasov (apud SANTOS et al., 2003) afirma que os recursos florestais deveriam ser divididos, de modo geral em madeireiros, não-madeireiros e recursos especiais. Para o autor, a classificação dos produtos não-madeireiros inclui os serviços da floresta e usos não produtivos, estes últimos, subdivididos em conservação ambiental (regulação do clima e da água, funções de preservação da água e proteção do solo florestal) e uso social (saúde, recreação, defesa entre outros):

1. Vegetais:

a) alimentos: frutos selvagens e cogumelos; b) plantas medicinais;

c) plantas melíferas;

d) plantas para uso industrial; e) forragem.

2. Vida selvagem:

a) vertebrados: caça (pássaros, animais mamíferos e peixes); b) invertebrados.

3. Conservação ambiental e uso social: a) Conservação ambiental:

− regulação climática,

− regulação e conservação da água,

− proteção do solo. b) Uso social:

− saúde,

− recreação.

Para Silva (1996), nove grupos de produtos não-madeireiros explorados no Brasil podem ser considerados.

1. Oleaginosas (andiroba, babaçu, copaíba, cumaru, ucuri, macaúba, olicica, pequi, tucum, ucuúba, e outros).

2. Alimentícios (açaí, castanha de caju, castanha do Pará, erva mate, mangaba, palmito, pinhão, umbu);

3. Aromáticos, medicinais tóxicos e corantes (ipecacuanha, jaborandi, jatobá, quina, timbó, uruçu e outros).

4. Pinheiro (nó de pinho).

5. Borracha (caucho, hevea – coagulada e líquida – e mangabeira). 6. Gomas (balata, maçaranduba e sorva).

7. Cera (carnaúba – cera e pó – e licuri).

8. Fibras (buriti, carnaúba, caroá, cipó-imbé, butiá, guaxima, malva, paina, piaçava, taboa, tucum).

9. Tanantes (angico, barbatimão, mangue e outros).

Por sua vez, o IBGE, no estudo “Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura”, distribui os produtos florestais não-madeireiros explorados no Brasil em nove grupos. Tais produtos são citados como “produtos extrativos” da floresta (IBGE, 2004).

1. Borrachas: Hevea brasiliensis e caucho.

2. Gomas não elásticas: sorva, maçaranduba e balata. 3. Ceras: carnauba.

4. Fibras: piaçava, carnaúba e buriti. 5. Tanantes: barbatimão e angico;

6. Oleaginosos: copaíba, amêndoa de cumaru, babaçu, licuri, tucum, oiticica, pequi e outros.

7. Alimentícios: mangaba, castanha de caju, umbu (fruto), pinhão, palmito, castanha do Brasil, erva-mate cancheada, açaí (fruto).

8. Aromáticos: raiz poaia, folha de jaborandi e semente de urucum; e

9. Subprodutos da silvicultura: resina, folha de Eucalyptus spp., casca da acácia negra e nó de pinho.

Benzer Belgeler